
O Colegiado que preside a ABRAVIPRE, se reuniu no dia 14 de Julho de 2012, pela primeira vez, na sede provisória da entidade, em Fortaleza/CE. Um momento histórico para aqueles que lutam contra a discriminação por questões religiosas.
Ficou explícito, desde o primeiro momento da reunião, que a entidade não luta, nem lutará, contra qualquer religião, sendo que o seu foco é apenas contra discriminações que são perpetradas por algumas religiões, contra ex-membros, ou contra pessoas de outras religiões, especialmente aquelas religiões de matiz africana.
Alguns diretores trouxeram à baila, informações de que algumas denominações religiosas já demonstram preocupação com futuras campanhas da ABRAVIPRE – inclusive mencionando a entidade em pregações, com alertas de que seus fiéis não devem dar ouvidos ao que vier a ser divulgado pela mesma, numa tentativa prévia de diminuir o impacto de suas ações.
A Abravipre, se tornou motivo de maior preocupação por parte de lideranças das Testemunhas de Jeová, haja visto que o movimento contra a desassociação discriminatória, nos últimos dias, ganhou força política para a construção de uma entidade que proporciona a ampliação da discussão em torno da liberdade de consciência e de crença, que vem sendo desrespeitado as escancaras pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Este tema não será riscado da agenda da sociedade, pelo contrário, será debatido com maior intensidade nos fóruns sociais, bem como juridicamente, e midiaticamente.
Muitos são os blogs, fóruns e sites que já apresentaram informação sobre a ABRAVIPRE, inclusive partilhando com seus leitores o texto de apresentação da mesma.
A direção da ABRAVIPRE está ciente das dificuldades que enfrentará, mas desde logo ressalta que não tem qualquer viés político-partidário, e, como já afirmado, não luta contra qualquer denominação religiosa, ao contrário, apóia a todas, mas não concorda que em nome de alguma religião, se discrimine quem quer que seja.
Estabeleceu-se que a entidade criará canais para o recebimento de denúncias de prática de discriminação, que encaminhará para as autoridades competentes, inclusive com mecanismos para preservação da identidade do denunciante, bem como a expedição de ofícios ao Governo do Estado do Ceará, e à Prefeitura Municipal de Fortaleza. Já pleiteou a doação de uma área para a construção da sede da ABRAVIPRE, além de ofícios para os demais órgãos públicos, apresentando a entidade e a sua diretoria.
A Marcha do Grito dos Excluídos que acontece dia 7 de Setembro, também foi pautado e aprovada a participação de diretores da ABRAVIPRE, portando bandeiras, faixas, blusas, bem como um texto que será distribuído com seus participantes. Vale lembrar que este evento já é referência em todo o Brasil.