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sábado, 28 de novembro de 2015

LÍDERES DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ORIENTAM A DESTRUIR ARQUIVOS COMPROMETEDORES!



Os líderes das Testemunhas de Jeová na Inglaterra estão orientando os anciãos (equivalente a pastor) congregacionais a destruírem documentos pessoais que possam conter informações comprometedoras para a Organização, inclusive as que tratam de abusos sexuais. 

O que há de novo? Que esse assunto seja tratado com a máxima urgência e diligência, sendo assim a Organização enviou a todos as Comissões de Serviço uma lista de tarefas (checklist) a realizar, de modo a que nada falhe.



Essa lista de tarefas (checklist) até mesmo estabelece o prazo máximo de 31 de Dezembro de 2015 para a situação estar resolvida.



​Abaixo o documento original enviado (em inglês).

Tradução:
2015 - CHECKLIST PARA AUDITORIA DE ARQUIVOSA Comissão de Serviço da Congregação deve realizar essa auditoria antes de 31 de 2015. 
Tudo declarado abaixo está relacionado com informações armazenadas em papel ou formato eletrônico.
Assinale as caixas à medida que finaliza cada tarefa.
[ ] Cheque com todos os anciãos para confirmar que cada um destruiu seus ficheiros pessoais:Todos os assuntos e minutas das reuniões de anciãos (menos minutas de reuniões de negócios). Nota: Nenhum ancião deve receber uma cópia pessoal de minutas de reuniões de anciãos. Procurar por minutas que tiverem sido revisadas devido a erros e que estejam na posse de algum ancião.Todas as notas pessoais tomadas nas reuniões de anciãos (exceto aquelas baseadas em discussões de esboços do Escravo Fiel e Discreto e das que não fazem menção de pessoas em particular).Quaisquer outros registros pessoais, notas ou correspondência que refira pessoas em particular. Se um ancião acredita que algo deve ser mantido na congregação, ele deve entregá-la à Comissão de Serviço da Congregação.Os três pontos acima não se aplicam ao arquivo da congregação.O SEGUINTE APLICA-SE AO ARQUIVO DE CONGREGAÇÃO:[ ] Certifiquem-se que os registros judicativos estão de acordo com as diretrizes encontradas nas seguintes referências: ks10 2:16, pontos 2, 3; 2:21, ponto 8; 5:39, 41, 62, 7:34; 9:2, 3.
[ ] Certifiquem-se que todos os registros relacionados com abusos sexuais de crianças estão em harmonia com o ks10 2:16, ponto 3 e 5:39.
[ ] Destruir todas as minutas de reuniões de anciãos. Certificar-se que minutas não sejam nada mais que simples notas de decisões em harmonia com o ks10 2:6.
[ ] Verificar o arquivo para se certificar que não contenha qualquer carta ou documento desnecessários.

-------------------- ---------------------------------------------------------- -------------------------------------------Data Coordenador do Corpo de Anciãos Secretário Superintendente de Serviço
NÃO ENVIE ESTE FORMULÁRIO AO ESCRITÓRIO DE FILIAL. Torne-o disponível ao Superintendente de Circuito com os arquivos de congregação para inspeção durante a visita que cai entre Fevereiro e Agosto.

​Que razões existirão para tal urgente demanda na destruição de documentos e notas pessoais na posse de anciãos?
Conforme explica Marc, um ativista e ex-Testemunha de Jeová na Inglaterra, é muito provável que isto esteja relacionado com os muitos escândalos que têm surgido relativamente aos casos de abuso sexual de menores (ver vídeo no final).
O próprio documento salienta esse aspeto, quando diz:​ "Certifiquem-se que todos os registros relacionados com abusos sexuais de crianças estão em harmonia com o ks10 2:16, ponto 3 e 5:39."



Depois de ler isto, conclui-se que a intenção dessa denominação religiosa é eliminar todas as provas documentais de julgamentos sumários e unilaterais que acontecem nas sua comissões judicativas (um tribunal eclesiástico que julga adeptos "transgressores"). Julgamentos esses que o "acusado/culpado" não tem o direito de qualquer advogado. Ninguém está presente, a não ser os anciãos (equivalente a pastor) e o "réu". 



Outra questão é que com todos os problemas que os líderes das Testemunhas de Jeová estão enfrentando mundialmente com vários casos de abusos sexuais vindo a tona será mais sensato, para eles obviamente, que não exista vestígios ou provas documentais que possam ser usadas contra eles. 

Não admira que depois do escândalo que foi a comissão australiana, a organização das Testemunhas de Jeová esteja a se preparar para evitar um dano ainda maior para a sua credibilidade, tentando evitar ao máximo que registos pessoais e congregacionais caiam nas mãos erradas de alguém, especialmente investigadores destas comissões.

Para mais informações veja:

AUSTRÁLIA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ACOBERTARAM MEIO SÉCULO DE ABUSOS SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS!

INGLATERRA: BBC NEWS APROFUNDA INVESTIGAÇÃO SOBRE PEDOFILIA ENTRE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!

Créditos e agradecimentos:


terça-feira, 24 de novembro de 2015

PROGRAMA "A TARDE É SUA": TESTEMUNHAS DE JEOVÁ EM FOCO!






A repercussão do documentário "Na Sombra do pecado" sobre os fundamentalismos religiosos das Testemunhas de Jeová continua na mídia em Portugal. Mais uma vez a repórter investigativa Ana Leal foi convidada para um programa televisivo chamado "A tarde é sua" que é apresentado por Fátima Lopes.

Os principais temas abordados foi a discriminação para com ex-adeptos, o desincentivo ao ensino superior, o controle total do cotidiano de seus adeptos, os casos de pedofilia encobertos por décadas e a recente orientação da Torre de Vigia para que todas as congregações começassem uma "queima de arquivo" em todos os documentos que porventura tivessem algo que comprometesse a imagem da igreja.


Para saber mais sobre o assunto acesse:



domingo, 22 de novembro de 2015

LÍDERES DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ MENTEM SOBRE A REPORTAGEM INVESTIGATIVA EM PORTUGAL!



Depois de toda repercussão em Portugal pelo Documentário "Na Sombra do pecado" em que são mostradas atitudes fundamentalistas e intolerância religiosa das Testemunhas de Jeová, os líderes dessa denominação religiosa, tendo como representante David Splane (membro do Corpo Governante), deu declarações para seus adeptos portugueses que lamentava a falta de profissionalismo dos jornalistas, pois em nenhum momento a liderança das Testemunhas de Jeová em Portugal foi procuradas para dar a sua versão dos fatos.
Embora nunca se referisse a  jornalista Ana Leal e à sua reportagem de modo direto, as palavras que proferiu foram medidas e pesadas, de modo a que as Testemunhas de Jeová que escutaram o assunto, acreditassem que foi assim que isso aconteceu. 



​Para esclarecer a verdade dos fatos a jornalista Ana Leal apresentou mais uma matéria jornalística na TVI, onde demonstrou que as declarações proferidas pelo membro do Corpo Governante David Splane foram enganosas e distorceram por completo o que realmente se passou com respeito à ausência de explicações dos representantes da Organização das Testemunhas de Jeová em Portugal.
Pois bem, vendo esse vídeo acima, será que as Testemunhas de Jeová continuarão a ter a mesma ideia, ou ao invés disso, vão começar a perceber que sua organização religiosa os manipula com respeito à informação, distorcendo fatos de modo a encaixar nos seus interesses e propósitos?




Salientando mais uma vez as várias tentativas de abordagem junto a Betel (instalação oficial das TJs) de Portugal durante a entrevista e mesmo após a conclusão desta. A jornalista Ana Leal terminou com chave-de-ouro ao se dirigir mais uma vez as instalações oficiais das Testemunhas de Jeová, convocando diante da câmara, uma entrevista. Mais uma vez tal entrevista foi negada, com uma simples frase: "Não temos nada a acrescentar." Mas na verdade, eles nunca chegaram a dizer nada à jornalista e por isso, até mesmo esta frase não tem lá muito sentido.

Nesta "fotografia" quem ficou bem?
Como é óbvio, a jornalista Ana Leal pela sua seriedade enquanto profissional e a sua coragem em confrontar mais uma vez aqueles que a acusaram de ser má profissional por ouvir apenas um dos lados da questão.

Por outro lado, o Betel por meio dos seus representantes, falhou redondamente em prover uma explicação satisfatória às questões propostas e revelou que afinal quem recusou ser entrevistado foram eles e não foi a jornalista que foi parcial.

O exemplo do que aconteceu hoje é claro!

​Como disse a Ana Leal no final da reportagem:
"Esta é que é a verdade e só não vê quem não quer."


Para saber mais sobre o assunto acesse:



Créditos:

Texto alterado por mim em algumas partes, mas o restante agradeço ao colega TJ Curioso. Acesse o link abaixo para ver o conteúdo dele:

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

TRANSFUSÕES DE SANGUE: MÉDICOS X TESTEMUNHAS DE JEOVÁ.


Uma menina de 9 anos, com leucemia aguda, precisa de uma transfusão de sangue. Mas os pais, adeptos da religião Testemunhas de Jeová, não autorizam o procedimento. Um aposentado de 84 anos, com pneumonia grave e também testemunha de Jeová, necessita de transfusão, mas, do mesmo modo, a família não dá o aval.

Casos assim são mais comuns do que se pensa no Brasil, e o de Armando Wolff, o aposentado em questão, é o ponto de partida de um inquérito no Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro –em uma investigação que traz à tona o embate entre fé e ciência, o papel do Estado na proteção do cidadão, o dilema moral de médicos e o conflito entre dois direitos fundamentais do homem: à vida e à liberdade de escolha.

Armando Wolff foi internado em 25 de julho de 2010 na Clínica São Lucas, em Macaé, no Norte fluminense. Segundo o prontuário médico, tinha dispneia (falta de ar), arteriosclerose e infecção urinária de repetição, além de anemia crônica. O quadro evoluiu para pneumonia gravíssima. Anêmico e inconsciente, não reagia aos medicamentos, e o hospital tentou que seu filho, Aldo, autorizasse a transfusão de sangue.

Sem autorização do filho, o hospital de Macaé foi à Justiça, argumentando que tinha o dever de salvar o paciente. A transfusão foi autorizada pela Justiça e realizada em 18 de agosto de 2010. Armando Wolff morreu 11 dias depois.

Aldo iniciou, a partir daí, o périplo que deságua no inquérito do MPF. Na ação, ele alega desrespeito à vontade do paciente e cobra "reforço no ensino de medidas alternativas à transfusão de sangue". Wolff não quis dar entrevista. Procurado pela BBC Brasil, seu advogado também não se manifestou.

Ler o inquérito é desenrolar um novelo em um labirinto de fatos e nomes e perceber de que modo se relacionam. Anexado ao inquérito sobre o caso Wolff está o de Luis Augusto do Nascimento, internado em novembro de 2011 no Instituto Nacional de Traumato-Ortopedia (Into), no Rio, para uma cirurgia na coluna. Cardiopata e usuário de marca-passo, Nascimento, testemunha de Jeová, não autorizou a transfusão caso ela fosse necessária.

O Into lhe deu alta, argumentando que a cirurgia oferecia risco de sangramento e que necessitava da autorização para eventual transfusão. Um amigo de Nascimento, Washington Salvioli Salgado, procurou o MPF, que abriu investigação.

Em 2013, o Into informou ao MPF que ofereceu a Nascimento a possibilidade de autotransfusão, ou seja, retirar o próprio sangue do paciente, armazená-lo e usá-lo na cirurgia. Mas Nascimento não foi mais localizado, e o inquérito foi arquivado.

À BBC Brasil, Salvioli disse que o amigo morreu há cerca de um ano, sem ter feito nem a transfusão nem a cirurgia.

Em nota, o o Into informou que realiza de 45 a 55 cirurgias de média e alta complexidade por dia e que 10% delas exigem transfusões de sangue, sendo oferecida a autotransfusão. Mas que é necessário que o paciente ou seu responsável legal autorize o procedimento.
Pela vida de Luana

Do novelo do inquérito do caso Wolff surgem outros casos pelo país. Aos 9 anos, Luana Manske foi internada em 2014 no Cias, hospital da Unimed em Vitória, para se tratar de leucemia linfoide aguda.

Seus pais, testemunhas de Jeová, não assinaram a autorização para a transfusão de sangue, e a Unimed entrou na Justiça. "Como a menina era menor de idade, a Justiça autorizou sem dificuldades", lembra o advogado da Unimed Vitória, Marcelo Devens.

O pai de Luana, o empresário Evanildo Manske, disse que conversou com os médicos sobre os impedimentos que sua religião impõe. Segundo ele, os médicos utilizaram no tratamento hemoderivados fracionados do sangue, ou seja, pequenas quantidades de elementos do sangue.


Este tipo de procedimento é considerado pelas testemunhas de Jeová como "uma questão de consciência", ou seja, o fiel decide se quer ou não aceitar. Para salvar a filha, ele aceitou.


"Os médicos me garantiram que não foi transfusão. Não aceitaria pertencer a uma religião que teria que deixar um filho morrer para agradar a um ser num universo que a gente nunca viu. Não sou um fanático. Quem é pai sabe", afirma.

Luana, aos 10 anos, está quase concluindo o tratamento. Seus pais criaram uma página no Facebook para que amigos possam acompanhar sua recuperação. A família segue como testemunha de Jeová e Luana foi batizada na religião. No ano que vem voltará para a escola.
Questões bíblicas

Criada nos Estados Unidos no fim do século 19, a organização religiosa Testemunhas de Jeová tem 8 milhões de adeptos em 239 países, segundo seu site oficial, e 800 mil no Brasil. Deus recebe o nome de Jeová, e os adeptos seguem a Bíblia, mas não acreditam no princípio da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo unidos num só Deus Todo Poderoso).

Entre suas práticas religiosas está a proibição de que os fiéis se submetam a transfusões de sangue, graças à interpretação que fazem da Bíblia a partir de versículos de vários livros, como Gênesis e Atos dos Apóstolos. Neste último, recomenda-se que o homem se abstenha "de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue, do que foi estrangulado e de imoralidade sexual".

O sangue é entendido como sinônimo de vida e a transfusão, como um pecado que corrompe sua pureza.

"A gente não fala em punição para quem descumpre. Mas é a integridade de um princípio que deve ser preservada. A Bíblia não fala em exceção", afirma o engenheiro Guilherme Rabello, membro da Colih (Comissão de Ligação com Hospitais), órgão que a Associação Torre de Vigia, que reúne as testemunhas de Jeová, mantém para acompanhar casos médicos.

Segundo Rabello, estão barradas a transfusão de sangue total e a de qualquer um de seus quatro principais componentes (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos, plaquetas e plasma), porque eles mantêm a simbologia bíblica do sangue. Quanto à terapia com hemoderivados fracionados (receber só a proteína albumina ou o fator Rh, por exemplo), cabe ao fiel decidir.

É a questão de consciência de que falou o empresário Evanildo Manske, pai de Luana. Rabello destaca, no entanto, que a literatura médica mostra procedimentos capazes de reduzir o uso de transfusões.

Resolução

A resolução 1.201/80 do Conselho Federal de Medicina estabelece que, se houver recusa de permitir a transfusão de sangue, o médico, obedecendo ao Código de Ética Médica, deve agir da seguinte forma: se não houver iminente perigo de vida, respeitará a vontade do paciente ou dos responsáveis; se houver iminente perigo de vida, praticará a transfusão mesmo sem consentimento do paciente ou de seus responsáveis.

Em agosto de 2014, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) absolveu da acusação de homicídio um casal de testemunhas de Jeová que proibiu a transfusão de sangue na filha de 13 anos, com grave anemia.

Para os magistrados, os pais não poderiam ser responsabilizados pela morte e os médicos deveriam ter cumprido seu dever apesar da resistência da família. Pela decisão, a invocação religiosa deve ser indiferente aos médicos, que têm o dever de salvar vidas.

O tema segue longe da unanimidade, o que deixa mais difícil o trabalho da procuradora da República Ana Padilha Luciano de Oliveira, da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão no Rio de Janeiro, onde está hoje o inquérito do caso de Aldo Wolff. Uma audiência pública foi convocada para ouvir as partes.

"O direito à vida inclui uma vida digna, conforme seus princípios. A gente pode achar absurdo abrir mão da possibilidade de viver, mas, para analisar um caso assim, é preciso se despir de conceitos e preconceitos", afirma ela.

Chamado a se pronunciar, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informa, em ofício datado de 30 de setembro, que a resolução 1.201 caminha para ser alterada. Foi aprovado em 2014 um parecer do conselheiro Carlos Vital propondo a revogação da 1.201, mas não há prazo para isso. "O CFM aguarda as conclusões das diretrizes orientadoras de seguras indicações de transfusões de sangue."

Tais diretrizes estão sendo elaboradas sob responsabilidade da sua Câmara Técnica de Hematologia e abrangerão todas as circunstâncias de transfusões sanguíneas, inclusive aquelas nas quais estarão envolvidas as questões dogmáticas.

"Após as conclusões, a plenária do CFM fará suas avaliações e emitirá uma pertinente resolução sobre as seguras indicações das transfusões de sangue", afirmou Carlos Vital em e-mail enviado pela assessoria do CFM.

O inquérito do caso Wolff havia sido arquivado em 2013 pelo procurador Alexandre Ribeiro Chaves, sob a argumentação de que o direito à vida deve prevalecer sobre a liberdade religiosa.

Na segunda instância, o procurador regional Rogério Nascimento desarquivou o caso em fevereiro deste ano citando, entre outros argumentos, um emitido em abril de 2010 pelo hoje ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso, a pedido da Procuradoria do Estado do Rio de Janeiro. Barroso considerou legítima a recusa de transfusão de sangue por parte das testemunhas de Jeová, entendendo que a decisão se funda no exercício de liberdade religiosa.

Nascimento alerta ainda para um ponto crucial, o inútil debate sobre a crença: "Não cabe análise sobre a razoabilidade da crença. Fosse assim, acabariam protegidas apenas as convicções religiosas mais ajustadas à conduta social dominante".

Para José Francisco Marques Júnior, médico do Hemocentro da Unicamp, integrante da Comissão de Hematologia do CFM e diretor da Associação Brasileira de Hematologia (ABHH), é necessário também que médicos avaliam a necessidade de transfusões. Ele cita estudos mostrando que 40% das transfusões feitas nos Estados Unidos são desnecessárias – não há dados do Brasil.

"Costumo recomendar uma conversa com o paciente, longe de parentes e líderes religiosos, para que ele entenda as consequências da decisão. O médico existe para salvar vidas. A melhor atitude é a que a consciência indica", afirma.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

REPÓRTER PORTUGUESA (ANA LEAL) DETALHA MAIS AINDA SOBRE OS FUNDAMENTALISMOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




O documentário português "Na sombra do pecado" que mostra os fundamentalismos religiosos das Testemunhas de Jeová em determinadas situações, continua a repercutir no mundo todo. A jornalista Ana Leal foi convidada para um programa de auditório para conversar mais sobre o tema e falar de outras questões que não foram colocadas no documentário.

É muito interessante ver seu depoimento e seu senso de responsabilidade ao mostrar que toda sua pesquisa se baseou em pesquisadores e nas próprias publicações das Testemunhas de Jeová, ou seja, não foi algo criado ou "inventado". 

Confirma que entrou em contato com a liderança das Testemunhas de Jeová em Portugal para convidá-los a participar do documentário, mas em nenhum momento houve uma resposta. 
Por que as lideranças das Testemunhas de Jeová não tiveram coragem de ir ao programa?

Que o leitor use de discernimento! 

Para acessar ao documentário "Na sombra do pecado" clique no link abaixo:

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

VÍDEO - REPORTAGEM COMPLETA DA TV PORTUGUESA TVI SOBRE OS FUNDAMENTALISMOS RELIGIOSOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Conforme anunciado nesse Blog a reportagem "Na sombra do pecado" foi ao ar no domingo 18/10/15. Para assistir toda a reportagem acesse o link abaixo da TV portuguesa TVI.

                                                        Chamada no Jornal português

ASSISTIR A REPORTAGEM COMPLETA ABAIXO:




Um mundo secreto, em que ainda funcionam comissões judicativas, uma espécie de tribunal eclesiástico, presidido por anciãos, um dos mais altos cargos na hierarquia. As ordens são para resolver tudo dentro da organização, mesmo tratando-se de crimes de pedofilia.

Uma investigação TVI, vai mostrar como ocultaram e omitiram crimes ao longo de décadas. Depoimentos inéditos de quem foi vítima e de quem teve cargos importantes na organização.

Mais informações sobre o assunto nos links abaixo:

Fórum Ex-Testemunhas de Jeová

Fan Page Ex-Testemunhas de Jeová

Postagem anterior aqui no Blog Ex-Testemunhas de Jeová

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

IMPERDÍVEL: TV PORTUGUESA FALA SOBRE PEDOFILIA DENTRO DAS CONGREGAÇÕES DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




                     UMA GRANDE REPORTAGEM! DIA 18 DE OUTUBRO DE 2015!

São mais de 50 mil em Portugal, 8 milhões em todo o mundo. Falamos das Testemunhas de Jeová, ainda consideradas uma seita, que acreditam que o mundo de Satanás vai acabar e que só elas sobreviverão ao Armagedom.
Dominadas pelo medo de pecar e de ofender Jeová, vivem quase exclusivamente em função da religião.

Um mundo secreto, em que ainda funcionam comissões judicativas, uma espécie de tribunal eclesiástico, presidido por anciãos, um dos mais altos cargos na hierarquia. As ordens são para resolver tudo dentro da organização, mesmo tratando-se de crimes de pedofilia.

Uma investigação TVI, vai mostrar como ocultaram e omitiram crimes ao longo de décadas. Depoimentos inéditos de quem foi vítima e de quem teve cargos importantes na organização.


Reportagem "Na sombra do pecado".

Grande Reportagem sobre as Testemunhas de Jeová em Portugal e no Mundo, a ser emitida na próxima 2ª Feira, dia 18 de Outubro, logo a seguir ao Jornal das 8 da TVI, por volta das 20:00 horas, hora portuguesa com a duração de 45 minutos. 
No horário de Brasília por volta de 16:00 horas.

ASSISTA AQUI:

http://ptcanal.com/tvi-online/
http://tviplayer.iol.pt/direto
http://mytvfree.me/tvi-directo-online
http://www.tvdirecto.com.pt/tv/live/tvi-em-directo.htm


Mais informações:

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=16&t=17726

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

AUSTRÁLIA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ACOBERTARAM MEIO SÉCULO DE ABUSOS SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS!

FOTO BERTRAND GUAY/AFP/REUTERS
BCB (iniciais do seu nome) era uma menina quando contou a um ancião (equivalente a pastor) da sua congregação que fora abusada por outro ‘respeitável’ homem de fé. Cerca de 40 anos depois descobriu que Max Horley, o homem a quem confiou as queixas, destruiu todos os registos que envolviam abusos sexuais. Aqueles de que BCB fora vítima e mais de mil outros casos ao longo de seis décadas. O que leva uma igreja a proteger abusadores? Por que a liderança das Testemunhas de Jeová usa dessa política?

Narrogin, que deve o seu nome a um termo indígena, está longe de ser uma daquelas cidades da Austrália que todos os estrangeiros sonham conhecer um dia. Esta semana, o nome da terra saltou para as páginas da imprensa internacional por causa de um crime de abuso sexual que envolve três pessoas e a congregação local das Testemunhas de Jeová.

A vítima é apresentada como BCB, uma mulher de 47 anos que foi abusada no final da década de 1980, quando ainda era uma menina. O agressor chamava-se Bill Neill e era um ancião (equivalente a pastor) da congregação daquela cidade do sul da Austrália. A chave deste longo segredo é o homem que destruiu o relato das queixas de BCB: Max Horley, um dos líderes da congregação de Narrogin das Testemunhas de Jeová, a quem BCB confiou as suas queixas.

Horley esteve esta semana perante a comissão que investiga crimes de abuso sexual na Austrália e as suas declarações abriram a porta para perguntas que ainda não têm resposta. Porque é que um ancião a quem uma adolescente de 15 anos conta que foi vítima de abuso sexual pede à menina que se cale e não comente nada no interior da célula religiosa? Porque é que um homem com responsabilidades morais numa comunidade religiosa destrói os registos com as queixas dessa adolescente, para evitar que no futuro as mulheres dos outros líderes possam ter conhecimento do que passava? Porque é que esse mesmo homem não comunicou o crime às autoridades?

Os fatos

A Austrália tem 22 milhões de habitantes. A maioria da população que assume ter uma religião é cristã, de várias confissões, embora a laicicidade seja dominante. Narrogin, a cidade onde aconteceu o crime que levantou uma teia que esconde outros casos de abuso de crianças, tem quatro milhões de habitantes.

De acordo com o site da SBS [rádio e televisão], há 68 mil Testemunhas de Jeová no sexto maior país do mundo; estes crentes estão distribuídos por 817 congregações de diferentes núcleos urbanos, que em princípio reportarão a uma estrutura central daquela igreja na Austrália.

Atualmente, estima-se que existam oito milhões de Testemunhas de Jeová em todo o mundo, o que só por si mostra que esta igreja de inspiração cristã é uma comunidade minoritária a nível global.

O triângulo BCB/Horley/Neill revelou que ao longo das últimas seis décadas [desde 1950] as Testemunhas de Jeová na Austrália tomaram conhecimento de 1006 casos de abuso sexual. Nunca reportaram nenhuma destas denúncias às autoridades, procurando sempre resolver [ou não] os crimes no interior da comunidade.

O depoimento de Max Horley na comissão de investigação sobre abusos sexuais permitiu saber que foram destruídos todos os registos para evitar que “caíssem em mãos erradas”, dentro ou fora da comunidade. Acresce dizer que eram os veteranos de cada congregação que tinham o poder arbitrário de decidir o que eram/são mãos erradas, atuando assim à margem da lei. 

Funcionamento interno

Ancião é um líder religioso no interior de uma congregação; deverá ser alguém a quem a comunidade reconheça qualidades morais para julgar, aconselhar e prevenir. No caso de BCB, o facrasso deste método foi total. Neill era um ancião e Horley, o homem a quem ela confiou os seus temores, também. O voto de silêncio que lhe foi imposto por Horley fez com BCB carregasse um enorme sentimento de culpa e vergonha durante 32 anos.

Nos últimos anos, tem sido transversal a denúncia de casos de abuso sexual no seio de várias confissões religiosas e instituições de acolhimento de menores. A Igreja Católica não escapou a este drama e só recentemente deu sinais de querer punir os abusadores.

No caso das Testemunhas de Jeová, uma confissão de reduzida dimensão quando comparada com a Igreja Católica, que tem procurado ‘recrutar’ fiéis pelo exemplo dos seus crentes e pela [hoje em desuso] persistência da missionação porta a porta, um crime de abuso sexual seria mais do que suficiente para fazer perder a face de toda uma comunidade.

Bruno Vieira Amaral, autor do ensaio “Aleluia” [editado este ano pela Fundação Francisco Manuel dos Santos], diz que é preciso apurar “quem tinha conhecimento deste e de outros casos de abuso na Austrália: se a congregação local, se a estrutura nacional das Testemunhas de Jeová.

Normalmente, "uma congregação tem três ou quatro anciãos” que de certa forma regulam e administram a vida dos crentes no interior da comunidade local, e a igreja tem uma “estrutura nacional” em cada país, explica Amaral. O suposto era que os anciãos reunissem com a pessoa que cometeu o pecado, e que a procurassem orientar no sentido da expiação desse pecado e da reinserção.

Esta questão é fundamental, porque coloca uma pergunta: os anciãos encaram o abuso sexual de menores como crime ou como pecado? Se o encaram apenas como pecado podem ser tentados a tentar resolver o assunto no interior da congregação, contribuindo assim para que o abusador fique impune perante a lei.

“Há pessoas que são desassociadas (expulsas) das suas congregações”, diz Bruno Vieira Amaral, explicando que desassociado é o termo utilizado para a exclusão de um crente da sua comunidade religiosa por este se ter desviado do padrão moral exigido. “Não é vedada a entrada nos locais de culto” ao desassociado, mas “os outros crentes não podem falar com ele; as próprias famílias são aconselhadas a não falar” também.

O desassociado torna-se assim um ‘pária’ da sua comunidade, que o exclui por ser pecador mas não aciona os mecanismos necessários para que venha a ser punido por crimes cometidos. A noção de pecado sobrepõe-se à de delito. O desassociado pode ser readmitido na congregação “se mostrar arrependimento genuíno".

É provável que o falecido abusador tenha sido repreendido pelos seus pares. No entanto, é preciso saber porque é que os outros “anciãos de Narrogin não denunciaram o crime de Bill Neill às autoridades?”. E é esta a pergunta para a qual Bruno Vieira Amaral quer uma resposta.

Fontes:



sábado, 1 de agosto de 2015

INGLATERRA: BBC NEWS APROFUNDA INVESTIGAÇÃO SOBRE PEDOFILIA ENTRE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Em Junho deste ano (2015), o Supremo Tribunal da Inglaterra confirmou que a Organização das Testemunhas de Jeová era culpada por abuso sexual cometido por um de seus membros.

A Sociedade de Bíblias e Tratados da Inglaterra (representante legal das Testemunhas de Jeová), falhou em tomar as medidas apropriadas quando seus anciãos (equivalente a pastores congregacionais) ficavam sabendo que um adepto de sua religião era pedófilo. 
Foi o primeiro caso civil no Reino Unido de abuso sexual trazido contra as Testemunhas de Jeová.

Ver caso CLICANDO AQUI!

Caroline Wyatt, correspondente da BBC em Assuntos Religiosos, explora as implicações da decisão da Corte e investiga a explícita política das Testemunhas de Jeová de tentar lidar com as alegações de abuso sexual. 
A Reportagem teve acesso a documentos confidenciais internos, enviados apenas aos anciãos (pastores) congregacionais das Testemunhas de Jeová.

Estes revelam a relutância da Organização em envolver as autoridades seculares em casos onde um crime é cometido por uma Testemunha de Jeová contra outra. Ou seja, existe a tentativa de resolver o "assunto" na própria congregação para que a reputação da Igreja não seja manchada e que o caso não seja divulgado na mídia.

Caroline Wyatt ouviu ex-Testemunhas de Jeová que sofreram abusos e que afirmam que a doutrina da Organização e seus procedimentos permitiram aos criminosos evitar processos judiciais.

Não percam mais uma reportagem demolidora de uma estação de TV e rádio credível, que preza pelo rigor da informação e que mais uma vez mostra como as Testemunhas de Jeová atuam em casos que envolvem abuso sexual de menores.

Áudio completo do programa em inglês:



CRÉDITOS:

Texto adaptado do colega TJ Curioso:

Link oficial 

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

MÉDICO FAZ BOLETIM DE OCORRÊNCIA APÓS PACIENTE TESTEMUNHA DE JEOVÁ NEGAR TRANSFUSÃO.


Uma família de Testemunhas de Jeová impediu que uma mulher de 37 anos recebesse transfusão de sangue e a retirou da Santa Casa de Rio Preto. A paciente, que veio de Recife, estava com um mioma, que provoca sangramento no útero, e grau de anemia acentuado. 

De acordo com o médico cirurgião geral do hospital, que atendeu a paciente e pediu para o nome não ser divulgado, a mulher passou por consulta, na clínica dele. “Eu não sei por que me procurou. A família disse que era do Recife e que os médicos não queriam operar a paciente lá. Olhei os exames e vi que o caso era grave.” 

O médico aconselhou que a mulher fosse internada e operada, com urgência. “Enquanto ela era preparada para o procedimento, no centro cirúrgico, chegou o resultado do exame de sangue. Além do mioma, ela estava com uma anemia acentuada e precisava de transfusão de sangue”, conta o cirurgião geral. 

A família foi comunicada pelo médico da necessidade da transfusão. Durante meia hora, eles discutiram sobre a necessidade do procedimento. “Eles disseram que não autorizariam a transfusão. Eu tentei convencer que o quadro clínico dela era grave e precisaria de sangue. Escutei de um dos parentes que ‘se for para morrer, é melhor que ela morra em casa, em nome de Jeová, mas não será feita a transfusão’.” 

Diante da recusa do procedimento, a família foi obrigada a assinar um termo de responsabilidade. “Não deu tempo de transferir a paciente para outro hospital. Eles simplesmente pegaram a paciente e foram embora. Eu não podia fazer o procedimento sem a autorização da família, diante do fanatismo religioso da parte”, disse o médico. 

Segundo o provedor da Santa Casa, Nadim Cury, o atendimento da paciente foi realizado no sistema particular. “Todo o dinheiro que foi pago pela internação e procedimento foi devolvido para a família. Essa situação é muito rara de acontecer. Não podíamos fazer nada diante do posicionamento deles”. O diretor não informou o valor pago. 

O cirurgião geral do hospital registrou um boletim de ocorrência de “preservação de direito” e acusou a família de omissão de socorro. “Eu trabalho para salvar vidas e elas têm de estar acima de qualquer religião. Não podia fazer nenhum procedimento forçado, mas alertei que o caso era grave e que a paciente corria risco de morte. Não faço ideia de onde ela esteja nem se está viva. Espero que sim.” 

Família 

O Diário entrou em contato com um homem, que se apresentou como “irmão na fé” dos parentes da paciente. Identificado apenas como “Cavalcante”, ele era o único contato que constava no boletim de ocorrência registrado pelo médico na polícia. O homem, porém, não quis falar sobre o assunto. Disse, somente, que a família está empenhada no atendimento da mulher e que um novo médico já foi encontrado. Ele não disse em que hospital ela está internada. 

Pacientes escolhem ‘morrer aos poucos’ 

O hepatologista Renato Silva, ouvido pelo Diário na condição de consultor, afirma que o médico da Santa Casa agiu de forma correta. “O profissional tem de sempre respeitar a autonomia do paciente e da família. Até porque, uma transfusão escondida poderia resultar em um transtorno para o paciente. Ainda mais quando se trata de um paciente Testemunhas de Jeová, em que a religião não aceita esse tipo de procedimento.” 

Silva destaca que é muito comum pacientes Testemunhas de Jeová optarem pela recusa do tratamento. “No Hospital de Base já acompanhei diversos pacientes que escolheram morrer aos poucos ao invés de uma transfusão ou transplante. Essa decisão é uma autonomia do doente. O médico só tem o dever de aconselhar o melhor, mas não forçar a nada.” 

O hepatologista explica que “é de direito do médico se recusar a fazer a cirurgia sem a transfusão. O profissional sabe qual a necessidade do paciente e se submeter a fazer uma cirurgia sem a transfusão seria um risco. Assim como o paciente pode escolher, o médico tem o mesmo direito. Agora, a família precisa encontrar o profissional que aceite fazer o procedimento sem utilizar o sangue.” 

Médicos sim, sangue não 

Para as Testemunhas de Jeová, a recusa à transfusão de sangue é mais uma questão religiosa do que médica. Tanto o Velho como o Novo Testamento da Bíblia prega, segundo eles, que se abstenham de sangue, segundo o site oficial da religião (http://www.jw.org/pt/ ). Além disso, eles entendem que para Deus o sangue representa a vida. Eles evitam tomar sangue, por qualquer via, não só em obediência a Deus, mas também por respeito a Ele como Doador da vida. 

Diante desta linha de pensamento, as Testemunhas de Jeová optam por técnicas médicas que realizam tratamentos e cirurgias sem transfusão de sangue. Eles acreditam que os métodos desenvolvidos para atendê-los também estão sendo utilizados para beneficiar outros pacientes. 

De acordo com o site da religião, diversos médicos em todo o mundo usam técnicas de conservação de sangue para realizar cirurgias complexas sem transfusão. “Essas opções terapêuticas são usadas até mesmo em pacientes que não são Testemunhas de Jeová e optam por evitar riscos decorrentes de transfusões, como doenças transmitidas pelo sangue, reações do sistema imunológico e erro humano.” Em algumas cidades, Testemunhas de Jeová formam uma Comissão de Ligações com Hospitais, para discutir os métodos utilizados durante os tratamentos.

Fonte:

sábado, 20 de setembro de 2014

REVIRAVOLTA NO CASO ASHYA KING: PAI AFIRMA QUE FARÁ TRANSFUSÃO DE SANGUE SE FOR PRECISO!


A história de Ashya King tomou outra reviravolta surpreendente, com seu pai Brett King relatando em entrevista que permitiria que seu filho tomasse uma transfusão de sangue, se sua vida estivesse em jogo.
“Eu sou uma Testemunha de Jeová, mas acima de tudo, eu sou um pai! – e eu faria qualquer coisa por meu filho”, Brett, 51 anos, ao jornal.
“Se uma criança precisa de tratamento é preciso dar-lhes o tratamento. Nós só queremos o melhor para Ashya “.
Esta revelação, que vem da família de King, os quais estão na República Tcheca aguardando a primeira de 30 sessões de terapias com feixe de prótons em Ashya, coloca um dilema intrigante para a Torre de Vigia.
Será que eles punirão Brett pela desassociação dele em seu retorno ao Reino Unido por desafiar os ensinamentos organizacionais, de modo a fazer dele um exemplo? Eles de alguma forma irão coagi-lo a se retratar de sua heresia publicamente? Ou será que eles cederão ao bom senso e usarão esse episódio como um catalisador para a introdução de reformas urgentemente necessárias relacionadas ao uso do sangue em terapias e tratamentos médicos?
Seria bom pensar que a última opção seria o óbvio, mas quando você tem uma organização liderada por um grupo de homens iludidos que se acham porta-vozes de Deus, tudo é possível.
Brett King certamente não é a única Testemunha de Jeová ativa que iria desafiar o Conselho de Administração sobre o assunto, mesmo que ele seja sem dúvida o primeiro a fazê-lo publicamente. Em uma pesquisa global realizada através da internet com Testemunhas de Jeová ativas, 58% disseram que não iriam permitir que seu filho para morrer por falta de uma transfusão de sangue em desobediência às regras impostas pela Torre de Vigia .
O Corpo Governante, sem dúvida, sentem prazer em  pensar que eles estão no controle completo dos pensamentos e decisões de seus seguidores, mesmo em situações de vida ou morte. Felizmente, parece que este não é inteiramente o caso.
Mas essa migalha de conforto, de modo algum nega a urgência da situação. A Torre de Vigia deve ceder ao bom senso na questão do sangue, e parar o sacrifício abominável de todas as vidas humanas mais preciosas no altar da “obediência sectária” a um grupo de homens que se fizeram “Deus”.
Fonte: http://www.extj.com.br/brett-king-desafia-a-torre-de-vigia-se-for-preciso-ashya-tomara-transfusao-de-sangue/

Para entender o caso:

NO REINO UNIDO, PAIS (DA RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) TIRAM CRIANÇA COM TUMOR NO CÉREBRO DE HOSPITAL SEM AUTORIZAÇÃO E FOGEM!


JUIZ ESPANHOL PROLONGA DETENÇÃO DOS PAIS (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) QUE RETIRARAM FILHO COM TUMOR NO CÉREBRO SEM AUTORIZAÇÃO MÉDICA!


terça-feira, 2 de setembro de 2014

JUIZ ESPANHOL PROLONGA DETENÇÃO DOS PAIS (TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) QUE RETIRARAM FILHO COM TUMOR NO CÉREBRO SEM AUTORIZAÇÃO MÉDICA!


O juiz espanhol que está a avaliar o caso da criança britânica diagnosticada com um tumor retirada do hospital decidiu, esta segunda-feira, prolongar a detenção dos pais por mais 72 horas.

O juiz Ismael Moreno ouviu, durante meia hora, Brett King e Naghemeh King, pais de Ashya, detidos no sábado, em Málaga, no sul de Espanha, depois de terem tirado, contra indicação médica, o filho de cinco anos do hospital em Londres onde se encontrava internado.

Em Madrid, capital espanhola, os pais comunicaram ao juiz a recusa em entregarem-se à justiça britânica, que, na passada quinta-feira, emitiu um mandado de detenção europeu contra o casal, por sequestro e maus tratos.

O juiz espanhol concordou em recusar a extradição e decretou a detenção dos pais por 72 horas, prazo durante o qual deverá decidir se lhes dá ordem de prisão.

No mesmo prazo, o Hospital Materno Infantil de Málaga, onde Ashya está internado, deverá dar a conhecer um relatório médico sobre o estado de saúde da criança.

O menino foi encontrado no sábado, pelas 20.30 horas locais, num hotel de Benajarafe, em Málaga, depois de o recepcionista do estabelecimento ter alertado a polícia.

Fonte:

Para entender o caso:

sábado, 30 de agosto de 2014

NO REINO UNIDO, PAIS (DA RELIGIÃO TESTEMUNHAS DE JEOVÁ) TIRAM CRIANÇA COM TUMOR NO CÉREBRO DE HOSPITAL SEM AUTORIZAÇÃO E FOGEM!


A polícia britânica está em busca de um garoto de cinco anos com um tumor cerebral, que foi retirado de um hospital em Southampton por seus pais, contra a recomendação dos médicos.
Suspeita-se que Ashya King, que havia sido submetido a uma cirurgia recentemente, esteja na França com sua família. De acordo com as autoridades, a saúde do menino pode se deteriorar rapidamente. Ele não consegue se mover e nem se comunicar verbalmente.
Na quinta-feira, funcionários do hospital permitiram que Ashya fosse levado da enfermaria onde estava sob a supervisão dos pais, como parte de seu processo de recuperação após a cirurgia.
Foi confirmado que a família é de Testemunhas de Jeová, uma religião que rejeita transfusões de sangue. No entanto, ainda não se sabe se este é o motivo da atitude de seus pais, Brett e Naghemeh King.
O chefe de polícia assistente Chris Shead afirmou que "o tempo de Ashya está se esgotando".
"É vital que o encontremos hoje. Se ele não receber cuidados médicos urgentes, ou receber o tratamento incorreto, sua condição pode oferecer risco de vida", afirmou.
Segundo Shead, Ashya está em uma cadeira de rodas e se alimenta através de um tubo movido por uma bateria. A bateria deve acabar ainda nesta sexta. O Escritório de Informação Pública para Testemunhas de Jeová na Grã-Bretanha diz não ter certeza de que isso motivou a fuga.
"Não temos conhecimento de nenhuma indicação de que a decisão deles foi motivada por convicções religiosas", afirmou a organização em comunicado.
"As Testemunhas de Jeová são encorajadas a buscarem o melhor tratamento médico para si e para seus filhos."
A polícia diz manter "a mente aberta" a respeito do que levou os pais de Ashya a fugirem com ele.
Acredita-se que os pais de Ashya e seu seis irmãos tenham saído da cidade de Portsmouth para Cherbourg, na França, em uma balsa que cruza o Canal da Mancha. A polícia francesa confirmou que já está realizando buscas em hotéis e circuitos de câmeras internas.
Autoridades britânicas também fizeram um apelo nas redes sociais para que o paradeiro da família seja informado. Um dos irmãos de Ashya, Naveed King, falou sobre a doença do garoto em um vídeo postado no YouTube no dia 23 de julho.
"Eu não dormir quase nada, passei a noite em claro preocupado", disse. "Nenhuma criança de cinco anos merece ter um tumor cerebral."
Créditos:
OBS: O título foi mudado para informar que os pais pertencem as Testemunhas de Jeová.

domingo, 29 de dezembro de 2013

RECÉM-NASCIDO MORRE APÓS AVÓ RECUSAR TRANSFUSÃO DE SANGUE


Um bebê recém-nascido morreu no setor de Neonatal do Hospital Geral de Fortaleza(HGF) após a avó recusar que fosse realizada uma transfusão de sangue que poderia salvar a criança. Segundo Antônia Lima, promotora de Justiça de Defesa da Infância e Juventude do Ministério Público Estadual (MPE), a avó da criança, que seria Testemunha de Jeová, não autorizou a transfusão porque o procedimento médico vai de encontro à sua religião.
Assistentes sociais do HGF entraram em contato com o MPE pedindo intervenção no caso, entretanto, não houve tempo hábil para autorizar a transfusão de sangue. FOTO: José Leomar/Arquivo
A mãe, por ser uma adolescente de 15 anos, não poderia responder pela criança e tentava desde sexta-feira (20) convencer a avó a necessidade da transfusão de sangue, segundo informou a promotora Antônia Lima. Ainda de acordo com o MPE, a informação do óbito foi repassada à promotora às 11h desta segunda-feira (23). As causas que levaram o bebê ao HGF e data de entrada no hospítal ainda não foram divulgadas. 
Nenhuma informação sobre o caso foi dada à Redação Web do Diário do Nordeste pelo HGF. Segundo o hospital, "devido a delicadeza do caso, qualquer informação sobre o estado de saúde dos pacientes, atendidos no HGF, apenas só podem ser repassadas com autorização prévia da família", ressaltando que "neste caso, especificamente, os parentes não autorizaram qualquer divulgação".
A promotora afirma que vai recomendar à Justiça que a avó da criança responda criminalmentepelo caso. "Nós entendemos que a avó, ao não permitir que a criança tomasse sangue assumiu o risco pela morte da criança, então já é um [homicídio] doloso", argumenta Antônia Lima. 
A negativa à transfusão, segundo Lima, teria se dado porque a avó da criança seria Testemunha de Jeová. O representante do grupo cristão no Ceará, Ricardo Kataoka, garantiu que nem a avó nem a mãe do bebê são Testemunhas de Jeová. “Acredito que elas leram a Bíblia e tiraram, elas mesmas, essa conclusão”, afirma. Kataoka informou que, de fato, há a posição de não aceitar o procedimento, mas que existem alternativas, além do que há a defesa de valorização da vida. “Jamais queremos que chegue a um óbito”, explica o representante.
Helvecio Neves Feitosa, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremec) comenta que essa é uma situação extremamente delicada. Mas, explica que existe uma resolução doConselho Federal de Medicina (CFM) que estabelece que, no caso de haver risco iminente de morte, o médico pode, mesmo contrariando a vontade da família e do próprio paciente, fazer a transfusão de sangue, pois “a vida é um bem indisponível”.
“O médico fica nessa encruzilhada. Por isso, ele apela para as decisões judiciais”, explica o vice-presidente do Cremec.
Com informações da repórter Luana Lima

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CANTORA PAULA FERNANDES É DISCRIMINADA POR TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NO FACEBOOK!


Nas últimas duas semanas o assunto “religião” gerou mais discussões do que costuma gerar na internet. O primeiro motivo foi a entrevista polêmica do pastor Silas Malafaia no programa da Marília Gabriela, o segundo, a renúncia do Papa Bento XVI e as piadas feitas com o assunto.
Na semana passada, vi uma situação curiosa envolvendo religião e o nome da Paula Fernandes.
Paula declarou em uma entrevista ao João Dória Jr que segue o espiritismo, acredita em reencarnação, em continuação da vida em outro plano e etc.

Na quinta-feira da semana passada, por conta da entrevista, começou a rodar no Facebook, entre as Testemunhas de Jeová, um “alerta” a respeito da Paula. Aos que não sabem, as “Testemunhas” condenam o espiritismo e qualquer coisa ou pessoa que tenha relação com ele (interpretação deles da bíblia).

Em menos de 5 dias, a postagem passou dos 15 mil compartilhamentos, chegou até a minha página. As reações das pessoas ao saber que a cantora acreditava no espiritismo são impagáveis (parece engraçado, mas no fundo não é).

Fonte: 


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

FUNDAMENTALISMO DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ NA CAPA DE REVISTA PORTUGUESA!

Estamos inicialmente disponibilizando a capa da revista portuguesa "Sábado" e futuramente disponibilizaremos em PDF todo o artigo, mas desde já parabenizar toda a dissidência portuguesa (Ex-TJs que denunciam os fundamentalismos religiosos das Testemunhas de Jeová) por conseguir uma matéria que vai repercutir em todo Portugal e que aborda temas desconhecidos para a maioria da população, ou seja, que existe discriminação e perseguição religiosa para com ex-adeptos dessa denominação religiosa. Em breve colocaremos toda a matéria.
Para mais informações:
http://www.sabado.pt/Na-Revista/254,-12-a-18-Mar-2009-%28126%29/254_sumario.aspx

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=16&t=12438

http://testemunhasdejeova.forumeiros.com.pt/t1055-surpresa-revelada-artigo-sobre-as-testemunhas-de-jeova-na-revista-sabado#12887