segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Morreu na noite de domingo, 7, o metalúrgico Joaquim Raimundo Neto, 23, que residia em Catalão, a 255 quilômetros da Capital. Ele faleceu em São Paulo, onde realizava tratamento contra leucemia mielóide aguda. O rapaz e a mãe recusaram, em Goiânia, transfusão de sangue, alegando ir contra os princípios estabelecidos pelas testemunhas de Jeová, seita a qual pertenciam. O corpo foi levado ao município de Catalão, onde teria sido velado no Salão do Reino das testemunhas de Jeová.
O caso de Joaquim ficou conhecido após o hematologista Yuri Vasconcelos, que o tratava, pedir autorização ao Ministério Público para realizar a transfusão de sangue. O rapaz e a mãe pediram alta do hospital em Goiânia no dia 26 de novembro. Os dois, segundo familiares, teriam ido a São Paulo tentar tratamento alternativo que não exigiria transfusão de sangue. O nome do hospital e a equipe de médicos não foram divulgados.
Segundo informações de parentes, que não se identificaram, Joaquim Raimundo Neto teria assinado documento que proibia qualquer tipo de transfusão de sangue ou doação de órgãos. A família do rapaz não quis dar declarações.
A morte de Joaquim, reacende a discussão sobre os poderes do médico em ministrar tratamento, mesmo contra a vontade do paciente. Pela lei, apenas casos de morte iminente dão ao profissional de Saúde plenos poderes para ministrar o tratamento adequado, seja quais forem as crenças do doente ou família.
O hematologista Yuri Vasconcelos não foi encontrado para dar entrevistas. Ele, no entanto, afirmou anteriormente ao Diário da Manhã que a doença de Joaquim só poderia ser tratada por meio de transfusão de sangue. O procedimento criaria meios para que o paciente respondesse à quimioterapia e, futuramente, fosse submetido ao transplante de medula óssea. O médico encaminhou sua avaliação técnico-médica ao Ministério Público estadual.
vontadeO promotor Isaac Benchimol, que autorizou a transfusão de sangue, lembra que a vontade do paciente deve ser respeitada, por pior que ela pareça. Mesmo autorizado, o médico só pode ministrar o tratamento caso o doente entre em coma e não possa mais tomar decisões. A exceção acontece no caso do paciente ser uma criança. Neste caso a terapia é ministrada mesmo que os pais não concordem.
Em Goiânia, o promotor de Justiça garante que o jovem foi atendido com todos os recursos possíveis dentro das limitações impostas pela famíllia.Segundo um dos seguidores da seita, que preferiu não se identificar, a transfusão de sangue é desaconselhada pelas testemunhas de Jeová baseado em trechos da Bíblia onde é proibido o consumo do fluido. O sangue, segundo a seita, é sagrado e visto como símbolo da vida. A recomendação é obedecida à risca pelos seguidores, embora eles garantam não haver coação.
Seguidores com problemas de saúde semelhantes ao de Joaquim podem optar por seguir os ensinamentos das testemunhas de Jeová ou descumpri-los, sem qualquer ônus, garante o líder da seita. Neste caso, vale o livre-arbítrio de cada um. As testemunhas negam que os fiéis sejam forçados a seguir as determinações.
doençaJoaquim descobriu a doença no último dia 12 de novembro. Por ser uma enfermidade severa e degenerativa, precisou de cuidados urgentes. Quando observada a necessidade de transfusão de sangue, a prima do jovem, a psicológa Shirley Adriana Alves, disse que a mãe do rapaz e dois tios foram contra. Ela disse ter ouvido um parente, pertencente à seita, dizer que a morte era o único recurso para Joaquim Raimundo. Ela, contrariada, decidiu pedir ajuda à Justiça.



É claro que sangue tem seus riscos como qualquer tratamento. Aspirina tem seu risco em determinados casos. Tudo é uma questão de se pesar o risco com o beneficio.
No caso de Joaquim ele precisava de hemacias no sangue para oxigenar seus tecidos. Essas hemacias transfundidas daria tempo indeterminado até ele poder fazer um transplante de medula.Se não fosse as testemunhas de Jeová, não seria um caso tão complicado, pois é um caso até comum.Se ele não fosse testemunha de Jeová, muito provavelmente estaria vivo. Para ser franco,nem ele aparentava ter certeza de sua fé, visto nem amigos saberem disso e se surpreenderem, o que pesou foi a pressão de sua mãe e dos anciãos em cima dela e dele.
Infelizmente testemunhas de jeová são bombardeadas com informações de que transfusão de sangue causa fatalmente doenças e mortes alem de pecar contra Deus. O sangue é demonizado na cabeça delas a ponto de não terem discernimento na questão risco/beneficio.
Outra coisa é que testemunhas de Jeová na verdade não se abstém nada de sangue, e sim de alguns componentes dele, que arbitrariamente eles acham que não podem. É tão ridículo que não pode hemácia, mas recentemente foi permitido a molécula de hemoglobina que é a estrutura principal dentro da hemácia.
A hemoglobina que faz a função de transporte do oxigênio, mas ainda seu uso comercial em carreadores artificiais de oxigênio não existe.Mas quando existir vai poder.Mas de onde vem essa hemoglobina que eles podem usar?Ora, de sangue humano ou animal! Grande abstenção de sangue!
Toda essa brincadeira tem custado vidas. Agora testemunhas de jeová, mostrem onde na biblia fala que concentrado de hemacias não pode? Onde que Leucócitos, não podem? Onde esta escrito que plaquetas não podem? E aonde diz que albumina pode? Que imunoglobulinas podem? Qual texto sagrado que permitem fatores como o XIII essencial para hemofílicos.
E principalmente me respondam porque AGORA PODE se a biblia é a mesma, mas em passado recente, tudo isso que pode hoje não se podia para uma testemunha de jeová? O que garante que não vai mudar de novo o que pode e o que não pode do sangue?
Brincam, sem base bíblica com isso os textos de Gênesis 9:4,Levítico, 3:17,Atos 15: 28,29 por acaso falam de albumina, hemácia, leucócito, plasma, fatores, plaquetas?
Não!
Então como é que vocês testemunhas de Jeová sabem o que podem e o que não podem?
Ah, porque um grupo de homens teve de interpretar assim(Corpo Governante).
Então é na biblia que se baseia essa doutrina que mata? Não, é em interpretação de homens.
Tanto que é verdade que vocês testemunhas de jeová, diziam antes que vacinas eram proibidas pela Bíblia, e expulsavam quem as tomassem. Não só vacinas, mas transplante de órgãos também.
Hoje as TJs permitem transplantes, mas até pouco tempo atrás não. O que mudou? A biblia? Como isso se dá então?
Que irresponsabilidade com a vida humana, justamente o contraria que se queria ensinar com o respeito que a biblia da ao sangue.


domingo, 7 de dezembro de 2008