segunda-feira, 30 de março de 2009

Sabemos que uma pessoa desassociada (expulsa) não pode falar com seus parentes Tjs a menos que morem na mesma casa, pois bem a revista "A Sentinela" 15/1/1971 p. 62-63 cita: "deve-se fazer o parente desassociado compreender que a sua situação mudou, que não mais é bem-vindo no lar, nem é companheiro preferido". Se este for parente que não mora na mesma casa, procurarão não ter associação nenhuma com ele".
Depois, em 1974 na mesma "A Sentinela" 15/11 p. 686-692 sob o tema: Mantenha um conceito equilibrado sobre os desassociados, o Corpo Governante das TJs (menos de 12 homens que dizem ser ungidos e designados por Deus) afirmava: "Quanto a membros desassociados da família (não filhos ou filhas menores), que moram fora do lar, cada família terá de decidir até que ponto mantenham associação com tais. Não é algo que os anciãos congregacionais podem decidir por eles" e acrescenta: "Por nos apegarmos às Escrituras, nem menosprezando o que elas dizem, nem ler nelas coisas que não dizem, seremos habilitados a manter um conceito equilibrado para com os desassociados".

UMA MUDANÇA INACREDITÁVEL, pois além de abordar outra forma de ver o assunto reconhece que o Corpo Governante não tem autoridade para decidir sobre isso.

O que ainda é mais inacreditável é que na revista "A Sentinela" 15/12/1981 p. 22-27 debaixo do "Quando um parente é desassociado", o CG volta a mesma regra declarada em 1971 e agora enfatizando mais ainda a necessidade de NÃO ter relacionamento com parentes desassociados: "O desassociado foi espiritualmente decepado da congregação; os anteriores vínculos espirituais foram totalmente cortados. Isso se dá até mesmo com respeito aos seus parentes, inclusive os dentro do seu círculo familiar imediato., "Portanto, cristãos aparentados com um desassociado que não vive na mesma casa devem esforçar-se a evitar a associação desnecessária, mantendo até mesmo os negócios reduzidos ao mínimo". "É preciso ter muito cuidado para que a situação da pessoa como pecador desassociado não seja desconsiderada, nem minimizada".
Como pode uma organização admitir que não tem autoridade bíblica para decidir sobre determinado assunto e apenas sete anos mais tarde voltar atrás e descaradamente fazer tudo o que afirmava não poder fazer?


6 comentários:

  1. Muito interessante(para não dizer pretensiosa), esta postura da organização, em condicionar as relações entre seus adéptos com os dissociados e desassociados...; quer dizer que só quando a situação os interessa ou favorece, é que deve ser aceito?...; quer dizer que para Jeová-Deus existe meio termo?, e não: sim, sim e não, não?...; Lamentável!

    grato!

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  2. Pois é, o grande problema é quando uma organização com medo de que suas incoerências sejam expostas estimula até mesmo a expulsão de filhos do convívio com os pais.
    Todos que possam questionar algo são vistos como rebeldes...assim fica mais fácil de ver as coisas somente no plano maniqueísta...se não é bom é ruim.

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  3. Sempre tive e ainda tenho em muita estima esta organização TJ/STV, pela dedicação e voluntariedade de seus membros, já convivi com pessoas deste meio, muito respeitáveis por sinal, e muito conhecedoras das Santas Escrituras...; o que a meu ver, deixa a desejar, é quanto a doutrina "imposta" e não "voluntária", quanto a questão do sangue(transfusão), direito de votar, servir ao estado, entre outros...; creio que estas questões cabe exclusivamente a cada um segundo a sua consciência para com Deus/Jeová e não ser imposta por ninguém, pois em Romanos 14,14, o apóstolo Paulo afirma: "Sei e estou persuadido no Senhor Jesus que "nada é aviltado em si mesmo"; somente quando um homem considera algo como aviltado, para ele é aviltado.", ou seja, tirando aquelas recomendações(não Imposição) dos apóstolos em Atos 15,20, cada pessoa convertida ao evangelho do Senhor Jesus, deve entender até onde sua consciência Cristã lhe permite, sem que isto descambe para o desleixamento ou o fanatismo..., leiam atentamente na carta aos Romanos o capítulo 14..., creio que não paira dúvida alguma...

    grato!

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  4. Por favor, permita-me uma observação!
    Quando opino "servir ao estado" no comentário acima, quero deixar claro; existem muitos casos específicos, ex.: pessoas que se unem a nós sendo militares, assim como os "Centuriões Romanos",Mat. 8:5; At. 10, etc., não foi imposto a esses irmãos que abandonassem seus ofícios...; é isso!

    grato!

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  5. qualquer religiao tem desasociação.
    e cada uma tem de um geito. as TJS nao e diferente de nem uma. e garanto pr vc que isso nao mata ninguem apartir do momento q vc e desasociado e como se vc colocase um filho de castigo, vc fala as regras ele desobedese e vc deixa ele de castigo pr ele REFLETI sobre o erro dele. aasim q ele se arrepende ele vai diretamente aos pais pedir desculpas e mostra arrependido. se um pai faz isso ele e julgado? nao. pq ele ta usando uma diciplina pr encina oq e serto e errado. toda religiao toma sua diciplinas. entao se for pr junga as TJS, julgue as ouras tambem, pq vc ta empenhado nas TJS, se nao vc iria ver como e as diciplinas de outras tambem. VC FALA TANTO DE PRECONSEITO, O SEU ATO ESTA SENDO DE PRECONSEITO.

    BOA NOITE

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  6. Ao último Anônimo: toda igreja, comércio ou qualquer outra forma de organização social tem suas regras e disciplina, porém quando a disciplina abusa e extrapola sendo desumana e discriminatória vira crime!
    A desassociação das Testemunhas de Jeová não é disciplina amorosa e sim crime que atinge menores, adultos e idosos e divide famílias e amigos e se constitui racismo religioso de acordo com a Lei Caó. Pesquise!

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