sábado, 17 de março de 2007

"Certamente não há ninguém que olhe para trás de vez em quando e, ao se lembrar de acontecimentos passados, fique impassível, sem algum forte sentimento. Há pelo menos 3 categorias de lembranças: as ruins, que gostaríamos de esquecer; as boas, que gostamos de lembrar; e as mal resolvidas, que insistem em martelar nossa cabeça. Especialmente para as ruins e para as mal resolvidas, que volta e meia nos atormentam, costumamos nos autoconsolar, afirmando que não se pode mudar o passado e não adianta chorar pelo leite derramado. Queremos acreditar que o que passou, passou e nada podemos fazer para modificar os fatos passados. Não é verdade.
Mas qual é a melhor maneira de organizar o que passou para seguir em frente? Encaixotar lembranças e jogar num canto escondido de nossa consciência não parece ser a melhor saída, e deixar as lembranças tão presentes que sufocam, muito menos. Há que se achar o equilíbrio, afinal, o que passou, passou...mas importa. Então vamos à faxina! Consultar os porões da memória e relembrar aquelas coisas não tão agradáveis pode ser uma prática necessária. A importância de reviver essas experiências é a enorme influência que elas exercem em nossas vidas. Para os estudiosos, esses impulsos desconhecidos se expressam de forma disfarçada em nossas escolhas pessoais, nossas convicções e nossos hábitos e até provocando comportamentos que prejudicam a outros e a nós mesmos. Por isso, para deixar um fato mal resolvido para trás é preciso, primeiramente, reviver esse fato e entender seu impacto. Não tem outro jeito. Vamos ter que mexer nesses arquivos, pois o que passou, muitas vezes não passou totalmente. Analisando isso, só assim vamos em frente em busca de novas experiências, vivendo a vida real, a liberdade do momento presente, e não um passado que aprisiona".
(Eugênio Mussak)

Esse texto nos ajuda muito com nosso rompimento com a Torre de Vigia, vale ressaltar, que diferentes acontecimentos têm impactos diferentes sobre pessoas diferentes. Já conversei com Ex-Testemunhas de Jeová que passaram tranqüilamente para uma nova fase de sua vida, porém já encontrei muitas que estavam sem chão, humilhadas, envergonhadas, com sentimentos de culpa exagerado e com muita dificuldade de “viver” no mundo real, fora dos muros da Torre. (Pascoal Naib)
“O que acontece é que, de repente, a pessoa percebe que não está acompanhando o curso natural das coisas. Ficou para trás, enquanto amigos e colegas já estão encaminhados, prontos para uma nova etapa. A frustração de não ter evoluído, por estar perdido em um tempo que já tinha passado, pode levar a uma contínua estagnação e mais perda de tempo.
O passado pode ensinar, mas não pode ser vivido de novo. O futuro pode ser construído, mas só será vivido quando virar presente. Com o passado, fazemos as pazes e, se não o compreendemos bem, pelo menos o aceitamos. Entrar em harmonia com as lembranças, romper as amarras, permitir-se seguir em frente e, principalmente, permitir que o passado se vá, eis o conselho". (Eugênio Mussak)


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3 comentários:

  1. VC acha que atacar um povo é deixar o passado pra trás. Deixar para trás é esquecer, como diz o texto é viver uma nova vida. cada vez mais acredito na Bíblia quando vj tais movimentos como o seu. pois ela dizia que alguns tentariam afastar outros desse caminho. e é o q me parece q vc está fazendo. se vc quizesse deixar para tras jogaria tudo pro alto e viveria feliz sua nova vida. viva, seja feliz e deixe outros escolherem o seu caminho.

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  2. Olá anônimo, fico feliz por ter visitado o Blog e ter exposto suas idéias, como disse, toda manifestação sem ataques pessoais é bem vinda! Bem, atacar não seria bem a intenção do Blog, apenas são colocadas situações comuns entre TJs e Ex-TJs. O compromisso em falar sobre Torre de Vigia é exatamente pela situação em que a mesma se coloca: detentora de uma VERDADE e que todas as outras pessoas fora dessa "arca de noé" são desnecessárias! Isso como bem percebe é altamente preconceituoso e desamoroso, isso com certeza são excelentes motivos para se dialogar, pois aqui no Blog, o questionamento é o que impulsiona a viver, diferentemente da Torre de Vigia!

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  3. Caro Companheiro anônimo,
    Suponho que você seja TJ.Então pense bem:Se sua religião é o caminho como você diz, porque ela proíbe seus membros de investigar sites e literatura de ex-membros? Será que esse tipo de proibição tem respaldo bíblico? Em caso afirmativo, me mostre os textos.Será que Jesus e os primitivos cristãos tinham esse tipo de proibição?
    O que te garante que ela seja a o caminho? Segundo a bíblia o caminho é Jesus, pois ele mesmo disse:"Eu sou o caminho, a verdade e a vida.Ninguém vem ao senão por mim"
    Nenhuma religião tem autoridade bíblica para se colocar no lugar de jesus como O Caminho.A relação com Deus é pessoal e independente de religiões.
    Essa é minha opinião.

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