segunda-feira, 31 de agosto de 2009


Sabe quando assistimos um filme ou uma propaganda que todos só sorriem e que a vida parece ser uma eterna diversão e alegria? Não sei o que passa na cabeça de vocês, mas me vem uma sensação de alguém querendo me enganar ou mesmo achar que mentir só um pouco não basta e exagera mesmo na clara intenção de subestimar os que ainda costumam ter o bom senso de refletir e que ainda resistem a aceitar tudo como uma verdade pronta e embalada para o consumo.

Infelizmente as religiões costumam nos presentear com essas vidas “felizes” ao contar as histórias de vida de pessoas que se dedicaram ao serviço da igreja e vale salientar que sempre DEUS é usado como desculpa para os sacrifícios que vão desde missionários sendo ameaçados por turbas ferozes ou mesmo casais que se privam de ter uma família porque foram convencidos que o fim do mundo já está batendo a porta.

Entre as Testemunhas de Jeová esses relatos comovem e fazem o efeito desejado pela Torre de Vigia que é sempre exigir mais na pregação, mais dedicação e obviamente mais obediência cega ao Corpo Governante (homens americanos escolhidos pessoalmente por Deus para revelar de forma exclusiva sua Palavra). Simplificando é aquele famoso sermão puxa orelha subliminar que diz: Vocês não tem vergonha na cara não? Esses pobres irmãos se sacrificando e vocês aqui nessa vida boa?

Um exemplo desse tipo de sermão “sacode o sujeito” está no anuário de 2009 das Testemunhas de Jeová onde é relatado a morte de jovens que morrem em nome da fé e aí vale salientar que a fé nesse caso é bem cega!

Na antiga Iugoslávia...obra proscrita.. perseguição.. prisões.. e blá blá blá (vocês já devem ter visto essas mesmas histórias anuário após anuário e ano após ano).
Os 5 TJs Lestan Fabian, Franjo Dreven, Filip Ilic, Filip Huzek-Gumbazir e Ivan Sever foram presos por se recusarem a pegar em armas e a lutar. Foram sentenciados à morte. Pois bem, no momento da execução os sentenciados poderiam ser redimidos se mudassem de ideia. A partir daqui, vou copiar o parágrafo do Anuário:
"Ao chegarem no local indicado, os soldados mandaram os irmãos ficar em pé no frio no inverno. Então, as execuções começaram. Primeiro, atiraram em Filip Huzek-Gumbazir. A seguir, os soldados esperaram um pouco e perguntaram se os outros queriam mudar de idéia. No entanto, os irmãos estavam determinados. Assim, os soldados executaram Franjo, depois Ivan e então Lestan. Por fim, Fililp Ilic, o único sobrevivente, transigiu e concordou em se juntar aos soldados. No entanto, três meses mais tarde, ele voltou para casa por causa de uma doença e relatou o que havia acontecido. Filip havia salvado sua vida por transigir, mas acabou morrendo em resultado de sua doença."
Pelo que eu puder perceber no relato, Só faltou a palavra "Bem feito pra ele" no final do parágrafo. Seria melhor ele ter morrido na execução, pelo menos a vida eterna no Paraíso estaria garantida (segundo a Torre). Agora ele vai ter que ficar aguardando na fila de espera para ver se o seu requerimento de ressurreição será aprovado. Lamentável!! E de pensar que isso é tão comum dentro da Torre. Pintar o quadro de que, se não fizer o que "é correto", coisas muito ruins acontecerão.

Cuidado com a propaganda enganosa pessoal!




4 comentários:

  1. é ENGRAÇADO.....LER SÓ PRA FALAR MAL NÃO É UMA BOA RAZÃO PRA SE JUSTIFICAR COMO CRÍTICO. pQ LÊ ENTÃO? cURIOSIDAde ?Ou quem sabe consciência culpada e mal treinada?

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  2. Eu sou um dos Administradores do maior Fórum de língua portuguesa sobre TJs e possuo um Blog e algumas comunidades do orkut sobre assuntos referentes a Torre de Vigia...seria bem incoerente se eu não lesse não é verdade?
    Que tal, aí vai uma sugestão, em vez de se preocupar com o que leio tentar mostrar se falo alguma inverdade? Seria mais produtivo para um comentário não acha?

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  3. Embora concorde que a mensagem ideológica comunicada nos artigos é mesmo "seja fiel ou pagará caro"; "sacrifique-se ou pagará muito caro", penso naqueles que realmente acreditaram estar fazendo o requerido por Deus e se sacrificaram. Acho triste, mas também acho que tais pessoas são dignas de nosso profundo respeito. O ser humano, em diferentes contextos e por diferentes motivos, tem essa capacidade de dispor de si mesmo. Alguns podem fazer isso ao lutarem por justiça e liberdade numa guerra; outros podem fazer isso por tem fé de que abdicando da difícil vida presente podem alcançar um vida futura melhor. Seja qual for a situação extrema, não creio que possamos nos colocar na condição de juízes das opções alheias. Se um jovem TJ sacrificou sua vida para não servir no exército, ele merece nossa alta consideração. A Organização que o orientou nesse sentido tem culpa? Olha, nesse mundo há muitas organizações, as pessoas fortalecem as que escolhem participar. Se há culpados, a culpa é dos seres humanos e suas escolhas. Ainda que a Organização tenha cometido muitos erros, existe alguma organização na terra que seja pura e 100% honesta? Duvido. Penso que as pessoas fortalecem aquilo que escolhem. Se você um dia escolheu ser uma TJ, você sentiu necessidade de sê-lo e aquele "canto" lhe pareceu o que queria ouvir ou o que buscava no íntimo. Hoje talvez não queira mais, então vc se afasta no tempo devido. Pode negar que lá naquele instante em que se tornou TJ, a organização não era o "seu caminho pessoal?". Era tudo que vc queria até que seu mundo interno tornou-se maior do que ela e vc pode romper os grilhões. Mas aquele jovem que sacrificou-se foi fiel ao que acreditava e sua integridade deve ser respeitada, pois ele carregou o fardo de suas escolhas e agiu com coerência e coragem. Já aquele que cedeu às pressões e falhou naquilo que considerava sagrado, penso que esse precisaria de ajuda e de compaixão, desde que ele quisesse tal ajuda.

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  4. Helena concordo com vc que em muitos casos achar um culpado é algo muito complexo, mas mesmo assim devemos analisar sempre de modo crítico qualquer modelo social que possa prejudicar a pessoa e seus semelhantes, pois se assim não fosse viveríamos numa sociedade escravista, com a submissão e o tratamento como objeto da mulher ou teríamos ainda mortes a pedradas, justiça com as próprias mãos, reis absolutistas.
    A análise crítica está muito além do que simplesmente querer ser juíz ou julgar só por julgar: é um ato de cidadania. Se uma instituição seja ela religiosa ou não faz seus adeptos morrerem por ela ou se jogarem com aviões em prédios, ou matar em nome da raça ariana qual a diferença real? A essência é a mesma: dogmatismo e fé cega e isso sempre deve ser combatido.

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