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sábado, 12 de agosto de 2017

AS EX-TESTEMUNHAS DE JEOVÁ REJEITADAS PELAS PRÓPRIAS FAMÍLIAS



Para algumas ex-testemunhas de Jeová do Reino Unido, abandonar a crença não significa apenas abrir mão de uma religião, mas também se afastar de entes queridos. Em muitos casos, amigos e familiares são orientados a cortar todos os laços com essas pessoas, as levando ao isolamento e, em casos extremos, até a pensamentos suicidas.

"Não falo com ninguém da minha família. Não temos nenhum contato, porque eu me 'desassociei'", conta Sarah (nome fictício) ao programa Victoria Derbyshire, da BBC.

No ano passado, a jovem, que está na casa dos 20 anos, foi expulsa de um grupo de Testemunhas de Jeová em um processo conhecido como "desassociação".

Ela diz que o motivo teria sido sua recusa em continuar em um relacionamento abusivo. Sarah afirma que seu parceiro na época era violento e chegou a quebrar suas costelas.

Fazer denúncias à polícia - e envolver pessoas de fora da religião em questões como essa - é algo desencorajado entre testemunhas de Jeová, explica a jovem.
Código moral

Sarah afirma que os anciãos da religião se recusaram a punir seu ex-companheiro pelo comportamento violento. Foi apenas quando seus colegas de trabalho notaram seus machucados e a convenceram a não se submeter mais aos abusos que ela deu fim ao relacionamento.

A jovem conta ter sido desassociada por esse motivo - e diz que seus amigos e familiares se afastaram em seguida. Isso porque testemunhas de Jeová acreditam que aqueles de fora da religião podem prejudicar sua fé.

Em um comunicado, o grupo religioso disse à BBC que "se uma testemunha batizada viola o código moral da Bíblia e não apresenta evidências de que não continua a fazer isso, ela ou ele serão afastados e desassociados".

"Quando se trata desse afastamento, as testemunhas seguem as instruções da Bíblia, e, neste ponto, a Bíblia diz claramente: 'Removam os homens perversos entre vocês'", afirma o texto.

Ailton Pereira, membro da Associação Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e porta-voz da Testemunhas de Jeová no Brasil, diz que, quanto à orientação de que familiares e amigos se afastem de pessoas desassociadas, a Bíblia determina na passagem 1 Coríntios 5:11/13 ser necessário cortar o relacionamento com alguém eu mantenha uma conduta inadequada. "Seguimos os ensinamentos sagrados", afirma Pereira.

"Se a pessoa toma um caminho errado de acordo com o que é dito pelas escrituras, ela é afastada, mas as pessoas têm liberdade para tomar sua própria decisão de como proceder. É um assunto de ordem familiar."

Pereira diz que, mesmo quando uma pessoa se afasta voluntariamente da religião, "os laços permanecem". "É uma decisão pessoal. Deus não obriga ninguém a servir. Oferecemos ajuda para que a pessoa reflita sobre sua decisão, mas isso não rompe o vínculo família nem faz um menor de idade ser expulso de casa."

Mas, diante de um comportamento considerado inapropriado, muitas vezes o afastamento ocorre para que "outros membros da família não sejam influenciados e a família seja preservada".

"O afastamento ocorre porque uma pessoa tomou o caminho. Se alguém está em um relacionamento imoral, é justo que o chefe de família proíba a pessoa de trazer seu companheiro para dentro de casa", explica Pereira.

Ele ressalta que a organização religiosa Testemunhas de Jeová se baseia nas escrituras sagradas em seu trabalho para manter as famílias unidas.

"Muitas vezes, quando chegamos a uma casa em que a família está se separando por um vício ou comportamento, mas aí a pessoa entende os princípios da Bíblia, e a família volta a ter paz."

'Ninguém responde'

Sarah diz que sua mãe se recusou a falar com ela na noite em que foi desassociada. E que seu pai a acordou bem cedo no dia seguinte para expulsá-la de casa.

Em resposta aos relatos, a organização Testemunhas de Jeová diz não comentar sobre casos individuais e afirma que "violência, seja física ou emocional, é fortemente condenada na Bíblia e não tem lugar em uma família cristã".



John (nome fictício) tornou-se testemunha de Jeová ainda criança, quando seus pais decidiram se unir ao grupo. Há dois anos, ele foi desassociado depois de perder um velório, cerimônia vista na religião como uma ocasião importante.

Ele já tinha começado a se questionar sobre os ensinamentos - incluindo as ideias de que o fim do mundo é iminente e de que apenas 144 mil pessoas vão para o céu. Sua visão sobre a fé também ficou abalada após um amigo morrer depois de não ser submetido a uma transfusão de sangue, uma prática proibida pela religião. "Foi uma vida desperdiçada", diz.

John afirma ter descoberto depois que sua mulher testemunhou contra ele em seu processo de desassociação, algo que acredita ter prejudicado bastante o relacionamento do casal.

Ele saiu da casa e passou a viver temporariamente em barracas de camping. Além disso, perdeu contato com seus dois filhos, hoje adultos, e irmãos. "Eu me senti muito isolado, não tinha ninguém, pensava bastante em suicídio."

"Às vezes, eu mando uma mensagem dizendo 'amo vocês, ainda penso em vocês', mas, normalmente, ninguém responde."
'Últimos dias'

A religião Testemunhas de Jeová foi fundada nos Estados Unidos no fim do século 19, sob o comando de Charles Taze Russell, e é sediada em Nova York.

Apesar de ser baseada em princípios cristãos, o grupo acredita que as igrejas cristãs tradicionais se afastaram dos ensinamentos bíblicos e não estão em harmonia com Deus.

Por sua vez, as igrejas cristãs tradicionais não reconhecem o grupo Testemunhas de Jeová como uma denominação tradicional de sua fé por rejeitar a doutrina baseada na Santa Trindade.

As testemunhas de Jeová acreditam que a humanidade está vivendo seus "últimos dias" e que a batalha final entre o bem e o mal ocorrerá em breve. A organização diz ter mais de 8 milhões de fiéis em todo o mundo.

Terri O'Sullivan a abandonou há 17 anos, quando tinha 21, e foi expulsa de casa por sua mãe. Ela coordena hoje uma rede de apoio a pessoas que são excluídas ou deixam de fazer parte da igreja.

Afirma que ainda não se deparou com uma ex-testemunha de Jeová que não tenha sofrido de depressão ou alcoolismo ou tenha pensado em suicídio ou machucar a si mesma.


Órfã de pais vivos



Segundo Terry, apesar de nem todos passarem formalmente pelo processo de desassociação quando abandonam a religião, seus relacionamentos raramente não são afetados por isso.

"No caso de algumas ex-testemunhas, alguns familiares ainda falam com elas, mas a relação dificilmente é a mesma", diz.

No caso de Sarah, ela diz ter sido "muito, muito difícil" lidar com a perda dos laços familiares. Ela está noiva e sabe que terá de planejar uma cerimônia de casamento sem a participação de seus pais. "Eu me considero órfã, o que é bem triste", afirma.

Ela obtém apoio de amigos no trabalho. Quando abandonou a religião, eles "a confortaram" - o que a surpreendeu.

"São pessoas que minha religião dizia serem terríveis e más companhias, que seriam castigadas por Deus no Apocalipse. Mas essas pessoas abriram as portas de suas casas para mim."

A jovem ainda vê com bons olhos a maioria dos fiéis da igreja. "Há boas pessoas nessa religião, que acreditam estar salvando outras. Guardo boas memórias, porque são as últimas que tenho com minha família", diz.

"Mas também olho para trás e é dolorido, porque nunca mais poderei sentar com eles para um almoço de domingo. Quando morrerem, eu não serei convidada para seus enterros."


Créditos:
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40780269
http://g1.globo.com/mundo/noticia/a-experiencia-traumatica-das-ex-testemunhas-de-jeova-rejeitadas-pelas-proprias-familias.ghtml

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

REPÓRTER PORTUGUESA (ANA LEAL) DETALHA MAIS AINDA SOBRE OS FUNDAMENTALISMOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




O documentário português "Na sombra do pecado" que mostra os fundamentalismos religiosos das Testemunhas de Jeová em determinadas situações, continua a repercutir no mundo todo. A jornalista Ana Leal foi convidada para um programa de auditório para conversar mais sobre o tema e falar de outras questões que não foram colocadas no documentário.

É muito interessante ver seu depoimento e seu senso de responsabilidade ao mostrar que toda sua pesquisa se baseou em pesquisadores e nas próprias publicações das Testemunhas de Jeová, ou seja, não foi algo criado ou "inventado". 

Confirma que entrou em contato com a liderança das Testemunhas de Jeová em Portugal para convidá-los a participar do documentário, mas em nenhum momento houve uma resposta. 
Por que as lideranças das Testemunhas de Jeová não tiveram coragem de ir ao programa?

Que o leitor use de discernimento! 

Para acessar ao documentário "Na sombra do pecado" clique no link abaixo:

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

VÍDEO - REPORTAGEM COMPLETA DA TV PORTUGUESA TVI SOBRE OS FUNDAMENTALISMOS RELIGIOSOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Conforme anunciado nesse Blog a reportagem "Na sombra do pecado" foi ao ar no domingo 18/10/15. Para assistir toda a reportagem acesse o link abaixo da TV portuguesa TVI.

                                                        Chamada no Jornal português

ASSISTIR A REPORTAGEM COMPLETA ABAIXO:




Um mundo secreto, em que ainda funcionam comissões judicativas, uma espécie de tribunal eclesiástico, presidido por anciãos, um dos mais altos cargos na hierarquia. As ordens são para resolver tudo dentro da organização, mesmo tratando-se de crimes de pedofilia.

Uma investigação TVI, vai mostrar como ocultaram e omitiram crimes ao longo de décadas. Depoimentos inéditos de quem foi vítima e de quem teve cargos importantes na organização.

Mais informações sobre o assunto nos links abaixo:

Fórum Ex-Testemunhas de Jeová

Fan Page Ex-Testemunhas de Jeová

Postagem anterior aqui no Blog Ex-Testemunhas de Jeová

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

IMPERDÍVEL: TV PORTUGUESA FALA SOBRE PEDOFILIA DENTRO DAS CONGREGAÇÕES DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




                     UMA GRANDE REPORTAGEM! DIA 18 DE OUTUBRO DE 2015!

São mais de 50 mil em Portugal, 8 milhões em todo o mundo. Falamos das Testemunhas de Jeová, ainda consideradas uma seita, que acreditam que o mundo de Satanás vai acabar e que só elas sobreviverão ao Armagedom.
Dominadas pelo medo de pecar e de ofender Jeová, vivem quase exclusivamente em função da religião.

Um mundo secreto, em que ainda funcionam comissões judicativas, uma espécie de tribunal eclesiástico, presidido por anciãos, um dos mais altos cargos na hierarquia. As ordens são para resolver tudo dentro da organização, mesmo tratando-se de crimes de pedofilia.

Uma investigação TVI, vai mostrar como ocultaram e omitiram crimes ao longo de décadas. Depoimentos inéditos de quem foi vítima e de quem teve cargos importantes na organização.


Reportagem "Na sombra do pecado".

Grande Reportagem sobre as Testemunhas de Jeová em Portugal e no Mundo, a ser emitida na próxima 2ª Feira, dia 18 de Outubro, logo a seguir ao Jornal das 8 da TVI, por volta das 20:00 horas, hora portuguesa com a duração de 45 minutos. 
No horário de Brasília por volta de 16:00 horas.

ASSISTA AQUI:

http://ptcanal.com/tvi-online/
http://tviplayer.iol.pt/direto
http://mytvfree.me/tvi-directo-online
http://www.tvdirecto.com.pt/tv/live/tvi-em-directo.htm


Mais informações:

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=16&t=17726

domingo, 11 de outubro de 2015

SAÍ DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, PORÉM MINHA FAMÍLIA RARAMENTE FALA COMIGO!


POR KLEBER SOUZA

Bom, gostaria de contar um pouco sobre minha história no mundo das  Testemunhas de Jeová”. Minha mãe começou a estudar com as TJ’s quando eu era pequeno e não demorou muito para que eu e meus irmão também começássemos a ser doutrinados. Meu pai nunca quis saber de estudar, mas nunca se opôs, sempre financiando nossas atividades cristãs e até hoje tem um excelente relacionamento com os irmãos (até emprestando dinheiro para um ancião fazer uma cirurgia). O enredo da história é quase sempre o mesmo para quem desde pequeno faz parte da seita - estuda, progride, batiza – e no meu caso não foi diferente, aos 13 anos já estava batizado e agora era um Testemunha de Jeová aprovada e dedicada. Como todo TJ sabe é proibido ler, estudar ou “flertar” com outras fontes que não seja da Torre de Vigia, mas eu sempre gostei de ler, sou curioso por natureza e num determinado episódio surgiu um alerta sobre algumas coisas. Na mesma época fui desassociado por fornicação e resolvi buscar outras fontes. Me espantei com o tanto de material maravilhoso, diga-se de passagem que tem na internet sobre a história, crenças, doutrinas, escândalos das Testemunhas de Jeová. Eu já estava meio inativo nas reuniões ia de vez em quando, campo (pregação de casa em casa) uma vez por mês e olhe lá, e quando comecei a descobrir a VERDADE sobre a “verdade” ai foi a gota d’água. Escrevi uma carta de dissociação (desligamento voluntário) explicando meu ponto de vista, questionando as muitas facetas obscuras das doutrinas das Torre de Vigia e pedindo meus desligamento. Vi num site, não me lembro qual, que como não poderia conversar com ninguém depois de ser expulso era interessante escolher dois amigos achegados dentro da organização e entregar cópias da carta para que estes ficassem sabendo por mim os reais motivos da saída. Enviei duas cópias a uma amigo (que também estava inativo) e outra a uma grande amiga (que hoje está desassociada). Ele me deu total apoio a minha decisão enquanto minha amiga quis que ao invés de pedir minha saída que eu apenas ficasse inativo. Ouvi a opinião dos dois, porém minha decisão estava tomada, mas não sei como (desconfio que um dos meus irmãos tenha feito) minha mãe descobriu minha carta e um belo dia depois de chegar do trabalho encontro ela aos prantos e tivemos uma longa DR. Como eu já estava mais pra lá do que pra cá no Salão ela implorou para que não entregasse a carta e que permanecesse inativo – maldita hora em que decidi fazer isso.
Fiquei durante alguns anos frequentando esporadicamente as reuniões, serviço de campo nem sabia mais o que era, e assistindo aos Congressos e Assembleias. Com o tempo conheci uma irmã que estava desassociada (termo referente a adeptos expulsos da congregação) e começamos a namorar, eu já não me importava com doutrinas, crenças ou mandamentos a serem seguidos, estava namorando uma pessoa maravilhosa que se fosse católica, espirita, evangélica eu namoraria do mesmo jeito. Porém, nas Testemunhas de Jeová não é assim que funciona: as pessoas não têm direito de escolha e livre arbítrio só na teoria. Quando as pessoas souberam que estava namorando uma desassociada não demorou muito para os anciãos (equivalente a pastor) virem falar comigo.
Eu trabalhava numa empresa que trabalham TJ’s e talvez por isso acho que tenha demorado um pouco – me deixaram de lado por um tempo, mas quando tive um desentendimento profissional com o ancião que era meu chefe não demorou muito para eu ser mandado embora e em questão de dias ter outros anciãos na porta da minha casa querendo saber sobre o meu namoro. Fui contundente em dizer que estava namorando a pessoa e não me interessava a atual situação dela na religião. Questionei algumas coisas sobre a Torre de Vigia, mas eles focam numa argumentação ad hominem querendo julgar minha decisão, e me convocaram para uma “amorosa” comissão judicativa (equivalente a um tribunal eclesiástico), disse que não iria – o que acho que foi um erro, e que estariam livres para se reunir sem a minha presença, o que realmente aconteceu. Alguns dias depois vieram me avisar que seria desassociado e que teria 7 dias para escrever ao escritório caso quisesse apelar da decisão e sei lá mais o que. Não o fiz e foi desassociado. 
Hoje me sinto livre para poder pensar, agir, me posicionar sobre assuntos que antes eu tinha minha base argumentativa somente na bíblia e na interpretação que a Torre de Vigia dá a ela, continuo com minha namorada - que por algum tempo continuou frequentando as reuniões, mas que que com o decorrer dos dias parou de ir – não por influência minha – e sim porquê viu que quando é conveniente para a organização mudam doutrinas antigas com a argumentação de “novas luzes”. 
Apesar de todo o ostracismo que passei e por perder o contato com parte da minha família – tenho um irmão ancião e outro servo ministerial e minha mãe é pioneira regular a mais de 10 anos - não me arrependo, muito menos penso em voltar para esse lugar imundo e obscuro que é essa organização. Minha mãe – nas raras vezes que conversamos – diz que eu ainda sou uma TJ que apenas estou desassociado, será que tem alguma forma mesmo depois de expulso de estar vinculado a essa religião? Se tivesse gostaria muito de tirar meu nome de todos os arquivos, livros ou sei lá o que eles usem para registrar entrada/saída de membros.
Peço desculpas por ter me estendido tanto. Para aqueles que chegaram até o final desse depoimento/desabafo deixo meu agradecimento, o mesmo com a equipe desse fórum que eu acompanho a algum tempo, mas não participava e que agora irei salvar nos favoritos para visitar/participar com mais frequência. Quero dizer para aqueles que ainda estão dentro da Torre por medo, conveniência ou outro motivo que eu os entendo, mas não vale a pena. A vida é só essa e não vale a pena deixar que um grupo dissimulado de velhotes interprete um livro e dite as regras de suas vidas. Criem o terreno, coragem, base sólida e libertem-se dos grilhões que é essa organização.
Muito obrigado.

Depoimento com algumas adaptações. Ler mais ou saber mais sobre as Testemunhas de Jeová acessem o link abaixo:

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

DEPOIMENTO: POR QUE UMA FAMÍLIA TODA SAIU DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ?


Depoimento abaixo de Rafael Saint-Clair Braga:

Queridos colegas e amigos, olá!

Esta semana se encerra um longo ciclo em minha vida. Quase todos aqui me conhecem pelo meus trabalhos em pintura, desenho e animação, bem como meus estudos em linguística. Porém, houve um ciclo que ocupou 26 anos de minha vida, desde os meus 6 anos de idade, quando comecei a estudar com as "Testemunhas de Jeová" (em 1990). Uma época em que esta "organização religiosa" tinha uma aparência em nada parecida com a empresa/corporação que se tornou nos últimos 5 anos.

Eu já não era mais feliz, com um sorriso muito tímido e apagado (conforme podem ver na foto). A partir de 2010, percebia uma realidade muito diferente ao meu redor. Comecei a perceber que os irmãos ao meu redor não eram mais os mesmos, com um crescente exercício de "fraternidade" meramente diplomática, insistência em viverem de tal modo que, nitidamente, não os faziam com que tivessem uma vida plena e livre em Cristo Jesus.

Daí, comecei a visitar diversas congregações, tanto na cidade do Rio de Janeiro quanto em outros Estados da Federação: percebia um padrão em que todos eram os mesmos em suas interações com os "irmanados na fé", bem como uma crescente falta de amor genuíno e um exercício muito cínico por parte dos mesmos, chegando a incorrer em uma sociopatia aparente. Não à toa, isso começou a me afetar aos poucos. Percebia que não era mais eu mesmo! Estava apático, desanimado. Daí só foi um pulo, para um organismo humano (e não robótico) começar a apresentar somatizações tanto em nível orgânico quanto mental-emocional.

Em consequência, comecei a ter melancolia, depressão e eventuais crises de pânico. Jamais pude imaginar que a raiz de todo problema estava no elevado processo de inculcamento e doutrinação nociva do que nunca pude imaginar ser uma seita/culto com mecanismos idênticos de extirpação da individualidade e danos à mente. Cada vez que ia às assembleias e congressos percebia que o que era dito ali não fazia sentido! Jeová e Cristo Jesus jamais poderiam ser tão cruéis, tão burocráticos e terem prazer na escravização e sofrimento de seu povo, constituído de muita gente boa, porém ingênua e cega à realidade que as cercavam. Daí, também comecei a perceber que não era apenas eu que estava adoecido.

Os casos de depressão, síndrome do pânico e doenças de natureza nervosa cresciam assustadoramente entre os irmãos em várias congregações. A desculpa sempre previsível e utilizada era a de que eram "reflexos das tensões comum aos últimos dias". Porém, percebia que a maioria dos casos eram consequência de algo a mais que não se reduzia às pressões do mundo exterior e sim de um mecanismo opressivo e de padronização de tudo, inclusive do pensar. Logo, pensei em agir de maneira mais pragmática ao perceber que o problema não estava em mim e sim em uma ideologia nociva e danosa à mente de muitos.

A partir de 2012, decidi ir me afastando deste mecanicismo. Fui me retirando aos poucos das reuniões da congregação, por mais que me dissessem ser um sinal de "fraqueza", e notei que os sintomas e angustia desapareciam. Então, o problema estava dentro das congregações e das assembleias e congressos e, principalmente, no conteúdo do que era discursado e pregado nesses ambientes. Mas, até então, jamais tinha acesso ao que eram etiquetados como "materiais apostatas". Até que em um belo dia, no início do mês de março deste ano (mais precisamente no dia 6 de março), algo me chamou a atenção.

Percebi que na tela do computador havia um thumbnail de um vídeo do site "YouTube" intitulado "A origem das Testemunhas de Jeová". É um documentário de 1986. Foi um pulo para que o assistisse na íntegra e tomasse conhecimento de coisas que jamais poderia imaginar! Daí comecei a investigar a veracidade de tudo o que fui pesquisando, sempre dando margem às duvidas, pois poderiam ser realmente matérias sensacionalistas contra uma minoria. Infelizmente, tudo que pesquisava a respeito se confirmava verdadeiro e assustadoramente chocante. Chorava todas as noites, pois não queria que minha irmã e mãe (também TJs) soubessem de tantas décadas de injustiças, manipulações e sujeiras indescritíveis. A minha preocupação era, principalmente, com minha mãe (já em seus sessenta e com problemas de saúde inerentes a idade).

Foram mais dois meses (abril e maio) “preparando o terreno" para minha irmã caçula e minha mãe para acordarem e revelar os escândalos em doses homeopáticas para facilitar a assimilação de que o que vivemos em tantos anos não se passava de uma mentira, uma grande heresia, uma ilusão. Daí, tudo começou a fazer sentido para mim. Já não tinha episódios depressivos porque já tinha identificado a causa de tudo. Para minha felicidade, me surpreendi com a força e garra de minha mãe! Em uma tarde no início de junho, ela decidiu saber de tudo e pediu para que eu revelasse toda minha pesquisa para ela.

Conclusão, minha mãe disse que nunca poderia viver uma mentira e que não seria conivente com tantas injustiças. Acabou que a minha irmã foi a mais reticente, mas, depois concordou em saber de tudo. Junho, julho e agosto foram meses de muitas pesquisas: horas lendo fontes de vários sites sérios (como JWSurvey, AAWA, JWFacts, dentre outros), bem como vários depoimentos de queridos irmãos dissidentes espalhados pelo mundo. Devoramos o livro “Crises of Concience” de Raymond Franz (minha mãe em 3 dias). Todas as nossas pesquisas apresentam-se reunidas nesta carta. Agradeço imensamente aos queridos "strugglers" (lutadores) Marc Cora Latham (pelo conteúdo de seus canais no YouTube), John Cedars (pelo material disponibilizado no site JWSurvey) e muito, especialmente, ao grande irmão e amigo Osmanito Torres que foi de uma fraternidade, humanidade e amizade que jamais pude experienciar em nenhum "irmão e achegado comigo na 'fé' ". Ele também me ajudou na presente carta (reunião de argumentos e materiais).

Por último, quero agradecer a todos os membros deste grupo que sempre me ajudam ao postarem suas dores, experiências e conselhos. Estamos todos em um mesmo barco. Porém, agora livres em Cristo e, realmente, como filhos de Deus. E também aberto às amizades daqueles que, por ventura, não possuem fé alguma. Imenso apreço a todos. Um grande abraço.

Baixe aqui a carta de Dissociação em PDF:

domingo, 28 de junho de 2015

MÃE MORRE NO PARTO POR DOGMAS FUNDAMENTALISTAS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Se uma Testemunha de Jeová precisa de uma transfusão de sangue e não há outra opção, ela é instruída a morrer pensando estar agradando a Deus. Este foi o caso de Rebeca Dankawa. Ela tinha engravidado oito vezes e a última gravidez era de alto risco. Após o parto, Rebecca começou a sangrar muito e recusou o tratamento médico alegando motivos religiosos. Sua morte poderia ter sido evitada?

Anos antes, a Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová) tinha levado Rebecca a uma "Comissão Judicativa" (julgamento interno feito pelos anciãos, que são equivalentes a pastores) devido ela ter aceitado uma transfusão de sangue no parto de seu oitavo filho.
Nesta época, sua gravidez era igualmente de alto risco e exigia uma transfusão. Durante a "Comissão Judicativa" ela foi considerada "culpada" e expulsa, sendo então decretada uma "morte social" que significa total isolamento e ostracismo por parte de sua família e amigos. Ninguém pode conviver ou mesmo falar com ex-adeptos. Depois de algum tempo, os líderes de sua congregação se reuniram novamente e a readmitiram. De qualquer forma, a expulsão e o ostracismo aplicado a esta pobre mulher deve ter sido uma experiência traumática.

Quando confrontada com a mesma situação médica e com medo de sofrer represálias em sua organização religiosa, Rebecca decidiu dizer não a uma outra transfusão, pois ela poderia se desassociada (expulsa da religião) novamente, considerada uma "pecadora impenitente" e reincidente.
É difícil imaginar a angústia mental a que foi submetida esta mãe que negou a transfusão até que se esgotar o tempo para salvar sua vida. A decisão de Rebecca Dankawa foi algo além de sua vontade. 
A pressão religiosa a que foi submetida não pode ser ignorada pelas autoridades uma vez que tal escolha se baseia em uma doutrina obscura e absurda imposta pela sua organização religiosa.

SEM LIVRE ARBÍTRIO, NÃO HÁ AMOR

As Testemunhas de Jeová ensinam que Deus dotou a humanidade com o livre arbítrio. No entanto, ao mesmo tempo eles praticam a política de ocultar a pressões sofridas pelos membros para se conformar às sua normas religiosas. Se o livre arbítrio é um princípio tão importante, porque não deixar as pessoas fazer uso dele? porque não deixar que as pessoas tomem suas próprias decisões, especialmente no que diz respeito à sua vida, família e saúde?

As afirmações das Testemunhas de Jeová de que elas são as pessoas "mais amorosas" da terra, e que o seu grupo segue os princípios de amor estabelecidos na Bíblia demonstraram ser uma gigantesca falácia. Rebecca Dankawa deu a vida por acreditar em um "Deus de amor", ou foi influenciada por uma religião que a controlava totalmente? Deixar nove filhos órfãos era exatamente a vontade de um Deus de amor para esta mãe?

Esta trágica história é o exemplo perfeito de quão absurda e desamorosa é a política de intromissão da Torre de Vigia na vida particular de seus membros. Enquanto as Testemunhas de Jeová aceitam esse jugo desonesto, muitos estão perdendo a vida ao redor do mundo. Até quando?


Créditos: Texto traduzido e retirado do Facebook do colega Osmanito Torres.
Link original do artigo adaptado:
Outro link:

sexta-feira, 26 de junho de 2015

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ EXPLICAM PORQUE DEVEM DISCRIMINAR EX-ADEPTOS. CONSEGUEM?


Créditos pela imagem: JW.ORG

Vivemos em sociedade e isso resulta em convivermos com diversas instituições sociais e obviamente com as devidas regras e costumes que as cercam. Sendo assim, todas as instituições sociais possuem direitos e deveres. Se de alguma forma vou contra algo instituído terei uma sanção ou punição contra tal ato. Então, é direito de qualquer instituição (política, econômica, religiosa etc) punir quem descumpre algum acordo previamente estipulado. Mas, todo tipo de punição é justa? E quando essa punição viola direitos humanos fundamentais?

As Testemunhas de Jeová punem seus adeptos que descumprem suas diretrizes com a desassociação (expulsão), ou seja, tal adepto não pode mais fazer parte de sua denominação religiosa. Na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 elas citam:

A decisão sábia de desassociar um transgressor que não se arrependeu dá bons resultados.

Até aí tudo bem, pois qual sentido para alguém ficar num local que não acredita mais ou que não tem mais significado para sua vida? Mas, o problema começa exatamente aí!

Tal punição é feita mediante as regras estabelecidas pelos líderes das Testemunhas de Jeová e vem sempre acompanhadas de difamações e desqualicações do adepto “transgressor”. Não é simplesmente um desligamento da pessoa, mas é a total campanha de transformar essa pessoa em alguém sem nenhuma reputação ou moral. É o famoso maniqueísmo: quem é desassociado (expulso) é alguém que não presta e quem fica tem o favor de Deus.

Na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 elas citam:

Você não concorda que os padrões puros de Jeová são razoáveis e servem para nos proteger? Quem não gosta de conviver com pessoas pacíficas, decentes e confiáveis?

Percebam que a pessoa que foi desassociada (expulsa) é automaticamente colocada como alguém que não segue bons padrões morais e consequentemente não são pessoas pacíficas, nem decentes e muito menos confiáveis. Para piorar o peso desse julgamento é como se tivesse sido feito pelo próprio Deus (Jeová), mas que na realidade foi feito mediante as regras humanas dos seus anciãos (pastores). 

Existe ainda o agravante de a pessoa expulsa não ter o real direito de defesa ou mesmo explicar o que realmente aconteceu para os seus familiares e conhecidos, pois ao ser decretado seu desligamento nenhuma outra Testemunha de Jeová pode chegar perto dela e conversar. Nem mesmo um “oi” pode ser dirigido aquela pessoa que virou um pária sendo decretada sua morte social. Isso é confirmado na revista A SENTINELA (EDIÇÃO DE ESTUDO) ABRIL DE 2015 que cita um pai dando seu testemunho: 
 
Os parentes podem mostrar amor pela congregação e pelo transgressor por respeitar a desassociação. “Ele ainda era o meu filho”, explica Julian, “mas seu estilo de vida havia criado uma barreira entre nós”.

Perceba que a “barreira” ou “estilo de vida” comentado pela revista é sempre de forma extrema (drogas, bebidas, modo irresponsável de se viver etc), mas não comentam que uma pessoa que simplesmente dicordar dos dogmas e preceitos das Testemunhas de Jeová e que mantém um estilo de vida saudável e de bons padrões morais também vai ser discriminada caso resolva sair.

As Testemunhas de Jeová acham que sua religião é a única certa no Universo e quem ousar sair não merece mais nenhum tipo de contato, mesmo que seja com parentes. É o “amor” as avessas.

sábado, 20 de junho de 2015

MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DA FINLÂNDIA VAI INVESTIGAR TESTEMUNHAS DE JEOVÁ POR PRÁTICAS DISCRIMINATÓRIAS CONTRA EX-ADEPTOS!


Imagem

Disse a Ministra da Justiça Anna-Maija Henriksson: "Vamos saber se as seitas estão atuando dentro da legalidade""É óbvio que na Finlândia, fora do poder Judiciário oficial, não pode haver outro".

A UEE - o grupo de apoio às vítimas das Religiões - pediu ao Ministério da Justiça para estudar maneiras de intervir nas atividades das comunidades religiosas fechadas. O grupo divulgou um relatório no sábado, onde denunciam as Testemunhas de Jeová, segundo a UEE, de usar o seu próprio sistema judicial interno com uma comissão que interroga os membros de forma constrangedora em busca de pecados. Um relatório de autoria de UTT, Grupo de Apoio a Vítimas de Religiões e publicado no sábado passado, denuncia que as Testemunhas de Jeová como instituição religiosa, usa o seu próprio tribunal interno, conhecido como "comissão judicativa", que questiona membros sobre alegadas irregularidades e pecados.

O relatório indica que as pessoas que são acusadas de terem pecado são assediadas, intimidadas, insultadas publicamente e, isolados socialmente dos seus entes queridos e do restante dos companheiros de congregação. O relatório baseia-se nas experiências de 18 ex-membros da religião com a comissão judicativa e sua prática de ostracismo (desassociação), para com esses membros errantes. A UEE espera que seu relatório vai incentivar a ministro da Justiça, Anna-Maija Henriksson a dar uma atenção especial na investigação e apuração das denúncias, para determinar como intervir nas práticas das TJs, para proteger os membros da ameaça desse tipo de violência.

Uma comunidade fechada

As Testemunhas de Jeová na Finlândia parecem levar uma vida um pouco apartada, dentro de suas próprias comunidades. De acordo com o relatório, as TJ são parte de um grande movimento relativamente global sobre o qual houve/há, nos últimos anos, várias pesquisas acadêmicas sendo realizadas. As Testemunhas de Jeová são descritas como um movimento religioso que exerce grande influência sobre seus membros e é dito possuir "uma perspectiva fundamentalista bastante rígida".

O relatório observou que a organização por trás da religião é altamente hierarquizada e bem regulado a partir dos seus líderes. Os anciãos (equivalente a pastores) em cada congregação, possuem um manual conhecido como "Livros dos Anciãos" [livro dos anciões], e que os membros comuns não têm permissão para ler. A UEE conseguiu obter uma versão do livro, que estabelece regras estritas (em Inglês), orientando o funcionamento do comitê judicial, de como agir caso a caso. De acordo com a doutrina das Testemunhas de Jeová, a literatura representa os ensinamentos de Deus e deve ser tratado com um grau correspondente de seriedade.

Comissão judicativa julga "graves pecados"

A própria comissão judicial é composta por três anciãos, todos dos quais são homens[ não há ancião do sexo feminino nas Testemunhas de Jeová. As audiências são realizadas a portas fechadas e, geralmente participam apenas o acusado e os membros da comissão. Um comitê judicial é formado e convoca uma testemunha de Jeová, quando ela é suspeita de ter cometido um pecado grave. Esses "pecados" podem ser dúvidas ou comentários críticos contra as doutrinas da religião, aceitação de transfusão de sangue, participação na política, celebração do Natal, aniversários ou qualquer outra que seja considerada pagã, fumar ou assassinato. Infidelidade religiosa ou conjugal, é também motivo para se estabelecer uma comissão judicativa e se proferir uma sentença de desassociação.

As Testemunhas de Jeová também não podem alegar privacidade individual, em sua própria defesa, de acordo com a UEE. Os membros da congregação podem ser submetidos a inspeções aleatórios em sua próprias casas, sem aviso prévio, para tentativa de evidências de pecados ou flagrante, como por exemplo, se engajar em sexo pré-marital. Audiências do comitê judiciais que lidam com crimes sexuais envolvem frequentemente perguntas constrangedoras, sobre detalhes íntimos de supostos atos sexuais.

Evitando uma pesada pena

O relatório afirma que a comissão poderá, em alguns casos proferir uma sentença de ostracismo. Nesses casos, a comunidade expulsa o infrator e os outros membros da congregação não estão mais autorizados a falar ou até mesmo cumprimentar o individual punido. Os membros da família e parentes também são encorajados a evitar o parente desassociado. Caso morem na mesma casa, pode-se falar somente o necessário, nunca sobre assuntos espirituais.

O objetivo do ostracismo e sofrimento gerado pela desassociação, é persuadir os infratores para retornar ao rebanho, mas aqueles que o fazem devem ser submetidos a um exercício de arrependimento humilhante que envolve passos, como assistir as duas reuniões semanais mesmo sem serem recebidos ou cumprimentados na chegada do salão do reino[por um período médio de 12 meses ou mais].

Suicídio. Um caminho para a liberdade?

O relatório da UEE descreve as atividades de uma comissão de judicativa associada à prática de omitir as sentenças de cada caso, excepcionalmente cruel e uma violação dos direitos humanos. Em alguns casos, os infratores sofrem graves problemas de saúde ou até mesmo tentativa de suicídio.

No entanto as pessoas que tentam o suicídio não são enviados à comissão [para aconselhamento humanitário]. De acordo com os ensinamentos das Testemunhas de Jeová, a religião ensina que a tentativa de suicídio é uma expressão adequada de pesar e não requer a intervenção do comité judicial.

De acordo com o relatório UEE , nas Testemunhas de Jeová, grande parte dos que ocupam os cargos de 'Ancião", são pessoas sem ensino superior, e por isso não são bem-educados. A organização [que apresentou o relatório ao Ministério da Justiça da Finlândia] disse que esta pode ser a razão pela qual, os anciãos, em alguns casos, não compreendem totalmente as consequências da expulsão e ostracismo. Apesar da punição de deixar as TJs, muitos membros escolhem esta opção. Um estudo norte-americano envolvendo uma amostra aleatória mostrou que apenas 37 % de filhos de pais testemunhas de Jeová crescem e permanecem na religião.

Crédito pela tradução: Forista Soares do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová.

terça-feira, 16 de junho de 2015

PAIS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ DIZEM: SE MEU FILHO SAIR DA RELIGIÃO NUNCA MAIS CONVIVEREMOS COM ELE!



Nos congressos realizados pelas Testemunhas de Jeová o real interesse é dar instruções e exemplos para seus adeptos. É uma forma de mútuo encorajamento e a chance de reforçar firmeza em assuntos mais delicados e controversos entre os fiéis e impor a disciplina necessária para que ninguém fuja das normas impostas pelos líderes dessa denominação religiosa.
Porém, em nenhum momento você vai ouvir de algum orador a citação de que a instrução vem do Corpo Governante (homens que se intitulam o único e verdadeiro canal de Deus para com o mundo), mas sim do próprio Jeová Deus, ou seja, a programação mental tenta (e infelizmente consegue) fazer com que os adeptos das Testemunhas de Jeová pensem estar seguindo ordens diretas de Deus e não de regras humanas e isso faz toda a diferença para atitudes extremas como a desse caso em questão.

O vídeo que observamos acima mostra um relato de como os pais devem rejeitar seus filhos caso tentem sair dessa denominação religiosa. É exatamente isso que você está lendo: a pessoa não tem a liberdade ou o direito de procurar uma nova orientação para sua vida, pois sua família (nesse caso os pais) nunca mais irão falar ou conviver com ele. Toda essa encenação é para reforçar essa "morte social" e tentar mostrar que funcionou com esses pais e que deverá funcionar com todos que assistem tal congresso. Ou seja, tudo depende de sua fé em Jeová e se não consegue é porque não está fazendo as coisas do modo correto. Mais uma vez a culpa é colocada nos seus adeptos.

Observamos isso em diversas falas dos pais desse "jovem" que foi desassociado (expulso da igreja). Em determinado momento o orador pergunta a mãe o que fez o filho voltar a  Jeová (na entrelinha voltar para a organização) e a mãe é taxativa: "Foi ter perdido a associação com a família...nós tivemos que cortar toda associação". O pai não fica atrás ao dizer que o que fizeram foi uma disciplina reguladora de Jeová...a disciplina vinha do próprio Jeová.

Esta experiência demonstra claramente, como os pais que são Testemunhas de Jeová são manipulados a acreditar que se ostracizarem seus filhos, estarão não apenas a fazer a vontade de Deus, como a ajudar seus filhos a voltar à religião.

Esta experiência é uma prova de que os representantes da Organização das Testemunhas de Jeová mentem quando dizem a mídia que não existe corte de relações familiares quando um membro da família sai da religião. Vejam o vídeo e constatem por vocês mesmos!

Está legendado em PT. Caso necessário, cliquem no ícone da legenda no rodapé para aparecerem as legendas.

Créditos: O vídeo e os três últimos parágrafos foram retirados do Blog "A Questão do Sangue e as Testemunhas de Jeová" do colega TJ Curioso. Segue link abaixo:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

BLOGUEIRA SEHZIINHA DIZ QUE PAI NÃO FALA MAIS COM ELA PORQUE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ PROÍBEM CONTATO COM EX-ADEPTOS!




Assistam o vídeo no link abaixo:
https://www.facebook.com/extestemunhasdejeova/videos/843026255776398/?theater

Achei esse vídeo num grupo do Facebook da qual fazem parte Testemunhas de Jeová e Ex-Testemunhas de Jeová e que foi postado pelo amigo Alexandre Weisshuhn. O que tem de interessante nele?

Bem, uma jovem que foi criada até os 17 anos numa família de Testemunhas de Jeová vê seu mundo virar de ponta cabeça quando seus pais se divorciam e ela e sua mãe resolvem sair dessa denominação religiosa e o pai permanecer.

Já não bastasse o desgaste emocional de uma separação o fato é que as Testemunhas de Jeová incentivam e exigem de seus adeptos um total isolamento de quem resolve sair, ou seja, quem não deseja mais pertencer a essa religião vai ser discriminado e ignorado por amigos e familiares que não vão mais nem sequer dizer um "Oi" na calçada para você.

Exagero? Pois bem, no vídeo a jovem Sehziinha afirma que seu pai (ainda adepto das Testemunhas de Jeová) evita ter contato com ela por estar seguindo as leis de Deus, mas leia-se nas entrelinhas, seguindo as ordens de uma religião americana que com seus fundamentalismos destrói famílias.

Será que estamos exagerando? Que isso não acontece? Vamos ver a orientação sendo dada numa das publicações das Testemunhas de Jeová:

*** Nosso Ministério do Reino 8/02 p. 3 par. 4 Demonstre lealdade cristã quando um parente é desassociado ***E quanto a falar com o desassociado? Embora a Bíblia não trate de cada situação possível, 2 João 10 nos ajuda a entender o conceito de Jeová sobre a questão: “Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis.” Comentando isso, A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, na página 21, diz: “Um simples ‘Oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?”

Quanto mais pessoas forem alertadas dessa prática discriminatória mais apoios receberemos para que a nossa Justiça acorde diante de tais barbaridades frutos de um fundamentalismo religioso nocivo.

domingo, 7 de dezembro de 2014

PAI E FILHO SE REENCONTRAM DEPOIS DE 12 ANOS - TESTEMUNHAS DE JEOVÁ PROÍBEM ENCONTROS COM EX-ADEPTOS!


Passados 12 anos, pai e filho se reencontram. O que parece ser mais um caso de programa de auditório em que familiares por algum motivo perderam o contato por décadas e depois resolvem recuperar o tempo perdido indo em busca de suas origens se mostra um assombroso engano nessa história.
Cícero Barbosa Alves (pai) era adepto da denominação religiosa Testemunhas de Jeová e quando saiu dessa religião, seu filho e toda a família que continuariam pertencendo a igreja, seguiram as diretrizes rígidas e desagregadoras de não falar mais com um ex-adepto. Ou seja, as Testemunhas de Jeová decretam uma morte social para quem ousa sair e todos amigos e parentes são orientados a não ter mais nenhum tipo de convívio o  que significa nem mesmo dirigir um simples "Oi". 

O relato de Cícero Barbosa Alves segue abaixo:

Um sábado de muita felicidade pois, depois de 12 anos finalmente tive um dia com meu filho. Fiz um belo churrasco para comemorar este dia, que foi o primeiro de muitos que virão com muita fé em Deus. Como todos aqui já sabem eu perdi o contato com meus filhos quando eu resolvi sair fora da seita Testemunhas de Jeová (Torre de Vigia ). Perder o contato com os meus filhos me trouxe muito sofrimento mas, graças a Deus ele saiu fora da Torre de Vigia e hoje está desassociado (membro "desligado") e estamos nos vendo mais. Hoje ele passou o dia em minha casa e falamos sobre várias coisas. Estou muito feliz por tudo o que esta acontecendo comigo. Como foi importante pra mim ter acreditado e ter tido a esperança.

A desculpa da igreja é estar seguindo orientações bíblicas, mas como bem sabemos todo fundamentalismo religioso tende a desvirtuar qualquer tipo de situação para respaldar suas barbáries teológicas. Sempre comprovamos nossos textos com artigos da própria religião, ou seja, a discriminação a ex-adeptos (até mesmo sendo familiares próximos) é realmente incentivada no dia a dia das Testemunha de Jeová. Vejamos isso na revista A Sentinela 15 de Abril de 2012 págs 11 e 12:

Que dizer se um parente ou um grande amigo nosso for desassociado? Nesse caso, a nossa lealdade será provada, não a lealdade a essa pessoa, mas a Deus. Jeová nos observará para ver se acatamos, ou não, seu mandamento de não ter contato com nenhum desassociado. Vejamos apenas um exemplo do bem que pode resultar de a família apoiar lealmente a ordem de Jeová de não se associar com parentes desassociados.
Certo jovem estava desassociado havia mais de dez anos e, durante esse período, seu pai, mãe e quatro irmãos 'cessaram de ter convivência’ com ele.`As vezes, ele tentava se envolver nas atividades da família,mas, para crédito dela, todos os seus membros evitaram firmemente qualquer contato com ele. Já readmitido, ele disse que sentia muita falta da associação com a família, em especial à noite, quando ficava sozinho. Mas ele admitiu que, se a família tivesse se associado com ele, mesmo só um pouco, essa pequena dose o teria satisfeito. No entanto, ele não recebeu nem mesmo a menor comunicacão de qualquer membro da família. Assim, seu forte desejo de estar com seus familiares contribuiu para a restauração de sua relação com Jeová. Pense nisso se algum dia você for tentado a violar o mandamento divino de nãoo se associar com parentes desassociados.


Cada vez mais devemos denunciar qualquer tipo de fundamentalismo religioso que atente contra a dignidade humana e que destrói famílias. 

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

LUOPUNEET - DOCUMENTÁRIO FINLANDÊS SOBRE A DESASSOCIAÇÃO DISCRIMINATÓRIA PRATICADA PELAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.


O poderoso documentário finlandês "Luopuneet" (Abandonados - Histórias obscuras da Torre de Vigia), produzido pelo diretor Iita Pirttikoski, conta histórias de quatro ex-Testemunhas de Jeová.

É mostrado como funciona o tratamento discriminatório dado a ex-adeptos dessa denominação religiosa e o que essas pessoas passaram e passam no seu dia a dia após deixarem de ser Testemunhas de Jeová.

Imaginem ser desprezados por amigos e familiares que nem sequer podem cumprimentá-los na rua, simplesmente porque você não pertence mais a mesma religião. O documentário faz um contraste entre os sentimentos de tristeza, confusão e depressão de muito ex-adeptos com o depoimento “agradável” e “técnico” do representante oficial das Testemunhas de Jeová que tenta justificar tais atitudes intolerantes da sua denominação religiosa.

OBS: A tradução desse documentário finlandês de 27 minutos é de total crédito do nosso amigo e forista Mentalista que não mediu esforços e tempo para nos oferecer mais um material de divulgação contra os absurdos da Torre de Vigia. Quero agradecer muitíssimo a sua ajuda e dedicação. Desde já aproveito e convido a outros colegas que possam nos ajudar com traduções a entrar em contato comigo via Mensagem Privada. Toda ajuda é muito bem vinda!

domingo, 21 de setembro de 2014

ABANDONADA PELA FAMÍLIA POR DEIXAR DE SER TESTEMUNHA DE JEOVÁ!


Abandonada pelo seus familiares, uma Ex-Testemunha de Jeová resolveu protestar na porta de um Salão do Reino (Congregação). A cerca de cinco anos, Victoria Summers deixou a organização das Testemunhas de Jeová e desde então seus familiares a tem evitado. A falta de amor é tão grande por parte de seus pais, adeptos dessa denominação religiosa, que nem presenciaram o nascimento e nem mesmo acompanham o crescimento da neta que tem apenas um ano de idade. 

Devido ao isolamento por parte de seus familiares, Victoria Sammers resolveu levar um buquê de flores e um cartaz com uma mensagem a seus pais na entrada da Congregação que frequentam. Nesse protesto ela chama a atenção das pessoas para as práticas preconceituosas e discriminatórias que ex-adeptos sofrem por deixarem de ser Testemunhas de Jeová.

Com certeza, uma maneira de denunciar uma prática que leva a destruição de lares e famílias e que as Testemunhas de Jeová escondem do grande público. Não existe saída honrosa dessa denominação religiosa que insiste com essa política desamorosa e que condena a morte social milhares de pessoas no mundo todo. 

Isso pode ser confirmado pelas próprias publicações das Testemunhas de Jeová que citam um caso parecido aqui no Brasil:
*** Nosso Ministério do Reino 8/02 p. 4 par. 13 Demonstre lealdade cristã quando um parente é desassociado *** Depois de ouvir um discurso numa assembléia de circuito, um irmão e sua irmã carnal se deram conta de que precisavam mudar o modo como tratavam a mãe, que morava em outro lugar e havia sido desassociada seis anos antes. Logo depois da assembléia, o irmão ligou para a mãe e, depois de reafirmar seu amor por ela, explicou que não falaria mais com ela, a não ser que um assunto familiar importante exigisse esse contato. Pouco depois, a mãe começou a assistir às reuniões e, com o tempo, foi readmitida. Também, o marido dela, um descrente, passou a estudar e com o tempo foi batizado.

Como podemos perceber o incentivo ao isolamento de familiares que não são ou já foram Testemunhas de Jeová é uma constante nesse ambiente "religioso". Precisamos denunciar e mostrar esses absurdos para que mais pessoas não entrem nessa forma intolerante de religiosidade.

Texto adaptado.

Agradecimento ao forista "Galo Doido" do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová por divulgar tal informação no link abaixo:
http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=11&t=15901

Fonte:
http://www.bucksherald.co.uk/news/more-news/former-jehovah-s-witness-leaves-memorial-to-family-who-shunned-her-1-6206648

terça-feira, 17 de julho de 2012

ABRAVIPRE TEM SUA PRIMEIRA REUNIÃO: A LUTA CONTRA A DISCRIMINAÇÃO GANHA FORÇA!



O Colegiado que preside a ABRAVIPRE, se reuniu no dia 14 de Julho de 2012, pela primeira vez, na sede provisória da entidade, em Fortaleza/CE. Um momento histórico para aqueles que lutam contra a discriminação por questões religiosas.
Ficou explícito, desde o primeiro momento da reunião, que a entidade não luta, nem lutará, contra qualquer religião, sendo que o seu foco é apenas contra discriminações que são perpetradas por algumas religiões, contra ex-membros, ou contra pessoas de outras religiões, especialmente aquelas religiões de matiz africana.
Alguns diretores trouxeram à baila, informações de que algumas denominações religiosas já demonstram preocupação com futuras campanhas da ABRAVIPRE – inclusive mencionando a entidade em pregações, com alertas de que seus fiéis não devem dar ouvidos ao que vier a ser divulgado pela mesma, numa tentativa prévia de diminuir o impacto de suas ações.
A Abravipre, se tornou motivo de maior preocupação por parte de lideranças das Testemunhas de Jeová, haja visto que o movimento contra a desassociação discriminatória, nos últimos dias, ganhou força política para a construção de uma entidade que proporciona a ampliação da discussão em torno da liberdade de consciência e de crença, que vem sendo desrespeitado as escancaras pela Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Este tema não será riscado da agenda da sociedade, pelo contrário, será debatido com maior intensidade nos fóruns sociais, bem como juridicamente, e midiaticamente.
Muitos são os blogs, fóruns e sites que já apresentaram informação sobre a ABRAVIPRE, inclusive partilhando com seus leitores o texto de apresentação da mesma.
A direção da ABRAVIPRE está ciente das dificuldades que enfrentará, mas desde logo ressalta que não tem qualquer viés político-partidário, e, como já afirmado, não luta contra qualquer denominação religiosa, ao contrário, apóia a todas, mas não concorda que em nome de alguma religião, se discrimine quem quer que seja.
Estabeleceu-se que a entidade criará canais para o recebimento de denúncias de prática de discriminação, que encaminhará para as autoridades competentes, inclusive com mecanismos para preservação da identidade do denunciante, bem como a expedição de ofícios ao Governo do Estado do Ceará, e à Prefeitura Municipal de Fortaleza. Já pleiteou a doação de uma área para a construção da sede da ABRAVIPRE, além de ofícios para os demais órgãos públicos, apresentando a entidade e a sua diretoria.
A Marcha do Grito dos Excluídos que acontece dia 7 de Setembro, também foi pautado e aprovada a participação de diretores da ABRAVIPRE, portando bandeiras, faixas, blusas, bem como um texto que será distribuído com seus participantes. Vale lembrar que este evento já é referência em todo o Brasil.
Designou-se dois membros da Diretoria para que, na condição de representantes da entidade, participem do Seminário sobre assédio moral e doença mental no trabalho, a ser realizado pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios, na capital cearense, no período de 16 a 18 de Julho corrente, como forma de interação da entidade com outros segmentos sociais, que labutam dentro do mesmo campo de ação previsto em seu estatuto.
Fonte:
http://www.nucleodenoticias.com.br/2012/07/16/os-que-discriminam-por-questoes-religiosas-temem-acoes-da-abravipre/

sexta-feira, 13 de julho de 2012

CIENTOLOGIA E TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: ALGO EM COMUM!

Venho analisando e combatendo todos os excessos religiosos que as Testemunhas de Jeová fazem, desde minha saída de tal denominação religiosa, em meados do ano 2000. O que sempre gosto de esclarecer é que não persigo ou condeno a liberdade de culto e crença de qualquer religião, pois constitucionalmente somos respaldados a crer e não crer. Porém, não fico calado diante dos fundamentalismos religiosos e aí o tema abordado no programa Fantástico de 08 de Julho, citou a denominação religiosa “Cientologia” e um aspecto mostrou ser bem parecido com as Testemunhas de Jeová: a desestruturação familiar para quem ousa sair da igreja.
O programa “Fantástico” da Rede Globo “falou sobre a separação de um dos casais mais famosos do mundo. Tom Cruise, 49 anos, e Katie Holmes, 33, anunciaram recentemente o fim de um casamento que parecia perfeito e durou cinco anos”. Mas, especula-se que o motivo da separação foi exatamente algumas doutrinas da “Cientologia” e aí entra a semelhança com as Testemunhas de Jeová: a hostilização e discriminação para com ex-adeptos, chegando ao ponto de separar familiares.
A reportagem cita: “Uma reportagem especial da BBC de Londres mostra os bastidores dessa igreja e as pressões sofridas por quem tenta abandoná-la. O repórter da BBC está à espera de um homem que prometeu contar tudo o que sabe sobre a cientologia. Mike Rinder foi da igreja por quase 50 anos. Chegou a um cargo importante, porta-voz oficial. Mas acabou saindo, e hoje é considerado um traidor”.
Algo parecido ocorreu dentro da cúpula das Testemunhas de Jeová, quando um dos membros do Corpo Governante (líderes e guias espirituais de todas as Testemunha de Jeová) resolveu denunciar alguns absurdos que a denominação religiosa praticava e eram desconhecidos pela maioria de seus adeptos. Raymond Franz (1922-2010) além de ser considerado traidor foi marcado como apóstata, que no jargão da religião, significa opositor da verdade universal (que segundo eles, pertence as Testemunhas de Jeová) e colaborador do próprio Satanás. Seus dois livros “Crise de Consciência” e “Em busca da liberdade cristã” mostram de forma humana e sincera todas as questões que ocorreram nos bastidores dessa religião.
Em determinado momento na reportagem é citado um casal que resolveu sair da “Cientologia”: “Marc e Claire, que foram criados dentro da cientologia, viram a religião se voltar contra eles. No dia seguinte, a igreja chamou minha mãe, meu padrasto, meus irmãos e disse que eles não deveriam mais ter contato comigo”, conta Claire Headley, ex-membro da cientologia. Marc e Claire agora têm dois filhos que nunca conheceram os avós. Mas igreja nega ter bloqueado a comunicação do casal com a família”.
Ocorre algo similar entre as Testemunhas de Jeová e se denominam desassociação (expulsão do adepto) e dissociação (adepto sai por vontade própria). Essas duas formas de deixar as Testemunhas de Jeová são extremamente discriminatórias e desumanas, pois todas as amizades feitas dentro da religião e até contatos com parentes são sumariamente abortados, pois é dado um anúncio na congregação (igreja) que significa a “morte” social do ex-adepto. A partir daí, conhecidos e amigos não cumprimentam ou sequer dão um “oi” para o ex-adepto. Entre familiares as orientações também são sérias e desagregadoras, pois pais deixam de falar com filhos e irmãos se tornam estranhos por conta da doutrina da exclusão discriminatória incentivada pelos líderes das Testemunhas de Jeová.
Infelizmente nossas autoridades políticas e a própria justiça brasileira caminham em passos pequenos e lentos sobre os abusos religiosos que ocorrem no nosso território. O direito constitucional da liberdade de culto e crença não podem ofuscar as intolerâncias e fanatismos religiosos que ocorrem muitas vezes, de forma camuflada. O tema religião ainda é muito delicado e cheio de interesses dúbios que em muitos momentos deixa de lado a luta pela diversidade religiosa humanista e responsável.
Citações em vermelho:
http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1681337-15605,00-EXSEGUIDORES+CONTAM+SEGREDOS+DA+CIENTOLOGIA.html

quinta-feira, 5 de julho de 2012

EX - TESTEMUNHA DE JEOVÁ CRIA ASSOCIAÇÃO PARA APOIAR VÍTIMAS DE PRECONCEITO RELIGIOSO

O ex-membro das Testemunhas de Jeová, Sebastião Ramos, fundou uma instituição com o objetivo de amparar as vítimas de preconceito religioso e defender a laicidade do estado. Ramos é servidor da Universidade Federal do Ceará e afirma ter criado a ABRAVIPRE (Associação Brasileira de Apoio a Vítimas de Preconceito Religioso) por causa de sua luta contra a discriminação praticada pelas Testemunhas de Jeová. Um documento divulgado pela assessoria da associação conta que “Sebastião Ramos tem denunciado a associação religiosa Testemunhas de Jeová, após a sua excomunhão (desassociação)”. Após se desvincular da entidade religiosa Ramos foi submetido à dura pena de passar a ser humilhado, ignorado, renegado e execrado, não apenas pelos que outrora eram seus companheiros de credo, mas também, pelos seus próprios familiares membros das Testemunhas de Jeová.
 O comunicado da associação destaca ainda: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; esse direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular, protegidos pelo artigo XVIII da Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Apesar de ter nascido de sua luta contra a associação das testemunhas de Jeová a entidade ressalta que seu objetivo não é combater apenas essa instituição em particular, mas também abusos de outras organizações religiosas. O texto destaca as contribuições financeiras dos fiéis a igrejas afirmando: “Pessoas em precária condição financeira, desvalidas emocionalmente, sendo incentivadas a se desfazer de seus já parcos recursos em favor de igrejas que todo tipo de bem-aventurança prometem em troca de dinheiro ou bens, enquanto se locupletam, amealhando fortunas à custa da credulidade pública”.
A ABRAVIPRE ganhou Certidão de Personalidade Jurídica no dia 13 de Junho, e destaca que apesar de ainda não ter obtido nenhum vitória jurídica definitiva já galgaram grandes passos em sua causa, citando como exemplo uma denúncia do Ministério Público Estadual contra anciãos das Testemunhas de Jeová, por crime de racismo, tipificado na forma da lei 7.716, denúncia acatada pelo juiz.
Através de sua página no Facebook, a associação afirma já estar em busca de apoio e envolvimento de pessoas dispostas a combater o preconceito religioso.
Fonte:

domingo, 3 de junho de 2012

REVISTA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (USP) TEM NÚMERO ESPECIAL SOBRE A DISCRIMINAÇÃO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ A EX-ADEPTOS!


A revista Babel é uma publicação semestral dos alunos do curso de Jornalismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA-USP. A cada seis meses, um novo tema central, novos autores e novos editores.

Pouca gente conhece profundamente um testemunha de Jeová. Não é sem motivo: os membros dessa religião pregam que pouco, ou nada se aproveita da relação com membros de outras crenças. E que somente afiliados à Sociedade Torre de Vigia viverão eternamente e em paz neste planeta. Segundo o último censo do IBGE, são 1 104 886 pessoas no Brasil.

Os convertidos à Sociedade permitem que fé organize suas relações sociais, horário, vida pessoal e relações com a família. Restringem ao máximo a rede social aos membros da religião. Ou então vivem vidas duplas.

A organização manda que ninguém dirija a palavra aos desassociados. Assim, quando alguém tem o azar de pensar diferente, perde contato com quem ama, precisa reconstruir a identidade e encontrar novas ocupações.É necessário reinventar a vida. Pouca gente conhece um ex-testemunha de Jeová.


Para conhecer e ler as histórias ,clique nos links abaixo:
Créditos da imagem: Pessoas livres do Armagedom ( publicação da Sociedade Torre de Vigia).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

21 DE JANEIRO: DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!


“...Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar...”  (Nelson Mandela)

Nós, os seres humanos, sempre buscamos aprimorar a convivência em sociedade, aprendendo a respeitar as diferenças deste ou daquele segmento social, privilegiando a vida em harmonia, em que pese ainda hoje, em pleno século XXI, existirem agrupamentos de indivíduos, e até mesmo instituições legalmente autorizadas a funcionar, que discriminam pessoas, seja pela sua raça ou etnia, sua preferência sexual, sua condição sócio-econômica, ou por sua opção religiosa.
No dia 21 de Janeiro de 2000, em Itapuã, na Bahia, em decorrência de forte perseguição de cunho religioso, faleceu a Sacerdotisa Gildásia dos Santos e Santos, popularmente conhecida como Mãe Gilda, que não resistindo aos ataques pessoais, invasões e depredações de seu terreiro, teve complicações cardíacas que resultaram em sua morte, e, em sua homenagem, foi editada a Lei Federal nº. 11.635/07, tornando o dia 21 de Janeiro como o DIA NACIONAL DE COMBATE À INTOLERÂNCIA RELIGIOSA.
As religiões de origem africana (Umbanda, Cabinda, Oyó, Candomblé...), desde a chegada dos primeiros escravos brasileiros, foram objeto de perseguição por parte dos colonizadores portugueses e, ainda hoje, por incrível que possa parecer, sofrem discriminações diversas, com conseqüências muitas vezes gravíssimas como, por exemplo, a que resultou na morte da Sacerdotisa Gildásia dos Santos e Santos, na Bahia.
Mas há uma discriminação institucionalizada, praticada abertamente, às escâncaras, movida única e exclusivamente por questões de cunho religioso, e que nem sempre é percebida, ou divulgada, que é aquela praticada pelas Testemunhas de Jeová, em face de ex-membros, isto é, de pessoas que integraram os seus quadros, e dalí saíram, ou foram convidadas a sair, em comportamento que já vem sendo objeto de atenção pelas autoridades públicas brasileiras.
Se você resolver ingressar nos quadros das Testemunhas de Jeová, e por alguma razão dali decidir sair, ou vier a ser expulso, independentemente da razão de sua saída, todos os fiéis com os quais anteriormente convivia, irão ignorá-lo olimpicamente, inclusive seus próprios familiares, sob pena de, em não agindo assim (ignorá-lo totalmente), também serem desligados, no que inegavelmente se constitui numa discriminação.
Talvez alguém pense que o ex-fiel poderá retornar à convivência com os amigos que fizera antes de ingressar nas Testemunhas de Jeová, e então retomar sua vida normalmente, entretanto, as Testemunhas de Jeová, implantam na cabeça de seus membros, que existem as Testemunhas de Jeová, e fora delas as coisas “mundanas”, isto é, tudo que está fora da organização jeovista, faz parte de Satanás.
Estas práticas anticristãs se configuram uma verdadeira desagregação social e familiar. A Sentinela 15 de Julho de 2011. Página 31 relata: “Suponha, por exemplo, que o filho único de um casal cristão exemplar abandona a verdade. Preferindo “usufruto temporário do pecado” a uma relação pessoal com Jeová e com seus pais cristãos, e é desassociado. Os pais ficam arrasados. Quanto à desassociaçao...” Não seria por menos, pois, se o desassociado ou dissociado for membro da família, parente direto, pai, mãe, filho, irmão, e que mora em casa separada, são orientados a banir do convívio social e familiar o seu filho como exemplificou a citada revista. Vê-lo apenas quando for tratar de um assunto extremamente necessário. E quando um membro não acredita mais na proposta da religião?  Ao sair sofre a mesma penalidade. Onde está a liberdade de mudar de crença, e de religião conforme prevê a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos?
Muitos ex-fiéis atravessaram graves crises de depressão, inúmeros lares destruídos, há registros de suicídios, todos em decorrência dessa prática absurda de discriminação de ex-membros, defendida pelas Testemunhas de Jeová, como uma forma de fazer com que o “errante” retorne para os seus quadros e, assim, ter garantida a sua salvação, o que já é objeto de uma Ação Civil Pública intentada pelo Ministério Público Federal do Ceará.
Também no Ceará, houve a formalização de uma Denúncia contra lideranças de tal denominação religiosa, desta feita pela prática de crime de discriminação religiosa, estando os dois casos (Ação Civil Pública e Ação Penal), dependendo de manifestação do Superior Tribunal de Justiça em Brasília/DF, sendo certo que o assunto começa a merecer atenção das pessoas de um modo geral.
Há, também, decisão da 9ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que determinou a submissão de um casal de Testemunhas de Jeová, a julgamento pelo Tribunal de Júri, por homicídio doloso (com intenção de matar) em que figura como vítima a própria filha menor, haja vista não lhe ter sido permitida uma transfusão sanguínea, também por questões de convicção religiosa.
Inegável que a Constituição Brasileira permite e incentiva a liberdade religiosa mas, como todas as liberdades, esta não pode nem deve ser absoluta, estando evidentemente sujeita a parâmetros, sob pena de se materializarem abusos diversos como, por exemplo, a discriminação a que são submetidos ex-fiéis das Testemunhas de Jeová, daí a importância do tema no Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
A parábola do Bom Samaritano ajusta-se bem à reflexão sobre "quem é o meu próximo". Nesta parábola, Jesus demonstrou que a caridade – o amor, a salvação da alma independe do credo religioso que se professa. O que importa é auxiliar o próximo, ser tolerante, independentemente dele professar ou não, uma religião.
Portanto, nesse dia 21 de Janeiro, relembrando a memória daqueles que morreram em função de discriminação religiosa, e daqueles que sofrem os percalços decorrentes de tal discriminação, que unamos as nossas mãos, as nossas forças, e nossos pulmões, brandindo aos quatros cantos do Brasil em alto e bom tom: DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA NO BRASIL É CRIME!. Assim, divulgando e discutindo essa questão, certamente que estaremos construindo um país melhor!          
Sebastião Ramos – Assistente em Administração da UFC, e integrante do movimento contra a discriminação Religiosa.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

DIREITO DE RESPOSTA A UMA TESTEMUNHA DE JEOVÁ

Ao colocar a matéria "TESTEMUNHAS DE JEOVÁ CHAMAM EX-ADEPTOS DE DOENTES MENTAIS" http://extestemunhasdejeova.blogspot.com/2011/10/testemunhas-de-jeova-chamam-ex-adeptos.html#comments
recebi um comentário afirmando que eu estava sendo desonesto e que mentia descaradamente sobre esse assunto. Mas, vou publicar aqui na íntegra o comentário e mais uma vez mostrarei nas próprias publicações das Testemunhas de Jeová que eu não seria irresponsável de divulgar algo equivocado. O comentário da Testemunha de Jeová foi esse:
Mais uma meia verdade publicada.Gostaria muito de ver vc,Pascoalnaib,tecer um comentário dizendo o seguinte:A revista A SENTINELA não é editada na Gra Bretenha e jamais dirá que apóstatas são doentes mentais.Eu desafio alguem provar que isto seja verdade sem que seja uma interpretação pessoal do artigo.É uma pena que vc pascoal publique artigos assim,sem ter um senso justo mesmo favorável aqueles que vc discorda.Como o mentiroso aí de cima que diz que os desassociados são ORIENTADOS a chegar depois do começo e sair antes do fim das reuniões.Nunca li uma pessoa desassociada aqui adimitir humildemente "sim,eu errei,pequei contra Jeová.Recebi ajuda,mas gostava do erro,POR ISSO mereci ser excluido.(não estou dizendo que não existam exageros de anciãos inexperientes)mas,o artigo aqui é muito tendencioso e induz ao preconceito e à raiva e só serve pra agredir tjs.Falta senso de justiça no direito de queixa!
Pois, para esse DESAFIO proposto pelo leitor Testemunha de Jeová, eu tenho um pequeno comentário: não está mais lendo a revista "A Sentinela" não? Se você duvida que isso poderia ocorrer, com certeza sua ideia seria, que ninguém poderia agir dessa forma não é verdade? Que falta de respeito e de honestidade a da Torre de Vigia. Mas, vamos as provas escaneadas. Está aí a parte da revista que cita ex-adeptos como doentes mentais. A revista "A Sentinela 15/07/2011: