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domingo, 1 de maio de 2011

CORRER RISCOS - REFLEXÕES!



Segue um poema do filósofo romano Sêneca, que acredito, se aplica muito bem a situação que várias Ex Testemunhas de Jeová e Testemunhas de Jeová estão vivendo! Tenham coragem para pesquisar, refletir e pensar por si mesmos!

Boa reflexão.

CORRER RISCOS

Rir é correr risco de parecer tolo.
Chorar é correr o risco de parecer sentimental.
Estender a mão é correr o risco de se envolver.
Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu.
Defender seus sonhos e idéias diante da multidão
é correr o risco de perder as pessoas.

Amar é correr o risco de não ser correspondido.
Viver é correr o risco de morrer.
Confiar é correr o risco de se decepcionar.
Tentar é correr o risco de fracassar.

Mas os riscos devem ser corridos,
porque o maior perigo é não arriscar nada.

Há pessoas que não correm nenhum risco,
não fazem nada, não têm nada e não são nada.
Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões,
mas elas não conseguem nada, não sentem nada,
não mudam, não crescem, não amam, não vivem.

Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas,
privam-se de sua liberdade.

Somente a pessoa que corre riscos é livre!"

terça-feira, 26 de maio de 2009

UM PRINCÍPIO DA BÍBLIA QUE DEUS NÃO APLICOU - Por Percy Harding

Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal. - Eclesiastes 8:11 - TNM

Aquí, conforme ensina a Torre, há um princípio segundo o qual deve-se 'executar depressa uma sentença' contra um trabalho mau para que este não se perpetue. Penso que o deus bíblico falhou em aplicar este princípio de sua palavra. Lendo a revista A Sentinela de 1º de janeiro de 2009 encontramos o seguinte sobre a suposta ocasião em que anjos vieram à Terra:

Algum tempo depois, vários anjos vieram à Terra e se transformaram em humanos. Jeová não os havia designado para cuidar de algum assunto na Terra. Em vez disso, eles "abandonaram a sua própria moradia correta" no domínio espiritual. (Judas 6) Suas motivações eram egoístas. Casaram-se com mulheres, que deram à luz descendentes híbridos chamados nefilins. Os nefilins e seus pais rebeldes encheram a Terra de violência e de outras maldades terríveis. (Gen. 6:1-5) Jeová lidou com a situação trazendo o Dilúvio global dos dias de Noé. A enchente destruiu mulheres e homens maus, junto com os híbridos. O que aconteceu aos anjos? O Dilúvio os obrigou a voltar ao domínio espiritual. Mas Jeová os impediu de reassumir "sua posição original". (Judas 6) A Bíblia diz: "Deus não se refreou de punir os anjos que pecaram, mas, lançando-os no Tártaro, entregou-os a covas de profunda escuridão, reservando-os para o julgamento." - 2 Pedro 2:4. ... Os demônios não podem mais se materializar, mas ainda têm grande poder e influência sobre a mente e a vida das pessoas. Eles podem controlar humanos e animais. - w1/01/09, pág. 12, parágrafos 6-8

Então, Jeova "lidou com a situação" trazendo um dilúvio que destruiu meros mortais, mas não os legitimamente responsáveis por certo "trabalho mau" - os anjos que vieram do domínio espiritual. Estes, segundo se entende, continuam vivos 4.300 anos depois daqueles eventos "nos dias de Noé", inclusive tendo grande poder de influenciar a mente e a vida das pessoas!  

Parafrasendo, o texto de Eclesiastes poderia ficar assim : "Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos de deus (os anjos decaídos) ficou neles plenamente determinado a fazer o mal."

quarta-feira, 6 de maio de 2009

SEJA UM BUSCADOR NA VIDA - Por André Félix

Eu já desisti dos rótulos. Ateu, crente, agnóstico não passam de rótulos. Mas, se for para escolher um eu acho que o ideal seria "buscador".
Um "buscador" teria como missão o auto-conhecimento, o aprimoramento pessoal, o desenvolvimento das potencialidades latentes, o crescimento como pessoa, mas sem esperar recompensas que ultrapassem essa vida, aliás, nem resultados finais, já que a busca é sem fim, ao modo daquele filme infantil, "História sem Fim".
Esperar por recompensas ou resultados gera temor e ansiedade, o que restringe a liberdade da condição de buscador. Quando a pessoa fica feliz apenas em ser um "buscador" o caminho já se tranforma no objetivo final. Em cada momento um novo desafio a ser superado, uma lição a ser aprendida. A pessoa ficaria idosa e terminaria os seus dias ainda entusiasmada com as descobertas, com novos aprendizados e vivências.
Eu estou quase chegando à conclusão que o objetivo da vida seja apenas viver, viver o mais plenamente possível. Claro que com "pleno" eu não quero dizer extravagante, sem moderação, já que a falta de comedimento também escraviza, também restringe a liberdade.

terça-feira, 3 de abril de 2007

O ASSASSINATO DO REAL - Texto de Pascoal Naib

O que é o real? O filósofo Jean Baudrillard diz que realidade é apenas um conceito, mas que existe todo um sistema de valores conectado com este princípio, ou seja, segundo ele próprio: “O Real enquanto tal implica uma origem, um fim, um passado e um futuro, uma cadeia de causas e efeitos, uma continuidade e uma racionalidade”. Não existe real sem esses elementos, porém o real está desaparecendo, segundo Baudrillard, não pela sua ausência, mas sim porque existe realidade demais! Ele continua: “Este excesso de realidade provoca o fim da realidade, da mesma forma que o excesso de informação põe um fim na comunicação”. Como entender isso? Bem, é só acompanharmos os noticiários das televisões, tudo é feito em escala de urgência, ou seja, uma manchete que afetaria o nosso dia a dia como a votação de uma lei para uma aposentadoria, por exemplo, é logo substituída por uma explosão de uma bomba em outro país. Não há tempo para o real se fixar em nossa mente, porque ele está em constante mudança. Não há tempo suficiente para imaginar nem o problema, veja lá a solução! O tempo agora não só se esvai pelas nossas mãos, como também não sobrevive como idéia ou conceito na nossa mente.

PAZ, PELA PAZ! - Texto de Pascoal Naib

Imagine-se numa quietude inabalável, sem problemas e decisões difíceis a serem tomadas.
Imagine que o mundo não tem mais injustiças de nenhum tipo e nada para abalar sua tranqüilidade.
Enfim, imagine uma harmonia estável, constante e ininterrupta. Parece impossível?
E é!!!!!!!!!!!!
Ainda bem, aliás, porque os conflitos são a matéria-prima da realidade, são a trama da vida.
Paz, dizem as pessoas que a estudam e a conhecem, é o que se ganha quando se aprende a lidar com eles (conflitos).
O Homem tem uma vontade incansável de ser feliz, e a isso sempre vem associado uma imagem do paraíso perdido e de sua luta constante para recuperá-lo. O problema é que na grande maioria das vezes, se espera que isso se realize de uma maneira externa ou até mesmo sobrenatural, onde tanto promessas que tem como base profecias religiosas ou sucessos profisionais de alta rentabilidade ($$$) nos fazem esquecer que o auto-conhecimento é a base para todas as futuras relações, pois se sei qual é minha real necessidade para a vida, posso direcioná-la e não simplesmente ser empurrado ou carregado pela vontade de outros, pois um dia eles se cansam e onde iremos parar???? É bom não arriscar!

TRATADO SOBRE A TOLERÂNCIA

Numa época como a nossa em que a intolerância nos seus mais variados círculos se manifesta de forma grotesca, nada mais interessante que saber a opinião de um dos grandes pensadores da humanidade sobre tal assunto: Voltaire (1694-1778).

“Dir-se-ia que fizemos voto de odiar os próprios irmãos, porque temos religião suficiente para odiar e perseguir e não a temos suficiente para amar e ajudar”.

“O grande meio para diminuir o número dos maníacos, se ainda houver deles, é de entregar essa doença do espírito ao controle da razão que esclarece lentamente, mas infalivelmente os homens. Essa razão é suave, é humana, inspira a indulgência, abafa a discórdia, confirma a virtude”.

“Seria o cúmulo da loucura pretender levar todos os homens a pensar de uma maneira uniforme sobre a metafísica. Mais facilmente se poderia subjugar o universo inteiro pelas armas do que subjugar todos os espíritos de uma só cidade”.

“Tu (Deus) não nos deste um coração para nos odiarmos e mãos para nos degolarmos; faz com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e passageira; que as pequenas diferenças entre os trajes que cobrem nossos débeis corpos, entre todas as línguas insuficientes, entre todos nossos costumes ridículos, entre todas nossas leis imperfeitas, entre todas nossas opiniões insensatas, entre todas nossas condições tão desproporcionais a nossos olhos e tão iguais diante de ti; que todas essas nuances que distinguem os átomos chamados homens não sejam sinais de ódio e de perseguição”.