sábado, 3 de março de 2007

O que podemos colocar com questão a neutralidade política é que as Testemunhas de Jeová não se envolvem em conflitos armados para defender esse ou aquele partido político que porventura tenha tomado o poder de forma revolucionária e armada ou mesmo ditatorial. Isso com certeza é aplicado por muitas pessoas, até mesmo de outras religiões, como forma de preservar danos maiores aos seus fiéis. Pegar em armas para colocar sentimentos nacionalistas que porventura estejam desfigurados do seu sentido original, como meio de assassinar pessoas que pensam de forma diferente é antes de tudo um ato que todo ser humano deveria colocar como impraticável.
Sendo assim as Testemunhas de Jeová poderiam sair desse equívoco de achar que qualquer participação social que vise a melhorar a sociedade seja algo politicamente incorreto, pois antes de tudo vivemos num mundo onde a desigualdade é imensa e onde milhares de pessoas não tem onde morar e às vezes nem o que comer. Mesmo tendo uma visão que um governo celestial irá acabar com essas desigualdades num futuro, não seria cristão ou amoroso da parte de qualquer pessoa não tentar fazer com que o agora dessas pessoas seja de alguma forma melhorado, pois até mesmo Jesus vendo as pessoas que o acompanhavam em suas pregações, sentiu a necessidade de providenciar comida para os que tinham fome e justiça para com os excluídos. Pregar a palavra de Deus com certeza incute em muitos a necessidade de ser um indivíduo melhor, mas palavras sem ação ou mesmo conversão apenas para se fechar num grupo restrito que diz deter verdade divina e deprecia qualquer iniciativa governamental de melhorar o mundo é algo bem anticristão por parte das Testemunhas de Jeová. E o pior de tudo é notar suas incoerências, vejam o que dizem nessa publicação:” Similarmente, os hodiernos cristãos não devem dar ordens a outros individualmente quanto a que posição devem adotar em assuntos relacionados com a neutralidade cristã. Cada um precisa fazer a sua própria decisão em harmonia com seu entendimento dos princípios bíblicos”. Gálatas 6:4, 5. (Revista A Sentinela 01/091986) E logo depois destila o que realmente pensa sobre qualquer governo político ou políticas sociais que visam melhorar as condições de uma população:” Que finalidade têm, por exemplo, as eleições na classe de encarregados ou líderes da turma? Servem realmente para treinar os jovens a participar na maquinaria da política mundana. Será que é para isto que o jovem cristão deseja ser treinado? Será que Jesus Cristo, que disse: “Não faço parte do mundo”, desejaria que seus verdadeiros seguidores se treinassem para participar na política mundana?” (Revista Despertai 08/03/1973) Depois complementam:” Assim, por exemplo, quando as Nações Unidas declaram o ano de 1986 como “Ano internacional da Paz”, os cristãos observam o evento com interesse. Mas não podem dizer com antecedência se isto será o cumprimento das palavras de Paulo citadas acima. São gratos, porém, que Jeová possibilitou que discernissem o significado da ‘imagem da fera’ e “a coisa repugnante que causa desolação”. Assim, encaram essa organização como Jeová a encara, e não são desencaminhados pelos esforços dela em implantar a paz”.(Revista A Sentinela 01/10/1985)
Eis a verdadeira face da política adotada pelas testemunhas de Jeová!


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