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sábado, 13 de fevereiro de 2016

CQC DA ITÁLIA DENUNCIA TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: PEDOFILIA E FANATISMO!



Mais um programa televisivo europeu entra na investigação contra casos de abusos sexuais na igreja das Testemunhas de Jeová. O programa italiano Le Iene é similar ao CQC brasileiro, ou seja, pauta também por denúncias sérias e polêmicas. 

O jornalista Luigi Pelazza desmascara o acobertamento de pedófilos na organização das Testemunhas de Jeová. Ele entrevista um ex-ancião que foi expulso por discordar das políticas para abusos sexuais da Torre de Vigia que orienta as congregações e seus líderes a não denunciar abusadores de crianças à polícia e resolver o assunto internamente. Pelazza chega a abordar anciãos e os pais de uma das vítimas na porta de um Salão do Reino, além de ter em mãos um vídeo de comissões judicativas onde jovens são julgados por "conduta imoral". Sem dúvida um vídeo chocante que você não pode deixar de assistir e compartilhar.

Vídeo no You Tube:



Créditos de parte do texto e vídeo ao colega Osmanito Torres.

sábado, 23 de janeiro de 2016

O FILME SPOTLIGHT E AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - POR QUE AS IGREJAS ENCOBREM CASOS DE PEDOFILIA?


Para quem pensa que o filme “Spotlight: Segredos Revelados” se concentra no clichê de focar a dor das vítimas ou de “demonizar” a igreja Católica pelos abusos cometidos por seus sacerdotes, isso não acontece. Na realidade ele vai além e faz uma provocação para toda a sociedade: por que demoraram tanto para perceber?

Esse aspecto do filme dissolve o maniqueísmo latente. Denúncias contra padres e bispos haviam sido recebidas antes pelo "Globe" e registradas em notas despercebidas, quando não sumiram no buraco negro que existe em toda Redação, feito de falta de tempo, recursos, paciência e incentivo para quebrar o hábito. 

Recentemente outro grupo religioso está sendo denunciado por acobertar casos de abusos sexuais a crianças dentro das suas congregações: as Testemunhas de Jeová. O filme, voltado para a denúncia da omissão das lideranças da Igreja Católica, se aplica perfeitamente as Testemunhas de Jeová que já foram condenadas nos EUA, são investigadas em alguns países europeus e mais recentemente estão sendo julgadas na Austrália (Ver links no final do texto). 

Algo recorrente após surgir uma acusação tão séria é que existe uma grande confusão por parte dos adeptos, que na ânsia de defenderem sua religião, colocam os seguintes pontos como mais relevantes que a própria vítima:

1- A igreja se baseia na Bíblia e nunca iria “ensinar” ou permitir tal tipo de comportamento doentio e nocivo dentro de suas congregações.

2- Que são casos isolados, feitos por pessoas específicas e que serão repreendidas ou até mesmo expulsas, ou seja, quem está errando são pessoas imperfeitas e não a igreja que é perfeita.

Esse comportamento de “defesa” é perfeitamente compreensível, pois realmente a maioria dos fiéis não tem e nunca vai ter acesso aos bastidores burocráticos de sua igreja. Percebi isso quando fui assistir ao filme com minha namorada, que é católica. Uma das principais características dela é pautar sua vida em atitudes questionadoras e éticas, porém foi interessante notar uma reação instintiva e “defensiva” para com sua Igreja. Para ela o filme foi muito bom, mas “pesado” no sentido de mostrar uma realidade nua e crua, as entranhas de um “sagrado” que ela não tinha acesso e que balançava sua visão da igreja “perfeita”. Houve uma tentativa tímida, da parte dela, de citar o ponto 2 sobre as pessoas serem imperfeitas e a igreja perfeita.

Na realidade esse raciocínio aparentemente “inocente” acaba que mascarando a realidade, desrespeitando as vítimas e centrando todo o status de ÚNICO culpado na pessoa isolada que é o abusador. Isso precisa ser desconstruído. Na realidade, assim como na Igreja Católica, os casos de pedofilia praticados por Anciãos (equivalentes a pastores) dentro das congregações das Testemunhas de Jeová tem o mesmo enredo: os casos são deliberadamente abafados pelos superiores hierárquicos para que exista um acordo entre a família da vítima, violador e a igreja. Muitos adeptos não acreditam nisso e podem até dizer que estou inventando absurdos, mas observem o que é colocado oficialmente pelas Testemunhas de Jeová em suas publicações. Ocorrendo um caso de abuso sexual contra uma criança e a família decidir denunciar o caso as autoridades competentes, o que orienta as Testemunhas de Jeová? A revista A Sentinela 01/11/1995 pp. 28-29 diz:

E se a pessoa decidir fazer uma acusação formal? Nesse caso, os dois anciãos poderão lembrar-lhe que, em harmonia com o princípio em Mateus 18:15, ela deverá conversar pessoalmente com o acusado sobre o assunto. Se não estiver em condições emocionais de confrontar o acusado, poderá telefonar-lhe ou enviar-lhe uma carta. Assim ele tem a oportunidade de defender-se da acusação, perante Jeová. E pode até apresentar evidências de que é impossível que tenha cometido o abuso de que é acusado. Ou talvez confesse o erro e possa haver uma reconciliação, o que seria muito positivo! Se ele confessar a culpa, os dois anciãos poderão tratar do assunto em conformidade com os princípios bíblicos.

Percebam que não existe a intenção que essa denúncia saia dos muros da igreja. A intenção é fazer um "acordo" silenciando as vítimas e que o caso será resolvido ali na própria igreja. É colocado todo um peso na ideia de que o nome de Jeová e de sua organização perfeita (Torre de Vigia) vai ser manchado perante o mundo e que a justiça divina é mais importante que a justiça dos homens. Um completo caso de OMISSÃO e DESRESPEITO as vítimas. Mas, infelizmente não para por aqui. O que é necessário para a vítima conseguir que os Anciãos (equivalente a pastor) aceitem a denúncia de abuso sexual? A Revista A Sentinela continua:

Se o acusado negar a culpa, os anciãos deverão explicar a quem fez a acusação que nada mais poderá ser feito em termos judicativos. E a congregação continuará a considerar o acusado como inocente. A Bíblia diz que é preciso haver duas ou três testemunhas para que alguma ação judicativa seja tomada. (2 Coríntios 13:1; 1 Timóteo 5:19) Mesmo que mais de uma pessoa se “lembre” de ter sido abusada sexualmente pelo mesmo indivíduo, a natureza dessas lembranças, se não há outras evidências, é incerta demais para servir de base para decisões judicativas. Isso não significa que essas “recordações” sejam encaradas como falsas (ou como verdadeiras). Simplesmente os princípios bíblicos precisam ser acatados ao se resolver um assunto judicativamente.

Pode aparecer mais de uma vítima dizendo que foi molestada por uma pessoa dentro da igreja das Testemunhas de Jeová que eles não incentivarão a denunciar as autoridades competentes. Também não aceitarão a denúncia interna, pois necessitariam ter duas testemunhas (como se o abusador fizesse isso para uma platéia) para que o caso desse andamento dentro da burocracia da igreja. E o que resta para as crianças molestadas e as famílias dilaceradas e destruídas emocionalmente? As liderança das Testemunhas de Jeová informam hipocritamente na mesma revista citada acima:

E se o acusado — embora negue a transgressão — for realmente culpado? Será que ele vai “se livrar dessa”? De jeito nenhum! A questão de ele ser ou não culpado pode ficar, com toda a segurança, nas mãos de Jeová.

Ou seja, NUNCA um abusador dentro da denominação religiosa das Testemunhas de Jeová vai ser realmente denunciado. Some-se isso a dificuldade das vítimas de provarem para os Anciãos (equivalente a Pastor) que tal fato ocorreu realmente e ao constrangimento de ver sua denúncia cair no vazio. Estão abandonadas pelo simples fato que sua liderança visa mais a proteção da imagem da igreja perante a sociedade do que agir em nome das vítimas. 


Artigos relacionados:

sábado, 28 de novembro de 2015

LÍDERES DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ORIENTAM A DESTRUIR ARQUIVOS COMPROMETEDORES!



Os líderes das Testemunhas de Jeová na Inglaterra estão orientando os anciãos (equivalente a pastor) congregacionais a destruírem documentos pessoais que possam conter informações comprometedoras para a Organização, inclusive as que tratam de abusos sexuais. 

O que há de novo? Que esse assunto seja tratado com a máxima urgência e diligência, sendo assim a Organização enviou a todos as Comissões de Serviço uma lista de tarefas (checklist) a realizar, de modo a que nada falhe.



Essa lista de tarefas (checklist) até mesmo estabelece o prazo máximo de 31 de Dezembro de 2015 para a situação estar resolvida.



​Abaixo o documento original enviado (em inglês).

Tradução:
2015 - CHECKLIST PARA AUDITORIA DE ARQUIVOSA Comissão de Serviço da Congregação deve realizar essa auditoria antes de 31 de 2015. 
Tudo declarado abaixo está relacionado com informações armazenadas em papel ou formato eletrônico.
Assinale as caixas à medida que finaliza cada tarefa.
[ ] Cheque com todos os anciãos para confirmar que cada um destruiu seus ficheiros pessoais:Todos os assuntos e minutas das reuniões de anciãos (menos minutas de reuniões de negócios). Nota: Nenhum ancião deve receber uma cópia pessoal de minutas de reuniões de anciãos. Procurar por minutas que tiverem sido revisadas devido a erros e que estejam na posse de algum ancião.Todas as notas pessoais tomadas nas reuniões de anciãos (exceto aquelas baseadas em discussões de esboços do Escravo Fiel e Discreto e das que não fazem menção de pessoas em particular).Quaisquer outros registros pessoais, notas ou correspondência que refira pessoas em particular. Se um ancião acredita que algo deve ser mantido na congregação, ele deve entregá-la à Comissão de Serviço da Congregação.Os três pontos acima não se aplicam ao arquivo da congregação.O SEGUINTE APLICA-SE AO ARQUIVO DE CONGREGAÇÃO:[ ] Certifiquem-se que os registros judicativos estão de acordo com as diretrizes encontradas nas seguintes referências: ks10 2:16, pontos 2, 3; 2:21, ponto 8; 5:39, 41, 62, 7:34; 9:2, 3.
[ ] Certifiquem-se que todos os registros relacionados com abusos sexuais de crianças estão em harmonia com o ks10 2:16, ponto 3 e 5:39.
[ ] Destruir todas as minutas de reuniões de anciãos. Certificar-se que minutas não sejam nada mais que simples notas de decisões em harmonia com o ks10 2:6.
[ ] Verificar o arquivo para se certificar que não contenha qualquer carta ou documento desnecessários.

-------------------- ---------------------------------------------------------- -------------------------------------------Data Coordenador do Corpo de Anciãos Secretário Superintendente de Serviço
NÃO ENVIE ESTE FORMULÁRIO AO ESCRITÓRIO DE FILIAL. Torne-o disponível ao Superintendente de Circuito com os arquivos de congregação para inspeção durante a visita que cai entre Fevereiro e Agosto.

​Que razões existirão para tal urgente demanda na destruição de documentos e notas pessoais na posse de anciãos?
Conforme explica Marc, um ativista e ex-Testemunha de Jeová na Inglaterra, é muito provável que isto esteja relacionado com os muitos escândalos que têm surgido relativamente aos casos de abuso sexual de menores (ver vídeo no final).
O próprio documento salienta esse aspeto, quando diz:​ "Certifiquem-se que todos os registros relacionados com abusos sexuais de crianças estão em harmonia com o ks10 2:16, ponto 3 e 5:39."



Depois de ler isto, conclui-se que a intenção dessa denominação religiosa é eliminar todas as provas documentais de julgamentos sumários e unilaterais que acontecem nas sua comissões judicativas (um tribunal eclesiástico que julga adeptos "transgressores"). Julgamentos esses que o "acusado/culpado" não tem o direito de qualquer advogado. Ninguém está presente, a não ser os anciãos (equivalente a pastor) e o "réu". 



Outra questão é que com todos os problemas que os líderes das Testemunhas de Jeová estão enfrentando mundialmente com vários casos de abusos sexuais vindo a tona será mais sensato, para eles obviamente, que não exista vestígios ou provas documentais que possam ser usadas contra eles. 

Não admira que depois do escândalo que foi a comissão australiana, a organização das Testemunhas de Jeová esteja a se preparar para evitar um dano ainda maior para a sua credibilidade, tentando evitar ao máximo que registos pessoais e congregacionais caiam nas mãos erradas de alguém, especialmente investigadores destas comissões.

Para mais informações veja:

AUSTRÁLIA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ACOBERTARAM MEIO SÉCULO DE ABUSOS SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS!

INGLATERRA: BBC NEWS APROFUNDA INVESTIGAÇÃO SOBRE PEDOFILIA ENTRE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!

Créditos e agradecimentos:


sexta-feira, 6 de novembro de 2015

EX-ADEPTO LANÇA LIVRO: SOFRI ABUSO SEXUAL QUANDO ERA TESTEMUNHA DE JEOVÁ!



Bo Juel abandonou as Testemunhas de Jeová aos 23, depois que o Ancião (equivalente a pastor da igreja) que o havia molestado quando ele era criança foi convidado a voltar para a igreja pela terceira vez. Por sua decisão, Juel foi desassociado (excluído) por sua família, incluindo seu padrasto agressivo. A ele também foi proibido de ver sua filha indefinidamente (e, desde aquela época, seus dois netos). Ele acabou por se tornar um dos fundadores da AAWA: Advocates for Awareness of Watchtower Abuses (em português, algo como: Advogados pela Conscientização dos Abusos da Torre de Vigia), um grupo que lança luz sobre as violações dos direitos humanos feitas por Testemunhas de Jeová. Ele acaba de lançar um livro de memórias chamado The Least of God’s Priorities (A menor das prioridades de Deus), que traz uma visão comovente sobre sua jornada dentro e fora das Testemunhas de Jeová.


No excerto abaixo, Juel lembra de como foi ver o homem que o molestou pregar para uma multidão. Juel se pergunta como pode alguma vez ter acreditado num Deus que permitiria que aquilo acontecesse:


Eu não podia contar a ninguém sobre o que estava acontecendo. Eu não podia dizer nada a ninguém. Eu assisti esse homem mau ficar em pé na frente de um Salão do Reino e pregar sobre moralidade, sobre homens que fazem sexo com homens e outros pecados que pessoas cometeram, agindo como se ele estivesse cheio de justiça. Ele falou à congregação sobre tudo isso ao mesmo tempo em que eu estava sentado lá na platéia, sabendo que tipo de monstro doente ele era.
Eu sabia, e eu sentia que estava sozinho. Eu não podia falar com ninguém sobre isso, porque eu sabia o que ele faria para mim se eu dissesse. Eu tinha passado muitas horas naquele pequeno quarto, sabendo que, se ele quisesse, ele poderia me jogar lá e sumir com a chave, e ninguém jamais me encontraria. Ratos iriam me comer. Eu sabia que aquilo era o que aconteceria se eu contasse a alguém alguma coisa do que estava acontecendo.
O abuso continuou por muitos anos. Eu mal posso me lembrar de alguma coisa desse período da minha vida. Eu tenho todas essas lembranças terríveis e nada mais. Nada bom. Nada agradável, apenas dor e sofrimento e um espírito que quase morreu. Eu lutei para permanecer vivo e são nesses anos, algo que nenhuma criança dessa idade deve ter que fazer. Eu estava sempre com medo.
Ao mesmo tempo, eu comecei a entender o que acreditávamos como Testemunhas de Jeová, e essas crenças me assustaram ainda mais. Acreditávamos sem compaixão que Deus iria matar 99,9% dos seres humanos que vivem. Acreditávamos que fomos escolhidos para sobreviver, e que nós seríamos os únicos sobreviventes. Nós acreditávamos que estávamos melhor do que o resto da humanidade. Nós acreditávamos que Deus tinha escolhido a Watchtower Bible and Tract Society of New York para ser sua única organização aqui na terra, que estávamos no caminho certo, e que todo mundo estava errado. Todo o mundo. Nós ainda acreditávamos que Deus pode ler seus pensamentos, e se você peca em sua mente, então você está condenado.
Fico doente ao pensar em todas as noites em que eu estava orando para este deus, pedindo que ele me preservasse vivo. Eu prometi em minhas orações que eu nunca mais teria sequer um único pensamento mau novamente. No entanto, eu nunca lhe pedi para me salvar do abuso. Que razão eu teria para isso? Era um dos anciãos de nossa congregação que estava fazendo isso comigo. Um dos anciãos de Deus, que havia sido nomeado pelo Espírito Santo de Deus para liderar a congregação. Como eu poderia pedir a Deus que fizesse um de seus anciãos parar o que estava fazendo? Isso seria como dizer que o Espírito Santo tinha cometido um erro. O Espírito santo de Deus não comete erros, de modo que quem estava errado era eu, certo? Essa foi minha forma de pensar enquanto garoto, então eu apenas me entreguei ao meu destino e vivi lidando com o abuso todos esses anos. Eu fiquei quieto, até que em algum momento em 1981 toda a barragem dentro de mim simplesmente quebrou.
Posteriormente, Juel contou a sua família sobre que o ancião lhe fez e disse que não queria mais ir para as reuniões. Sua mãe arranjou que ele falasse com um policial, o que não pareceu adiantar de muita coisa.
Mais ou menos um mês depois que o policial esteve em nossa casa, perguntei a minha mãe o que iria acontecer com o homem que fez isso comigo. Ela evitou uma resposta direta, o que significa geralmente que a pessoa está escondendo alguma coisa ou não quer responder. Em vez disso, ela apenas me pediu para perguntar ao meu pai.
Foi o que eu fiz. Meu pai olhou para mim e disse: "Você sabe que, se isso se torna um caso em tribunal, você vai ter que sentar e dizer tudo na frente de um monte de gente, certo?" Eu não respondi. Ele continuou: "Se isto for a tribunal, haverá lá jornalistas com câmeras e eles vão tirar foto de você e colocá-la na primeira página do jornal. Todos os seus colegas vão ver o que aconteceu com você, e você não quer isso, não é? Eu balancei minha cabeça concordando.
Ele continuou: "Eu achei que não. É por isso que não haverá nenhum processo judicial, não haverá jornalistas, e não haverá mais conversa sobre isso, nunca mais. O homem que fez isso com você será desassociado da organização de Jeová. Isso é castigo suficiente. Ele vai morrer se o Armagedom vier amanhã, e você sabe o que acontece com aqueles que morrem no Armagedom, não é? "
Eu apenas balancei a cabeça. Eu sabia muito bem o que aconteceria com aqueles que fossem mortos no Armagedom; eles não teriam segunda chance. Eles iriam morrer pela mão do próprio Deus. Não há retorno para eles. "Então, não haverá julgamento e ele não vai pagar qualquer preço pelo que ele me fez?", perguntei.
"Ah, ele paga quando ele é desassociado do povo de Jeová. Aliás, eu disse que não haveria mais conversa sobre isso." Ele sugeriu com seu corpo que eu desse o fora dali, e foi o que eu fiz.


Você deve apresentá-lo na próxima vez que uma dupla de Testemunhas de Jeová bater na sua porta e querer conversar.

The Least of God’s Priorities agora está disponível online. Não se esqueça de conferir.


Tradução livre de Marcos Souza.


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

REPÓRTER PORTUGUESA (ANA LEAL) DETALHA MAIS AINDA SOBRE OS FUNDAMENTALISMOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




O documentário português "Na sombra do pecado" que mostra os fundamentalismos religiosos das Testemunhas de Jeová em determinadas situações, continua a repercutir no mundo todo. A jornalista Ana Leal foi convidada para um programa de auditório para conversar mais sobre o tema e falar de outras questões que não foram colocadas no documentário.

É muito interessante ver seu depoimento e seu senso de responsabilidade ao mostrar que toda sua pesquisa se baseou em pesquisadores e nas próprias publicações das Testemunhas de Jeová, ou seja, não foi algo criado ou "inventado". 

Confirma que entrou em contato com a liderança das Testemunhas de Jeová em Portugal para convidá-los a participar do documentário, mas em nenhum momento houve uma resposta. 
Por que as lideranças das Testemunhas de Jeová não tiveram coragem de ir ao programa?

Que o leitor use de discernimento! 

Para acessar ao documentário "Na sombra do pecado" clique no link abaixo:

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

VÍDEO - REPORTAGEM COMPLETA DA TV PORTUGUESA TVI SOBRE OS FUNDAMENTALISMOS RELIGIOSOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Conforme anunciado nesse Blog a reportagem "Na sombra do pecado" foi ao ar no domingo 18/10/15. Para assistir toda a reportagem acesse o link abaixo da TV portuguesa TVI.

                                                        Chamada no Jornal português

ASSISTIR A REPORTAGEM COMPLETA ABAIXO:




Um mundo secreto, em que ainda funcionam comissões judicativas, uma espécie de tribunal eclesiástico, presidido por anciãos, um dos mais altos cargos na hierarquia. As ordens são para resolver tudo dentro da organização, mesmo tratando-se de crimes de pedofilia.

Uma investigação TVI, vai mostrar como ocultaram e omitiram crimes ao longo de décadas. Depoimentos inéditos de quem foi vítima e de quem teve cargos importantes na organização.

Mais informações sobre o assunto nos links abaixo:

Fórum Ex-Testemunhas de Jeová

Fan Page Ex-Testemunhas de Jeová

Postagem anterior aqui no Blog Ex-Testemunhas de Jeová

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

IMPERDÍVEL: TV PORTUGUESA FALA SOBRE PEDOFILIA DENTRO DAS CONGREGAÇÕES DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!




                     UMA GRANDE REPORTAGEM! DIA 18 DE OUTUBRO DE 2015!

São mais de 50 mil em Portugal, 8 milhões em todo o mundo. Falamos das Testemunhas de Jeová, ainda consideradas uma seita, que acreditam que o mundo de Satanás vai acabar e que só elas sobreviverão ao Armagedom.
Dominadas pelo medo de pecar e de ofender Jeová, vivem quase exclusivamente em função da religião.

Um mundo secreto, em que ainda funcionam comissões judicativas, uma espécie de tribunal eclesiástico, presidido por anciãos, um dos mais altos cargos na hierarquia. As ordens são para resolver tudo dentro da organização, mesmo tratando-se de crimes de pedofilia.

Uma investigação TVI, vai mostrar como ocultaram e omitiram crimes ao longo de décadas. Depoimentos inéditos de quem foi vítima e de quem teve cargos importantes na organização.


Reportagem "Na sombra do pecado".

Grande Reportagem sobre as Testemunhas de Jeová em Portugal e no Mundo, a ser emitida na próxima 2ª Feira, dia 18 de Outubro, logo a seguir ao Jornal das 8 da TVI, por volta das 20:00 horas, hora portuguesa com a duração de 45 minutos. 
No horário de Brasília por volta de 16:00 horas.

ASSISTA AQUI:

http://ptcanal.com/tvi-online/
http://tviplayer.iol.pt/direto
http://mytvfree.me/tvi-directo-online
http://www.tvdirecto.com.pt/tv/live/tvi-em-directo.htm


Mais informações:

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=16&t=17726

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: O QUE FAZEM QUANDO ACONTECEM CASOS DE PEDOFILIA?


Esta campanha terá como público-alvo tanto os adeptos das Testemunhas de Jeová, como o público em geral que desconhece o modo de funcionamento dessa denominação religiosa. Pretenderá expôr as reais normas e legalismos que regem essa Organização americana com respeito a forma de lidar com casos de abuso sexual de crianças.

Existem dois formatos para o folheto. Um para o público em geral e outro para os adeptos das Testemunhas de Jeová. escolha o seu e divulgue esse material.

BAIXAR FOLHETO PARA O PÚBLICO EM GERAL

http://www.mediafire.com/view/jgvs4e8l0y0c6rb/Abuso_Sexual_e_Testemunhas_de_Jeov%C3%A1-_folheto_para_o_p%C3%BAblico_web.pdf

BAIXAR FOLHETO PARA OS ADEPTOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

http://www.mediafire.com/view/3nnshkd33efxf2p/Abuso_Sexual_e_Testemunhas_de_Jeov%C3%A1-_folheto_para_as_TJs_web.pdf

Sobre esse tema acesse nesse Blog:

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ E O ABUSO SEXUAL DE CRIANÇAS!


Num esforço inédito entre dissidentes portugueses e brasileiros, que combatem determinados fundamentalismos religiosos das Testemunhas de Jeová, o dia 14/10/2015 ficará marcado por uma campanha de conscientização relativa às políticas organizacionais da Torre de Vigia (representante legal das Testemunhas de Jeová no mundo) com respeito ao abuso sexual de crianças.

Esta campanha terá como público-alvo tanto os adeptos das Testemunhas de Jeová, como o público em geral que desconhece o modo de funcionamento dessa denominação religiosa. Pretenderá expôr as reais normas e legalismos que regem essa Organização americana com respeito a forma de lidar com casos de abuso sexual de crianças.

Caso desejem participar, enviem-me um e-mail ou fiquem atentos para o lançamento aqui no Blog.

Meu e-mail é pascoalreload@gmail.com

Site português com a campanha:

Site brasileiro com um tópico sobre a campanha:
http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=16&t=17704

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

AUSTRÁLIA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ ACOBERTARAM MEIO SÉCULO DE ABUSOS SEXUAIS CONTRA CRIANÇAS!

FOTO BERTRAND GUAY/AFP/REUTERS
BCB (iniciais do seu nome) era uma menina quando contou a um ancião (equivalente a pastor) da sua congregação que fora abusada por outro ‘respeitável’ homem de fé. Cerca de 40 anos depois descobriu que Max Horley, o homem a quem confiou as queixas, destruiu todos os registos que envolviam abusos sexuais. Aqueles de que BCB fora vítima e mais de mil outros casos ao longo de seis décadas. O que leva uma igreja a proteger abusadores? Por que a liderança das Testemunhas de Jeová usa dessa política?

Narrogin, que deve o seu nome a um termo indígena, está longe de ser uma daquelas cidades da Austrália que todos os estrangeiros sonham conhecer um dia. Esta semana, o nome da terra saltou para as páginas da imprensa internacional por causa de um crime de abuso sexual que envolve três pessoas e a congregação local das Testemunhas de Jeová.

A vítima é apresentada como BCB, uma mulher de 47 anos que foi abusada no final da década de 1980, quando ainda era uma menina. O agressor chamava-se Bill Neill e era um ancião (equivalente a pastor) da congregação daquela cidade do sul da Austrália. A chave deste longo segredo é o homem que destruiu o relato das queixas de BCB: Max Horley, um dos líderes da congregação de Narrogin das Testemunhas de Jeová, a quem BCB confiou as suas queixas.

Horley esteve esta semana perante a comissão que investiga crimes de abuso sexual na Austrália e as suas declarações abriram a porta para perguntas que ainda não têm resposta. Porque é que um ancião a quem uma adolescente de 15 anos conta que foi vítima de abuso sexual pede à menina que se cale e não comente nada no interior da célula religiosa? Porque é que um homem com responsabilidades morais numa comunidade religiosa destrói os registos com as queixas dessa adolescente, para evitar que no futuro as mulheres dos outros líderes possam ter conhecimento do que passava? Porque é que esse mesmo homem não comunicou o crime às autoridades?

Os fatos

A Austrália tem 22 milhões de habitantes. A maioria da população que assume ter uma religião é cristã, de várias confissões, embora a laicicidade seja dominante. Narrogin, a cidade onde aconteceu o crime que levantou uma teia que esconde outros casos de abuso de crianças, tem quatro milhões de habitantes.

De acordo com o site da SBS [rádio e televisão], há 68 mil Testemunhas de Jeová no sexto maior país do mundo; estes crentes estão distribuídos por 817 congregações de diferentes núcleos urbanos, que em princípio reportarão a uma estrutura central daquela igreja na Austrália.

Atualmente, estima-se que existam oito milhões de Testemunhas de Jeová em todo o mundo, o que só por si mostra que esta igreja de inspiração cristã é uma comunidade minoritária a nível global.

O triângulo BCB/Horley/Neill revelou que ao longo das últimas seis décadas [desde 1950] as Testemunhas de Jeová na Austrália tomaram conhecimento de 1006 casos de abuso sexual. Nunca reportaram nenhuma destas denúncias às autoridades, procurando sempre resolver [ou não] os crimes no interior da comunidade.

O depoimento de Max Horley na comissão de investigação sobre abusos sexuais permitiu saber que foram destruídos todos os registos para evitar que “caíssem em mãos erradas”, dentro ou fora da comunidade. Acresce dizer que eram os veteranos de cada congregação que tinham o poder arbitrário de decidir o que eram/são mãos erradas, atuando assim à margem da lei. 

Funcionamento interno

Ancião é um líder religioso no interior de uma congregação; deverá ser alguém a quem a comunidade reconheça qualidades morais para julgar, aconselhar e prevenir. No caso de BCB, o facrasso deste método foi total. Neill era um ancião e Horley, o homem a quem ela confiou os seus temores, também. O voto de silêncio que lhe foi imposto por Horley fez com BCB carregasse um enorme sentimento de culpa e vergonha durante 32 anos.

Nos últimos anos, tem sido transversal a denúncia de casos de abuso sexual no seio de várias confissões religiosas e instituições de acolhimento de menores. A Igreja Católica não escapou a este drama e só recentemente deu sinais de querer punir os abusadores.

No caso das Testemunhas de Jeová, uma confissão de reduzida dimensão quando comparada com a Igreja Católica, que tem procurado ‘recrutar’ fiéis pelo exemplo dos seus crentes e pela [hoje em desuso] persistência da missionação porta a porta, um crime de abuso sexual seria mais do que suficiente para fazer perder a face de toda uma comunidade.

Bruno Vieira Amaral, autor do ensaio “Aleluia” [editado este ano pela Fundação Francisco Manuel dos Santos], diz que é preciso apurar “quem tinha conhecimento deste e de outros casos de abuso na Austrália: se a congregação local, se a estrutura nacional das Testemunhas de Jeová.

Normalmente, "uma congregação tem três ou quatro anciãos” que de certa forma regulam e administram a vida dos crentes no interior da comunidade local, e a igreja tem uma “estrutura nacional” em cada país, explica Amaral. O suposto era que os anciãos reunissem com a pessoa que cometeu o pecado, e que a procurassem orientar no sentido da expiação desse pecado e da reinserção.

Esta questão é fundamental, porque coloca uma pergunta: os anciãos encaram o abuso sexual de menores como crime ou como pecado? Se o encaram apenas como pecado podem ser tentados a tentar resolver o assunto no interior da congregação, contribuindo assim para que o abusador fique impune perante a lei.

“Há pessoas que são desassociadas (expulsas) das suas congregações”, diz Bruno Vieira Amaral, explicando que desassociado é o termo utilizado para a exclusão de um crente da sua comunidade religiosa por este se ter desviado do padrão moral exigido. “Não é vedada a entrada nos locais de culto” ao desassociado, mas “os outros crentes não podem falar com ele; as próprias famílias são aconselhadas a não falar” também.

O desassociado torna-se assim um ‘pária’ da sua comunidade, que o exclui por ser pecador mas não aciona os mecanismos necessários para que venha a ser punido por crimes cometidos. A noção de pecado sobrepõe-se à de delito. O desassociado pode ser readmitido na congregação “se mostrar arrependimento genuíno".

É provável que o falecido abusador tenha sido repreendido pelos seus pares. No entanto, é preciso saber porque é que os outros “anciãos de Narrogin não denunciaram o crime de Bill Neill às autoridades?”. E é esta a pergunta para a qual Bruno Vieira Amaral quer uma resposta.

Fontes:



sábado, 1 de agosto de 2015

INGLATERRA: BBC NEWS APROFUNDA INVESTIGAÇÃO SOBRE PEDOFILIA ENTRE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Em Junho deste ano (2015), o Supremo Tribunal da Inglaterra confirmou que a Organização das Testemunhas de Jeová era culpada por abuso sexual cometido por um de seus membros.

A Sociedade de Bíblias e Tratados da Inglaterra (representante legal das Testemunhas de Jeová), falhou em tomar as medidas apropriadas quando seus anciãos (equivalente a pastores congregacionais) ficavam sabendo que um adepto de sua religião era pedófilo. 
Foi o primeiro caso civil no Reino Unido de abuso sexual trazido contra as Testemunhas de Jeová.

Ver caso CLICANDO AQUI!

Caroline Wyatt, correspondente da BBC em Assuntos Religiosos, explora as implicações da decisão da Corte e investiga a explícita política das Testemunhas de Jeová de tentar lidar com as alegações de abuso sexual. 
A Reportagem teve acesso a documentos confidenciais internos, enviados apenas aos anciãos (pastores) congregacionais das Testemunhas de Jeová.

Estes revelam a relutância da Organização em envolver as autoridades seculares em casos onde um crime é cometido por uma Testemunha de Jeová contra outra. Ou seja, existe a tentativa de resolver o "assunto" na própria congregação para que a reputação da Igreja não seja manchada e que o caso não seja divulgado na mídia.

Caroline Wyatt ouviu ex-Testemunhas de Jeová que sofreram abusos e que afirmam que a doutrina da Organização e seus procedimentos permitiram aos criminosos evitar processos judiciais.

Não percam mais uma reportagem demolidora de uma estação de TV e rádio credível, que preza pelo rigor da informação e que mais uma vez mostra como as Testemunhas de Jeová atuam em casos que envolvem abuso sexual de menores.

Áudio completo do programa em inglês:



CRÉDITOS:

Texto adaptado do colega TJ Curioso:

Link oficial 

segunda-feira, 13 de julho de 2015

LIDERANÇA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ FALAM SOBRE PEDOFILIA: A CULPA É DOS HOMOSSEXUAIS?



Na mais recente emissão do programa JW Broadcast de Julho de 2015, o mais criticado e polêmico membro do Corpo Governante (liderança) das Testemunhas de Jeová, Anthony Morris III, apareceu perante as câmaras com o propósito de abordar o melindroso assunto do abuso sexual de crianças (ver vídeo no final do texto).

Foram apenas cerca de 9 minutos dedicados a esta temática, numa altura em que inúmeros casos de abuso sexual no seio das Testemunhas de Jeová têm surgido na mídia e tem levado muitas Testemunhas de Jeová sinceras a questionar o que realmente se passa nos bastidores da sua organização religiosa. 

Inúmeras são também ex-Testemunhas de Jeová que acusam a liderança de promover uma política de encobrimento destes casos, bem como de silenciar as vítimas através de ameaças de expulsão, conduzindo à sua total ostracização (por parte dos membros fiéis à religião). Bárbara Anderson e Bill Bowen estão entre os mais determinados denunciantes das políticas organizacionais da Watchtower (Torre de Vigia) com respeito a este assunto.
 

Não nos podemos esquecer que desde o renomado programa Panorama da BBC em 2002, com o tema "Sofrem as criancinhas", em que uma reportagem de investigação revelou ao mundo os graves problemas de abuso sexual em congregações inglesas das Testemunhas de Jeová, vários casos foram levados a tribunal (ver aqui o mais recente). O caso de Candace Conti foi sem dúvida o mais falado.

Para aqueles que pensavam que Anthony Morris III iria abordar este tema de forma sincera e direta, tendo em conta a exposição pública que a organização tem sofrido a este respeito, a frustração foi total.

De forma leviana e irresponsável, Anthony Morris III acusou os homossexuais como grupo, de estarem por detrás dos abusos sexuais infantis que grassam hoje em dia.

Puxando de uma revista Despertai! dos anos 80, enumerou vários artigos que abordavam a chamada "Nova Moralidade". E referindo-se a um dos artigos da revista disse:

"Ela alertava sobre os homossexuais que exploravam e defendiam o direito de usar garotos para o sexo. Tenham vergonha!"

O artigo a que Morris se referia era uma verdadeira peça de propaganda, onde um incidente isolado de redes de prostituição infantil condenada pela sociedade civil foi transformada num artigo contra os homossexuais como grupo. A exploração de tal controvérsia, torna-se assim uma generalização, como que afirmando que todos ou a maioria dos homossexuais são abusadores de crianças. Na prática, é o mesmo que alguém afirmar que por existirem predadores sexuais entre as Testemunhas de Jeová a maioria, senão todas elas, são abusadoras de crianças.

Nada mais ridículo!

Na realidade, ao se ouvir os comentários de Anthony Morris III sobre este assunto (abuso infantil), percebe-se a manobra criada em torno do tema. Mais uma vez, os homossexuais são os culpados!

Na realidade, tal acusação já por anos foi descartada como verídica. Os estudos existentes demonstram que não existe diferença no número de abusadores sexuais gays e os abusadores sexuais heterossexuais.
Numa altura em que os olhos do mundo, tanto da mídia, como da Justiça, estão voltados para as organizações religiosas acusadas de encobrir casos de abuso sexual, (tais como a Igreja Católica e Testemunhas de Jeová), é um verdadeiro "tiro no pé" tentar atirar a culpa para alguém exterior a essas organizações religiosas.

Os abusos sexuais ocorridos ao longo dos anos dentro da religião das Testemunhas de Jeová, não têm sido praticados por homossexuais do "mundo", conforme Morris parece querer afirmar. Esses abusos têm sido praticados por homens (e algumas mulheres), respeitados na congregação. Desde betelitas, anciãos, servos ministeriais, pioneiros e comuns publicadores, são estes que têm sido levados à justiça por tais crimes.

O problema do abuso sexual nas Testemunhas de Jeová, nasce dentro da religião e tem sido alimentado por décadas de inação por parte da liderança da mesma, tendo como grande responsável o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová.

Este grupo de homens tem criado verdadeiras barreiras à promoção de políticas organizacionais que protejam de fato as crianças nas congregações. Ao invés disso, têm criado normas que impedem a justiça de atuar nestes casos, colocando a vítima [criança] no lugar de criminoso, partindo do pressuposto que a acusação é infundada e que a menos que haja pelo menos 2 testemunhas do abuso, deve-se "entregar o assunto nas mãos de Jeová".
Excerto do manual de anciãos (KM) que dá orientações em caso de abuso sexual de menores.

Ao invés de admitir tais falhas nos procedimentos internos que vieram alimentar o número de casos de abuso infantil dentro das "muralhas" da Torre de Vigia, Anthony Morris III fez este tipo de declarações:

"Como organização religiosa, nossa determinação é manter uma firme posição contra essa conduta. Estamos decididos a proteger as crianças de qualquer tipo de abuso."

"Nossa posição como organização é que toda a possível vítima ou seus pais nunca devem ser desincentivados de relatar o acontecido às autoridades competentes."

"É evidente que por décadas, proteger as crianças de abuso tem sido prioridade desta organização. Temos orgulho de nossa reputação neste respeito". 

É verdade que por décadas, a Torre de Vigia tem publicado matéria sobre este assunto, até mesmo com conselhos para os pais e filhos, conforme refere Morris.

Mas pode-se levantar as seguintes questões:
  • Será que por uma organização religiosa publicar matéria sobre o abuso sexual infantil, faz dela automaticamente uma organização que protege as suas crianças?  
  •  
  • O que é mais importante? É a publicação de matéria sobre esse assunto (que tem o seu devido mérito), ou ter políticas organizacionais que realmente olhem para o abuso sexual como um crime hediondo e não apenas como um "pecado"?
  •  
  • Como se pode dizer que "por décadas, proteger as crianças de abuso tem sido prioridade desta organização", quando os abusos ocorrem de forma sistemática e são encobertos das autoridades, até mesmo a organização negando fornecer as informações necessárias de modo a criminalizar o abusador?
  •  
  • Pode-se levar a sério uma organização religiosa que afirma proteger as suas crianças, e quando elas mais precisam dela, esconde-se atrás de um batalhão de advogados de modo a isentar-se de toda a responsabilidade no processo ocorrido?
  •  
  • A Organização demonstra preocupação com as crianças quando sabendo da existência de abusadores sexuais na congregação, mantém silêncio sobre o assunto deixando os pais completamente descansados, acreditando que seus filhos estão a salvo de predadores sexuais dentro da congregação?

O cadastro que este organização já carrega consigo, revela que tais palavras são apenas propaganda mentirosa e oca! Centenas de vítimas têm atestado como têm sido levadas perante Comissões Judicativas por acusarem alguém de abuso sexual sem testemunhas (como se as houvesse neste caso!). Muitas foram expulsas da congregação por terem decidido dar o passo corajoso de relatar os abusos às autoridades, apenas para evitar manchar o nome da Organização e levar a que os membros fiéis descartem tais acusações como mera propaganda apóstata.

Foi o que aconteceu no caso de Barbara Anderson e Bill Bowen que decidiram relatar perante as câmaras da BBC aquilo que sabiam sobre o encobrimento de abusos dentro da congregação das Testemunhas de Jeová e da lista secreta, mantida na Sede Mundial em Brooklynn, com mais de 20.000 registos de supostos ou confirmados abusadores sexuais dentro das congregações.

Estas duas Testemunhas de Jeová foram expulsas na véspera do programa ser emitido, de modo a desacreditá-las perante os fiéis.

Será que uma organização religiosa assim merece crédito?
Esta palestra dada por Anthony Morris III, membro do Corpo Governante, é mais um tijolo colocado no muro já por si debilitado que tenta proteger a Organização da enxurrada de escândalos que a assolam.

Espero que esta matéria também sirva para abrir os olhos de mais alguns destes que estão cambaleantes e na dúvida com respeito à Organização das Testemunhas de Jeová.

 
Créditos:
Texto adaptado do colega TJ Curioso.

sábado, 20 de junho de 2015

BBC NEWS: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ CONDENADAS POR NEGLIGÊNCIA E ENCOBRIMENTO EM CASO DE PEDOFILIA NA INGLATERRA!


Foi noticiado pela BBC NEWS, que uma alta corte judicial na Inglaterra considerou que uma vítima de abuso sexual que processou a Organização das Testemunhas de Jeová tinha direito a uma indenização de cerca de 400.000 euros (£275,000), tendo-se dado como provada a negligência da entidade legal das Testemunhas de Jeová – Watchtower – na proteção da mesma e no encobrimento dos abusos, acabando por proteger o abusador sexual.

O abusador faleceu à idade de 72 anos, em 2001, pouco tempo depois da polícia o ter detido em sua casa. Ele era Servo Ministerial (função eclesiástica) quando começou a abusar da vítima em 1989, à idade de 4 anos. Os abusos duraram até aos 9 anos de idade.

Apesar de ter sido removido desta posição, após ter confessado aos anciãos os abusos de outra criança, ainda assim ele manteve muitos dos privilégios anteriores. Pôde assim continuar a manter uma posição de confiança entre os adeptos na congregação (que segundo as normas da religião não são informadas dos procedimentos tomados pelos anciãos nestes casos).

A vítima comentou à BBC NEWS antes do veredito:

Estas [vítimas de abuso] não são apóstatas. Estas são pessoas que sofreram de horríveis, horríveis crimes e viram suas vidas completamente devastadas. Elas não procuram destruir a organização... Este é um problema que precisa de ser lidado e de modo apropriado porque apenas tem tendência para piorar.

O correspondente legal da BBC NEWS, Clive Coleman, reconheceu a importância do veredito:

Este é o primeiro caso civil por danos por abuso sexual no Reino Unido trazido contra a organização das Testemunhas de Jeová e o primeiro a ser levantado contra uma religião não-majoritária.

A advogada, representante da firma que defendeu a vítima, afirmou:

Este deve ser um alerta à organização das Testemunhas de Jeová de que ela precisa de implementar melhores políticas que salvaguardem as crianças e que estão em linha com o conhecimento atual acerca da protecção infantil e abuso sexual. E também espero de que seja um alerta aos membros da organização de que o abuso sexual é um problema dentro da organização e de que é um assunto de que eles precisam cuidar.

Créditos ao colega TJ Curioso:
Mais informações:

sábado, 18 de abril de 2015

PEDOFILIA: TESTEMUNHAS DE JEOVÁ CONSEGUEM REDUÇÃO DA MULTA NO CASO CANDACI CONTI.


Caso Candace Conti conhece decisão de Apelo do tribunal Californiano. No dia 13 de Abril de 2015, tornou-se conhecida a decisão do tribunal de apelo do tribunal californiano com respeito ao caso Candace Conti. Conhecem-se ainda poucos pormenores sobre a decisão e suas implicações, mas sabe-se o seguinte:

– A Organização das Testemunhas de Jeová (Watchtower) foi considerada culpada de negligência, considerando-se sua a responsabilidade de supervisionar os possíveis abusadores sexuais dentro da congregação e restringindo o seu acesso a crianças. Ficou provado que Kendrick abusou da pequena Candace Conti aquando de várias saídas ao campo (pregação de casa em casa) promovidas pela congregação e já o corpo de anciãos (pastores) sabendo dos antecedentes de abuso deste homem.

Visto que a própria Organização das Testemunhas de Jeová deu ordens específicas através do Departamento Legal sobre a situação dele na congregação na época, é óbvio que a Organização foi considerada negligente em todo este processo.

À Candace Conti foi-lhe atribuído "danos compensatórios" de 2,8 milhões de dólares (que poderão ascender a cerca de 4 milhões), mas ao mesmo tempo foi retirado o valor maior de "punitive damages" atribuídos pelo tribunal anterior. A opinião dos juízes foi que a Organização não tinha a obrigação legal de comunicar aos pais de Candace Conti e à congregação que existia um possível abusador em seu meio, visto que tais avisos "iriam desencorajar os transgressores de procurarem intervenção potencialmente benéfica" dos seus líderes religiosos.

Embora talvez alguns possam pensar que esta é uma vitória da Organização das Testemunhas de Jeová, ainda assim não o é. Por duas razões básicas:

1º- Ela foi considerada culpada de não ter evitado os abusos de um membro da congregação, tornando-se assim negligente na sua possível ação preventiva.

2º- O caso Candace Conti tornou-se uma bandeira na exposição da política organizacional da Watchtower em encobrir casos de abuso sexual nas suas fileiras e de ao mesmo tempo, nada ou pouco fazer para evitar que as crianças nas congregações estejam realmente protegidas de possíveis predadores sexuais.

A Organização pode não ter de desembolsar tanto dinheiro como nós gostaríamos, em virtude do mal causado, mas não se livra de algo que ainda é muito pior: uma mancha na sua reputação supostamente santa e imaculada que dificilmente sairá.

O caso de Candace Conti tornou-se também importante em levar outras vítimas de abuso sexual a revelar os seus abusos dentro da Organização e a procurar conselho jurídico. Neste momento, várias casos estão sendo abertos contra a Organização das Testemunhas de Jeová e mais uma vez, assim como uma bola de neve, a exposição pública sobre os abusos dentro da Organização não para de crescer.

É rara a semana ou mês que novos casos de abusadores e vítimas não vêm a público através da mídia, e isso revela que tais dezenas de casos são apenas a ponta do iceberg numa religião tão fechada e de alto controle, como são as Testemunhas de Jeová.

A maioria dos membros continua a confiar implicitamente nesta organização religiosa, negando que tais casos sejam verdadeiros ou minimizando a ocorrência e regularidade de tais caso de abuso e seu encobrimento. Mas como se costuma dizer: "A verdade tarda, mas não falha" e muitas são as evidências de que a Organização das Testemunhas de Jeová (Watchtower / Torre de Vigia), é culpada do encobrimento dos abusadores sexuais dentro das suas fileiras.

Muitas são as Testemunhas de Jeová que têm vindo a aperceber-se disso mesmo, tanto publicadores e pioneiros como servos ministeriais e anciãos (pastores). Muitos estão profundamente chocados com o que descobriram e muitos são também aqueles que abdicam de seus cargos e/ou saem da religião, quer por se afastarem quer por se dissociarem.

Mas uma coisa é certa: A Watchtower perdeu credibilidade e sua reputação está cada vez pior!
Isso é inegável!

Texto acima de TJ Curioso. Créditos:

Mais sobre o caso Candaci Conti:

domingo, 15 de março de 2015

EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ DENUNCIA POLÍTICA DE ENCOBRIMENTO DE PEDOFILIA NA SUA ANTIGA IGREJA.


Uma ex-Testemunha de Jeová está assumindo a liderança contra esta rica religião sectária, que ela alega ter fracassado em protegê-la de um pedófilo predatório. Ela culpa o que diz ser uma política do silêncio em relação à molestadores sexuais de crianças.

Candace Conti, agora com 28 anos, conta que tinha apenas nove anos de idade quando foi abusada por um membro querido de sua pequena congregação em Fremont, Califórnia, chamado Jonathan Kendrick. Enquanto fazia a pregação de porta em porta, que segundo Conti ocorria frequentemente sem seus pais, ela disse Kendrick a levava para sua casa para molestá-la. “Ele é um homem grande, eu tinha medo dele”, disse Conti.

Por ser uma criança Condi acreditava que não podia contar parta ninguém sobre os abusos. Porém, anos depois, ela testemunhou durante um julgamento, contra a igreja, que Kendrick molestava ela várias vezes ao mês por algo que ela acredita ter durado cerca de dois anos.
“Eu nunca achei que poderia falar sobre isso”, diz ela. “Trazer isso à tona poderia destruir minha família, as únicas pessoas que eu conhecia, eu também acho que tinha medo.”

Conti relata que não tinha a quem recorrer, em razão de suas crenças, e ela cresceu isolada do mundo externo. Assim como todas as outras Testemunhas de Jeová, Conti diz que lhe ensinaram que o Armagedom era iminente, e que apenas o verdadeiros adoradores poderiam sobreviver e viver em um paraíso terrestre. Ela conta que foi levada a acreditar que “todos aqueles que estavam fora das Testemunhas de Jeová eram semelhantes a mortos-vivos, e que poderiam ser usados por Satanás para enganá-la, para afastá-la de sua família cristã”.

Foi somente alguns anos mais tarde, depois de Conti ter crescido e abandonado a igreja, que ela encontrou Jonathan Kendrick em um registro de agressores sexuais. Ele passou sete meses na cadeia por ter abusado sexualmente da neta de apenas sete anos de sua esposa. Depois de vê-lo nesse registro Conti decidiu levar seu caso adiante. Ela disse que se “sentiu realmente culpada por não ter feito nada para impedir que isso acontecesse com outra pessoa”.

Conti relatou que foi ao encontro dos líderes da igreja local, conhecidos como anciãos (cargo semelhante ao de um pastor ou padre), e lhes reportou seu caso. Porém os anciãos se recusaram a acreditar a menos que ela provasse que o abuso aconteceu por providenciar duas testemunhas que confirmassem o alegado abuso. De acordo com o sistema de justiça interno dessa religião, a Bíblia ensina que é necessário que haja duas testemunhas para que um crime sofra punição. Por essa razão Conti procurou a polícia. E então deu-se início a uma investigação, porém, com Kendrick negando o abuso, as autoridades não levantaram qualquer acusação. Apesar disso a investigação prosseguiu.

O próximo passo de Conti foi processar a igreja por conta própria. Ela contratou o advogado Rick Simons, que passou muitos anos representando vítimas de casos de abuso por padres católicos pedófilos.

“Se existe algum grupo que precisa ter suas práticas iluminadas pelo sol, esse é o grupo (Testemunhas de Jeová),” disse Simon. “Porque quando a campainha da sua porta toca em um sábado pela manhã, e o teu filho(a) atende a porta, você não vai querer que o cara que toca a campainha seja um pedófilo.”

Quando Conti e seu advogado começaram a conduzir depoimentos com líderes da igreja local na Califórnia, eles descobriram algo que lhes deixou assombrados: mesmo antes de Conti sofrer o abuso, os anciãos já sabiam que Jonathan Kendrick, que na época ocupava um cargo de liderança na congregação, também tinha molestado sua enteada quando ela era uma adolescente. E ainda assim os anciãos não chamaram a polícia e não alertaram os outros membros da congregação.

“Eu fiquei com nojo, eu estava absolutamente enojada”, Disse Conti. “Tornou-se ainda mais necessário do que nunca, para controlar o dano, ser proativa e salvar alguém”.

Sob juramento, os anciãos da congregação alegaram que a razão para não alertar a congregação sobre os abusos de Kendrick era pelo fato da informação ser “confidencial”. De fato, os anciãos disseram que naquele momento estavam seguindo as orientações rigorosas fornecidas pela liderança da igreja na sede das Testemunhas de Jeová, em Nova York, chamada "Torre de Vigia".

Em uma série de cartas enviadas para anciãos por todo o país, tratando de abusos de crianças, a Torre de Vigia afirmou que, apesar de reconhecer que alguns estados têm leis sobre denúncia de abuso de crianças, as denúncias, ao contrário do que determina a lei, devem ser mantidas em segredo, exceto para os anciãos da igreja, porque a "paz, unidade e bem-estar espiritual da congregação estão em jogo”, e porque “as pessoas do mundo são rápidas para recorrer a processos judiciais quando acreditam que seus 'direitos' foram violados."

Os anciãos em Fremont removeram Kendrick de sua posição de liderança, por política da Torre de Vigia, tendo como base a “impureza”.

Quando a ação da Candace Conti contra a igreja foi ao tribunal, os advogados das Testemunhas de Jeová argumentaram que não é da responsabilidade de uma organização religiosa proteger as crianças de abuso sexual por parte de outros membros da congregação. Eles disseram que a igreja oferece educação para os pais sobre o risco de abuso sexual. Eles também afirmaram que o alegado abuso de Candace Conti nunca ocorreu dentro da propriedade da igreja.

Além disso, os advogados da igreja questionaram se Conti foi especificamente designada pelos anciãos para ir na pregação de casa em casa, conhecido como "serviço de campo", com Kendrick.

Em última análise, o júri ficou do lado de Conti. Em um veredicto histórico de 2012 ela acabou por ser beneficiada com uma indenização de mais de 15 milhões de dólares. A Torre de Vigia está atualmente apelando sobre o caso.

A Torre de Vigia negou nosso pedido de entrevista, mas disse a "Nightline", em um comunicado, salpicado com citações da Bíblia, que "seria inapropriado para nós comentar casos atualmente em litígio." ... "As Testemunhas de Jeová também têm consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual de crianças." Veja mais de declaração da Igreja no final desta história.

Seja qual for o resultado do seu caso, a luta pública de Candace Conti parece ter aberto as comportas. As Testemunhas de Jeová estão agora enfrentando uma série de ações em todo o país. O procurador Irwin Zalkin está trabalhando em 15 desses casos.

"Por alguma razão [os líderes da igreja] acreditam que estão acima da lei", disse Zalkin.

Em outubro, um tribunal de San Diego ordenou o pagamento de 135 mil dólares a um dos clientes de Zalkin em danos morais por abuso sexual sofrido nas mãos de Gonzalo Campos, líder da congregação espanhola Linda Vista. As Testemunhas de Jeová planejam apelar do veredicto.

Kendrick estava ausente do julgamento de Conti e negou repetidos pedidos de entrevista a "Nightline". Em uma breve conversa com a "Nightline" fora de sua casa na Califórnia, Kendrick disse: "A minha declaração é esta: eu nunca estive sozinho com a Sra Conti, nunca molestei Candace Conti”.

Ele negou ter participado do “serviço de campo” sozinho com Conti, e repetidamente negou tê-la molestado ou em qualquer momento ter ficado sozinho com ela.

"Eu tenho certeza que essa é a coisa mais inteligente que ele poderia dizer", disse Conti a "Nightline". "Isso dói como o inferno. Mas você espera honestidade de um abusador de crianças?”

Conti esta seguindo em frente com sua vida. Ela se formou na faculdade e recentemente ficou noiva. Mas ela disse que vai continuar lutando em nome de todas as vítimas de abuso infantil.

"Eu não tenho monopólio sobre a dor", disse ela. "Em vez de ser vítimas, podemos mudar isso, e deixar nossas palavras pregarem a mudança. Então talvez essa dor possa compensar de alguma forma."

Desde o veredicto de Conti, em 2012, a igreja parece ter feito algumas mudanças em sua política de confidencialidade quando se trata de abuso de crianças, mas os críticos, incluindo Conti, dizem que não é o suficiente.

Quanto a Jonathan Kendrick, ele diz que ainda é um membro com boa reputação entre as Testemunhas de Jeová.

Mais declarações das Testemunhas de Jeová a ABC News sobre esta reportagem:

“Como sabem, não seria apropriado para nós comentar casos atualmente em litígio. No entanto, como complemento à declaração que fornecemos anteriormente, por favor, nos permitam apresentar os seguintes pontos.

Nós abominamos o abuso sexual de crianças e nós não protegemos qualquer autor de tais atos repugnantes das consequências de seu pecado grave e crime. - Romanos 12: 9.

Nossa política atual e de longa data é claramente indicada na publicação "Pastoreando o rebanho de Deus" 1 Pedro 5: 2, em que é fornecido aos anciãos a seguinte orientação:

"O abuso de crianças é um crime. Nunca sugerir a ninguém que eles não devem relatar uma denúncia de abuso de crianças à polícia ou outras autoridades. Se você for indagado, deve deixar claro que relatar o assunto às autoridades ou não é uma decisão pessoal, que cada indivíduo deve fazer, e que não há sanções da congregação para qualquer decisão. Anciãos não devem criticar quem relate tal alegação às autoridades. Se a vítima deseja fazer um relatório, é o seu direito absoluto fazê-lo"-"Pastoreando o rebanho de Deus "1 Pedro 5: 2., Cap. 12, pp. 131-132, par. 19.

Procurar aconselhamento jurídico é um elemento vital de lidar com questões sensíveis de forma responsável. Assim, ao longo de décadas nossos anciãos foram orientados a entrar em contato com nosso departamento jurídico sempre que tenham conhecimento de uma alegação de abuso infantil. Fazemos isso, não para esconder o crime e o pecado, mas sim para garantir que os nossos anciãos respeitem rigorosamente as leis de notificação de abuso infantil. Por meio de nossas publicações baseadas na Bíblia, os nossos serviços religiosos e nosso website jw.org, As Testemunhas de Jeová têm também consistentemente advertido os membros da congregação e do público para a necessidade de proteger os seus filhos do horrível crime de abuso sexual infantil. Encorajamos qualquer pessoa que deseja entender a nossa posição a visitar o nosso site jw.org e a procurar o termo "abuso infantil."

Texto original:

Tradução: agradecimentos ao colega Artur Araújo.