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terça-feira, 3 de março de 2009

COMO REAGIR A INSULTOS?

Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que adorava ensinar sua filosofia para os jovens. Apesar de sua idade, corria a lenda que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Era famoso por utilizar a técnica da provocação: esperava que seu adversário fizesse o primeiro movimento e, dotado de uma inteligência privilegiada para reparar os erros cometidos contra-atacava com velocidade fulminante. O jovem e impaciente guerreiro jamais havia perdido uma luta. E, conhecendo a reputação do velho samurai, estava ali para derrotá-lo, aumentando sua fama de vencedor.
Todos os estudantes manifestaram-se contra a idéia, mas o velho aceitou o desafio. Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou todos os insultos conhecidos - ofendeu inclusive seus ancestrais. Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho mestre permaneceu impassível. No final da tarde, sentindo- se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou- se.
Desapontados pelo fato do mestre ter aceito tantos insultos e provocações, os alunos perguntaram:- Como o senhor pode suportar tanta indignidade? Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que podia perder a luta, ao invés de mostrar-se covarde diante de todos nós?
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente? - perguntou o velho samurai.
- A quem tentou entregá-lo - respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva, e os insultos - disse o mestre - Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.

segunda-feira, 19 de março de 2007

O QUE É A VERDADE? QUER SABER REALMENTE?

O rei se queixava de que todos os seus súditos eram mentirosos. Então, decidiu que faria todos dizerem à verdade. Quando as portas da cidade se abriram, havia uma forca, bem à vista. O guarda anunciou: “Quem entrar na cidade, terá de responder com verdade à pergunta formulada!”
Nasrudim, um sábio, entrou. O guarda perguntou: “Aonde vai? Diga à verdade ou a alternativa é a morte!”
Nasrudim respondeu:”Vou ser enforcado ali adiante”.
O guarda replicou:”É mentira!”
Nasrudim insistiu:”Pois, muito bem, se eu disse uma mentira, enforque-me!”
O guarda todo confuso e angustiado suspirou:”Mas, se eu fizer isso, você terá dito à verdade”.
Nasrudim completa:”Exatamente, a sua VERDADE!”


CONSIDERAÇÕES

As pessoas têm vivido, continuamente, através de condicionamentos, e por se submeterem a isso, repetem sem cessar inúmeras crenças, sem sequer experimentar o que elas realmente significam. Além disso, perdem o poder pessoal para tomar decisões sobre certas situações de sua vida. O resultado é que mergulham em qualquer teoria que proclame ter o poder “divino” para decidir isso por ela. Saber que existe algo ou alguém que assume esse compromisso de moldar sua vida pode dar para certas pessoas um certo conforto e proteção, no entanto, tira o que é mais precioso na vida: a liberdade!

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

A VACA E O PORCO - Texto Pascoal Naib

Estava uma mulher a dirigir tranqüilamente para sua casa de praia, finalmente iria tirar as férias de seus sonhos, e por isso mesmo sentia uma paz profunda no seu coração, uma contagiante alegria que ia aumentando cada vez mais à medida que seguia a estrada contemplando a natureza. Nada de stress, correria ou mesmo brigas do chefe, nada disso iria incomodar mais nesses dias de relaxamento. Quando se aproximava de uma perigosa curva, avistou um carro preto descontrolado vindo na contramão, por um momento ela pensou que o veículo iria colidir com seu carro, quando num súbito movimento, o motorista do carro preto conseguiu desviar do carro dela e passar raspando, mas não antes de gritar de forma enlouquecida para ela: Vaca!!! Ela, como que surpreendida pelo quase acidente que ele provocara e ainda pela ousadia dele dirigir tal palavra para ela, não pensou duas vezes e gritou em resposta: Porco!!! E continuou sua viagem para entrar na curva a frente, agora bem mais aliviada, pensando consigo mesma: Pediu, tomou, não levo desaforo para casa não! Sua satisfação continuava, quando ao dobrar na curva bateu numa vaca que resolvera ficar bem no meio da pista.A grande questão é que muitas vezes não temos o discernimento necessário de sabermos quando estamos sendo avisados de um perigo iminente e podemos confundir com agressão ou mesmo crítica infundada. Colocado isso, muitas vezes nos inquietamos sobre certas questões, se são realmente verdadeiras ou não. É correto questionar?