terça-feira, 21 de julho de 2015





É domingo e Pablo com 8 anos de idade tem um convite para uma festa muito especial de uma amiguinha da escola. Mas, Pablo é filho de Testemunhas de Jeová e comemorar aniversários é algo considerado como pagão e demoníaco. 

É domingo e pela primeira vez, Pablo está indo pregar de casa em casa com sua mãe. 

É domingo e atrás de cada porta, há um desafio , um teste , uma surpresa e Pablo é obrigado a ir com sua mãe que acha que o fim do mundo está prestes a ocorrer e que somente pregando a doutrina de sua religião é que ela e quem ouvir será salvo. 

É domingo e mais uma criança filha de pais Testemunhas de Jeová será doutrinada e treinada para achar que somente sua religião é a única certa no universo.

Mais uma criança será constrangida e aterrorizada com a ameaça de que se não fizer esse proselitismo o próprio Deus Jeová a desprezará. Isso é algo cruel!

Mais informações:


116 Festivais / 33 Países / 20 Prêmios.
"Dios por el Cuello", um curta-metragem de José Trigueiros,


segunda-feira, 13 de julho de 2015



Na mais recente emissão do programa JW Broadcast de Julho de 2015, o mais criticado e polêmico membro do Corpo Governante (liderança) das Testemunhas de Jeová, Anthony Morris III, apareceu perante as câmaras com o propósito de abordar o melindroso assunto do abuso sexual de crianças (ver vídeo no final do texto).

Foram apenas cerca de 9 minutos dedicados a esta temática, numa altura em que inúmeros casos de abuso sexual no seio das Testemunhas de Jeová têm surgido na mídia e tem levado muitas Testemunhas de Jeová sinceras a questionar o que realmente se passa nos bastidores da sua organização religiosa. 

Inúmeras são também ex-Testemunhas de Jeová que acusam a liderança de promover uma política de encobrimento destes casos, bem como de silenciar as vítimas através de ameaças de expulsão, conduzindo à sua total ostracização (por parte dos membros fiéis à religião). Bárbara Anderson e Bill Bowen estão entre os mais determinados denunciantes das políticas organizacionais da Watchtower (Torre de Vigia) com respeito a este assunto.
 

Não nos podemos esquecer que desde o renomado programa Panorama da BBC em 2002, com o tema "Sofrem as criancinhas", em que uma reportagem de investigação revelou ao mundo os graves problemas de abuso sexual em congregações inglesas das Testemunhas de Jeová, vários casos foram levados a tribunal (ver aqui o mais recente). O caso de Candace Conti foi sem dúvida o mais falado.

Para aqueles que pensavam que Anthony Morris III iria abordar este tema de forma sincera e direta, tendo em conta a exposição pública que a organização tem sofrido a este respeito, a frustração foi total.

De forma leviana e irresponsável, Anthony Morris III acusou os homossexuais como grupo, de estarem por detrás dos abusos sexuais infantis que grassam hoje em dia.

Puxando de uma revista Despertai! dos anos 80, enumerou vários artigos que abordavam a chamada "Nova Moralidade". E referindo-se a um dos artigos da revista disse:

"Ela alertava sobre os homossexuais que exploravam e defendiam o direito de usar garotos para o sexo. Tenham vergonha!"

O artigo a que Morris se referia era uma verdadeira peça de propaganda, onde um incidente isolado de redes de prostituição infantil condenada pela sociedade civil foi transformada num artigo contra os homossexuais como grupo. A exploração de tal controvérsia, torna-se assim uma generalização, como que afirmando que todos ou a maioria dos homossexuais são abusadores de crianças. Na prática, é o mesmo que alguém afirmar que por existirem predadores sexuais entre as Testemunhas de Jeová a maioria, senão todas elas, são abusadoras de crianças.

Nada mais ridículo!

Na realidade, ao se ouvir os comentários de Anthony Morris III sobre este assunto (abuso infantil), percebe-se a manobra criada em torno do tema. Mais uma vez, os homossexuais são os culpados!

Na realidade, tal acusação já por anos foi descartada como verídica. Os estudos existentes demonstram que não existe diferença no número de abusadores sexuais gays e os abusadores sexuais heterossexuais.
Numa altura em que os olhos do mundo, tanto da mídia, como da Justiça, estão voltados para as organizações religiosas acusadas de encobrir casos de abuso sexual, (tais como a Igreja Católica e Testemunhas de Jeová), é um verdadeiro "tiro no pé" tentar atirar a culpa para alguém exterior a essas organizações religiosas.

Os abusos sexuais ocorridos ao longo dos anos dentro da religião das Testemunhas de Jeová, não têm sido praticados por homossexuais do "mundo", conforme Morris parece querer afirmar. Esses abusos têm sido praticados por homens (e algumas mulheres), respeitados na congregação. Desde betelitas, anciãos, servos ministeriais, pioneiros e comuns publicadores, são estes que têm sido levados à justiça por tais crimes.

O problema do abuso sexual nas Testemunhas de Jeová, nasce dentro da religião e tem sido alimentado por décadas de inação por parte da liderança da mesma, tendo como grande responsável o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová.

Este grupo de homens tem criado verdadeiras barreiras à promoção de políticas organizacionais que protejam de fato as crianças nas congregações. Ao invés disso, têm criado normas que impedem a justiça de atuar nestes casos, colocando a vítima [criança] no lugar de criminoso, partindo do pressuposto que a acusação é infundada e que a menos que haja pelo menos 2 testemunhas do abuso, deve-se "entregar o assunto nas mãos de Jeová".
Excerto do manual de anciãos (KM) que dá orientações em caso de abuso sexual de menores.

Ao invés de admitir tais falhas nos procedimentos internos que vieram alimentar o número de casos de abuso infantil dentro das "muralhas" da Torre de Vigia, Anthony Morris III fez este tipo de declarações:

"Como organização religiosa, nossa determinação é manter uma firme posição contra essa conduta. Estamos decididos a proteger as crianças de qualquer tipo de abuso."

"Nossa posição como organização é que toda a possível vítima ou seus pais nunca devem ser desincentivados de relatar o acontecido às autoridades competentes."

"É evidente que por décadas, proteger as crianças de abuso tem sido prioridade desta organização. Temos orgulho de nossa reputação neste respeito". 

É verdade que por décadas, a Torre de Vigia tem publicado matéria sobre este assunto, até mesmo com conselhos para os pais e filhos, conforme refere Morris.

Mas pode-se levantar as seguintes questões:
  • Será que por uma organização religiosa publicar matéria sobre o abuso sexual infantil, faz dela automaticamente uma organização que protege as suas crianças?  
  •  
  • O que é mais importante? É a publicação de matéria sobre esse assunto (que tem o seu devido mérito), ou ter políticas organizacionais que realmente olhem para o abuso sexual como um crime hediondo e não apenas como um "pecado"?
  •  
  • Como se pode dizer que "por décadas, proteger as crianças de abuso tem sido prioridade desta organização", quando os abusos ocorrem de forma sistemática e são encobertos das autoridades, até mesmo a organização negando fornecer as informações necessárias de modo a criminalizar o abusador?
  •  
  • Pode-se levar a sério uma organização religiosa que afirma proteger as suas crianças, e quando elas mais precisam dela, esconde-se atrás de um batalhão de advogados de modo a isentar-se de toda a responsabilidade no processo ocorrido?
  •  
  • A Organização demonstra preocupação com as crianças quando sabendo da existência de abusadores sexuais na congregação, mantém silêncio sobre o assunto deixando os pais completamente descansados, acreditando que seus filhos estão a salvo de predadores sexuais dentro da congregação?

O cadastro que este organização já carrega consigo, revela que tais palavras são apenas propaganda mentirosa e oca! Centenas de vítimas têm atestado como têm sido levadas perante Comissões Judicativas por acusarem alguém de abuso sexual sem testemunhas (como se as houvesse neste caso!). Muitas foram expulsas da congregação por terem decidido dar o passo corajoso de relatar os abusos às autoridades, apenas para evitar manchar o nome da Organização e levar a que os membros fiéis descartem tais acusações como mera propaganda apóstata.

Foi o que aconteceu no caso de Barbara Anderson e Bill Bowen que decidiram relatar perante as câmaras da BBC aquilo que sabiam sobre o encobrimento de abusos dentro da congregação das Testemunhas de Jeová e da lista secreta, mantida na Sede Mundial em Brooklynn, com mais de 20.000 registos de supostos ou confirmados abusadores sexuais dentro das congregações.

Estas duas Testemunhas de Jeová foram expulsas na véspera do programa ser emitido, de modo a desacreditá-las perante os fiéis.

Será que uma organização religiosa assim merece crédito?
Esta palestra dada por Anthony Morris III, membro do Corpo Governante, é mais um tijolo colocado no muro já por si debilitado que tenta proteger a Organização da enxurrada de escândalos que a assolam.

Espero que esta matéria também sirva para abrir os olhos de mais alguns destes que estão cambaleantes e na dúvida com respeito à Organização das Testemunhas de Jeová.

 
Créditos:
Texto adaptado do colega TJ Curioso.



domingo, 28 de junho de 2015


Se uma Testemunha de Jeová precisa de uma transfusão de sangue e não há outra opção, ela é instruída a morrer pensando estar agradando a Deus. Este foi o caso de Rebeca Dankawa. Ela tinha engravidado oito vezes e a última gravidez era de alto risco. Após o parto, Rebecca começou a sangrar muito e recusou o tratamento médico alegando motivos religiosos. Sua morte poderia ter sido evitada?

Anos antes, a Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová) tinha levado Rebecca a uma "Comissão Judicativa" (julgamento interno feito pelos anciãos, que são equivalentes a pastores) devido ela ter aceitado uma transfusão de sangue no parto de seu oitavo filho.
Nesta época, sua gravidez era igualmente de alto risco e exigia uma transfusão. Durante a "Comissão Judicativa" ela foi considerada "culpada" e expulsa, sendo então decretada uma "morte social" que significa total isolamento e ostracismo por parte de sua família e amigos. Ninguém pode conviver ou mesmo falar com ex-adeptos. Depois de algum tempo, os líderes de sua congregação se reuniram novamente e a readmitiram. De qualquer forma, a expulsão e o ostracismo aplicado a esta pobre mulher deve ter sido uma experiência traumática.

Quando confrontada com a mesma situação médica e com medo de sofrer represálias em sua organização religiosa, Rebecca decidiu dizer não a uma outra transfusão, pois ela poderia se desassociada (expulsa da religião) novamente, considerada uma "pecadora impenitente" e reincidente.
É difícil imaginar a angústia mental a que foi submetida esta mãe que negou a transfusão até que se esgotar o tempo para salvar sua vida. A decisão de Rebecca Dankawa foi algo além de sua vontade. 
A pressão religiosa a que foi submetida não pode ser ignorada pelas autoridades uma vez que tal escolha se baseia em uma doutrina obscura e absurda imposta pela sua organização religiosa.

SEM LIVRE ARBÍTRIO, NÃO HÁ AMOR

As Testemunhas de Jeová ensinam que Deus dotou a humanidade com o livre arbítrio. No entanto, ao mesmo tempo eles praticam a política de ocultar a pressões sofridas pelos membros para se conformar às sua normas religiosas. Se o livre arbítrio é um princípio tão importante, porque não deixar as pessoas fazer uso dele? porque não deixar que as pessoas tomem suas próprias decisões, especialmente no que diz respeito à sua vida, família e saúde?

As afirmações das Testemunhas de Jeová de que elas são as pessoas "mais amorosas" da terra, e que o seu grupo segue os princípios de amor estabelecidos na Bíblia demonstraram ser uma gigantesca falácia. Rebecca Dankawa deu a vida por acreditar em um "Deus de amor", ou foi influenciada por uma religião que a controlava totalmente? Deixar nove filhos órfãos era exatamente a vontade de um Deus de amor para esta mãe?

Esta trágica história é o exemplo perfeito de quão absurda e desamorosa é a política de intromissão da Torre de Vigia na vida particular de seus membros. Enquanto as Testemunhas de Jeová aceitam esse jugo desonesto, muitos estão perdendo a vida ao redor do mundo. Até quando?


Créditos: Texto traduzido e retirado do Facebook do colega Osmanito Torres.
Link original do artigo adaptado:
Outro link:


sexta-feira, 26 de junho de 2015


Créditos pela imagem: JW.ORG

Vivemos em sociedade e isso resulta em convivermos com diversas instituições sociais e obviamente com as devidas regras e costumes que as cercam. Sendo assim, todas as instituições sociais possuem direitos e deveres. Se de alguma forma vou contra algo instituído terei uma sanção ou punição contra tal ato. Então, é direito de qualquer instituição (política, econômica, religiosa etc) punir quem descumpre algum acordo previamente estipulado. Mas, todo tipo de punição é justa? E quando essa punição viola direitos humanos fundamentais?

As Testemunhas de Jeová punem seus adeptos que descumprem suas diretrizes com a desassociação (expulsão), ou seja, tal adepto não pode mais fazer parte de sua denominação religiosa. Na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 elas citam:

A decisão sábia de desassociar um transgressor que não se arrependeu dá bons resultados.

Até aí tudo bem, pois qual sentido para alguém ficar num local que não acredita mais ou que não tem mais significado para sua vida? Mas, o problema começa exatamente aí!

Tal punição é feita mediante as regras estabelecidas pelos líderes das Testemunhas de Jeová e vem sempre acompanhadas de difamações e desqualicações do adepto “transgressor”. Não é simplesmente um desligamento da pessoa, mas é a total campanha de transformar essa pessoa em alguém sem nenhuma reputação ou moral. É o famoso maniqueísmo: quem é desassociado (expulso) é alguém que não presta e quem fica tem o favor de Deus.

Na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 elas citam:

Você não concorda que os padrões puros de Jeová são razoáveis e servem para nos proteger? Quem não gosta de conviver com pessoas pacíficas, decentes e confiáveis?

Percebam que a pessoa que foi desassociada (expulsa) é automaticamente colocada como alguém que não segue bons padrões morais e consequentemente não são pessoas pacíficas, nem decentes e muito menos confiáveis. Para piorar o peso desse julgamento é como se tivesse sido feito pelo próprio Deus (Jeová), mas que na realidade foi feito mediante as regras humanas dos seus anciãos (pastores). 

Existe ainda o agravante de a pessoa expulsa não ter o real direito de defesa ou mesmo explicar o que realmente aconteceu para os seus familiares e conhecidos, pois ao ser decretado seu desligamento nenhuma outra Testemunha de Jeová pode chegar perto dela e conversar. Nem mesmo um “oi” pode ser dirigido aquela pessoa que virou um pária sendo decretada sua morte social. Isso é confirmado na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 que cita um pai dando seu testemunho: 
 
Os parentes podem mostrar amor pela congregação e pelo transgressor por respeitar a desassociação. “Ele ainda era o meu filho”, explica Julian, “mas seu estilo de vida havia criado uma barreira entre nós”.

Perceba que a “barreira” ou “estilo de vida” comentado pela revista é sempre de forma extrema (drogas, bebidas, modo irresponsável de se viver etc), mas não comentam que uma pessoa que simplesmente dicordar dos dogmas e preceitos das Testemunhas de Jeová e que mantém um estilo de vida saudável e de bons padrões morais também vai ser discriminada caso resolva sair.

As Testemunhas de Jeová acham que sua religião é a única certa no Universo e quem ousar sair não merece mais nenhum tipo de contato, mesmo que seja com parentes. É o “amor” as avessas.



terça-feira, 23 de junho de 2015


O ano de 2014 marcou o início do Dia Internacional da Memória das Vítimas da Torre de Vigia, a ser realizado anualmente todo dia 26 de julho. Pessoas de todo o mundo estão convidadas a aproveitar esta oportunidade para demonstrar o seu amor incondicional para com os amigos e familiares que faleceram ao obedecerem regras torpes da organização Torre de Vigia.

É um dia em memória das dezenas de milhares de pessoas que morreram nas mãos da Torre de Vigia como resultado de suas políticas prejudiciais, incluindo o ostracismo extremo (isolamento resultante da desassociação), a proibição de determinados tratamentos médicos, a gestão incorreta de casos de abuso infantil, a falta de apoio às vítimas de violência doméstica e outras situações que terminaram em vidas perdidas.

Marque a data: 26 de julho - Dia Internacional da Memória das Vítimas da Torre de Vigia

Como você pode participar :

Deixe uma flor e um cartão com algumas palavras de amor e lembrança em frente a entrada do Salão do Reino mais próximo ou no Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová. Tire algumas fotos ou faça um vídeo em frente ao Salão do Reino ou Salão de Assembleias e poste nesta página:


Sinta-se livre para convidar outras pessoas para participar e, por favor, compartilhe suas fotos e histórias conosco.

Esperamos ver pessoas de todo o mundo se juntarem a nós para lembrarmos aqueles que foram perdidos para a Torre de Vigia.

Junte-se a nós em 26 de julho para lembrar nossos entes queridos.

Dia Internacional da Memória das Vítimas da Torre de Vigia

Nós recordaremos.


sábado, 20 de junho de 2015


Foi noticiado pela BBC NEWS, que uma alta corte judicial na Inglaterra considerou que uma vítima de abuso sexual que processou a Organização das Testemunhas de Jeová tinha direito a uma indenização de cerca de 400.000 euros (£275,000), tendo-se dado como provada a negligência da entidade legal das Testemunhas de Jeová – Watchtower – na proteção da mesma e no encobrimento dos abusos, acabando por proteger o abusador sexual.

O abusador faleceu à idade de 72 anos, em 2001, pouco tempo depois da polícia o ter detido em sua casa. Ele era Servo Ministerial (função eclesiástica) quando começou a abusar da vítima em 1989, à idade de 4 anos. Os abusos duraram até aos 9 anos de idade.

Apesar de ter sido removido desta posição, após ter confessado aos anciãos os abusos de outra criança, ainda assim ele manteve muitos dos privilégios anteriores. Pôde assim continuar a manter uma posição de confiança entre os adeptos na congregação (que segundo as normas da religião não são informadas dos procedimentos tomados pelos anciãos nestes casos).

A vítima comentou à BBC NEWS antes do veredito:

Estas [vítimas de abuso] não são apóstatas. Estas são pessoas que sofreram de horríveis, horríveis crimes e viram suas vidas completamente devastadas. Elas não procuram destruir a organização... Este é um problema que precisa de ser lidado e de modo apropriado porque apenas tem tendência para piorar.

O correspondente legal da BBC NEWS, Clive Coleman, reconheceu a importância do veredito:

Este é o primeiro caso civil por danos por abuso sexual no Reino Unido trazido contra a organização das Testemunhas de Jeová e o primeiro a ser levantado contra uma religião não-majoritária.

A advogada, representante da firma que defendeu a vítima, afirmou:

Este deve ser um alerta à organização das Testemunhas de Jeová de que ela precisa de implementar melhores políticas que salvaguardem as crianças e que estão em linha com o conhecimento atual acerca da protecção infantil e abuso sexual. E também espero de que seja um alerta aos membros da organização de que o abuso sexual é um problema dentro da organização e de que é um assunto de que eles precisam cuidar.

Créditos ao colega TJ Curioso:
Mais informações:



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Disse a Ministra da Justiça Anna-Maija Henriksson: "Vamos saber se as seitas estão atuando dentro da legalidade""É óbvio que na Finlândia, fora do poder Judiciário oficial, não pode haver outro".

A UEE - o grupo de apoio às vítimas das Religiões - pediu ao Ministério da Justiça para estudar maneiras de intervir nas atividades das comunidades religiosas fechadas. O grupo divulgou um relatório no sábado, onde denunciam as Testemunhas de Jeová, segundo a UEE, de usar o seu próprio sistema judicial interno com uma comissão que interroga os membros de forma constrangedora em busca de pecados. Um relatório de autoria de UTT, Grupo de Apoio a Vítimas de Religiões e publicado no sábado passado, denuncia que as Testemunhas de Jeová como instituição religiosa, usa o seu próprio tribunal interno, conhecido como "comissão judicativa", que questiona membros sobre alegadas irregularidades e pecados.

O relatório indica que as pessoas que são acusadas de terem pecado são assediadas, intimidadas, insultadas publicamente e, isolados socialmente dos seus entes queridos e do restante dos companheiros de congregação. O relatório baseia-se nas experiências de 18 ex-membros da religião com a comissão judicativa e sua prática de ostracismo (desassociação), para com esses membros errantes. A UEE espera que seu relatório vai incentivar a ministro da Justiça, Anna-Maija Henriksson a dar uma atenção especial na investigação e apuração das denúncias, para determinar como intervir nas práticas das TJs, para proteger os membros da ameaça desse tipo de violência.

Uma comunidade fechada

As Testemunhas de Jeová na Finlândia parecem levar uma vida um pouco apartada, dentro de suas próprias comunidades. De acordo com o relatório, as TJ são parte de um grande movimento relativamente global sobre o qual houve/há, nos últimos anos, várias pesquisas acadêmicas sendo realizadas. As Testemunhas de Jeová são descritas como um movimento religioso que exerce grande influência sobre seus membros e é dito possuir "uma perspectiva fundamentalista bastante rígida".

O relatório observou que a organização por trás da religião é altamente hierarquizada e bem regulado a partir dos seus líderes. Os anciãos (equivalente a pastores) em cada congregação, possuem um manual conhecido como "Livros dos Anciãos" [livro dos anciões], e que os membros comuns não têm permissão para ler. A UEE conseguiu obter uma versão do livro, que estabelece regras estritas (em Inglês), orientando o funcionamento do comitê judicial, de como agir caso a caso. De acordo com a doutrina das Testemunhas de Jeová, a literatura representa os ensinamentos de Deus e deve ser tratado com um grau correspondente de seriedade.

Comissão judicativa julga "graves pecados"

A própria comissão judicial é composta por três anciãos, todos dos quais são homens[ não há ancião do sexo feminino nas Testemunhas de Jeová. As audiências são realizadas a portas fechadas e, geralmente participam apenas o acusado e os membros da comissão. Um comitê judicial é formado e convoca uma testemunha de Jeová, quando ela é suspeita de ter cometido um pecado grave. Esses "pecados" podem ser dúvidas ou comentários críticos contra as doutrinas da religião, aceitação de transfusão de sangue, participação na política, celebração do Natal, aniversários ou qualquer outra que seja considerada pagã, fumar ou assassinato. Infidelidade religiosa ou conjugal, é também motivo para se estabelecer uma comissão judicativa e se proferir uma sentença de desassociação.

As Testemunhas de Jeová também não podem alegar privacidade individual, em sua própria defesa, de acordo com a UEE. Os membros da congregação podem ser submetidos a inspeções aleatórios em sua próprias casas, sem aviso prévio, para tentativa de evidências de pecados ou flagrante, como por exemplo, se engajar em sexo pré-marital. Audiências do comitê judiciais que lidam com crimes sexuais envolvem frequentemente perguntas constrangedoras, sobre detalhes íntimos de supostos atos sexuais.

Evitando uma pesada pena

O relatório afirma que a comissão poderá, em alguns casos proferir uma sentença de ostracismo. Nesses casos, a comunidade expulsa o infrator e os outros membros da congregação não estão mais autorizados a falar ou até mesmo cumprimentar o individual punido. Os membros da família e parentes também são encorajados a evitar o parente desassociado. Caso morem na mesma casa, pode-se falar somente o necessário, nunca sobre assuntos espirituais.

O objetivo do ostracismo e sofrimento gerado pela desassociação, é persuadir os infratores para retornar ao rebanho, mas aqueles que o fazem devem ser submetidos a um exercício de arrependimento humilhante que envolve passos, como assistir as duas reuniões semanais mesmo sem serem recebidos ou cumprimentados na chegada do salão do reino[por um período médio de 12 meses ou mais].

Suicídio. Um caminho para a liberdade?

O relatório da UEE descreve as atividades de uma comissão de judicativa associada à prática de omitir as sentenças de cada caso, excepcionalmente cruel e uma violação dos direitos humanos. Em alguns casos, os infratores sofrem graves problemas de saúde ou até mesmo tentativa de suicídio.

No entanto as pessoas que tentam o suicídio não são enviados à comissão [para aconselhamento humanitário]. De acordo com os ensinamentos das Testemunhas de Jeová, a religião ensina que a tentativa de suicídio é uma expressão adequada de pesar e não requer a intervenção do comité judicial.

De acordo com o relatório UEE , nas Testemunhas de Jeová, grande parte dos que ocupam os cargos de 'Ancião", são pessoas sem ensino superior, e por isso não são bem-educados. A organização [que apresentou o relatório ao Ministério da Justiça da Finlândia] disse que esta pode ser a razão pela qual, os anciãos, em alguns casos, não compreendem totalmente as consequências da expulsão e ostracismo. Apesar da punição de deixar as TJs, muitos membros escolhem esta opção. Um estudo norte-americano envolvendo uma amostra aleatória mostrou que apenas 37 % de filhos de pais testemunhas de Jeová crescem e permanecem na religião.

Crédito pela tradução: Forista Soares do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová.


terça-feira, 16 de junho de 2015



Nos congressos realizados pelas Testemunhas de Jeová o real interesse é dar instruções e exemplos para seus adeptos. É uma forma de mútuo encorajamento e a chance de reforçar firmeza em assuntos mais delicados e controversos entre os fiéis e impor a disciplina necessária para que ninguém fuja das normas impostas pelos líderes dessa denominação religiosa.
Porém, em nenhum momento você vai ouvir de algum orador a citação de que a instrução vem do Corpo Governante (homens que se intitulam o único e verdadeiro canal de Deus para com o mundo), mas sim do próprio Jeová Deus, ou seja, a programação mental tenta (e infelizmente consegue) fazer com que os adeptos das Testemunhas de Jeová pensem estar seguindo ordens diretas de Deus e não de regras humanas e isso faz toda a diferença para atitudes extremas como a desse caso em questão.

O vídeo que observamos acima mostra um relato de como os pais devem rejeitar seus filhos caso tentem sair dessa denominação religiosa. É exatamente isso que você está lendo: a pessoa não tem a liberdade ou o direito de procurar uma nova orientação para sua vida, pois sua família (nesse caso os pais) nunca mais irão falar ou conviver com ele. Toda essa encenação é para reforçar essa "morte social" e tentar mostrar que funcionou com esses pais e que deverá funcionar com todos que assistem tal congresso. Ou seja, tudo depende de sua fé em Jeová e se não consegue é porque não está fazendo as coisas do modo correto. Mais uma vez a culpa é colocada nos seus adeptos.

Observamos isso em diversas falas dos pais desse "jovem" que foi desassociado (expulso da igreja). Em determinado momento o orador pergunta a mãe o que fez o filho voltar a  Jeová (na entrelinha voltar para a organização) e a mãe é taxativa: "Foi ter perdido a associação com a família...nós tivemos que cortar toda associação". O pai não fica atrás ao dizer que o que fizeram foi uma disciplina reguladora de Jeová...a disciplina vinha do próprio Jeová.

Esta experiência demonstra claramente, como os pais que são Testemunhas de Jeová são manipulados a acreditar que se ostracizarem seus filhos, estarão não apenas a fazer a vontade de Deus, como a ajudar seus filhos a voltar à religião.

Esta experiência é uma prova de que os representantes da Organização das Testemunhas de Jeová mentem quando dizem a mídia que não existe corte de relações familiares quando um membro da família sai da religião. Vejam o vídeo e constatem por vocês mesmos!

Está legendado em PT. Caso necessário, cliquem no ícone da legenda no rodapé para aparecerem as legendas.

Créditos: O vídeo e os três últimos parágrafos foram retirados do Blog "A Questão do Sangue e as Testemunhas de Jeová" do colega TJ Curioso. Segue link abaixo:


domingo, 19 de abril de 2015




Gostaria de salientar, antes de tudo, que bem sei que qualquer empreendimento na nossa atual sociedade capitalista precisa de orçamento e dinheiro para seguir adiante. Com as denominações religiosas não seria diferente, apesar de serem isentas de quase todos os impostos aqui no Brasil.
Pois bem, mas a organização das Testemunhas de Jeová se considera superior as outras denominações religiosas e nas suas publicações vão além: são as únicas certas e as únicas que tem o favor e orientação de Deus.

No caso dos donativos as Testemunhas de Jeová sempre criticaram o teor comercial que muitas igrejas adotaram para receber essa ajuda financeira e na revista A Sentinela *** w72 15/2 pp. 121-122 Como se arca com as despesas religiosas *** afirmavam:


Certos clérigos, na região de Nova Iorque, encaram a questão de modo bastante comercial. Enviam extratos mensais aos seus paroquianos, lembrando-lhes quanto devem à sua igreja. E relatou-se na imprensa que certo pregador congregacional, em Vermont, instalou logo dentro da porta da igreja uma máquina de cartão de crédito para os que preferem contribuir deste modo...Que dizer das testemunhas cristãs de Jeová? Qual destes métodos usam? Na realidade, não usam a nenhum deles, nem mesmo o bastante comum de passar o prato da coleta. 


Ao observarem a foto acima e assistirem ao vídeo percebam que as coisas mudaram $$$$.

E mais uma vez as "luzes vão clareando mais e mais" (terminologia usada quando uma doutrina ou atitude é mudada para a conveniência da liderança das Testemunhas de Jeová) e com isso práticas comerciais antes condenadas vão sendo inseridas normalmente. Essas mudanças ocorrem muito em outras questões? Com certeza. Basta pesquisar a questão da proibição do sangue, dos transplantes de órgãos, do serviço militar, da geração de 1914 e das inúmeras datas de fim de mundo anunciadas. Pesquisem!

Crédito: Imagem retirada do Blog:

Vídeo retirado do canal do YouTube:


sábado, 18 de abril de 2015


Caso Candace Conti conhece decisão de Apelo do tribunal Californiano. No dia 13 de Abril de 2015, tornou-se conhecida a decisão do tribunal de apelo do tribunal californiano com respeito ao caso Candace Conti. Conhecem-se ainda poucos pormenores sobre a decisão e suas implicações, mas sabe-se o seguinte:

– A Organização das Testemunhas de Jeová (Watchtower) foi considerada culpada de negligência, considerando-se sua a responsabilidade de supervisionar os possíveis abusadores sexuais dentro da congregação e restringindo o seu acesso a crianças. Ficou provado que Kendrick abusou da pequena Candace Conti aquando de várias saídas ao campo (pregação de casa em casa) promovidas pela congregação e já o corpo de anciãos (pastores) sabendo dos antecedentes de abuso deste homem.

Visto que a própria Organização das Testemunhas de Jeová deu ordens específicas através do Departamento Legal sobre a situação dele na congregação na época, é óbvio que a Organização foi considerada negligente em todo este processo.

À Candace Conti foi-lhe atribuído "danos compensatórios" de 2,8 milhões de dólares (que poderão ascender a cerca de 4 milhões), mas ao mesmo tempo foi retirado o valor maior de "punitive damages" atribuídos pelo tribunal anterior. A opinião dos juízes foi que a Organização não tinha a obrigação legal de comunicar aos pais de Candace Conti e à congregação que existia um possível abusador em seu meio, visto que tais avisos "iriam desencorajar os transgressores de procurarem intervenção potencialmente benéfica" dos seus líderes religiosos.

Embora talvez alguns possam pensar que esta é uma vitória da Organização das Testemunhas de Jeová, ainda assim não o é. Por duas razões básicas:

1º- Ela foi considerada culpada de não ter evitado os abusos de um membro da congregação, tornando-se assim negligente na sua possível ação preventiva.

2º- O caso Candace Conti tornou-se uma bandeira na exposição da política organizacional da Watchtower em encobrir casos de abuso sexual nas suas fileiras e de ao mesmo tempo, nada ou pouco fazer para evitar que as crianças nas congregações estejam realmente protegidas de possíveis predadores sexuais.

A Organização pode não ter de desembolsar tanto dinheiro como nós gostaríamos, em virtude do mal causado, mas não se livra de algo que ainda é muito pior: uma mancha na sua reputação supostamente santa e imaculada que dificilmente sairá.

O caso de Candace Conti tornou-se também importante em levar outras vítimas de abuso sexual a revelar os seus abusos dentro da Organização e a procurar conselho jurídico. Neste momento, várias casos estão sendo abertos contra a Organização das Testemunhas de Jeová e mais uma vez, assim como uma bola de neve, a exposição pública sobre os abusos dentro da Organização não para de crescer.

É rara a semana ou mês que novos casos de abusadores e vítimas não vêm a público através da mídia, e isso revela que tais dezenas de casos são apenas a ponta do iceberg numa religião tão fechada e de alto controle, como são as Testemunhas de Jeová.

A maioria dos membros continua a confiar implicitamente nesta organização religiosa, negando que tais casos sejam verdadeiros ou minimizando a ocorrência e regularidade de tais caso de abuso e seu encobrimento. Mas como se costuma dizer: "A verdade tarda, mas não falha" e muitas são as evidências de que a Organização das Testemunhas de Jeová (Watchtower / Torre de Vigia), é culpada do encobrimento dos abusadores sexuais dentro das suas fileiras.

Muitas são as Testemunhas de Jeová que têm vindo a aperceber-se disso mesmo, tanto publicadores e pioneiros como servos ministeriais e anciãos (pastores). Muitos estão profundamente chocados com o que descobriram e muitos são também aqueles que abdicam de seus cargos e/ou saem da religião, quer por se afastarem quer por se dissociarem.

Mas uma coisa é certa: A Watchtower perdeu credibilidade e sua reputação está cada vez pior!
Isso é inegável!

Texto acima de TJ Curioso. Créditos:

Mais sobre o caso Candaci Conti:


terça-feira, 7 de abril de 2015



PGR arquiva representação de Testemunhas de Jeová contra transfusão de sangue sem autorização prévia. Para Rodrigo Janot, o direito à liberdade de crença pode ser limitado se entrar em conflito com outro direito fundamental, como o direito à vida.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu arquivar a representação proposta pela Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová questionando a Portaria n. 92/98 da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). A norma permite a transfusão de sangue sem autorização prévia da vítima ou de representante legal em caso de perigo de vida iminente. 

Na representação, a Associação afirma que a transfusão de sangue sem autorização prévia violaria o direito à liberdade de crença dos pacientes que professam a religião Testemunhas de Jeová. A Associação pede ação direta de inconstitucionalidade contra a portaria da SES/DF. 

Rodrigo Janot afirma que o direito à liberdade de crença não é absoluto: ele pode ser limitado se ofender outro direito fundamental garantido na Constituição, como o direito à vida. “Caso configurada situação de risco iminente de morte, ou seja, de situação na qual a vida, direito indisponível constitucionalmente assegurado, está prestes a ser lesada, não mais será possível falar-se em direito à liberdade de religião e na necessidade de consentimento do cidadão para ser submetido à transfusão de sangue ou derivados”, sustenta. 

Ao mesmo tempo, as normas do Conselho Federal de Medicina exigem que, em caso de risco de morte, os médicos adotem todas as medidas necessárias para salvar a vida do paciente. Se não fizerem isso, podem responder civil e criminalmente. O PGR lembra que vários tribunais já se manifestaram pela realização do tratamento em paciente que corre risco de morte, incluindo a transfusão de sangue em adeptos da religião Testemunhas de Jeová, ainda que sem consentimento. Segundo ele, ao recusarem a transfusão, os seguidores da religião impõem ao médico “a restrição ao exercício ético da profissão, o que equivaleria a uma autorização a que, ao exercer o direito próprio, seja violado o direito de outrem”.

Fonte da notícia:

Baixe aqui a íntegra da promoção de arquivamento:


domingo, 15 de março de 2015





Link original do vídeo:

http://abcnews.go.com/US/jehovahs-witness-accuses-church-hiding-child-abusers-congregations/story?id=29586778&singlePage=true



Agradecimento pela tradução: Mentalista e Mexplica do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová! Vocês são demais.

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=13&t=16776



Uma ex-Testemunha de Jeová está assumindo a liderança contra esta rica religião sectária, que ela alega ter fracassado em protegê-la de um pedófilo predatório. Ela culpa o que diz ser uma política do silêncio em relação à molestadores sexuais de crianças.

Candace Conti, agora com 28 anos, conta que tinha apenas nove anos de idade quando foi abusada por um membro querido de sua pequena congregação em Fremont, Califórnia, chamado Jonathan Kendrick. Enquanto fazia a pregação de porta em porta, que segundo Conti ocorria frequentemente sem seus pais, ela disse Kendrick a levava para sua casa para molestá-la. “Ele é um homem grande, eu tinha medo dele”, disse Conti.

Por ser uma criança Condi acreditava que não podia contar parta ninguém sobre os abusos. Porém, anos depois, ela testemunhou durante um julgamento, contra a igreja, que Kendrick molestava ela várias vezes ao mês por algo que ela acredita ter durado cerca de dois anos.
“Eu nunca achei que poderia falar sobre isso”, diz ela. “Trazer isso à tona poderia destruir minha família, as únicas pessoas que eu conhecia, eu também acho que tinha medo.”

Conti relata que não tinha a quem recorrer, em razão de suas crenças, e ela cresceu isolada do mundo externo. Assim como todas as outras Testemunhas de Jeová, Conti diz que lhe ensinaram que o Armagedom era iminente, e que apenas o verdadeiros adoradores poderiam sobreviver e viver em um paraíso terrestre. Ela conta que foi levada a acreditar que “todos aqueles que estavam fora das Testemunhas de Jeová eram semelhantes a mortos-vivos, e que poderiam ser usados por Satanás para enganá-la, para afastá-la de sua família cristã”.

Foi somente alguns anos mais tarde, depois de Conti ter crescido e abandonado a igreja, que ela encontrou Jonathan Kendrick em um registro de agressores sexuais. Ele passou sete meses na cadeia por ter abusado sexualmente da neta de apenas sete anos de sua esposa. Depois de vê-lo nesse registro Conti decidiu levar seu caso adiante. Ela disse que se “sentiu realmente culpada por não ter feito nada para impedir que isso acontecesse com outra pessoa”.

Conti relatou que foi ao encontro dos líderes da igreja local, conhecidos como anciãos (cargo semelhante ao de um pastor ou padre), e lhes reportou seu caso. Porém os anciãos se recusaram a acreditar a menos que ela provasse que o abuso aconteceu por providenciar duas testemunhas que confirmassem o alegado abuso. De acordo com o sistema de justiça interno dessa religião, a Bíblia ensina que é necessário que haja duas testemunhas para que um crime sofra punição. Por essa razão Conti procurou a polícia. E então deu-se início a uma investigação, porém, com Kendrick negando o abuso, as autoridades não levantaram qualquer acusação. Apesar disso a investigação prosseguiu.

O próximo passo de Conti foi processar a igreja por conta própria. Ela contratou o advogado Rick Simons, que passou muitos anos representando vítimas de casos de abuso por padres católicos pedófilos.

“Se existe algum grupo que precisa ter suas práticas iluminadas pelo sol, esse é o grupo (Testemunhas de Jeová),” disse Simon. “Porque quando a campainha da sua porta toca em um sábado pela manhã, e o teu filho(a) atende a porta, você não vai querer que o cara que toca a campainha seja um pedófilo.”

Quando Conti e seu advogado começaram a conduzir depoimentos com líderes da igreja local na Califórnia, eles descobriram algo que lhes deixou assombrados: mesmo antes de Conti sofrer o abuso, os anciãos já sabiam que Jonathan Kendrick, que na época ocupava um cargo de liderança na congregação, também tinha molestado sua enteada quando ela era uma adolescente. E ainda assim os anciãos não chamaram a polícia e não alertaram os outros membros da congregação.

“Eu fiquei com nojo, eu estava absolutamente enojada”, Disse Conti. “Tornou-se ainda mais necessário do que nunca, para controlar o dano, ser proativa e salvar alguém”.

Sob juramento, os anciãos da congregação alegaram que a razão para não alertar a congregação sobre os abusos de Kendrick era pelo fato da informação ser “confidencial”. De fato, os anciãos disseram que naquele momento estavam seguindo as orientações rigorosas fornecidas pela liderança da igreja na sede das Testemunhas de Jeová, em Nova York, chamada "Torre de Vigia".

Em uma série de cartas enviadas para anciãos por todo o país, tratando de abusos de crianças, a Torre de Vigia afirmou que, apesar de reconhecer que alguns estados têm leis sobre denúncia de abuso de crianças, as denúncias, ao contrário do que determina a lei, devem ser mantidas em segredo, exceto para os anciãos da igreja, porque a "paz, unidade e bem-estar espiritual da congregação estão em jogo”, e porque “as pessoas do mundo são rápidas para recorrer a processos judiciais quando acreditam que seus 'direitos' foram violados."

Os anciãos em Fremont removeram Kendrick de sua posição de liderança, por política da Torre de Vigia, tendo como base a “impureza”.

Quando a ação da Candace Conti contra a igreja foi ao tribunal, os advogados das Testemunhas de Jeová argumentaram que não é da responsabilidade de uma organização religiosa proteger as crianças de abuso sexual por parte de outros membros da congregação. Eles disseram que a igreja oferece educação para os pais sobre o risco de abuso sexual. Eles também afirmaram que o alegado abuso de Candace Conti nunca ocorreu dentro da propriedade da igreja.

Além disso, os advogados da igreja questionaram se Conti foi especificamente designada pelos anciãos para ir na pregação de casa em casa, conhecido como "serviço de campo", com Kendrick.

Em última análise, o júri ficou do lado de Conti. Em um veredicto histórico de 2012 ela acabou por ser beneficiada com uma indenização de mais de 15 milhões de dólares. A Torre de Vigia está atualmente apelando sobre o caso.

A Torre de Vigia negou nosso pedido de entrevista, mas disse a "Nightline", em um comunicado, salpicado com citações da Bíblia, que "seria inapropriado para nós comentar casos atualmente em litígio." ... "As Testemunhas de Jeová também têm consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual de crianças." Veja mais de declaração da Igreja no final desta história.

Seja qual for o resultado do seu caso, a luta pública de Candace Conti parece ter aberto as comportas. As Testemunhas de Jeová estão agora enfrentando uma série de ações em todo o país. O procurador Irwin Zalkin está trabalhando em 15 desses casos.

"Por alguma razão [os líderes da igreja] acreditam que estão acima da lei", disse Zalkin.

Em outubro, um tribunal de San Diego ordenou o pagamento de 135 mil dólares a um dos clientes de Zalkin em danos morais por abuso sexual sofrido nas mãos de Gonzalo Campos, líder da congregação espanhola Linda Vista. As Testemunhas de Jeová planejam apelar do veredicto.

Kendrick estava ausente do julgamento de Conti e negou repetidos pedidos de entrevista a "Nightline". Em uma breve conversa com a "Nightline" fora de sua casa na Califórnia, Kendrick disse: "A minha declaração é esta: eu nunca estive sozinho com a Sra Conti, nunca molestei Candace Conti”.

Ele negou ter participado do “serviço de campo” sozinho com Conti, e repetidamente negou tê-la molestado ou em qualquer momento ter ficado sozinho com ela.

"Eu tenho certeza que essa é a coisa mais inteligente que ele poderia dizer", disse Conti a "Nightline". "Isso dói como o inferno. Mas você espera honestidade de um abusador de crianças?”

Conti esta seguindo em frente com sua vida. Ela se formou na faculdade e recentemente ficou noiva. Mas ela disse que vai continuar lutando em nome de todas as vítimas de abuso infantil.

"Eu não tenho monopólio sobre a dor", disse ela. "Em vez de ser vítimas, podemos mudar isso, e deixar nossas palavras pregarem a mudança. Então talvez essa dor possa compensar de alguma forma."

Desde o veredicto de Conti, em 2012, a igreja parece ter feito algumas mudanças em sua política de confidencialidade quando se trata de abuso de crianças, mas os críticos, incluindo Conti, dizem que não é o suficiente.

Quanto a Jonathan Kendrick, ele diz que ainda é um membro com boa reputação entre as Testemunhas de Jeová.

Mais declarações das Testemunhas de Jeová a ABC News sobre esta reportagem:

“Como sabem, não seria apropriado para nós comentar casos atualmente em litígio. No entanto, como complemento à declaração que fornecemos anteriormente, por favor, nos permitam apresentar os seguintes pontos.

Nós abominamos o abuso sexual de crianças e nós não protegemos qualquer autor de tais atos repugnantes das consequências de seu pecado grave e crime. - Romanos 12: 9.

Nossa política atual e de longa data é claramente indicada na publicação "Pastoreando o rebanho de Deus" 1 Pedro 5: 2, em que é fornecido aos anciãos a seguinte orientação:

"O abuso de crianças é um crime. Nunca sugerir a ninguém que eles não devem relatar uma denúncia de abuso de crianças à polícia ou outras autoridades. Se você for indagado, deve deixar claro que relatar o assunto às autoridades ou não é uma decisão pessoal, que cada indivíduo deve fazer, e que não há sanções da congregação para qualquer decisão. Anciãos não devem criticar quem relate tal alegação às autoridades. Se a vítima deseja fazer um relatório, é o seu direito absoluto fazê-lo"-"Pastoreando o rebanho de Deus "1 Pedro 5: 2., Cap. 12, pp. 131-132, par. 19.

Procurar aconselhamento jurídico é um elemento vital de lidar com questões sensíveis de forma responsável. Assim, ao longo de décadas nossos anciãos foram orientados a entrar em contato com nosso departamento jurídico sempre que tenham conhecimento de uma alegação de abuso infantil. Fazemos isso, não para esconder o crime e o pecado, mas sim para garantir que os nossos anciãos respeitem rigorosamente as leis de notificação de abuso infantil. Por meio de nossas publicações baseadas na Bíblia, os nossos serviços religiosos e nosso website jw.org, As Testemunhas de Jeová têm também consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual infantil. Encorajamos qualquer pessoa que deseja entender a nossa posição a visitar o nosso site jw.org e a procurar o termo "abuso infantil."

Texto original:

Tradução: agradecimentos ao colega Artur Araújo.


quarta-feira, 4 de março de 2015



Técnicas de silenciamento das Testemunhas de Jeová: tão aterrorizantes quanto o abuso de crianças. Logo abaixo o depoimento aterrorizante de Candace Conti (vítima de abuso sexual) por um ancião (pastor) das Testemunhas de Jeová e o que essa organização NÃO fez para ajudá-la e a outras tantas vítimas indefesas. 

Os anciãos (pastores) da minha congregação sabiam que havia um predador em nosso meio. Mas eles ameaçavam punir aqueles que os denunciassem.
Crescer em meio a uma família de Testemunhas de Jeová é diferente. Durante minha infância eu não celebrava aniversário, natal ou o 4 de julho (independência americana). Nem eu, nem ninguém que eu conhecia, se envolvia com famílias que não fossem Testemunhas de Jeová nas pequenas ligas (para praticar algum esporte) ou entre as escoteiras. Em vez disso, eu passava a maior parte do meu tempo compartilhando as "boas novas". Eu costumava ir de porta-a-porta por conta própria acompanhada de um grande homem forte e muito querido em minha congregação, chamado Jonathan. Eu tinha apenas entre 9 e 10 anos quando ele repetidamente abusou de mim sexualmente.

É realmente muito difícil para crianças denunciarem quando estão sofrendo abusos sexuais. Mas, as Testemunhas de Jeová tornavam isso ainda mais difícil. Eles têm uma regra das "02 (duas) testemunhas", que diz que qualquer um que acusa um adulto de abuso deve ter uma segunda testemunha. Se não há uma segunda testemunha, o acusador é punido por uma falsa acusação - geralmente ordenando que nenhuma Testemunha de Jeová possa conversar ou se associar com o “falso” acusador. Isso é chamado de desassociação. Para um criança criada apenas entre outras Testemunhas de Jeová isso era assustador. Até mesmo os meus pais teriam que me ignorar. Isso era mais aterrorizante do que Jonathan.

Foram os anciãos da minha congregação que designaram o Jonathan para pregar comigo. Quando nos separávamos dos outros, ele me forçava a entrar em sua pick-up e nos levava para a casa dele. E então ele dizia "vamos brincar". Isso aconteceu muitas vezes. Como todos os outros na congregação, meus pais gostavam do "irmão" Jonathan e confiavam nele em meio a nossa família. Meus pais foram afetados com alguns problemas realmente grandes naqueles anos, e depois se divorciaram. Eu estava emocionalmente abandonada – e eu queria ser a melhor Testemunha de Jeová que eu pudesse ser. É por isso eu passei a sair para o serviço de campo – o ministério de porta em porta pelo qual as Testemunhas de Jeová são conhecidas.

O que meus pais não sabiam era que Jonathan tinha molestado sexualmente uma outra menina em nossa congregação. Os anciãos (pastores) sabiam e tinham mantido isso em segredo. Eles estavam seguindo ordens dos líderes da Torre de Vigia, com base na sede mundial em Nova York, que em 1989 tinha emitido uma instrução ultra secreta para manter em segredo aqueles que fossem conhecidos por abusar sexualmente de crianças nas congregações. Esta instrução foi anexada como o primeiro documento do meu processo civil. Os anciãos (pastores) e os membros do Corpo Governante sabiam que molestadores de crianças se escondiam em grupos religiosos e muitas vezes eram pessoas simpáticas e amigáveis - como Jonathan. Eles sabiam que esses molestadores provavelmente abusariam de crianças outra vez. Mas eles optaram por ignorar a segurança das nossas crianças em favor de proteger a imagem deles - e suas contas bancárias - de ações judiciais. Isso tudo estava naquela carta de 1989.


Um relatório recente do Center for Investigative Reporting (Centro para Reportagem Investigativa) revelou que eles continuaram a manter as orientações que pediam silêncio em torno de abuso infantil. Em novembro passado, os anciãos (pastores) foram instruídos a evitar reportar assuntos criminosos, tais como o abuso de crianças, às autoridades. Em vez disso, eles foram orientados a lidar com eles internamente nas comissões confidenciais. O relatório também mostrou que as Testemunhas de Jeová evocam a Primeira Emenda (da Constituição americana) para esconder acusações de abuso sexual.

Ver mais sobre a apelação das Testemunhas de Jeová pela Primeira Emenda no link abaixo: 
http://extestemunhasdejeova.blogspot.com.br/2015/02/testemunhas-de-jeova-apelam-para.html

Eu tive que tomar conhecimento das outras vítimas de Jonathan para conseguir falar sobre isso. Em 2009, eu olhei no site Megan's Law (Lei de Megan), da Califórnia, a lista oficial do estado de criminosos sexuais registrados. Lá eu descobri que ele tinha sido condenado, alguns anos antes, por ter abusado sexualmente de uma outra menina de 8 anos de idade. Eu me senti terrivelmente culpada por não ter falado sobre ele antes. Agora eu preciso impedir molestadores de fazer isso outra vez.


Texto original em inglês:

Mais sobre o caso Candace Conti:

Agradecimentos especiais ao companheiro TESTEMUNHAS DE JEOVÁ DESMASCARADAS por traduzir o texto. Seu perfil no Google encontra-se no link abaixo:


domingo, 1 de março de 2015

Nosso Blogue está sempre aberto para textos de colaboradores que possam contribuir de forma responsável com nossa luta contra os fundamentalismos da Torre de Vigia. Desse modo podemos alertar tanto os adeptos das Testemunhas de Jeová e ex-adeptos sobre os excessos e erros doutrinários que causam confusão e até mesmo desagregação familiar. Temos aqui um Livreto escrito por Eduardo TJ, um Ancião (Pastor) das Testemunhas de Jeová e que tem como objetivo nas próprias palavras dele:
"O objetivo é abrir a mente das Testemunhas que querem continuar servindo a Deus e que não enxerga outra alternativa além das Testemunhas (mesmo sabendo dos erros), elas pensam "mas se as Testemunhas não são os cristãos verdadeiros quem são?"

Esse texto aborda uma vertente cristã, mas independente de qualquer religião. Comentei com o Eduardo TJ isso antes de publicar seu texto e Livreto aqui no Blog:

"Gostei de sua abordagem cristã e sem nenhum tipo de denominação religiosa envolvida. Suas palavras respeitam a diversidade de crenças e convidam um leitor cristão a ver um outro lado das Testemunhas de Jeová".


Segue abaixo o texto de Eduardo TJ:


Servi como ancião durante muitos anos e hoje estou desconsolado, arrasado e com o coração quebrantado. O motivo? Não, não é por que eu cometi algum pecado contra nosso amado Deus, tampouco deixei de seguir o Senhor Jesus Cristo, na verdade agora o sigo plenamente. O motivo é que descobri que a religião que aprendi ser um único canal aceitável para adorar a Jeová não é isso de forma alguma.

Não vou me estender, mas se você quer saber por que essa organização NÃO PODE SER DE FORMA ALGUMA O ÚNICO CAMINHO PARA ADORAR A DEUS leia os livros CRISE DE CONSCIÊNCIA e EM BUSCA DA LIBERDADE CRISTA de Raymond Franz (Ex-membro do corpo governante).

No livro CRISE CONSCIÊNCIA você vai saber as injustiças, hipocrisia e legalismo do corpo governante.

Depois que você acabar de ler o livro CRISE CONSCIÊNCIA possivelmente vai lhe surgir a seguintes perguntas: 

Se essa organização não é a religião verdadeira, qual é? 

Como devemos adorar a Deus? 

Quem então é o escravo fiel e discreto? 

Se as Testemunhas de Jeová não estão pregando as boas novas, cumprindo a profecia, quem esta? 

Aonde eu devo adorar a Deus? 

Com quem devo me reunir? 

As respostas a essas e a outras perguntas você vai saber lendo o segundo livro de Raymond Franz "EM BUSCA DA LIBERDADE CRISTA”. Nesse mesmo livro você vai saber POR QUE NAO CONSEGUIMOS ENXERGAR OS ENSINOS CLARAMENTE FALSOS QUE O CORPO GOVERNANTE ENSINA.

Ambos os livros são de muitas páginas, mas tire um tempo para lê-los. Você gastou meses, ou anos para aprender os ensinos atuais das Testemunhas de Jeová, por que não pode gastar algumas semanas para aprender a VERDADE que não te contaram?

Outro assunto fundamental para nossa fé que consta nos livros, mas desejo que você saiba AGORA é sobre sua salvação. Você meu irmão e minha irmã, já se perguntou ou pesquisou como alguém (judeu e gentio) se tornava cristão no primeiro século? Será que demorava meses? O que eles tinham que aprender e entender para se tornar um cristão batizado? Você concorda que devemos seguir o exemplo dos primitivos cristãos?

Se você é das outras ovelhas, para você ser salvo, você têm que esta em associação com a organização, se você permanecer fiel até o fim de sua vida, você vai ter que ser fiel por mais 1.000 e também terá de ser fiel novamente quando Satanás for solto, daí sim você vai ser finalmente salvo. Você acredita em Jesus Cristo, não acredita? Agora a pergunta é: Para aqueles que depositam fé em Jesus Cristo o que é necessário para ser salvo segundo a Bíblia?

Quer saber as respostas, leia o livreto que consta nesse blog "O MAIOR ERRO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ".

Espero que Javé (Jeová) e seu amado filho o abençoe para se livrar dessa organização que afasta as pessoas do Senhor Jesus Cristo. Esse sim é nosso líder e não uma organização.

"Não foi uma organização, nem algum membro do corpo governante que morreu por você, foi nosso Senhor Jesus Cristo, é a ele que você deve ser leal"



sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015


Pela primeira vez a liderança das Testemunhas de Jeová resolve falar sobre os casos de Pedofilia que estão sendo denunciados dia após dia em várias partes do mundo. Vale salientar a relevância de tal acontecimento, pois muitos de seus adeptos afirmavam categoricamente que toda essa publicidade na mídia era uma coisa inventada ou no máximo um caso isolado que envolvia algum adepto ou ex-adepto, mas muito distante dos portões das Testemunhas de Jeová.

A urgência de Stephen Lett, um dos membros do Corpo Governante (homens que se dizem ser os escolhidos de Deus para divulgar Sua mensagem na Terra) de fazer um pronunciamento oficial revela que a divulgação nos meios de comunicação e nas mídias sociais estavam e estão fazendo um grande estrago na imagem da Torre de Vigia.

Ele diz no vídeo:

"Como exemplo, pense sobre as mentiras e desonestidade de apóstatas de que a Organização de Jeová é permissiva com pedófilos. Isso é ridículo, não é?

Percebam que ele NÃO NEGA que existam casos de pedofilia dentro da organização das Testemunhas de Jeová, mas tenta desviar o foco afirmando que as Testemunhas de Jeová não possuem políticas internas que incentivam a omissão de denúncias contra os pedófilos. Complementa usando a tática mais comum quando o fundamentalismo religioso quer encerrar um assunto e não sabe como: criam um inimigo e o demonizam como originador de mentiras.
É falso porque vem dos apóstatas e opositores! Ou seja, é uma afirmação maniqueísta e simplista, mas basta para que muitos dos seus adeptos, condicionados a não pensarem por si próprios, acreditem e não pesquisem.

Sim, as Testemunhas de Jeová possuem casos de abuso sexual! E por que nunca foi comentado nas revistas ou publicações dessa denominação religiosa? Por que não alertaram seus adeptos dos perigos reais de existirem pedófilos atuando dentro das Congregações?

A resposta é simples e vergonhosa: a reputação da igreja está acima do bem estar de seus adeptos.

Créditos do Vídeo: TJ Curioso: