segunda-feira, 14 de julho de 2014


Mais um predador é preso por abuso sexual: ex-Ancião (cargo equivalente a pastor) pega 14 anos de cadeia por abuso sexual (10/07/2014).

Karen Morgan, uma das vítimas de Mark Sewell dá entrevista à BBC e pede mudanças na política da Torre de Vigia (Organização legal que decide os rumos das Testemunhas de Jeová no mundo) para abusos sexuais. Uma mulher que foi abusada sexualmente por um ancião das Testemunhas de Jeová quando criança, criticou a forma como a liderança de sua organização religiosa lidou com o seu caso.

Karen Morgan disse que os anciãos de sua antiga congregação deveriam ter agido para impedir o abuso quando ela os informou e quer que a política da Torre de Vigia ao lidar com acusações de abuso sexual e pedofilia seja investigada.

Mark Sewell, de 53 anos, foi preso por 14 anos por abusar de mulheres e meninas em sua congregação. O porta-voz das Testemunhas de Jeová disse que a organização Torre de Vigia leva as acusações de abuso sexual muito a sério.

Karen Morgan, disse à BBC do País de Gales que Sewell, que é seu tio, começou a abusar dela quando ela estava com 12 anos. Ele fazia-a ingerir bebidas alcoólicas, beijava-a, levava-a para a cama, tirava sua roupa, esfregava-se contra ela e a acariciava.

Ela relatou o abuso aos pais que enfrentaram Sewell, mas ele negou tudo. Mais tarde, após outra queixa, ela afirma que teve de enfrentar Sewell e explicar o abuso na frente de outros anciãos em uma reunião no Salão do Reino. Ela disse:
“Sentei-me diante de vários anciãos, eu era uma criança postada diante de um cara que tinha abusado de mim por anos e esperavam que eu falasse sobre isso na frente dele, ouvindo-o me chamar de mentirosa. Foi algo que marcou minha vida para sempre. Eu tenho que tentar viver com o que Sewell fez comigo, mas também preciso lidar com a maneira como o meu caso foi conduzido… eu os culpo pelo que continuou a acontecer comigo porque ninguém procurou resolver…”.
Desde que renunciou seu direito ao anonimato e falou sobre o abuso de Sewell, a Sra. Morgan disse que foi “inundada” com mensagens de Testemunhas de Jeová em todo o mundo narrando experiências semelhantes.
“Parece haver essa coisa toda entre as Testemunhas de Jeová… que tudo fique debaixo dos panos, que tudo seja tratado e intermediado pelos anciãos. Mas o problema é esta não é a forma correta de resolver o problema… essa política das Testemunhas de Jeová precisa ser investigada e modificada…”, disse ela.

Mark Sewell está agora preso por seus crimes de abuso sexual. Se suas vítimas não tivesse quebrado o silêncio e se fosse pela política da Torre de Vigia, até hoje estaria livre. Ela também disse que a regra organizacional que impede que os membros da congregação fiquem sabendo quais os motivos pelos quais alguém foi expulso deve ser alterada. Sewell foi preso na quarta-feira depois de ter sido considerado culpado de oito crimes sexuais, incluindo um de estupro, em uma série de ataques, entre 1987 e 1995.
Anciãos entrevistados diziam que ele era um membro confiável e respeitado em sua congregação e que usou sua posição para “explorar e abusar” de membros. Ele estuprou uma mulher, deixando-a grávida, mas mais tarde ela abortou.
A declaração em nome das Testemunhas de Jeová, disse:
“Na sequência de notícias recentes sobre a condenação de Mark Sewell, as Testemunhas de Jeová querem deixar claro que todos os crimes sexuais são repugnantes para elas, especialmente quando as vítimas são crianças.” “As pessoas que praticam abuso de crianças não são bem-vindos em nossa comunhão e são formalmente expulsos quando detectados. Nós apoiamos as vítimas, suas famílias, e qualquer um que saiba de tais crimes mesmo que optem por denunciar o seu caso à polícia, com vista à punição dos infratores.”
Um porta-voz da igreja acrescentou que os membros da igreja não são informados dos motivos pelos quais um membro é expulso por razões de confidencialidade.
Obs.: O que os Anciãos não contam é que quando há um caso envolvendo abusos sexuais nas congregações, eles são orientados por sua liderança a entrar em contato com o departamento jurídico da Torre de Vigia antes de qualquer outra ação. Para evitar que um escândalo manche a “reputação” de sua organização religiosa, tudo é administrado às ocultas, até mesmo os membros da congregação são impedidos de saber que há um pedófilo perigoso em seu meio. É uma diretriz encontrada em seu próprio manual organizacional. Além disso, como visto na denúncia, caso não haja uma confissão do acusado ou testemunhas do crime, nada será feito e o criminoso continuará livre para praticar outros abusos. Foi exatamente isso que ocorreu neste caso.

Em um documentário produzido pela BBC de Londres, a política do acobertamento de casos de pedofilia entre as Testemunhas de Jeová foi analisada em detalhes, inclusive com o testemunho de várias vítimas que tiveram as suas vidas totalmente destruídas. Pelo que se vê a velha conduta da Sociedade ao tratar de pedófilos continua a mesma, mas isto não impede que outros casos venham à público!

O artigo original vocês poderão encontrar em:

Esse texto foi publicado por Camila Rafiad no Fórum Ex-Testemunhas de Jeová:



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