segunda-feira, 26 de outubro de 2015




O documentário português "Na sombra do pecado" que mostra os fundamentalismos religiosos das Testemunhas de Jeová em determinadas situações, continua a repercutir no mundo todo. A jornalista Ana Leal foi convidada para um programa de auditório para conversar mais sobre o tema e falar de outras questões que não foram colocadas no documentário.

É muito interessante ver seu depoimento e seu senso de responsabilidade ao mostrar que toda sua pesquisa se baseou em pesquisadores e nas próprias publicações das Testemunhas de Jeová, ou seja, não foi algo criado ou "inventado". 

Confirma que entrou em contato com a liderança das Testemunhas de Jeová em Portugal para convidá-los a participar do documentário, mas em nenhum momento houve uma resposta. 
Por que as lideranças das Testemunhas de Jeová não tiveram coragem de ir ao programa?

Que o leitor use de discernimento! 

Para acessar ao documentário "Na sombra do pecado" clique no link abaixo:



20 comentários:

  1. essa religião ea pior e todas conheço pessoas que era muito meu amigo depois que passou para esta seita tornosse meu inimigi ou inimiga eles incentiva aproppia familia se itrigarem com seus familiares e ainda diz que ama a deus eo proximo eu não entendo como dizem eles mesmo que jsus dissi para amar o seu propio inimigo eles prega uma coisa e faz o contrarioeles odeia as pessoas as ppessoas que não e da seita deles eles chamam de mundano como que as pessoa não valesce nada

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  2. Concordo. As religiões, como todas as instituições do sistema, não te permitem pensar e descobrir seus próprios caminhos. Vivemos numa Matrix.

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  3. Não. Betel de Portugal não quer se defender sobre tudo o que foi revelado na reportagem NA SOMBRA DO PECADO:

    Mente descaradamente, o ilustre senhor David Splane, membro do Corpo Governante das Testemunhas de Jeová. E Ana Leal prova corajosamente tal mentira ao fazer nova tentativa para ouvir algum porta voz de Betel

    Muito bom quando ao final da reportagem, Ana Leal tenta mais uma vez falar com algum porta-voz de Betel e diante da negativa, conclui a reportagem dizendo: Ana Leal diretamente da porta de Betel, aguardando repostas.

    Debora.

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  4. ********* "Quem não deve, não teme" ***********

    Declaração do membro do Corpo Governante (David Splane): "Jornalistas tem MENTE FECHADA, não estão interessados na verdade, porque muitas vezes DEIXAMOS AS COISAS COMO ESTÃO, DEIXAMOS QUE A HISTORIA MORRA."

    Declaração da jornalista (Ana Leal da TVI) que após BATER A PORTA DE BETEL DE PORTUGAL, a procurando A TAL VERDADE, ONDE NINGUÉM QUIS SE MOSTRAR: "Esta é que é a verdade e só não vê quem não quer."

    ********************************************************************
    Minha pergunta: Onde a LUZ TEME AS TREVAS?
    Eles gostam de bater de porta em porta querendo mostrar a verdade, mas quando batem na porte deles... ELES FOGEM... ELES QUEREM QUE A HISTORIA (DESMASCARAMENTO DA MENTIRA) MORRA.. São nesses homens que voces depositam suas vidas, suas esperanças.?... Que querem que voces deixem de viver, de estudar, de casar, de ter filhos, de ser feliz, de ser alguem, de amar sua familia? ENTÃO SUAS VIDAS, SEUS DESEJOS, SUA FAMILIA VALEM O QUE?... PRA ESSES VELHINHOS SAFADOS... SUA VIDA NÃO VALE NADA, VOCÉ É APENAS UM NUMERO BONZINHO E BEM COMPORTADO...

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  5. Se estão à espera que a "história morra", terão que esperar sentados.

    A Ana Leal é uma excelente jornalista e desenvolveu um trabalho de investigação muito sério e de muita qualidade. Se tudo correr bem isto poderá ser apenas o principio "das dores de aflição" ...

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  6. O que diria Jesus diante de tais comentários e atitudes do sr. Splane?

    Seria exagero aplicar a ele o seguinte versículo?

    Jo. 8:44 - 47 - Vocês são filhos do seu pai, o Diabo, e querem satisfazer os desejos do seu pai. Ele foi um assassino quando começou, e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele fala a mentira, está fazendo o que lhe é próprio, porque é um mentiroso e o pai da mentira.Por outro lado, visto que eu lhes digo a verdade, vocês não acreditam em mim. Quem de vocês me declara culpado de pecado? Se eu falo a verdade, por que é que não acreditam em mim? Quem é de Deus escuta as declarações de Deus. É por isso que vocês não escutam, porque não são de Deus.

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  7. A reportagem fomentou o legalismo, e um em parte pouco abordado se refere ao controle da vida íntima dos casais. Isso foi só a ponta do Iceberg, pois a coisa tem maiores implicações, pois a direção não tem base bíblica para tal controle que se baseia na normativa humana. Na verdade tudo se iniciou na década de 70 quando denúncias internas chegaram ao alto escalão que passou a emitir os primeiros artigos em 1971, para regular a vida intima. Mas, se vc pedir a um ancião para lhe mostrar um único versículo bíblico que delimita a vida de um casal ele não conseguirá.

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  8. Vou disponibilizar um estudo conciso sobre o legalismo no controle da vida sexual dos casais.

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  9. Sou Testemunha de Jeová, há 29 anos. Todavia, em nenhum momento ceguei meus olhos e minha mente em relação as determinações do Corpo Governante. Sou batizado sim, mas estou inativo há quase 20 anos. Vou às reuniões e só. As corriqueiras alterações de entendimentos mostram que esta religião segue as leis de homens. Jeová Deus não é um Deus da mentira, ou seja, o que ontem era verdade, hoje e amanhá sempre serão. Todavia, o Corpo Governante altera entendimentos, dizendo tratar-se de "novas luzes". Não são e nunca foram inspirados pelo Espírito Santo. Diferentemente de 99% dos "irmãos", faço pesquisas em outras searas e não somente nas publicações da Torre de Vigia. Porquê ainda faço parte? Pelo fato de minha esposa também ser TJ, pois nasceu na (in)verdade, mas já mudei em muito a sua maneira de pensar em relação à Torre. Moro em SC/Brasil

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  10. Contradições e dogmatismo sobre a vida íntima conjugal
    PARTE1
    Muitos religiosos determinaram regras e limites para as práticas sexuais, que foram extensivas para a vida conjugal. Diante de toda polêmica, as Testemunhas não escaparam a regra, e a direção submeteu seus adeptos às restrições impostas. Durante a década de 70, os primeiros casos chegaram a direção central que promulgou os primeiros artigos sobre o assunto entre 70 e 73, e em destaque em W 73 1/11p.670-1. Esse último foi o divisor de águas que trouxe restrições severas contra praticas sexuais “permissivas”. Aludindo ao texto do artigo que diz em síntese:

    Práticas sexuais incomuns já existiam nos dias do apóstolo Paulo e ele não permaneceu calado a respeito delas, conforme se pode ver na leitura de Romanos 1:18-27. Por isso, estamos apenas seguindo seu bom exemplo ao considerar aqui esta questão... o apóstolo trata especificamente das práticas homossexuais, condenando-as. Mas, o princípio declarado — que a satisfação dos desejos sexuais pode ser “natural” ou ‘contrária à natureza’ — aplica-se do mesmo modo à questão em consideração... Certamente, não é da responsabilidade dos anciãos ou de outros na congregação cristã esquadrinhar a vida particular dos casados. Não obstante, no futuro, se casos de flagrante conduta desnatural, tais como a prática da copulação oral ou anal, forem trazidos à sua atenção, os anciãos devem agir para tentar corrigir a situação, antes de resultar dano adicional.

    Citou-se nesse caso o texto de Romanos no intento de condenar práticas sexuais “ilícitas” quando pessoas daquela época abandonaram o “uso natural da fêmea” para se entregarem aos seus desejos errados. Mas, nota-se que Paulo não tratava de algum ato sexual, ou copulação entre homem e mulher como insinuou a Sentinela, mas o contexto esclarecia que ele estava a condenar apenas a atividade homossexual. Os versos 26-27 esclarecem isso, quando afirmam que homens e mulheres abandonaram o uso natural por se entregaram ao homossexualismo. Paulo advertiu sobre o homossexualismo que imperava em Roma, mas ele não fez restrições extensivas aos cônjuges heterossexuais, e uma avaliação imparcial nos dá margem para rejeitar a interpretação da torre.
    As publicações em A Sentinela na década de 70 tiveram forte impacto na vida dos casais Testemunhas, e houve problemas de ordem sexual na vida de muitos cristãos que chegaram ao divorcio, ou tiveram dificuldades com cônjuges descrentes. Diante de toda a polêmica, parece que houve uma discórdia interna entre o corpo governante, devido aos grandes problemas gerados após os artigos publicados. Um novo artigo seria publicado para aliviar um pouco a crise que se instalou na Sociedade. Uma nova interpretação surgiu em 78 com a “nova luz” sobre questões sexuais que envolviam os casados. (W78 1/8 p.29-31.) A revista reavaliou o assunto de novo ângulo, mesmo que de forma mais moderada, e admitiu que:

    Deve ser reconhecido que a Bíblia não apresenta nenhumas regras ou limitações específicas sobre a maneira em que o marido e a mulher realizam suas relações sexuais. Existem breves descrições de apropriadas expressões de amor, tais como as em Provérbios 5:15-20, e em diversos versículos do Cântico de Salomão (1:13; 2:6; 7:6, 8). Estes textos, bem como outros, tais como Jó 31:9, 10, pelo menos fornecem um indício do que era costumeiro ou normal quanto ao jogo de amor e às relações sexuais, e coincide com o que hoje é geralmente encarado como costumeiro e normal. (W78 1/8 p.29-31.)

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  11. PARTE 2
    A Sentinela abrandou o grande peso de regras, e o impasse sobre policiar como os casados poderiam realizar suas relações sexuais. Deixou evidente que a bíblia não determina sobre isso, e não há nem um único versículo que informe sobre delimitações da vida intima conjugal. Se quisesse fazer isso, Jeová teria inspirado seus escritores a descreverem regras especificas sobre a vida intima conjugal, mas ele não o fez. A Sentinela continuou a informar que:

    As escrituras não vão além desta orientação básica, e, por isso, não podemos fazer mais do que aconselhar em harmonia com o que a Bíblia diz. NO PASSADO, publicaram-se nesta revista alguns comentários relacionados com certas práticas sexuais incomuns, tais como a copulação oral, dentro do matrimônio, e estas foram classificadas como crassa imoralidade sexual. Nesta base, chegou-se à conclusão de que aqueles que se empenhavam em tais práticas sexuais estavam sujeitos a serem desassociados, se fossem impenitentes. Adotava-se o conceito de que estava dentro da autoridade dos anciãos congregacionais investigarem e agirem na qualidade judicativa com respeito a tais práticas na relação conjugal. Um cuidadoso exame adicional deste assunto, porém, convence-nos de que, em vista da AUSÊNCIA DE CLARAS instruções bíblicas, trata-se de assuntos pelos quais o casal tem de levar a responsabilidade perante Deus, e que essas intimidades maritais não são da competência dos anciãos congregacionais, para tentar controlá-las ou promover a desassociação, tendo tais assuntos por base exclusiva... isto não deve ser entendido como conivência com todas as diversas práticas sexuais em que as pessoas se empenham, porque não é assim. Simplesmente expressa-se o vivo senso de responsabilidade de deixar as Escrituras predominar, e de se refrear de tomar uma posição dogmática, quando a evidência parece não fornecer base suficiente. Conforme já se mostrou, as Escrituras não fornecem nenhuma informação específica que permita uma identificação positiva de certas práticas sexuais dentro do matrimônio como sendo — ou não sendo — porneia. Pode-se notar que o termo grego se deriva duma palavra que tem por significado básico “vender” ou “render-se ou entregar-se”, e porneia tem assim o sentido de “vender-se ou entregar-se à luxúria ou lascívia”. A forma verbal (porneuo) inclui entre seus significados o de “ser devasso”. (Greek-English Lexicon de Liddell e Scott) Quando alguém casado acredita que as práticas sexuais do cônjuge, embora sem envolverem alguém de fora do matrimônio, não obstante, sejam de tal natureza obscena, que significam claramente entregar-se à lascívia ou à devassidão, então esta decisão cabe a ele ou a ela, e é de sua responsabilidade.

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  12. PARTE 3
    Note que o artigo informou que no passado a sentinela trouxe assuntos sobre a questão sexual dos casados, e que a copulação oral foi questionada como “crassa imoralidade” com base até mesmo para expulsão do casal impenitente. Mas, um “cuidadoso exame adicional deste assunto” deixou claro que a bíblia não traz instruções sobre esta questão, e por isso a situação seria de responsabilidade do casal perante Deus. Em termos mais claros a copulação oral seria uma decisão pessoal do casal, e não cabia mais ser policiada pelos anciãos, que adotavam uma posição dogmática para regular a vida do casal neste assunto.
    Avaliando a questão de forma ainda mais imparcial parece que não seria “devassa” a copulação oral quando houver consentimento mútuo do casal para o deleite de ambos. A prática oral poderia ser exercida como preliminares sem pudor e sem peso de consciência e não mudaria em nada a relação do casal que continuaria a ser limpa e honrosa. Talvez alguém ainda objete por dizer que isso seria imoral por ser uma prática “mundana”. No entanto, seguindo esse raciocínio frágil poderíamos concluir então que o casal cristão não poderia nem mesmo trocar beijos visto que o “mundo” também o faz.
    A verdade é que tal prática oral já era costume antigo e remonta aos tempos da Grécia e Mesopotâmia, e já existia nos tempos dos imperadores e mesmo á época do apóstolo Paulo. Diante disso, seria razoável que as escrituras fizessem algum escrutínio ou objeções especificas a essa prática proibindo-a entre os cônjuges, mas isso não acontece. Quando buscamos o texto bíblico para avaliação da questão encontramos uma definição totalmente diferente na bíblia que exorta ao cônjuge que derive prazer e deleite de suas relações sexuais, como é o caso em Prov. 5:19, que incentiva o êxtase e o prazer sem pudor. Outras passagens mais fortes estão em Cântico de Salomão, que faz o mesmo. Cant. 1:13 relata que o noivo passaria a noite abraçado à sua amada. (veja também Cant. 7:1, 3, 6, 10,12)
    Mas, mesmo assim diante das poucas evidências bíblica que regrassem a vida dos cônjuges, novos ventos viriam a soprar na direção desse assunto tão polêmico quando o corpo governante depois de alguns anos novamente voltou ao assunto, mas desta vez para coibir a liberdade que talvez tivesse se adentrado a vida sexual de muitos casais a partir da publicação do artigo de 1978. Em um novo e polêmico artigo o assunto voltou à tona em 1983, quando as matérias que foram consideradas DO PASSADO, na sentinela de 78 foram ressuscitadas em a sentinela de 1983, em W83 15/9 pp. 27-31, que novamente considerou a copulação oral como “devassa”. A revista se manifestou ao afirmar que:

    O cônjuge forçar atos pervertidos, tais como o sexo oral ou anal, dentro do casamento, não constituiria base bíblica para um divórcio que livraria um ou outro para se casar novamente. Embora o cônjuge crente seja afligido pela situação, contudo seus esforços para se apegar aos princípios bíblicos resultarão na bênção de Jeová. Em tais casos seria útil o casal considerar o problema com franqueza, lembrando-se principalmente que as relações sexuais devem ser honrosas, sadias e uma expressão de terno amor. Isso certamente excluiria coisas que poderiam afligir ou prejudicar o cônjuge. .. . Tal prática e promoção poderiam levar até mesmo à expulsão da congregação. Gálatas 5:19-21 alista muitas faltas graves que não são classificadas como porneia e que poderiam desqualificar a pessoa para o Reino de Deus. Entre elas estão a “impureza” (do grego akatharsia, que significa imundície, depravação, lascívia) e “conduta desenfreada” (do grego aselgeia, que significa licenciosidade, devassidão, conduta desavergonhada). Como a porneia, tais faltas graves, quando se tornam crassas, podem constituir motivo para desassociação da congregação cristã, mas não para se obter um divórcio bíblico.

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  13. PARTE 4
    Note que novamente a intimidade sexual dos cônjuges voltaria a ser regrada e que haveria novamente “base bíblica” para a expulsão da congregação de casais “impenitentes” que praticassem ou promovessem tais atos. O que fica claro é a flagrante contradição de artigos, e parece que houve novamente uma posição dogmática sobre o assunto que é omitido pela bíblia, talvez por influência de Lloyd Barry, chefe da redação que preferia manter a posição anterior mais severa.
    Para amainar a questão o artigo tenta tirar o peso da atividade inquisitória dos anciãos, e por isso diz a matéria que a bíblia entra na vida dos cônjuges. Um fator interessante foi que os novos textos usados para coibir atos “devassos” foram mais vagos e evasivos, e não se citou novamente o contexto de Romanos cap. 1. Usou-se desta vez Gálatas cap. 5 para a mesma posição adotada em 1970 e 73 em w70 15/6 pp. 380-382. Mas, novamente o princípio de Gálatas fica em nível frágil para ser aplicável e extensivo a intimidade conjugal, quando não se deixa esclarecido o que seria “a imundície, depravação e conduta desenfreada” mencionado no texto bíblico e se isso se relacionaria com a intimidade dos casados. A questão seria se o sexo oral dentro do matrimônio poderia ser condenado como fornicação e depravação, uma vez que a bíblia não faz alusão a isso. A palavra grega para fornicação é porneia que em principio significa “vender” ou comprar favores sexuais, e a prática sexual com pessoa com quem não se está casada.
    A definição de porneia não poderia se confundida com atos praticados dentro do casamento, pois não existe fornicação dentro do matrimônio, embora muitas testemunhas confundam isso. Muita dúvida surgiu na mente de muitos casais exatamente pela definição que a sentinela de 1983 (W83 15/9 pp. 27-31) deu sobre a palavra porneia, quando se definiu a palavra grega como:

    Fornicação, no sentido amplo e conforme usada em Mateus 5:32 e 19:9, refere-se evidentemente a uma ampla gama de relações sexuais proibidas ou ilícitas fora do casamento. Porneia envolve o crasso uso imoral do(s) órgão(s) genital(ais) de pelo menos um humano (quer de maneira natural, quer pervertida), também, é preciso haver um parceiro na imoralidade — um humano de qualquer um dos sexos, ou um animal. (Veja também W 15/2/04 p. 13. p.15).

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  14. PARTE 5
    Essa definição não existe na maioria dos dicionários gregos. Nas mais de 20 vezes que ocorre na bíblia a palavra não está associada a “sexo oral ou manipulação de órgãos sexuais” que seja extensivo ao matrimônio. A única vez que a palavra porneia foi associada aos cônjuges foi em Mateus 5:32, quando Jesus disse que se o marido se divorciasse de sua esposa exceto em razão de fornicação, cometeria adultério. No entanto, a definição proferida por Cristo se referia à traição ou sexo extraconjugal.
    De qualquer forma, independente da classificação da palavra porneia, isso não seria extensivo ao matrimônio, mas por causa de tais definições muitos casais ficam confusos e interpretam que marido e mulher não poderiam nem mesmo manipular ou acariciar as partes íntimas no arranjo das relações sexuais, e por isso, não permitem nenhuma relação mais criativa ou prazerosa, em muitas vezes o sexo começa a ficar em segundo plano e a relação do casal se esfria aos poucos na situação de muitas testemunhas. Um caso a título de exemplo que poderia ser citado foi o dramático casamento de uma irmã com um ancião meio “extremista” nas questões sexuais. Ela sofreu um pesadelo em sua vida, quando tal ancião entendia que nem preliminares ou o “jogo do amor” seriam permitidas. Ela relatara que o ancião só permitia uma breve copulação, e depois ela ficava jogada ao lado a ver navios, servindo apenas como objeto sexual de seu marido e a cada dia o odiando mais. Segundo ela, mesmo assim conseguiu viver com ele por mais de uns dez anos apenas pela obrigação bíblica que a amarrava a ele, mas até que por fim ela “explodiu” e pediu o divórcio.
    Outro caso foi de certo noivo que indagara até que ponto poderia acariciar sua futura esposa e se cometeria “sexo oral” caso beijasse seus seios depois de casados. Muitas cartas chegavam ao corpo governante revelando a angústia e dúvidas dos casais, que se sentia pressionados a relatar “qualquer desvio de conduta” . Veja por si quanta confusão existe na mente das Testemunhas devido e esse emaranhado de regras especificas. Não é objetivo adentrar a problemas pessoais que ocorreram e ainda ocorrem na instituição, e é tosco dizer isso, mas é verdade. Mas, o intento é declarar que as definições dogmáticas impostas aos casais ainda geram problemas, quando um casal tem uma noite “mais prazerosa” ele fatalmente “terá um peso de consciência” não porque leu na bíblia, mas nos restritivos artigos de a Sentinela e logo correrá ao ancião para relatar “a transgressão”, e o pior de tudo é que tais homens então entram na vida íntima e fazem escrutínio e constrangedoras perguntas sobre “os pecados cometidos” no leito conjugal para se tomar a decisão cabível.
    Parece que as coisas se abrandaram um pouco quando nas últimas década não houve mais artigos que se adentrassem tão especificamente na vida íntima dos casais. De qualquer forma novas citações em edições recentes parecem mesmo que de forma breve e vaga manter a regra da vida íntima conjugal. Foi o que aconteceu em W 15/6/12 p. 5 § 10 que disse que a “intimidade pode corretamente preencher necessidades emocionais e físicas. Mas, práticas pervertidas certamente não agradam a Deus.” Assim, mais uma vez tecem-se algumas pinceladas para manter as rédeas dos cônjuges.
    Imparcialmente, fica patente que as escrituras não estabelecem regras de como os casais podem praticar as relações sexuais na sua privacidade, e isso é uma questão de decisão do casal. As decisões proibitivas que a maioria dos casais Testemunhas segue não têm amparo bíblico, mas antes opiniões pessoais que se basearam na normativa humana, e mesmo assim, milhares de pessoas estão dispostas a aceitarem tudo isso da direção centralizada de forma incondicional e irretocável, sem perceberem que estão vigiadas até mesmo entre a privacidade da intimidade conjugal.

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    1. Muito interessantes suas colocações meu caro anônimo 16 de novembro 23:16! Eu também, assim como vc permaneço na organização por conta do meu marido, que apesar de já conseguir enxergar muita coisa, ainda é bastante zeloso. Não esqueçamos de adicionar a essa questão de intromissão da organização na vida sexual alheia, o fato de que por muitos anos, condenou-se fortemente também a masturbação como ato imoral. Sou da época do "sua juventude- o melhor modo de usufruí-la" e dos "jovens perguntam vol I", talvez vc tb seja. Esses livros falavam coisas terríveis em torno da masturbação, trazendo forte tensão emocional aos jovens púberes que praticassem esse ato tão natural e necessário nessa fase da vida, principalmente no caso dos meninos. Sempre aprendemos que ao entrar na organização passamos a ter uma consciência limpa perante Deus, mas é o extremo contrário. Vivemos com a consciência pesada pq sempre achamos que estamos fazendo algo errado ou deixando de fazer algo necessário para termos a aprovação de Jeová. Nunca ficamos bem completamente com a nossa consciência, seja pq vimos um pornosinho com o cônjuge que apimentou o namoro naquela noite (quem nunca o fez não sabe o que é bom, mas sabe o que é ter a consciência super pesada e ficar com vergonha quando o estudo de A sentinela trata desse assunto), seja pq dormiu mais um pouco e não foi ao campo no sagrado domingo, seja pq ainda não leu todo anuário, não fez o texto do dia, não preparou a reunião, não assinou petição de pioneiro nas férias, não leu o último lançamento, não lê a Bíblia todo dia (mesmo que vc já a tenha lido por completo mais de uma vez), não leu a Sentinela e Despertai de capa a capa(ainda que tenha assuntos falando sobre montanhas e bichinhos da àfrica e vc não tenha interesse nenhum nesses assuntos), não tem feito estudo pessoal, não conseguiu dispensa para assistir ao congresso na sexta e não pediu demissão, se masturbou, se apaixonou por um "descrente", pensa em fazer faculdade e não tem desejo de ser pedreiro nas construções de salões, deu uns amassos mais fortes no(a) namorado(a),tá em falta com o estudo em família, não pregou pro cara que tava do seu lado no ônibus, não apoiou o campo na semana da visita, não conseguiu levar ninguém ao batismo, não dirige nenhum estudo bíblico... enfim são muitos os motivos que a organização usa para fazer a nossa consciência pesar. Mas o maior de todos é vc ter dúvida. Simplesmente não temos o direito de duvidar, de discordar, de pensar por nós mesmos, de buscarmos outras fontes, de ler sites como esse. Enfim é muita coisa... não sei no que é que vai dar. Sei que é extremamente exaustivo...

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  15. A Ana Leal é uma excelente jornalista e desenvolveu um trabalho de investigação muito sério e de muita qualidade. Se tudo correr bem isto poderá ser apenas o principio "das dores de aflição", nomeadamente dos Corpos Governantes, que já vivem no seu paraíso, do qual a maioria,dos Tj andam a contribuir, segundo eles, para a "obra mundial". Conversas para adormecer boi.

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  16. Cara despertada, conheço como vc os bastidores da torre, e sei da imposição serviçal colocada sobre os ombros dos adeptos que causa o ‘peso de consciência’, e por isso achei conveniente salientar o texto acima. O manifesto padrão institucional de liderança colocou o CG em posição divinizada onde maioria “acredita” que tudo que eles disserem vem de Deus, ao despeito de fiéis desconhecerem que o próprio CG admite que não é inspirado, e a própria torre conta com centenas de mudanças no decorrer da historia.(W.15/8/81p.19) As diretrizes da torre assumiram mãos humanas e infelizmente está acima da bíblia, como posto no meu texto acima, por exemplo se o casal pratica “atos permissivos” ele poderá se expulso embora sem amparo bíblico, mas por normativa da torre. Isso é só a ponta do iceberg, pois expulsões arbitrárias ocorrem a revelia nas congregações. Sei que será um tanto inglória tentar alertar sobre esse legalismo, pois a torre mantém 95% na desinformação e ela sabe que eles não podem descobrir o que ocorre nos bastidores.

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    1. Não sei meu caro Anônimo 10 de dezembro de 2015 15:19, acho que os irmãos de hj não estão tão incautos como os da década de 80, 90, começo de 2000... Sinto que hj existe uma aura de insatisfação, de dúvida dentro da congregação (espero que esta minha percepção não seja fruto da minha imaginação por estar tão desejosa de que tudo isso chegue ao fim). Tenho certeza que não são poucos os que visitam sites como este, mesmo sob ameaça do CG. Não sei, as pessoas não estão mais como antes, o fervor da pregação acabou, os irmãos, na grande maioria vão ao campo apenas marcar tabela, e ficam se arrastando pelas ruas torcendo pra encontrar portas fechadas ou serem dispensados pelo morador. Quando encontram portas abertas nem "aproveitam" pra dar um "testemunho cabal", dão um tratado e pronto! Essa é a realidade que eu percebo! Além do mais estive fazendo uma pesquisa aleatória, apenas mental, nada comprovado. Percebi que na maioria das congregações, as pessoas que vem se achegando, não são retiradas diretamente do território. Sabe, de ter recebido uma primeira visita, depois uma revisita, depois iniciar um estudo no Bíblia Ensina, depois começar a frequentar as reuniões, se matricular na escola, tornar-se publicador e por fim chegar ao batismo! Não, na maioria os que se batizam são filhos de Tj's, ou parentes, ou maridos descrentes. São poucos os que de alguma forma não se encaixam nessa situação de parentesco. Na minha congregação mesmo, de acordo com minhas observações, apenas três passaram pelo longo processo (claro que eu não estou contando os super veteranos, daí agt sobe pra uns 10), e olha que é uma congregação com 110 publicadores. Todos os outros, inclusive eu, que aprendi a "verdade" bem pequena através da minha mãe, tem algum parentesco com TJ e por isso também o são. Deveria ser o contrário! Já que existe essa história de testemunho cabal, que a pregação atinge hj o mundo inteiro, mais de 234 terras, as pessoas deviam afluir do território, deviam ser o resultado de um trabalho "árduo", mas não, esse trabalho é só uma marca registrada das TJ e não serve pra quase nada. Quer dz, hj é bem eficaz pra divulgar o site JW, o que tb é bastante oportuno. Ao mesmo tempo percebo que estes mesmos jovens filhos de TJ, na sua imensa maioria, não tem zelo algum é pró forma, é só pelos pais, pelos amigos, algo assim. Se querem ir pra Amazônia, é pela folia da viagem e não por desejo de ampliar suas atividades, claro que não. Enfim são muitas coisas, que podem ser devaneios da minha mente, mas espero que não sejam. Sonho com o dia disso tudo ter um fim de verdade!

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  17. Ex.mª Senhora.
    Sei que nem tudo é um mar de rosas, mas que a senhora descobre e trata de certos assuntos caricatos com dignidade é verdade. O meu assunto é bastante caricato, mas para certos juízes não passa de um entre os demais processos relativos a crianças menores.O meu filho, já não vê o filho à mais de três anos porque a sua ex. companheira não o deixa ver, mesmo que o tribunal diga que o pai tem o direito de pai e ela de mãe, mas nada disso acontece e o tribunal de santo Tirso só lhe sabe aplicar medidas de coação para dinheiro para alimento o que acho justo e o resto o pai só tem deveres e os direitos dele como pai?.
    Sei que a senhora como jornalista que é gosta de aprofundar certos casos, este já tem barbas como sete anos e nada se resolve com juízes e assistentes sociais, que através de falsidades tiram tudo a que um pai tem direito, já não falo de mim como avô porque partindo dai já não vejo o meu neto à cinco anos e morrerei sem o ver mas paciência alei está assim.
    Obrigado por me ouvir.
    Mário Fernandes

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  18. O irmão da minha esposa faz parte dessa seita, o filho dele já falou comigo várias vezes que tem vontade de morrer, e o menino só tem 10 anos

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