sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007


É a pergunta mais complexa que nos aparece, o por quê de eu não acreditar mais nos dogmas ensinados pelas Testemunhas de Jeová, já que tudo ia tão bem? Pelo menos nos parecia assim. Essa fase do “tudo bem” podemos chamá-la assim é a fase da ignorância, não estamos aqui colocando isso de modo pejorativo, como uma ofensa tipo: “Você é cego, seu burro?” É algo mais profundo e por não dizer mais sincero, uma ingenuidade. "Ignorar é não saber alguma coisa. A ignorância pode ser tão profunda que sequer a percebemos ou a sentimos, isto é, não sabemos que não sabemos, não sabemos que ignoramos. Em geral, o estado de ignorância se mantém em nós enquanto as crenças e opiniões que possuímos para viver e agir no mundo se conservam como eficazes e úteis, de modo que não temos nenhum motivo para duvidar delas, nenhum motivo para desconfiar delas e, conseqüentemente, achamos que sabemos tudo o que há para saber”.(Aspeado é do livro 'Convite à Filosofia' de Marilena Chauí). Esse tipo de ignorância pode nos levar a ser intolerantes, senhores do saber, ineficazes no ouvir, propagadores da discórdia. “Cada um de nós, à medida que cedemos lugar á mentira, à medida que conferimos valor ao aparente, reforçamos e recriamos continuamente essa fase que passa a ditar os limites dentro dos quais devemos viver nossas vidas”. O interessante é que mesmo diante da ignorância alguns sentem que falta algo, que isso não explica tudo. O próximo texto retrata bem isso.


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2 comentários:

  1. É isso mesmo: não sabemos que não sabemos.
    Se alguém me dissesse há dez anos atrás o que hoje sei, claro que não aceitaria, iria colocar a culpa no demônio que estaria a "me puxar para fora".
    Hoje eu sei que não sabia, naquela época o conhecimento que tinha me bastava para viver e alimentar minhas crenças, mesmo sentindo que tinha algo errado, eu insistia por me sentí de alguma forma segura.
    Eu era intolerante, dona da verdade. Deus!!!! Eu não sabia nada!!!! É por isso que muitos iguais ao que eu era vêem aqui e chutam o pau da barraca, se sentem indignados, eles não sabem nada e pensam que sabem e possuem a "verdade".
    É preciso muita paciência Pascoal, muitos nunca vão descobrir que não sabem.
    Antes eu me sentia neutra em relação aos que ficaram na organização, hoje eu sinto pena.
    Eles não tem noção.

    Um abraço,

    Josita

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  2. Os Tj são o que são porque precisam explicar a complexidade da vida e da individualidade com as meras falacias que lhes são impostas.Daí fica bem difícil ser tolerante com tudo aquilo que difira do seu ponto de vista. Seria como olhar a vida pela janelinha do banheiro (que dá para o muro do vizinho) mesmo sabendo que existem grandes janelas nos quatro cantos da casa.A impostura que lhes faz acreditar que tudo sabem é a venda que não lhes permite descobrir que nada sabem. Se os caras que os orientam fossem abduzidos eles perdriam suas identidades.

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