domingo, 1 de março de 2015
BAIXE O LIVRETO: O MAIOR ERRO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
DICAS DE COMO AGIR PARA SAIR DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
NÃO SEJA UM DETALHE DESCARTÁVEL - Por Maurílio dos Santos Jr.
As pessoas nesta organização são apenas “detalhes”, mas para mim são o que há de mais precioso. Eu fico muito triste quando vejo um jovem desistir de sua carreira profissional, de seus sonhos, apostando todas fichas em homens que se denominam os donos da “verdade” e que depois tratam pessoas como material descartável e sem valor.
IGNORE os "conselhos amorosos" que te vão deixar da mesma maneira a vida inteira, rejeite as críticas dos medíocres que querem te puxar para baixo, falte as reuniões para cuidar de seu futuro, de seu emprego, do seu salário, da sua família e dos seus interesses.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
PARA ONDE IR? Por Abenildo e Pascoalnaib
Um colega meu certa vez citou: "Os desinformados sofrem com ou sem religião, pois a opressão social não escolhe métodos específicos. O que servir ideologicamente será usado".
Ele continuou: "Vamos deixá-los viver sua religião, pois assim sofrem menos? Depois de passarem o dia inteiro sendo explorados pelo capitalismo, no final do dia vão agradecer a Deus por estarem vivos e com saúde. Assim, estarão prontos para serem o burro de carga do capitalismo. Ora, é este o fardo leve do cristianismo? É melhor que sofram conscientes ou coniventes?"
Aí eu transporto isso tudo para a realidade da Torre de Vigia. Quando uma TJ decide sair, existe primeiro uma decepção com a VERDADE que ela achava ser segura e infalível. Quando sai perde suas referências tanto teóricas, como emocionais, pois não sabe mais em que acreditar, desconfia de tudo, quase todos ou senão todos os seus amigos são "perdidos" se afastam e muitas vezes lares são desfeitos por causa das doutrinas da Torre de Vigia. Eis o desafio para quem já saiu: que rumo tomo agora para minha vida?
É uma questão pessoal, e deve ser considerada e respeitada. Para que tal espiritualidade tenha respaldo, especialmente num sistema capitalista ferrenho, o indivíduo tem de se informar, não pode delegar sua vida e fé simplesmente na palavra de terceiros, mas sim no seu poder de observação, sua crítica e por fim, sua opinião, nunca porém estática, mas sempre disposta a ser posta à prova, pois a verdade não teme a mentira.
Desta forma, o maior legado que podemos dar aos outros é incentivá-los a exercer de fato seu livre arbítrio, sem modelos estabelecidos, mas a comprovação de fatos, o acesso à informação. Muitas Testemunhas de Jeová nos perguntam: "Se não é a Organização Verdadeira, aponte um caminho!?" Mal sabem eles que o caminho está mais dentro de si mesmos do que dentro do salão do reino. Para mim não cabe apontar o caminho, basta dar ao próximo uma lanterna!
Sou muito a favor do debate, da exposição de evidências, o choque de opiniões. Acho que aprendemos mais num bom debate do que em muitos "congressos" organizados pela Torre de Vigia.
terça-feira, 17 de abril de 2007
DESTRUIR A FÉ? Texto de Pascoal Naib
Uma coisa importante nessa busca é que não adianta apenas buscar essas respostas mediantes livros e debates, isso contribui é claro, mas você tem que vivenciar, se expor a novas experiências para ter suas respostas, e essas poderão ser diferentes e serão diferentes das de muitos outros.
Devemos sempre ter cuidado de não destruirmos a fé dos outros só por destruir, sem nada acrescentar. Vale ressaltar que o caos é algo primordial para ser ter novas idéias, ou seja, vai ter uma etapa da sua vida em que você vai ter que destruir antigos conceitos que você achava correto, para poder ressurgir frente a sua vida com novo ânimo.
O destruir interior é algo necessário para o soerguimento de algo melhor, pois você sabe de sua real condição, mas o destruir das idéias dos outros, da fé dos outros de forma gratuita e agressiva por vezes pode ocasionar a decadência de uma pessoa e contribuir para sua completa imobilidade frente ao mundo.
Num livro em que se analisa a “morte” de Deus anunciada por Nietzsche, têm-se uma advertência para a seriedade e responsabilidade de como expor certas idéias: “Condição necessária de uma nova moral, e, mais geralmente, de uma nova cultura, a morte de Deus não é, pois, a sua condição suficiente; e, se não for animada por uma nova exigência, pela virtude da vontade de potência, se for animada pela vontade de fraqueza ou de nada, pode, ao contrário, conduzir à extrema decadência, muito mais baixa ainda que a antiga moral, ao niilismo mais extremo. Eis o que a sua lucidez revela Zaratustra, e o que a sua sinceridade o obriga a proclamar: a morte de Deus é ambivalente; ela permite imensas esperanças, mas também comporta um terrível risco”.
O risco é de novamente impormos verdades prontas para as pessoas e não respeitarmos a diversidade de pensamentos. Outro exemplo perfeito de como expor algo para uma pessoa está no livro “Assim falava Zaratustra” de Nietzsche: “Cantando, chorando, rindo e murmurando, louvo a Deus que é meu Deus. Mas, afinal, que nos trazes de presente? A essas palavras, Zaratustra saudou o santo, dizendo-lhe: ‘Que teria eu para vos dar? Mas deixai-me partir depressa, antes que vos tire alguma coisa!’ E assim se separaram, o ancião e o homem, a rir como dois jovens”.
Nesse caso o personagem Zaratustra vinha para anunciar a “morte” de Deus e encontrou um eremita temente a Deus e o que observamos não foram debates para provar se Deus existia ou não, apenas que Zaratustra respeitou o pensamento daquele homem naquele momento e que com certeza teriam outros momentos para se mostrar certas verdades. Cada um tem seu momento para um despertar.
“A verdadeira vida, a vida eterna foi encontrada – não foi prometida, está aqui, está em você: como vida no amor, no amor sem reserva nem exclusão, sem distância. Todos são filhos de Deus. Jesus não reivindica nada somente para si – todos como filhos de Deus são iguais a todos...” Nietzsche em seu livro “O Anticristo”.
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
RENASCER NÃO É TÃO FÁCIL E AGRADÁVEL - Texto Pascoal Naib
A terceira fase é da insegurança. "Estamos confiantes e seguros e, de repente, vemos ou ouvimos alguma coisa que nos enchem de espanto e de admiração, não sabemos o que pensar ou o que fazer com a novidade do que vimos ou que ouvimos porque as crenças, opiniões e idéias que possuímos não dão conta do novo”.(Entre aspas é do livro 'Convite à Filosofia' de Marilena Chauí).
Quem pensou que iríamos pular de alegria por sabermos finalmente certas verdades sobre a Torre de Vigia, estava enganado. A verdade sempre dói! Ela liberta, mas num primeiro momento você sente a dor de ver suas convicções serem trituradas sem chance de contra-argumentar. Sua mente por mais que ansiasse a verdade não suporta num primeiro momento o choque! Aí está a diferença entre conhecer o caminho e percorrê-lo! Nesse momento ou a pessoa enlouquece querendo esquecer tudo o que viu, ou toma uma atitude de fazer com que essa revelação seja o suporte necessário para se viver de forma plena e não só para si, mas para todos e com todos! Requer coragem para mudar! Resta saber se todos querem mudar ou se querem viver presos a ilusões, mesmo que ilusões prazerosas.
"O espanto e a admiração, assim como antes a dúvida e a perplexidade, nos fazem querer saber o que não sabíamos, nos fazem querer sair do estado de insegurança ou de encantamento, nos fazem perceber nossa ignorância e criam o desejo de superar a incerteza. Quando isso acontece, estamos na disposição de espírito chamada busca da verdade”.(Do livro 'Convite à Filosofia' de Marilena Chauí).
A verdade não oferece um caminho pronto, mas lhe proporciona o maior prazer de todos: construí-lo!
UM PARTO DIFÍCIL: TUDO QUE VIVI COMO TESTEMUNHA DE JEOVÁ ERA UMA ILUSÃO! - Texto Pascoal Naib
Quando estamos nessa fase sabemos que nossa vida pode mudar radicalmente, pois estamos despertando para novas realidades, parece que somos movidos por uma força interior que não se contenta mais com a mesmice e com meias verdades. “Mas o ser humano tem um medo incrível da liberdade. Ser livre possui tremendas implicações. O indivíduo que é livre se torna um estranho, uma anomalia. Ele será visto como uma espécie de alienígena. A liberdade, também, é sinônimo de felicidade e o mundo odeia pessoas felizes”.
Ninguém vai nos apoiar nesse momento, pois convivemos com pessoas que estão em outra sintonia, aliás, muitas vão achar que nós somos loucos por querermos questionar a Torre de Vigia, que não temos amor a Jeová, e mais uma vez afirmamos, que o que está em jogo é a descoberta de uma verdade específica, que irá provar para nós mesmos se estamos num caminho adequado. Essas pessoas são nossas inimigas ou querem nosso mal? Essas Testemunhas de Jeová que tanto nos ameaçam, na realidade são pessoas dependentes daquele sistema de crenças. “É ali que elas ganham o pão de cada dia. Não importa se esse pão é um pão velho e amarrotado. Quem teme a liberdade recebe apenas migalhas. Nesse momento, nós somos os nossos maiores inimigos! Nós nos boicotamos o tempo todo. E aquele que venceu a si mesmo é capaz de vencer qualquer outra coisa”.
O PRIMEIRO PASSO PARA SAIR DA TORRE DE VIGIA - Texto Pascoal Naib
Esta aí caracterizada a segunda fase: a da incerteza. "A incerteza é diferente da ignorância porque, na incerteza, descobrimos que somos ignorantes, que nossas crenças e opiniões parecem não dar conta da realidade, que há falhas naquilo em que acreditamos e que, durante muito tempo, nos serviu como referência para pensar e agir. Na incerteza não sabemos o que pensar, o que dizer ou o que fazer em certas situações ou diante de certas coisas, pessoas, fatos, etc. Temos dúvidas, ficamos cheios de perplexidade e somos tomados pela insegurança." (Entre aspas é do livro 'Convite à Filosofia' de Marilena Chauí) Nessa fase, estamos abertos ao novo, mesmo com receio, estamos ansiando que exista algo além do que sabemos. Essa fase é tensa, pois sabemos que existe algo diferente do nosso pensar, mas não sabemos até que ponto poderemos suportar essa revelação!
HÁ ALGO ERRADO E VOCÊ NÃO SABE O QUE É? - Texto Pascoal Naib
"Uma vez, quando estava na faculdade, disse eu finalmente, escrevi um trabalho para um curso de filosofia. Não lembro bem qual era o tema, mas estava relacionado com epistemologia. A idéia do trabalho, grosso modo, era a seguinte; os nazistas não perderam a guerra. Eles a ganharam e se expandiram. Tomaram conta do mundo e eliminaram todos os judeus, os ciganos, os negros e os índios orientais e americanos. Depois dessa etapa, eles acabaram com os russos, os poloneses, os boêmios, os morávios, os búlgaros, os sérvios e os croatas - todos os eslavos. Depois passaram para os polinésios, coreanos, chineses e japoneses - todos os povos da Ásia. Isso levou muito, muito tempo, mas, quando terminaram, todos no mundo eram cem por cento arianos e todos eram muito, muito felizes. Naturalmente, os livros usados nas escolas não mais mencionavam nenhuma raça exceto a ariana, nenhuma língua exceto a alemã, nenhuma religião exceto o hitlerismo, nenhum sistema político exceto o nacional socialismo. Não havia necessidade. Após algumas gerações assim, ninguém poderia ter escrito nada de diferente nos livros mesmo que quisesse, porque ninguém mais sabia algo diferente. Mas um dia dois jovens estudantes conversavam na Universidade de Nova Heidelberg, em Tóquio. Ambos eram bonitos no modo habitual dos arianos, mas um deles parecia vagamente preocupado e infeliz. Era o Kurt. Seu amigo perguntou: -- O que há Kurt? Por que está sempre com essa cara fechada? Kurt respondeu: -- Vou lhe dizer, Hans. Algo me preocupa profundamente. O amigo perguntou o quê. -- É o seguinte, respondeu Kurt. Não consigo me livrar dessa sensação maluca de que estão contando alguma mentira para nós”.
QUANDO TUDO DEIXOU DE FAZER SENTIDO? - Texto Pascoal Naib
POR QUE FOMOS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ? - Texto Pascoal Naib
“Costuma-se ter uma imagem pobre dos membros de seitas religiosas. Não se admite facilmente a conversão de uma pessoa “normal”, porque se acredita que somente indivíduos psicologicamente doentes ou que sofrem alguma patologia social é que podem ser integrantes delas”.
Bem, a maioria de nós quando adentrou as Testemunhas de Jeová, não tinha nenhum desvio de conduta psicológica, então o que nos chamou atenção? Nesse caso principalmente para quem escolheu entrar, pois existem pessoas que já nascem numa família de Testemunhas e a sua aspiração e motivação vão ser diferentes, podemos até depois trocar idéias sobre esse caso em especial.
Bem, mas retornando o assunto: o que nos fez aceitar como verdade tudo o que a Torre de Vigia tinha como doutrina? Bem, poderíamos citar: busca de segurança e de certezas, superar algum problema particular, necessidade de guias espirituais, a convicção de ter razão sobre algum assunto. Podemos fazer dessa lista algo interminável, mas tudo isso que foi dito, provém de algo maior, algo que é imanente, que é do gene do ser humano, que está embutido em nosso ser.
O poeta Balzac diz: ”Aprende uma coisa, porém, grava-a em tua mente que ainda é tão maleável: o homem tem horror à solidão. E de todas as espécies de solidão, a mais terrível é a solidão moral”. O homem é um animal social, sempre, em raros casos ocorre o contrário, quer estar perto de outra pessoa, isso seria um medo da solidão física. Já o medo da solidão moral é aquela intensa necessidade de comungar com outras pessoas suas idéias e seus ideais, de se sentir alguém frente a um universo que se mostra infinito e misterioso.
PODE-SE QUESTIONAR SENDO TESTEMUNHA DE JEOVÁ?- Texto Pascoal Naib
“E aqui, antes de continuar este espetáculo, é necessário que façamos uma advertência a todos e a cada um. Neste momento, achamos fundamental que cada um tome uma posição definida. Sem que cada um tome uma posição definida, não é possível continuarmos. É fundamental que cada um tome uma posição, seja para a esquerda, seja para a direita. Admitimos mesmo que alguns tomem uma posição neutra, fiquem de braços cruzados. Mas é preciso que cada um, uma vez tomada sua posição, fique nela!” (Texto da peça de teatro “Liberdade Liberdade” de Millôr Fernandes e Flávio Rangel)


