quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A edição de dezembro de 2006 de Nosso Ministério do Reino em seu artigo: "Como podemos ajudar?" (págs. 1 e 7), abordou a questão dos donativos sob um enfoque absolutamente infeliz, para dizer o mínimo. Inicialmente, o artigo comenta o bem que é realizado com recursos do fundo de ajuda humanitária:
"Por exemplo, no ano passado, os irmãos contribuíram para ajudar as pessoas afetadas pelo tsunami que ocorreu no sul da Ásia. Esses donativos feitos de coração para o fundo de ajuda humanitária da organização foram muito apreciados."
Em seguida, apresenta um aparente problema para as entidades jurídicas que administram tais recursos:
"No entanto, quando se pede que os donativos sejam usados para ajudar os afetados por uma catástrofe específica, em alguns países torna-se necessário que tais recursos sejam direcionados apenas para aquele propósito e dentro de um prazo, não importando se as necessidades de nossos irmãos já foram atendidas localmente."
Aí, aproveitando essa "brecha", apresenta a recomendação:
"Assim sendo, recomendamos que os donativos que se destinam a ajuda humanitária sejam feitos para a obra mundial. Esse fundo é usado tanto para ajuda humanitária como para suprir as necessidades espirituais da fraternidade cristã. Se, por alguma razão, uma pessoa desejar fazer um donativo para ajuda humanitária separado das contribuições para a obra mundial, essa doação será aceita e usada onde houver necessidade. No entanto, apreciaríamos que tais donativos fossem feitos sem restrições de onde e como serem empregados."
É difícil imaginar que um associado TJ sinta-se motivado, a partir de agora, a fazer qualquer donativo para ajuda humanitária, especificamente. Vai tudo para a "obra mundial".
É ainda mais difícil harmonizar tal "recomendação" à luz de princípios como os expressos pelo escritor Paulo, assim registrados:
"Faça cada um conforme tem resolvido no seu coração, não de modo ressentido, nem sob compulsão, pois Deus ama o dador animado." - 2 Cor. 9:7
Será que os recursos cada vez mais minguantes da STV, levaram-na a querer "meter a mão" no que não devia ? Não seria algo a surpreender. Coisas de instituições humanas ...


Categorias:

0 comentários:

Postar um comentário

Esse espaço é para um diálogo construtivo...agressões, palavrões ou mesmo ataques pessoais vão ser solenemente excluídos. Comentários que tem uma base de raciocínio e um desejo sincero para aprofundar sobre os temas citados serão muito bem recebidos e publicados. Seria interessante (não obrigatório)ao postar o usuário se identificar!