sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007


Comecemos a explicação com um trecho do livro chamado "Ismael" de Daniel Quinn, onde tal diálogo vai nos levar a atentar para o segredo colocado pela pergunta inicial.
"Uma vez, quando estava na faculdade, disse eu finalmente, escrevi um trabalho para um curso de filosofia. Não lembro bem qual era o tema, mas estava relacionado com epistemologia. A idéia do trabalho, grosso modo, era a seguinte; os nazistas não perderam a guerra. Eles a ganharam e se expandiram. Tomaram conta do mundo e eliminaram todos os judeus, os ciganos, os negros e os índios orientais e americanos. Depois dessa etapa, eles acabaram com os russos, os poloneses, os boêmios, os morávios, os búlgaros, os sérvios e os croatas - todos os eslavos. Depois passaram para os polinésios, coreanos, chineses e japoneses - todos os povos da Ásia. Isso levou muito, muito tempo, mas, quando terminaram, todos no mundo eram cem por cento arianos e todos eram muito, muito felizes. Naturalmente, os livros usados nas escolas não mais mencionavam nenhuma raça exceto a ariana, nenhuma língua exceto a alemã, nenhuma religião exceto o hitlerismo, nenhum sistema político exceto o nacional socialismo. Não havia necessidade. Após algumas gerações assim, ninguém poderia ter escrito nada de diferente nos livros mesmo que quisesse, porque ninguém mais sabia algo diferente. Mas um dia dois jovens estudantes conversavam na Universidade de Nova Heidelberg, em Tóquio. Ambos eram bonitos no modo habitual dos arianos, mas um deles parecia vagamente preocupado e infeliz. Era o Kurt. Seu amigo perguntou: -- O que há Kurt? Por que está sempre com essa cara fechada? Kurt respondeu: -- Vou lhe dizer, Hans. Algo me preocupa profundamente. O amigo perguntou o quê. -- É o seguinte, respondeu Kurt. Não consigo me livrar dessa sensação maluca de que estão contando alguma mentira para nós”.


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Um comentário:

  1. Uma boa analogia é a apresentada no filme "A Vila", pra quem foi TJ, sente a sensação de ter sido enganado, traído.
    E mesmo assim muitos que saem , se sentem profundamente culpados( amaioria que foi desassociada por algum "pecado"), tanto que desejam ardentemente , retornar ao convívio congregacional, como se isso os fizesse ser limpos de seu pecado.
    O que a maioria , não compreende é que a STV, cria ilu´~oes tão grandes nas mentes dos adeptos, que a maioria não consegue ter outra religião, ou viver sem as TJs e acaba retornando à congregação, com a forte convicção que sua saída foi um período de refinamento espiritual.

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