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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

TRANSFUSÕES DE SANGUE: MÉDICOS X TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.


Uma menina de 9 anos, com leucemia aguda, precisa de uma transfusão de sangue. Mas os pais, adeptos da religião Testemunhas de Jeová, não autorizam o procedimento. Um aposentado de 84 anos, com pneumonia grave e também testemunha de Jeová, necessita de transfusão, mas, do mesmo modo, a família não dá o aval.

Casos assim são mais comuns do que se pensa no Brasil, e o de Armando Wolff, o aposentado em questão, é o ponto de partida de um inquérito no Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro –em uma investigação que traz à tona o embate entre fé e ciência, o papel do Estado na proteção do cidadão, o dilema moral de médicos e o conflito entre dois direitos fundamentais do homem: à vida e à liberdade de escolha.

Armando Wolff foi internado em 25 de julho de 2010 na Clínica São Lucas, em Macaé, no Norte fluminense. Segundo o prontuário médico, tinha dispneia (falta de ar), arteriosclerose e infecção urinária de repetição, além de anemia crônica. O quadro evoluiu para pneumonia gravíssima. Anêmico e inconsciente, não reagia aos medicamentos, e o hospital tentou que seu filho, Aldo, autorizasse a transfusão de sangue.

Sem autorização do filho, o hospital de Macaé foi à Justiça, argumentando que tinha o dever de salvar o paciente. A transfusão foi autorizada pela Justiça e realizada em 18 de agosto de 2010. Armando Wolff morreu 11 dias depois.

Aldo iniciou, a partir daí, o périplo que deságua no inquérito do MPF. Na ação, ele alega desrespeito à vontade do paciente e cobra "reforço no ensino de medidas alternativas à transfusão de sangue". Wolff não quis dar entrevista. Procurado pela BBC Brasil, seu advogado também não se manifestou.

Ler o inquérito é desenrolar um novelo em um labirinto de fatos e nomes e perceber de que modo se relacionam. Anexado ao inquérito sobre o caso Wolff está o de Luis Augusto do Nascimento, internado em novembro de 2011 no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into), no Rio, para uma cirurgia na coluna. Cardiopata e usuário de marca-passo, Nascimento, testemunha de Jeová, não autorizou a transfusão caso ela fosse necessária.

O Into lhe deu alta, argumentando que a cirurgia oferecia risco de sangramento e que necessitava da autorização para eventual transfusão. Um amigo de Nascimento, Washington Salvioli Salgado, procurou o MPF, que abriu investigação.

Em 2013, o Into informou ao MPF que ofereceu a Nascimento a possibilidade de autotransfusão, ou seja, retirar o próprio sangue do paciente, armazená-lo e usá-lo na cirurgia. Mas Nascimento não foi mais localizado, e o inquérito foi arquivado.

À BBC Brasil, Salvioli disse que o amigo morreu há cerca de um ano, sem ter feito nem a transfusão nem a cirurgia.

Em nota, o o Into informou que realiza de 45 a 55 cirurgias de média e alta complexidade por dia e que 10% delas exigem transfusões de sangue, sendo oferecida a autotransfusão. Mas que é necessário que o paciente ou seu responsável legal autorize o procedimento.
Pela vida de Luana

Do novelo do inquérito do caso Wolff surgem outros casos pelo país. Aos 9 anos, Luana Manske foi internada em 2014 no Cias, hospital da Unimed em Vitória, para se tratar de leucemia linfoide aguda.

Seus pais, testemunhas de Jeová, não assinaram a autorização para a transfusão de sangue, e a Unimed entrou na Justiça. "Como a menina era menor de idade, a Justiça autorizou sem dificuldades", lembra o advogado da Unimed Vitória, Marcelo Devens.

O pai de Luana, o empresário Evanildo Manske, disse que conversou com os médicos sobre os impedimentos que sua religião impõe. Segundo ele, os médicos utilizaram no tratamento hemoderivados fracionados do sangue, ou seja, pequenas quantidades de elementos do sangue.


Este tipo de procedimento é considerado pelas testemunhas de Jeová como "uma questão de consciência", ou seja, o fiel decide se quer ou não aceitar. Para salvar a filha, ele aceitou.


"Os médicos me garantiram que não foi transfusão. Não aceitaria pertencer a uma religião que teria que deixar um filho morrer para agradar a um ser num universo que a gente nunca viu. Não sou um fanático. Quem é pai sabe", afirma.

Luana, aos 10 anos, está quase concluindo o tratamento. Seus pais criaram uma página no Facebook para que amigos possam acompanhar sua recuperação. A família segue como testemunha de Jeová e Luana foi batizada na religião. No ano que vem voltará para a escola.
Questões bíblicas

Criada nos Estados Unidos no fim do século 19, a organização religiosa Testemunhas de Jeová tem 8 milhões de adeptos em 239 países, segundo seu site oficial, e 800 mil no Brasil. Deus recebe o nome de Jeová, e os adeptos seguem a Bíblia, mas não acreditam no princípio da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo unidos num só Deus Todo Poderoso).

Entre suas práticas religiosas está a proibição de que os fiéis se submetam a transfusões de sangue, graças à interpretação que fazem da Bíblia a partir de versículos de vários livros, como Gênesis e Atos dos Apóstolos. Neste último, recomenda-se que o homem se abstenha "de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue, do que foi estrangulado e de imoralidade sexual".

O sangue é entendido como sinônimo de vida e a transfusão, como um pecado que corrompe sua pureza.

"A gente não fala em punição para quem descumpre. Mas é a integridade de um princípio que deve ser preservada. A Bíblia não fala em exceção", afirma o engenheiro Guilherme Rabello, membro da Colih (Comissão de Ligação com Hospitais), órgão que a Associação Torre de Vigia, que reúne as testemunhas de Jeová, mantém para acompanhar casos médicos.

Segundo Rabello, estão barradas a transfusão de sangue total e a de qualquer um de seus quatro principais componentes (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma), porque eles mantêm a simbologia bíblica do sangue. Quanto à terapia com hemoderivados fracionados (receber só a proteína albumina ou o fator Rh, por exemplo), cabe ao fiel decidir.

É a questão de consciência de que falou o empresário Evanildo Manske, pai de Luana. Rabello destaca, no entanto, que a literatura médica mostra procedimentos capazes de reduzir o uso de transfusões.

Resolução

A resolução 1.201/80 do Conselho Federal de Medicina estabelece que, se houver recusa de permitir a transfusão de sangue, o médico, obedecendo ao Código de Ética Médica, deve agir da seguinte forma: se não houver iminente perigo de vida, respeitará a vontade do paciente ou dos responsáveis; se houver iminente perigo de vida, praticará a transfusão mesmo sem consentimento do paciente ou de seus responsáveis.

Em agosto de 2014, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) absolveu da acusação de homicídio um casal de testemunhas de Jeová que proibiu a transfusão de sangue na filha de 13 anos, com grave anemia.

Para os magistrados, os pais não poderiam ser responsabilizados pela morte e os médicos deveriam ter cumprido seu dever apesar da resistência da família. Pela decisão, a invocação religiosa deve ser indiferente aos médicos, que têm o dever de salvar vidas.

O tema segue longe da unanimidade, o que deixa mais difícil o trabalho da procuradora da República Ana Padilha Luciano de Oliveira, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, onde está hoje o inquérito do caso de Aldo Wolff. Uma audiência pública foi convocada para ouvir as partes.

"O direito à vida inclui uma vida digna, conforme seus princípios. A gente pode achar absurdo abrir mão da possibilidade de viver, mas, para analisar um caso assim, é preciso se despir de conceitos e preconceitos", afirma ela.

Chamado a se pronunciar, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informa, em ofício datado de 30 de setembro, que a resolução 1.201 caminha para ser alterada. Foi aprovado em 2014 um parecer do conselheiro Carlos Vital propondo a revogação da 1.201, mas não há prazo para isso. "O CFM aguarda as conclusões das diretrizes orientadoras de seguras indicações de transfusões de sangue."

Tais diretrizes estão sendo elaboradas sob responsabilidade da sua Câmara Técnica de Hematologia e abrangerão todas as circunstâncias de transfusões sanguíneas, inclusive aquelas nas quais estarão envolvidas as questões dogmáticas.

"Após as conclusões, a plenária do CFM fará suas avaliações e emitirá uma pertinente resolução sobre as seguras indicações das transfusões de sangue", afirmou Carlos Vital em e-mail enviado pela assessoria do CFM.

O inquérito do caso Wolff havia sido arquivado em 2013 pelo procurador Alexandre Ribeiro Chaves, sob a argumentação de que o direito à vida deve prevalecer sobre a liberdade religiosa.

Na segunda instância, o procurador regional Rogério Nascimento desarquivou o caso em fevereiro deste ano citando, entre outros argumentos, um emitido em abril de 2010 pelo hoje ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, a pedido da Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro. Barroso considerou legítima a recusa de transfusão de sangue por parte das testemunhas de Jeová, entendendo que a decisão se funda no exercício de liberdade religiosa.

Nascimento alerta ainda para um ponto crucial, o inútil debate sobre a crença: "Não cabe análise sobre a razoabilidade da crença. Fosse assim, acabariam protegidas apenas as convicções religiosas mais ajustadas à conduta social dominante".

Para José Francisco Marques Júnior, médico do Hemocentro da Unicamp, integrante da Comissão de Hematologia do CFM e diretor da Associação Brasileira de Hematologia (ABHH), é necessário também que médicos avaliam a necessidade de transfusões. Ele cita estudos mostrando que 40% das transfusões feitas nos Estados Unidos são desnecessárias – não há dados do Brasil.

"Costumo recomendar uma conversa com o paciente, longe de parentes e líderes religiosos, para que ele entenda as consequências da decisão. O médico existe para salvar vidas. A melhor atitude é a que a consciência indica", afirma.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

MAIS UMA DERROTA JURÍDICA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: JUÍZA GARANTE TRANSFUSÃO EM CRIANÇA COM LEUCEMIA!


Transfusão de sangue em pessoas da religião Testemunhas de Jeová é um assunto bastante polêmico e que recorrentemente é notícia, haja vista que os adeptos da citada religião não aceitam receber sangue de outra pessoa. Mas, e quando se trata da necessidade de uma criança receber sangue como a única forma de ser salva? O que deve prevalecer? O direito a vida ou a crença religiosa?

A família de uma criança, em Vitória/ES, negou o procedimento aos médicos, em razão da religião que eles professam não permitir tal prática. Diante desta situação, uma cooperativa de saúde interpôs uma ação judicial em face da família, sob o argumento de que a única maneira de manter a criança, que já estava internada na UTI pediátrica da cooperativa, viva seria por meio da transfusão de sangue.

Os pais da menor, ao serem citados, não apresentaram defesa, então a juíza Lucianne Keijok Spitz Costa, da 1ª Vara Cível de Vitória, determinou que a realização da transfusão de sangue fosse feita na menor que estava com leucemia.

Segundo a magistrada, os laudos médicos atestavam a gravidade da doença, além da urgente necessidade de realização de transfusão de sangue, ante a baixa taxa de sua hemoglobina, o que seria ainda mais reduzida diante da necessidade de realização de hemodiálise, procedimento este que tende a piorar o quadro de anemia.

A sentença foi fundamentada, ainda, nos artigos 5º e 196 da Constituição Federal, os quais dispõem que é dever do Estado garantir a integridade física, a saúde e o regular desenvolvimento, bem como dos pais quando se tratar de incapazes.

Ademais, o Estatuto da Criança e do Adolescente prevê em seu artigo 7º que “a criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições dignas de existência”.
 
Fontes da notícia:
 

domingo, 28 de junho de 2015

MÃE MORRE NO PARTO POR DOGMAS FUNDAMENTALISTAS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Se uma Testemunha de Jeová precisa de uma transfusão de sangue e não há outra opção, ela é instruída a morrer pensando estar agradando a Deus. Este foi o caso de Rebeca Dankawa. Ela tinha engravidado oito vezes e a última gravidez era de alto risco. Após o parto, Rebecca começou a sangrar muito e recusou o tratamento médico alegando motivos religiosos. Sua morte poderia ter sido evitada?

Anos antes, a Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová) tinha levado Rebecca a uma "Comissão Judicativa" (julgamento interno feito pelos anciãos, que são equivalentes a pastores) devido ela ter aceitado uma transfusão de sangue no parto de seu oitavo filho.
Nesta época, sua gravidez era igualmente de alto risco e exigia uma transfusão. Durante a "Comissão Judicativa" ela foi considerada "culpada" e expulsa, sendo então decretada uma "morte social" que significa total isolamento e ostracismo por parte de sua família e amigos. Ninguém pode conviver ou mesmo falar com ex-adeptos. Depois de algum tempo, os líderes de sua congregação se reuniram novamente e a readmitiram. De qualquer forma, a expulsão e o ostracismo aplicado a esta pobre mulher deve ter sido uma experiência traumática.

Quando confrontada com a mesma situação médica e com medo de sofrer represálias em sua organização religiosa, Rebecca decidiu dizer não a uma outra transfusão, pois ela poderia se desassociada (expulsa da religião) novamente, considerada uma "pecadora impenitente" e reincidente.
É difícil imaginar a angústia mental a que foi submetida esta mãe que negou a transfusão até que se esgotar o tempo para salvar sua vida. A decisão de Rebecca Dankawa foi algo além de sua vontade. 
A pressão religiosa a que foi submetida não pode ser ignorada pelas autoridades uma vez que tal escolha se baseia em uma doutrina obscura e absurda imposta pela sua organização religiosa.

SEM LIVRE ARBÍTRIO, NÃO HÁ AMOR

As Testemunhas de Jeová ensinam que Deus dotou a humanidade com o livre arbítrio. No entanto, ao mesmo tempo eles praticam a política de ocultar a pressões sofridas pelos membros para se conformar às sua normas religiosas. Se o livre arbítrio é um princípio tão importante, porque não deixar as pessoas fazer uso dele? porque não deixar que as pessoas tomem suas próprias decisões, especialmente no que diz respeito à sua vida, família e saúde?

As afirmações das Testemunhas de Jeová de que elas são as pessoas "mais amorosas" da terra, e que o seu grupo segue os princípios de amor estabelecidos na Bíblia demonstraram ser uma gigantesca falácia. Rebecca Dankawa deu a vida por acreditar em um "Deus de amor", ou foi influenciada por uma religião que a controlava totalmente? Deixar nove filhos órfãos era exatamente a vontade de um Deus de amor para esta mãe?

Esta trágica história é o exemplo perfeito de quão absurda e desamorosa é a política de intromissão da Torre de Vigia na vida particular de seus membros. Enquanto as Testemunhas de Jeová aceitam esse jugo desonesto, muitos estão perdendo a vida ao redor do mundo. Até quando?


Créditos: Texto traduzido e retirado do Facebook do colega Osmanito Torres.
Link original do artigo adaptado:
Outro link:

terça-feira, 7 de abril de 2015

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ PERDEM NA JUSTIÇA: TRANSFUSÕES DE SANGUE PODEM SER FEITAS EM PACIENTES QUE SOFREM RISCO DE MORTE!



PGR arquiva representação de Testemunhas de Jeová contra transfusão de sangue sem autorização prévia. Para Rodrigo Janot, o direito à liberdade de crença pode ser limitado se entrar em conflito com outro direito fundamental, como o direito à vida.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu arquivar a representação proposta pela Associação das Testemunhas Cristãs de Jeová questionando a Portaria n. 92/98 da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES/DF). A norma permite a transfusão de sangue sem autorização prévia da vítima ou de representante legal em caso de perigo de vida iminente. 

Na representação, a Associação afirma que a transfusão de sangue sem autorização prévia violaria o direito à liberdade de crença dos pacientes que professam a religião Testemunhas de Jeová. A Associação pede ação direta de inconstitucionalidade contra a portaria da SES/DF. 

Rodrigo Janot afirma que o direito à liberdade de crença não é absoluto: ele pode ser limitado se ofender outro direito fundamental garantido na Constituição, como o direito à vida. “Caso configurada situação de risco iminente de morte, ou seja, de situação na qual a vida, direito indisponível constitucionalmente assegurado, está prestes a ser lesada, não mais será possível falar-se em direito à liberdade de religião e na necessidade de consentimento do cidadão para ser submetido à transfusão de sangue ou derivados”, sustenta. 

Ao mesmo tempo, as normas do Conselho Federal de Medicina exigem que, em caso de risco de morte, os médicos adotem todas as medidas necessárias para salvar a vida do paciente. Se não fizerem isso, podem responder civil e criminalmente. O PGR lembra que vários tribunais já se manifestaram pela realização do tratamento em paciente que corre risco de morte, incluindo a transfusão de sangue em adeptos da religião Testemunhas de Jeová, ainda que sem consentimento. Segundo ele, ao recusarem a transfusão, os seguidores da religião impõem ao médico “a restrição ao exercício ético da profissão, o que equivaleria a uma autorização a que, ao exercer o direito próprio, seja violado o direito de outrem”.

Fonte da notícia:

Baixe aqui a íntegra da promoção de arquivamento:

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E TRANSPLANTE DE ÓRGÃOS: MUDANÇAS, IRRESPONSABILIDADES E MORTE DE INOCENTES!



Muitos já sabem ou devem ter visto na imprensa que as Testemunhas de Jeová são contra qualquer transfusão sanguínea, mesmo que isso resulte na morte da pessoa, ou seja, é uma decisão baseada na interpretação de um texto bíblico imposta pela liderança dessa denominação religiosa e que já resultou na morte de muitos inocentes.

O que poucos sabem é que as lideranças das Testemunhas de Jeová tem o hábito de tempos em tempos modificarem o entendimento de algumas doutrinas com a desculpa de um aperfeiçoamento teológico. Mas, se essas mudanças ocasionaram risco à saúde ou mesmo levaram a morte de pessoas inocentes que achavam estar seguindo as orientações da Bíblia e de Deus, como encarar isso?

É o que ocorre com a questão dos transplantes de órgãos. Recentemente numa carta enviada para a filial da Espanha, a Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová no mundo) está em contato com a ONT (Organização Nacional de Transplantes) numa tentativa de fazer com que seus adeptos entrem na lista de espera para transplantes, pois a rejeição das transfusões de sangue sempre foi um impedimento para seus adeptos terem uma possibilidade de tratamento ou até mesmo em alguns casos de sobrevida. A carta encontra-se no link abaixo:

Se existe essa preocupação de ajudar adeptos a terem uma chance de fazer um transplante o porquê do artigo? 

Porque a orientação dada as Testemunhas de Jeová era bem diferente e por mais de uma década o transplante de órgãos foi considerado canibalismo pela Torre de Vigia.

Em 1962 não existia nenhuma proibição de se fazer transplantes e isso foi citado na revista A Sentinela 01/02/1962 pág.96:

“Entretanto, não parece haver nenhum princípio ou lei bíblica envolvida. É, portanto, algo que cada pessoa deve decidir por si mesma. Se ela estiver satisfeita em sua própria mente e consciência que isto seja coisa correta a fazer, então poderá fazer tais arranjos, e ninguém a deveria criticar por assim fazer”.

A partir de 1968 vem a proibição dos transplantes de órgãos e que se manterá até 1980, ou seja, doze anos de muitas vidas desperdiçadas, famílias pesarosas e sacrifícios humanos em nome de um dogma inventado por pessoas que brincam de deuses. Isso se chama culpa de sangue. Segue abaixo a proibição na revista A Sentinela 01/06/1968 págs.349-351:

"Aqueles que se submetem a tais operações vivem às custas da carne de outro humano. Isso é canibalesco. Não obstante, ao permitir que o homem comesse carne animal, Jeová Deus não deu permissão para os humanos tentarem perpetuar suas vidas por receberem canibalescamente em seus corpos a carne humana, quer mastigada quer na forma de órgãos inteiros ou partes do corpo, retirados de outros".

Logo em seguida mais uma mudança que volta a liberar os transplantes de órgãos para os adeptos das Testemunhas de Jeová em 1980 na revista A Sentinela 01/09/1980 pág.31:

"No que se refere ao transplante de tecido ou osso humano de um humano para outro, é um caso de decisão conscienciosa de cada uma das Testemunhas de Jeová. Por este motivo, cada um que se confronta com uma decisão sobre este assunto deve examinar esta questão com cuidado e oração, decidindo então conscienciosamente o que ele ou ela pode ou não pode fazer perante Deus. É um assunto para decisão pessoal. (Gál. 6:5) A comissão judicativa da congregação não tomaria nenhuma ação disciplinar, se alguém aceitasse o transplante dum órgão".

Será que o Deus que não é de desordem (1Co 14:33) orientou essas decisões errôneas? Será que o Deus de amor (1Jo 4:8) daria uma orientação que prejudicasse a vida e a saúde de seus servos leais? Que o leitor use de discernimento.



OBS: Texto baseado no artigo do Blog espanhol El lado cómico de la WatchTower.

Leia também para mais detalhes:

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MÉDICO FAZ BOLETIM DE OCORRÊNCIA APÓS PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ NEGAR TRANSFUSÃO.


Uma família de Testemunhas de Jeová impediu que uma mulher de 37 anos recebesse transfusão de sangue e a retirou da Santa Casa de Rio Preto. A paciente, que veio de Recife, estava com um mioma, que provoca sangramento no útero, e grau de anemia acentuado. 

De acordo com o médico cirurgião geral do hospital, que atendeu a paciente e pediu para o nome não ser divulgado, a mulher passou por consulta, na clínica dele. “Eu não sei por que me procurou. A família disse que era do Recife e que os médicos não queriam operar a paciente lá. Olhei os exames e vi que o caso era grave.” 

O médico aconselhou que a mulher fosse internada e operada, com urgência. “Enquanto ela era preparada para o procedimento, no centro cirúrgico, chegou o resultado do exame de sangue. Além do mioma, ela estava com uma anemia acentuada e precisava de transfusão de sangue”, conta o cirurgião geral. 

A família foi comunicada pelo médico da necessidade da transfusão. Durante meia hora, eles discutiram sobre a necessidade do procedimento. “Eles disseram que não autorizariam a transfusão. Eu tentei convencer que o quadro clínico dela era grave e precisaria de sangue. Escutei de um dos parentes que ‘se for para morrer, é melhor que ela morra em casa, em nome de Jeová, mas não será feita a transfusão’.” 

Diante da recusa do procedimento, a família foi obrigada a assinar um termo de responsabilidade. “Não deu tempo de transferir a paciente para outro hospital. Eles simplesmente pegaram a paciente e foram embora. Eu não podia fazer o procedimento sem a autorização da família, diante do fanatismo religioso da parte”, disse o médico. 

Segundo o provedor da Santa Casa, Nadim Cury, o atendimento da paciente foi realizado no sistema particular. “Todo o dinheiro que foi pago pela internação e procedimento foi devolvido para a família. Essa situação é muito rara de acontecer. Não podíamos fazer nada diante do posicionamento deles”. O diretor não informou o valor pago. 

O cirurgião geral do hospital registrou um boletim de ocorrência de “preservação de direito” e acusou a família de omissão de socorro. “Eu trabalho para salvar vidas e elas têm de estar acima de qualquer religião. Não podia fazer nenhum procedimento forçado, mas alertei que o caso era grave e que a paciente corria risco de morte. Não faço ideia de onde ela esteja nem se está viva. Espero que sim.” 

Família 

O Diário entrou em contato com um homem, que se apresentou como “irmão na fé” dos parentes da paciente. Identificado apenas como “Cavalcante”, ele era o único contato que constava no boletim de ocorrência registrado pelo médico na polícia. O homem, porém, não quis falar sobre o assunto. Disse, somente, que a família está empenhada no atendimento da mulher e que um novo médico já foi encontrado. Ele não disse em que hospital ela está internada. 

Pacientes escolhem ‘morrer aos poucos’ 

O hepatologista Renato Silva, ouvido pelo Diário na condição de consultor, afirma que o médico da Santa Casa agiu de forma correta. “O profissional tem de sempre respeitar a autonomia do paciente e da família. Até porque, uma transfusão escondida poderia resultar em um transtorno para o paciente. Ainda mais quando se trata de um paciente Testemunhas de Jeová, em que a religião não aceita esse tipo de procedimento.” 

Silva destaca que é muito comum pacientes Testemunhas de Jeová optarem pela recusa do tratamento. “No Hospital de Base já acompanhei diversos pacientes que escolheram morrer aos poucos ao invés de uma transfusão ou transplante. Essa decisão é uma autonomia do doente. O médico só tem o dever de aconselhar o melhor, mas não forçar a nada.” 

O hepatologista explica que “é de direito do médico se recusar a fazer a cirurgia sem a transfusão. O profissional sabe qual a necessidade do paciente e se submeter a fazer uma cirurgia sem a transfusão seria um risco. Assim como o paciente pode escolher, o médico tem o mesmo direito. Agora, a família precisa encontrar o profissional que aceite fazer o procedimento sem utilizar o sangue.” 

Médicos sim, sangue não 

Para as Testemunhas de Jeová, a recusa à transfusão de sangue é mais uma questão religiosa do que médica. Tanto o Velho como o Novo Testamento da Bíblia prega, segundo eles, que se abstenham de sangue, segundo o site oficial da religião (http://www.jw.org/pt/ ). Além disso, eles entendem que para Deus o sangue representa a vida. Eles evitam tomar sangue, por qualquer via, não só em obediência a Deus, mas também por respeito a Ele como Doador da vida. 

Diante desta linha de pensamento, as Testemunhas de Jeová optam por técnicas médicas que realizam tratamentos e cirurgias sem transfusão de sangue. Eles acreditam que os métodos desenvolvidos para atendê-los também estão sendo utilizados para beneficiar outros pacientes. 

De acordo com o site da religião, diversos médicos em todo o mundo usam técnicas de conservação de sangue para realizar cirurgias complexas sem transfusão. “Essas opções terapêuticas são usadas até mesmo em pacientes que não são Testemunhas de Jeová e optam por evitar riscos decorrentes de transfusões, como doenças transmitidas pelo sangue, reações do sistema imunológico e erro humano.” Em algumas cidades, Testemunhas de Jeová formam uma Comissão de Ligações com Hospitais, para discutir os métodos utilizados durante os tratamentos.

Fonte:

sábado, 20 de setembro de 2014

REVIRAVOLTA NO CASO ASHYA KING: PAI AFIRMA QUE FARÁ TRANSFUSÃO DE SANGUE SE FOR PRECISO!


A história de Ashya King tomou outra reviravolta surpreendente, com seu pai Brett King relatando em entrevista que permitiria que seu filho tomasse uma transfusão de sangue, se sua vida estivesse em jogo.
“Eu sou uma Testemunha de Jeová, mas acima de tudo, eu sou um pai! – e eu faria qualquer coisa por meu filho”, Brett, 51 anos, ao jornal.
“Se uma criança precisa de tratamento é preciso dar-lhes o tratamento. Nós só queremos o melhor para Ashya “.
Esta revelação, que vem da família de King, os quais estão na República Tcheca aguardando a primeira de 30 sessões de terapias com feixe de prótons em Ashya, coloca um dilema intrigante para a Torre de Vigia.
Será que eles punirão Brett pela desassociação dele em seu retorno ao Reino Unido por desafiar os ensinamentos organizacionais, de modo a fazer dele um exemplo? Eles de alguma forma irão coagi-lo a se retratar de sua heresia publicamente? Ou será que eles cederão ao bom senso e usarão esse episódio como um catalisador para a introdução de reformas urgentemente necessárias relacionadas ao uso do sangue em terapias e tratamentos médicos?
Seria bom pensar que a última opção seria o óbvio, mas quando você tem uma organização liderada por um grupo de homens iludidos que se acham porta-vozes de Deus, tudo é possível.
Brett King certamente não é a única Testemunha de Jeová ativa que iria desafiar o Conselho de Administração sobre o assunto, mesmo que ele seja sem dúvida o primeiro a fazê-lo publicamente. Em uma pesquisa global realizada através da internet com Testemunhas de Jeová ativas, 58% disseram que não iriam permitir que seu filho para morrer por falta de uma transfusão de sangue em desobediência às regras impostas pela Torre de Vigia .
O Corpo Governante, sem dúvida, sentem prazer em  pensar que eles estão no controle completo dos pensamentos e decisões de seus seguidores, mesmo em situações de vida ou morte. Felizmente, parece que este não é inteiramente o caso.
Mas essa migalha de conforto, de modo algum nega a urgência da situação. A Torre de Vigia deve ceder ao bom senso na questão do sangue, e parar o sacrifício abominável de todas as vidas humanas mais preciosas no altar da “obediência sectária” a um grupo de homens que se fizeram “Deus”.
Fonte: http://www.extj.com.br/brett-king-desafia-a-torre-de-vigia-se-for-preciso-ashya-tomara-transfusao-de-sangue/

Para entender o caso:

NO REINO UNIDO, PAIS (DA RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) TIRAM CRIANÇA COM TUMOR NO CÉREBRO DE HOSPITAL SEM AUTORIZAÇÃO E FOGEM!


JUIZ ESPANHOL PROLONGA DETENÇÃO DOS PAIS (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) QUE RETIRARAM FILHO COM TUMOR NO CÉREBRO SEM AUTORIZAÇÃO MÉDICA!


terça-feira, 2 de setembro de 2014

JUIZ ESPANHOL PROLONGA DETENÇÃO DOS PAIS (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) QUE RETIRARAM FILHO COM TUMOR NO CÉREBRO SEM AUTORIZAÇÃO MÉDICA!


O juiz espanhol que está a avaliar o caso da criança britânica diagnosticada com um tumor retirada do hospital decidiu, esta segunda-feira, prolongar a detenção dos pais por mais 72 horas.

O juiz Ismael Moreno ouviu, durante meia hora, Brett King e Naghemeh King, pais de Ashya, detidos no sábado, em Málaga, no sul de Espanha, depois de terem tirado, contra indicação médica, o filho de cinco anos do hospital em Londres onde se encontrava internado.

Em Madrid, capital espanhola, os pais comunicaram ao juiz a recusa em entregarem-se à justiça britânica, que, na passada quinta-feira, emitiu um mandado de detenção europeu contra o casal, por sequestro e maus tratos.

O juiz espanhol concordou em recusar a extradição e decretou a detenção dos pais por 72 horas, prazo durante o qual deverá decidir se lhes dá ordem de prisão.

No mesmo prazo, o Hospital Materno Infantil de Málaga, onde Ashya está internado, deverá dar a conhecer um relatório médico sobre o estado de saúde da criança.

O menino foi encontrado no sábado, pelas 20.30 horas locais, num hotel de Benajarafe, em Málaga, depois de o recepcionista do estabelecimento ter alertado a polícia.

Fonte:

Para entender o caso:

sábado, 30 de agosto de 2014

NO REINO UNIDO, PAIS (DA RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) TIRAM CRIANÇA COM TUMOR NO CÉREBRO DE HOSPITAL SEM AUTORIZAÇÃO E FOGEM!


A polícia britânica está em busca de um garoto de cinco anos com um tumor cerebral, que foi retirado de um hospital em Southampton por seus pais, contra a recomendação dos médicos.
Suspeita-se que Ashya King, que havia sido submetido a uma cirurgia recentemente, esteja na França com sua família. De acordo com as autoridades, a saúde do menino pode se deteriorar rapidamente. Ele não consegue se mover e nem se comunicar verbalmente.
Na quinta-feira, funcionários do hospital permitiram que Ashya fosse levado da enfermaria onde estava sob a supervisão dos pais, como parte de seu processo de recuperação após a cirurgia.
Foi confirmado que a família é de Testemunhas de Jeová, uma religião que rejeita transfusões de sangue. No entanto, ainda não se sabe se este é o motivo da atitude de seus pais, Brett e Naghemeh King.
O chefe de polícia assistente Chris Shead afirmou que "o tempo de Ashya está se esgotando".
"É vital que o encontremos hoje. Se ele não receber cuidados médicos urgentes, ou receber o tratamento incorreto, sua condição pode oferecer risco de vida", afirmou.
Segundo Shead, Ashya está em uma cadeira de rodas e se alimenta através de um tubo movido por uma bateria. A bateria deve acabar ainda nesta sexta. O Escritório de Informação Pública para Testemunhas de Jeová na Grã-Bretanha diz não ter certeza de que isso motivou a fuga.
"Não temos conhecimento de nenhuma indicação de que a decisão deles foi motivada por convicções religiosas", afirmou a organização em comunicado.
"As Testemunhas de Jeová são encorajadas a buscarem o melhor tratamento médico para si e para seus filhos."
A polícia diz manter "a mente aberta" a respeito do que levou os pais de Ashya a fugirem com ele.
Acredita-se que os pais de Ashya e seu seis irmãos tenham saído da cidade de Portsmouth para Cherbourg, na França, em uma balsa que cruza o Canal da Mancha. A polícia francesa confirmou que já está realizando buscas em hotéis e circuitos de câmeras internas.
Autoridades britânicas também fizeram um apelo nas redes sociais para que o paradeiro da família seja informado. Um dos irmãos de Ashya, Naveed King, falou sobre a doença do garoto em um vídeo postado no YouTube no dia 23 de julho.
"Eu não dormir quase nada, passei a noite em claro preocupado", disse. "Nenhuma criança de cinco anos merece ter um tumor cerebral."
Créditos:
OBS: O título foi mudado para informar que os pais pertencem as Testemunhas de Jeová.

domingo, 17 de agosto de 2014

JUSTIÇA BRASILEIRA DECIDE: RISCO IMINENTE DE MORTE OBRIGA MÉDICO A FAZER TRANSFUSÃO DE SANGUE EM TESTEMUNHA DE JEOVÁ, MESMO CONTRA A VONTADE DA FAMÍLIA.


Embora correta, tem gravíssimas consequências potenciais a decisão desta semana da 6.ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça), que isentou de responsabilidade pela morte da menina Juliana Bonfim da Silva, de apenas 13 anos, os pais dela, que alegaram motivos religiosos para se opor à realização de uma transfusão sanguínea salvadora. Para o STJ, a responsabilidade pelo trágico desfecho foi exclusivamente dos médicos.

Testemunhas de Jeová, os pais de Juliana, o militar aposentado Hélio Vitória dos Santos e a dona de casa Ildelir Bonfim de Souza, moradores em São Vicente, litoral de São Paulo, internaram-na no Hospital São José em julho de 1993, durante uma crise causada pela anemia falciforme, doença genética, incurável e com altos índices de mortalidade, que afeta afrodescendentes. A menina tinha os vasos sanguíneos obstruídos e só poderia ser salva mediante a realização de uma transfusão de emergência.

Os médicos que atenderam Juliana explicaram a gravidade da situação e a necessidade da transfusão sanguínea, mas os pais foram irredutíveis. A mãe chegou a dizer que preferia ter a filha morta a vê-la receber a transfusão. A transfusão não foi feita. Fez-se a sua vontade.

As Testemunhas de Jeová baseiam-se na “Bíblia” para recusar o uso e consumo de sangue (humano ou animal). Entendem que esta proibição aparece em muitas passagens bíblicas, das quais as seguintes são apenas exemplos:

Gênesis 9:3-5
Todo animal movente que está vivo pode servir-vos de alimento. Como no caso da vegetação verde, deveras vos dou tudo. Somente a carne com a sua alma — seu sangue — não deveis comer.

Levítico 7:26, 27
E não deveis comer nenhum sangue em qualquer dos lugares em que morardes, quer seja de ave quer de animal. Toda alma que comer qualquer sangue, esta alma terá de ser decepada do seu povo.

Levítico 17:10, 11
Quanto a qualquer homem da casa de Israel ou algum residente forasteiro que reside no vosso meio, que comer qualquer espécie de sangue, eu certamente porei minha face contra a alma que comer o sangue, e deveras o deceparei dentre seu povo. Pois a alma da carne está no sangue, e eu mesmo o pus para vós sobre o altar para fazer expiação pelas vossas almas, porque é o sangue que faz expiação pela alma [nele].

Atos dos Apóstolos 15:19, 20
Por isso, a minha decisão é não afligir a esses das nações, que se voltam para Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das coisas poluídas por ídolos, e da fornicação, e do estrangulado, e do sangue.

Para o ministro Sebastião Reis Júnior, que votou na terça-feira (12/08), a oposição dos pais à transfusão não deveria ser levada em consideração pelos médicos, que deveriam ter feito o procedimento --mesmo que contra a vontade da família. Assim, a conduta dos pais não constituiu assassinato, já que não causou a morte da menina.
A decisão no STJ foi comemorada pelo advogado Alberto Zacharias Toron, que defendeu os pais da menina morta: “É um julgamento histórico porque reafirma a liberdade religiosa e a obrigação que os médicos têm com a vida. Os ministros entenderam que a vida é um bem maior, independente da questão religiosa”.
Então, quem é culpado pela morte da menina que poderia ter sido salva mediante a realização da transfusão? Resposta: os médicos, que ao respeitar a vontade dos pais, desrespeitaram o Código de Ética Médica (2009), claríssimo sobre o assunto:
“É vedado ao médico:

“Art. 31. Desrespeitar o direito do paciente ou de seu representante legal de decidir livremente sobre a execução de práticas diagnósticas ou terapêuticas, salvo em caso de iminente risco de morte.

“Art. 32. Deixar de usar todos os meios disponíveis de diagnóstico e tratamento, cientificamente reconhecidos e a seu alcance, em favor do paciente”.

Isso posto, está claro que a decisão do STJ tem menos a ver com a afirmação do direito à liberdade de crença e muito mais a ver com a primazia do direito à vida sobre todos os demais. Assim, a mãe poderia até preferir ter a filha morta a vê-la passando por um processo de transfusão. Mas a Justiça brasileira, não! E o médico também não!
Agora, vamos aos problemas e aos perigos de uma tão incontrastável decisão, e que já aparecem nos fóruns de debates da internet, reunindo ex e atuais membros da religião das Testemunhas de Jeová.

-- Como em todas as religiões, há os sinceros e os “espertinhos”. Os “espertinhos” ficarão tranquilos por saberem que não serão excluídos do grupo religioso se passarem por uma transfusão. Bastará dizer que manifestaram a não-aceitação do procedimento, mas que os médicos fizeram-no contra a sua vontade. “A decisão salvaguarda a hipocrisia”, comentou um debatedor. “Os pais proíbem a transfusão para se eximirem da culpa; os médicos fazem o procedimento para se livrarem de processos e, assim, se condenam diante de Deus no lugar dos pais.”

-- Acontece que, para uso interno no grupo das Testemunhas de Jeová, a proibição da transfusão de sangue prosseguirá. Imagine uma mãe que, tendo preferido ver a filha morta caso a transfusão fosse feita, depois de alguns dias, a menina curada, possa levá-la para casa. Que tipo de tratamento essa mãe dará à filha “decepada de seu povo”? Como lidar com as consequências psicológicas adversas, que certamente acometerão as famílias testemunhas de Jeovás que, levando a sério a proibição, tiverem um de seus membros proscritos pela transfusão contra a vontade?

-- Para piorar, é razoável prever que muitas testemunhas de Jeová “sinceras” prefiram ficar distantes dos hospitais e médicos, por saberem que a transfusão será feita de qualquer jeito. Com isso, doenças que até poderiam ter tratamentos alternativos (sem o concurso da transfusão) ficarão sem quaisquer cuidados, prejudicando os enfermos e até antecipando-lhes a morte. “Isso sem contar os pais que, desesperados pela realização de um procedimento abominado por Deus, podem simplesmente vir a remover o filho do hospital às escondidas para livrá-lo da transfusão”, afirmou outro debatedor.

Todas essas questões apontam para dilemas que não são meramente individuais, mas dizem respeito à saúde pública. De acordo dados do Censo de 2010 do IBGE, existiam 1.393.208 Testemunhas de Jeová no Brasil, uma religião com crescimento consistente e positivo. Em 2013, foram feitos 26.329 batizados no país. No evento de 2013 da Comemoração da Morte de Cristo, a mais importante celebração religiosa do grupo, estiveram presentes 1.681.986 pessoas.

Agora, imagine boa parte dessa gente alijada de procedimentos médicos que salvam vidas e poupam sofrimentos. Que Deus é esse?

Texto retirado do Blog da LAURA CAPRIGLIONE.

domingo, 29 de dezembro de 2013

RECÉM-NASCIDO MORRE APÓS AVÓ RECUSAR TRANSFUSÃO DE SANGUE


Um bebê recém-nascido morreu no setor de Neonatal do Hospital Geral de Fortaleza(HGF) após a avó recusar que fosse realizada uma transfusão de sangue que poderia salvar a criança. Segundo Antônia Lima, promotora de Justiça de Defesa da Infância e Juventude do Ministério Público Estadual (MPE), a avó da criança, que seria Testemunha de Jeová, não autorizou a transfusão porque o procedimento médico vai de encontro à sua religião.
Assistentes sociais do HGF entraram em contato com o MPE pedindo intervenção no caso, entretanto, não houve tempo hábil para autorizar a transfusão de sangue. FOTO: José Leomar/Arquivo
A mãe, por ser uma adolescente de 15 anos, não poderia responder pela criança e tentava desde sexta-feira (20) convencer a avó a necessidade da transfusão de sangue, segundo informou a promotora Antônia Lima. Ainda de acordo com o MPE, a informação do óbito foi repassada à promotora às 11h desta segunda-feira (23). As causas que levaram o bebê ao HGF e data de entrada no hospítal ainda não foram divulgadas. 
Nenhuma informação sobre o caso foi dada à Redação Web do Diário do Nordeste pelo HGF. Segundo o hospital, "devido a delicadeza do caso, qualquer informação sobre o estado de saúde dos pacientes, atendidos no HGF, apenas só podem ser repassadas com autorização prévia da família", ressaltando que "neste caso, especificamente, os parentes não autorizaram qualquer divulgação".
A promotora afirma que vai recomendar à Justiça que a avó da criança responda criminalmentepelo caso. "Nós entendemos que a avó, ao não permitir que a criança tomasse sangue assumiu o risco pela morte da criança, então já é um [homicídio] doloso", argumenta Antônia Lima. 
A negativa à transfusão, segundo Lima, teria se dado porque a avó da criança seria Testemunha de Jeová. O representante do grupo cristão no Ceará, Ricardo Kataoka, garantiu que nem a avó nem a mãe do bebê são Testemunhas de Jeová. “Acredito que elas leram a Bíblia e tiraram, elas mesmas, essa conclusão”, afirma. Kataoka informou que, de fato, há a posição de não aceitar o procedimento, mas que existem alternativas, além do que há a defesa de valorização da vida. “Jamais queremos que chegue a um óbito”, explica o representante.
Helvecio Neves Feitosa, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremec) comenta que essa é uma situação extremamente delicada. Mas, explica que existe uma resolução doConselho Federal de Medicina (CFM) que estabelece que, no caso de haver risco iminente de morte, o médico pode, mesmo contrariando a vontade da família e do próprio paciente, fazer a transfusão de sangue, pois “a vida é um bem indisponível”.
“O médico fica nessa encruzilhada. Por isso, ele apela para as decisões judiciais”, explica o vice-presidente do Cremec.
Com informações da repórter Luana Lima

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

MORREU UMA ALUNA MINHA, TESTEMUNHA DE JEOVÁ, POR NÃO TER ACEITO SANGUE!

Ainda estou... Nem sei dizer como estou me sentindo.
Na semana retrasada morreu uma aluna minha do 2º ano do Ensino Médio, em Maracás, cidade de meus vivos e meus mortos, onde fui Testemunha de Jeová e onde atualmente sou professor da rede estadual de ensino. Eu não havia ido trabalhar, pois estava de atestado médico. Minha otite periódica, para variar. Só quando voltei ao trabalho, na semana passada, fiquei sabendo do ocorrido. Como tenho cerca de quinhentos alunos, não pude me lembrar de cara de quem se tratava. Fui até a secretaria consultar os documentos dos alunos, para ver uma foto sua, mas a responsável não estava presente. Voltei então para a cidade onde moro, Vitória da Conquista, onde estou agora.
Marcaram-me numa foto no Facebook. Fui verificar o que era, e lá estava a foto que procurei e não encontrei. Não entendi quando vi a foto da aluna que, enfim, reconheci. Mas eu não havia ainda ligado a foto ao fato. Cristãos da cidade estão indignados pelo fato de ela ter morrido por haver se recusado a receber transfusão de sangue. Foi um golpe seco no meu estômago. Ali estava, enfim, a foto da aluna. Lembrei-me de como ela era participativa. Tinha alguma dificuldade de aprendizagem, mas se esforçava muito. Batíamos papo antes e após as aulas. Certamente ela deveria saber que eu sou ex-TJ. Quando fui dar aula lá, pela primeira vez, anos atrás, os alunos TJs da escola se reuniram com o corpo de anciãos (pastores) para discutirem como deveriam se portar na aula de um apóstata (tom pejorativo para um ex-adepto). Mas, apesar disso, ela nunca deixou de ser simpática comigo.
Para me deixar ainda mais tonto, soube que ela, na última hora, decidiu aceitar a transfusão de sangue. Mas já era tarde. Ela morreu. Do ponto-de-vista legalista e hipócrita da Torre de Vigia (que representa as Testemunhas de Jeová no mundo), morreu fraquejando na fé. Dissociando-se. O pior de tudo é saber que, se ela fosse búlgara (na Bulgária a Torre de Vigia abre uma "excessão"), não haveria problema nenhum. Não precisaria ter protelado tanto a transfusão.
Imagino toda a aflição mental, além da física, pela qual ela passou. Ela tinha uma esperança. Mas a última esperança foi a de viver. Aqui e agora. Ela quis viver. Ela disse não à Torre de Vigia. Mas, já era tarde.
Eu queria que minha aluna fosse búlgara.
Sem mais.
Texto de Jerry Guimarães.
Fonte:

terça-feira, 14 de agosto de 2012

HOSPITAL VAI Á POLÍCIA PARA GARANTIR TRANSFUSÃO DE SANGUE EM TESTEMUNHA DE JEOVÁ

AGÊNCIA BOM DIA

Paciente, que precisa do procedimento, alegou que sua religião não permite; hospital registra ocorrência.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

JURISTA EXPLICA PORQUE PAIS DA RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, VÃO SER JULGADOS PELA MORTE DA FILHA.

Diante da recente decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo que mandou a julgamento perante o Tribunal do Júri testemunhas de Jeová que deram causa à morte de uma jovem por impedir que lhe fosse realizada uma transfusão de sangue, o professor e Jurista Luiz Flávio Gomes expressa suas impressões sobre o assunto e defende acerto da decisão dos Desembargadores. Vale lembrar esta decisão é jurisprudência e será aplicada para todo caso semelhante. Vejam:
Prof. Luiz Flávio Gomes – diretor geral dos cursos de Especialização TeleVirtuais da LFG Doutor em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade Complutense de Madri (2001), mestre em Direito Penal pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo USP (1989), professor de Direito Penal e Processo Penal em vários cursos de Pós-Graduação no Brasil e no exterior, dentre eles da Facultad de Derecho de la Universidad Austral, Buenos Aires, Argentina. Professor Honorário da Faculdade de Direito da Universidad Católica de Santa Maria, Arequipa, Peru. Promotor de Justiça em São Paulo (1980-1983), Juiz de Direito em São Paulo (1983-1998) e Advogado (1999-2001). Indivudual expert observer do X Congresso da ONU, realizado em Viena de 10 a 17 de abril de 2000. Membro e Consultor da Delegação brasileira no Décimo Período de Sessões da Comissão de Prevenção do Crime e Justiça Penal da ONU, realizado em Viena, de 08 a 12 de maio de 2001.
Texto de Ricardo Oliveira.

sábado, 9 de julho de 2011

MÃE ENTRA NA JUSTIÇA CONTRA MARIDO, QUE É TESTEMUNHA DE JEOVÁ, PARA SALVAR A VIDA DO FILHO.

Uma criança de dois anos de idade estava internada no Hospital Regional da Transamazônica, localizado na cidade de Altamira, cidade de 105 mil habitantes do Pará, com anemia crônica e diarreia e somente uma transfusão de sangue poderia salvá-la da morte. Mas seu pai, que é Testemunha de Jeová, enviou uma carta ao hospital proibindo o procedimento.

Diante dos fatos a mãe da criança se rebelou contra a autoridade do marido e entrou na justiça para anular o documento e assim conseguiu autorizar o tratamento médico da criança que agora está fora de perigo.
“Será que Deus quer que uma criança morra? Isso não é normal, não”, disse a avó materna ao jornal local. O fato deixou a família abalada.
Os Testemunhas de Jeová proíbem a transfusão de sangue se baseando em alguns versículos bíblicos, fato que causa grande polêmica em várias partes da sociedade, principalmente quando a vida de alguém está em risco, como no caso desta criança.

JUSTIÇA DETERMINA TRANSFUSÃO DE SANGUE EM BEBÊ DE GOIÁS.


A Advocacia-Geral da União conseguiu nesta sexta-feira uma autorização judicial para que um recém-nascido possa fazer um transfusão de sangue. O bebê, de 29 dias de vida, nasceu de parto prematuro, com quadro clínico de insuficiência renal e anemia grave. A criança já foi encaminhada para o setor de transfusão para receber o tratamento. 
Os pais do bebê, seguidores da comunidade religiosa Testemunha de Jeová, não autorizaram a equipe médica do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás a fazer o tratamento. Porém, devido ao estado grave da saúde da criança, que corre o risco de morrer, o diretor-geral do Hospital acionou na última terça-feira os procuradores da AGU que atuam no estado.
No mesmo dia, os procuradores entraram com uma ação solicitando autorização para realizar a doação de sangue ao bebê e todos os procedimentos médicos e cirúrgicos necessários para a sobrevivência dele.
A Justiça Federal da 8ª Vara de Goiás recebeu os argumentos concedendo liminar ao hospital para realizar os procedimentos e destacou que o princípio do "direito à vida deve prevalecer sobre o princípio de liberdade de crença".

quarta-feira, 29 de junho de 2011

MÉDICO ANESTESISTA FALA SOBRE A QUESTÃO DO SANGUE E TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




Fabiano Timbó Barbosa mora em Alagoas e é Graduado em Medicina pela Universidade de Ciências da Saúde de Alagoas e professor da Universidade Federal de Alagoas. No seu Blog SENECTUDE ele colocou 2 vídeos que tratam do assunto Testemunhas de Jeová e a questão do sangue. Vale a pena ver esses vídeos que mostram uma opinião bem fundamentada desse profissional da saúde.




Link para seu Blog:

quarta-feira, 15 de junho de 2011

UMA RETRATAÇÃO A RESPEITO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ



No programa do Jô, o escritor Fábio Marton divulgava o lançamento do seu livro “Ímpio: O Evangelho de um Ateu”, e citou equivocadamente que atualmente, as Testemunhas de Jeová não aceitavam transplantes de órgãos. Como agimos de forma honesta e tendo um compromisso com a verdade, já havia sinalizado para esse erro no texto que fiz no dia 04/06/2011 e que podem conferir no link abaixo:

O autor fez uma retratação pública de seu engano no seu site. Segue o texto de Fábio Marton em VERMELHO:

Jô Soares levantou a questão sobre religiões que proíbem o transplante de órgãos, eu dei nome aos bois e falei dos Testemunhas de Jeová. Em verdade, eu sabia vagamente sobre essa parte de transplantes, mas tinha certeza a respeito de transfusões de sangue.
Vamos corrigir isso publicamente. Até onde pude avaliar, hoje em dia os Testemunhas de Jeová permitem e incentivam transplantes de órgãos, mas continuam a ser contra transfusões de sangue, o que tentam remediar com procedimentos cirúrgicos especiais, recolhendo o sangue do próprio paciente ou tratamento do sangue na transfusão de forma que ele não seja simplesmente sangue integral. Imagino que os procedimentos especiais podem até ser benéficos para a medicina, com conhecimentos novos que podem melhorar cirurgias em outros pacientes, mas continuo sem saber o que fazem em caso de acidentes com hemorragia, e também continuo sem saber o que fazem quando a vítima é criança nesses casos.
Houve um dia em que a igreja proibiu transplantes. Em 1967, a revista Sentinela se manifestou veementemente contra, considerando transplantes como uma forma de canibalismo. Mas essa postura foi revertida em 1980, na própria revista.
Assim, estou retirando e me retratando publicamente pelo comentário indevido, mantendo o que foi dito sobre transfusões de sangue. Continuo, como sempre, a manter todos meus argumentos contra a religião em geral, mas nunca irei fazer isso com alegações não factuais.
http://impio.com.br/2011/06/08/uma-retratacao-a-respeito-das-testemunhas-de-jeova/#comments

Nosso Blog, porém, não podia deixar de alertar para mais uma falta de honestidade da Torre de Vigia. Como podemos notar, o texto de Fábio Marton, cita APENAS duas datas (1967 e 1980) como fosse algo linear, ou seja, proibiu em 1967 e liberou em 1980. Fiz um comentário em seu site, onde foi publicado minhas revelações sobre esse caso e o link do texto que comprova que existiram mais datas. Meu comentário está publicado lá da seguinte forma:


Fábio fui Testemunha de Jeová por mais de 15 anos e hoje faço parte de um movimento de ex-Testemunhas de Jeová que denunciam os fanatismos e as perseguições que são submetidos ex-membros dessa denominação religiosa.
Você se equivocou com relação ao transplante, porém não foi tanto assim não. As Testemunhas de Jeová já liberaram e proibiram o transplante algumas vezes, numa verdadeira inda e vinda de revelações que ocasionou muitas mortes de adeptos. O artigo completo sobre essa questão (documentado com publicações das TJs) está no meu Blog como outros assuntos. O link específico sobre a liberação e proibição dos transplantes está nesse link:

http://extestemunhasdejeova.blogspot.com/2007/03/transplantes-de-rgos-e-testemunhas-de.html

sábado, 4 de junho de 2011

PROGRAMA DO JÔ: BREVE CITAÇÃO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!

É curioso perceber, que na maioria das vezes em que a denominação religiosa “Testemunhas de Jeová” é citada pela imprensa, sempre existe uma polêmica ou situações que nenhuma pessoa acreditaria estar ocorrendo em pleno século XXI. Isso vem acompanhado, de uma total falta de explicação dos seus líderes religiosos ou com uma explicação maquiada, que beira a desonestidade. Basta reler os artigos sobre o envolvimento do assassino da escola de Realengo com as Testemunhas de Jeová, onde o representante das mesmas mentiu descaradamente, quando falou que não existia a desassociação (exclusão) ou perseguição a ex-adeptos.
Para mais detalhes sobre o depoimento do representante das Testemunhas de Jeová clique no link abaixo.

No programa do Jô, o escritor Fábio Marton divulgava o lançamento do seu livro “Ímpio: O Evangelho de um Ateu”, onde citava os fundamentalismos de várias religiões e até que ponto os membros das mesmas, eram submetidos a situações de riscos sociais e até mesmo risco de morte por seguir doutrinas absurdas.
Seguindo o roteiro de fundamentalismo mais risco de morte, não deu outra: as Testemunhas de Jeová foram logo citadas. Vale retificar, que o transplante de órgãos (citado no programa) não é mais proibido, porém anteriormente num ato de total irresponsabilidade, os líderes dessa denominação religiosa fizeram diversas mudanças, ora liberando e ora proibindo, o que ocasionou diversas mortes, de inocentes adeptos que achavam estar sendo fiéis a Deus.
Para mais detalhes sobre a proibição dos transplantes de órgãos clique no link abaixo.

Porém, um ponto muito importante foi destacado, que é a situação de filhos menores das Testemunhas de Jeová, que em situação de emergência, muitas vezes são impedidos pelos pais e por representantes legais das Testemunhas de Jeová de tomar transfusão sanguínea e aí cabe ao Estado laico intervir para salvar essa vida! 

Texto de pascoalnaib e agradecimentos pelo vídeo ao "Estudante da Bíblia".