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terça-feira, 28 de junho de 2016

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ: O QUE ELAS NÃO TE CONTAM? EBOOK GRATUITO PARA BAIXAR.



Por que milhares de fiéis estão escolhendo deixar de ser Testemunha de Jeová? Por qual motivo outros milhares permanecem como Testemunhas ainda que contra a vontade? São as Testemunhas tão felizes quanto declara sua liderança?

Por volta dos 20 anos, fui contatado pelas Testemunhas de Jeová, e logo estas me convenceram de que muitos ensinos católicos eram falsos. Nem tanto por isso, mas muito mais atraído por suas declarações a respeito de um belo paraíso, que deveria estar às portas, o mais tardar na virada do século, acabei me tornando uma delas; e como tal, os meus próximos 20 anos foram dedicados a essa religião, sendo que minha maior atividade se resumia em visita aos lares, com o objetivo de denunciar quanta mentira religiosa eram contadas por católicos e evangélicos. Quanto a se esses de fato contam mentiras, é uma questão que cada um deve decidir; quanto a se as Testemunhas de Jeová contam a verdade, este livro faz algumas ponderações.

O livro é de Lourisvaldo Santana.
Para baixar o Ebook gratuitamente clique no link abaixo:

http://www.mediafire.com/download/63x1naa4sng72sx/Testemunhas_de_Jeov%C3%A1_-_ o_que_elas_n%C3%A3o_lhe_contam_.pdf

Créditos:
Blog Pontos de Fé

http://www.pontosdefe.blogspot.com.br

Tópico sobre o livro no Fórum Ex-Testemunhas de Jeová

http://extestemunhasdejeova.net/forum/viewtopic.php?f=18&t=19823

sábado, 28 de novembro de 2015

DEPOIMENTO DE UMA EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ: TUDO AQUILO ESTAVA ME SUFOCANDO!


Me chamo Fernando, tenho 28 anos, sou do Rio de Janeiro. Deixei de ser Testemunha de Jeová há 2 anos.
Por volta dos meus 5 anos de idade, minha mãe se tornou Testemunha, atraída pelas promessas da Torre de Vigia e pelo "amor cristão" existente na congregação, que de alguma forma serviram de consolo para alguns problemas familiares que passávamos na época. Meu pai nunca se tornou TJ. Estudou, mas nunca frequentou as reuniões. Acredito que ele apoiava a posição da minha mãe em criar eu e minha irmã como TJs por comodismo.
Nossa família é de origem pobre e de pouca escolaridade, presa fácil para a doutrinação da Torre de Vigia. Meu pai faleceu quando eu tinha 19 anos, e por influência da religião não entrei numa faculdade nessa época.
Enquanto Testemunha de Jeová, fiz boas amizades e servi como servo ministerial (equivalente a um privilégio dentro da congregação). Entreguei o cargo após começar a questionar os ensinos e ter contato com o Fórum e os livros de Raymond Franz. Fiquei 2 anos "infiltrado", construindo uma vida não TJ em paralelo, mas me sentindo cada vez mais sufocado por tudo aquilo, até que decidi me afastar. Os anciãos (equivalente a pastor) ficaram me perseguindo, até que aceitei conversar com eles uma vez e abri o jogo. Não me desassociaram na ocasião, apenas 4 meses após quando postei uma foto com um amigo meu de infância, o Arthur Prado aqui do grupo, que já era ex-TJ e conhecido como "apóstata". Usaram essa foto como evidência para a desassociação. Na verdade eles estavam à espera de qualquer coisa palpável que pudessem usar contra mim com intuito de me silenciar. Como minha vida já tinha andado, nem perdi meu tempo com comissões judicativas (tribunal eclesiástico das TJs), nem nada, simplesmente cortei o vínculo com tudo relacionado às Testemunhas de Jeová.
Hoje vivo bem. Ainda tenho amizade com alguns TJs (óbvio que sem o conhecimento da congregação) e fiz muitos novos amigos. Consegui recuperar o tempo perdido na Torre, e aos poucos a minha vida acadêmica, pessoal e profissional está entrando nos eixos.
Minha namorada também é ex-Testemunha de Jeová, desassociada por assumir o namoro. Minha irmã está afastada há 10 anos. Minha mãe, apesar de ainda ser TJ, mantém uma boa relação comigo.
Atualmente sou ateu, até que se prove o contrário... rsrs
Aproveito para parabenizar cada membro desse grupo pela força moral de superar uma seita tão manipuladora como a Organização Torre de Vigia.
Um grande abraço meus amados irmãos e irmãs!! 

Perfil do Fernando Silva no Facebook:

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

DEPOIS DE TODA FAMÍLIA SAIR DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, AINDA RECEBE TELEFONEMAS E CARTAS DIZENDO QUE ESTÁ ERRADO!




Depois que a família de Rafael Saint-Clair Braga decidiu sair das Testemunhas de Jeová muitas pessoas se emocionaram com seu relato e leram os motivos dessa decisão numa carta que o mesmo colocou disponível na Internet. O Blog Ex-Testemunhas de Jeová abordou isso num post denominado DEPOIMENTO: POR QUE UMA FAMÍLIA TODA SAIU DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ? que vocês podem ler clicando no título acima.

Para a surpresa dele e de sua família, um ancião (equivalente a pastor) da congregação resolveu mandar uma carta tentando mostrar que a decisão deles não foi correta e que deveriam voltar para Jeová (entendam voltar para a organização das Testemunhas de Jeová).

Rafael Saint-Clair Braga não hesitou e fez seu primeiro vídeo detalhando como os líderes das Testemunhas de Jeová tentam de toda forma "policiar" a vida de quem está dentro e de quem sai dessa organização.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

VÍDEO - REPORTAGEM COMPLETA DA TV PORTUGUESA TVI SOBRE OS FUNDAMENTALISMOS RELIGIOSOS DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


Conforme anunciado nesse Blog a reportagem "Na sombra do pecado" foi ao ar no domingo 18/10/15. Para assistir toda a reportagem acesse o link abaixo da TV portuguesa TVI.

                                                        Chamada no Jornal português

ASSISTIR A REPORTAGEM COMPLETA ABAIXO:




Um mundo secreto, em que ainda funcionam comissões judicativas, uma espécie de tribunal eclesiástico, presidido por anciãos, um dos mais altos cargos na hierarquia. As ordens são para resolver tudo dentro da organização, mesmo tratando-se de crimes de pedofilia.

Uma investigação TVI, vai mostrar como ocultaram e omitiram crimes ao longo de décadas. Depoimentos inéditos de quem foi vítima e de quem teve cargos importantes na organização.

Mais informações sobre o assunto nos links abaixo:

Fórum Ex-Testemunhas de Jeová

Fan Page Ex-Testemunhas de Jeová

Postagem anterior aqui no Blog Ex-Testemunhas de Jeová

domingo, 11 de outubro de 2015

SAÍ DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, PORÉM MINHA FAMÍLIA RARAMENTE FALA COMIGO!


POR KLEBER SOUZA

Bom, gostaria de contar um pouco sobre minha história no mundo das  Testemunhas de Jeová”. Minha mãe começou a estudar com as TJ’s quando eu era pequeno e não demorou muito para que eu e meus irmão também começássemos a ser doutrinados. Meu pai nunca quis saber de estudar, mas nunca se opôs, sempre financiando nossas atividades cristãs e até hoje tem um excelente relacionamento com os irmãos (até emprestando dinheiro para um ancião fazer uma cirurgia). O enredo da história é quase sempre o mesmo para quem desde pequeno faz parte da seita - estuda, progride, batiza – e no meu caso não foi diferente, aos 13 anos já estava batizado e agora era um Testemunha de Jeová aprovada e dedicada. Como todo TJ sabe é proibido ler, estudar ou “flertar” com outras fontes que não seja da Torre de Vigia, mas eu sempre gostei de ler, sou curioso por natureza e num determinado episódio surgiu um alerta sobre algumas coisas. Na mesma época fui desassociado por fornicação e resolvi buscar outras fontes. Me espantei com o tanto de material maravilhoso, diga-se de passagem que tem na internet sobre a história, crenças, doutrinas, escândalos das Testemunhas de Jeová. Eu já estava meio inativo nas reuniões ia de vez em quando, campo (pregação de casa em casa) uma vez por mês e olhe lá, e quando comecei a descobrir a VERDADE sobre a “verdade” ai foi a gota d’água. Escrevi uma carta de dissociação (desligamento voluntário) explicando meu ponto de vista, questionando as muitas facetas obscuras das doutrinas das Torre de Vigia e pedindo meus desligamento. Vi num site, não me lembro qual, que como não poderia conversar com ninguém depois de ser expulso era interessante escolher dois amigos achegados dentro da organização e entregar cópias da carta para que estes ficassem sabendo por mim os reais motivos da saída. Enviei duas cópias a uma amigo (que também estava inativo) e outra a uma grande amiga (que hoje está desassociada). Ele me deu total apoio a minha decisão enquanto minha amiga quis que ao invés de pedir minha saída que eu apenas ficasse inativo. Ouvi a opinião dos dois, porém minha decisão estava tomada, mas não sei como (desconfio que um dos meus irmãos tenha feito) minha mãe descobriu minha carta e um belo dia depois de chegar do trabalho encontro ela aos prantos e tivemos uma longa DR. Como eu já estava mais pra lá do que pra cá no Salão ela implorou para que não entregasse a carta e que permanecesse inativo – maldita hora em que decidi fazer isso.
Fiquei durante alguns anos frequentando esporadicamente as reuniões, serviço de campo nem sabia mais o que era, e assistindo aos Congressos e Assembleias. Com o tempo conheci uma irmã que estava desassociada (termo referente a adeptos expulsos da congregação) e começamos a namorar, eu já não me importava com doutrinas, crenças ou mandamentos a serem seguidos, estava namorando uma pessoa maravilhosa que se fosse católica, espirita, evangélica eu namoraria do mesmo jeito. Porém, nas Testemunhas de Jeová não é assim que funciona: as pessoas não têm direito de escolha e livre arbítrio só na teoria. Quando as pessoas souberam que estava namorando uma desassociada não demorou muito para os anciãos (equivalente a pastor) virem falar comigo.
Eu trabalhava numa empresa que trabalham TJ’s e talvez por isso acho que tenha demorado um pouco – me deixaram de lado por um tempo, mas quando tive um desentendimento profissional com o ancião que era meu chefe não demorou muito para eu ser mandado embora e em questão de dias ter outros anciãos na porta da minha casa querendo saber sobre o meu namoro. Fui contundente em dizer que estava namorando a pessoa e não me interessava a atual situação dela na religião. Questionei algumas coisas sobre a Torre de Vigia, mas eles focam numa argumentação ad hominem querendo julgar minha decisão, e me convocaram para uma “amorosa” comissão judicativa (equivalente a um tribunal eclesiástico), disse que não iria – o que acho que foi um erro, e que estariam livres para se reunir sem a minha presença, o que realmente aconteceu. Alguns dias depois vieram me avisar que seria desassociado e que teria 7 dias para escrever ao escritório caso quisesse apelar da decisão e sei lá mais o que. Não o fiz e foi desassociado. 
Hoje me sinto livre para poder pensar, agir, me posicionar sobre assuntos que antes eu tinha minha base argumentativa somente na bíblia e na interpretação que a Torre de Vigia dá a ela, continuo com minha namorada - que por algum tempo continuou frequentando as reuniões, mas que que com o decorrer dos dias parou de ir – não por influência minha – e sim porquê viu que quando é conveniente para a organização mudam doutrinas antigas com a argumentação de “novas luzes”. 
Apesar de todo o ostracismo que passei e por perder o contato com parte da minha família – tenho um irmão ancião e outro servo ministerial e minha mãe é pioneira regular a mais de 10 anos - não me arrependo, muito menos penso em voltar para esse lugar imundo e obscuro que é essa organização. Minha mãe – nas raras vezes que conversamos – diz que eu ainda sou uma TJ que apenas estou desassociado, será que tem alguma forma mesmo depois de expulso de estar vinculado a essa religião? Se tivesse gostaria muito de tirar meu nome de todos os arquivos, livros ou sei lá o que eles usem para registrar entrada/saída de membros.
Peço desculpas por ter me estendido tanto. Para aqueles que chegaram até o final desse depoimento/desabafo deixo meu agradecimento, o mesmo com a equipe desse fórum que eu acompanho a algum tempo, mas não participava e que agora irei salvar nos favoritos para visitar/participar com mais frequência. Quero dizer para aqueles que ainda estão dentro da Torre por medo, conveniência ou outro motivo que eu os entendo, mas não vale a pena. A vida é só essa e não vale a pena deixar que um grupo dissimulado de velhotes interprete um livro e dite as regras de suas vidas. Criem o terreno, coragem, base sólida e libertem-se dos grilhões que é essa organização.
Muito obrigado.

Depoimento com algumas adaptações. Ler mais ou saber mais sobre as Testemunhas de Jeová acessem o link abaixo:

domingo, 4 de outubro de 2015

VÍDEO: DEPOIMENTO DE 62 EX-TESTEMUNHAS DE JEOVÁ! IMPERDÍVEL!



(No Youtube já tem as legendas em português. Basta clicarem em DEFINIÇÕES, escolherem LEGENDAS e seleccionarem Português). 

Nunca devemos nos calar diante das injustiças! O vídeo abaixo contém o depoimento de 62 ex-Testemunhas de Jeová ao redor do mundo com uma mensagem para todos que ainda são Testemunhas de Jeová e que não perceberam o que realmente ocorre dentro dos muros da Torre de Vigia.

Sua mensagem é de amor e de preocupação e com desejo urgente de eliminar alguns "mitos" perpetuados pela Sociedade Torre de Vigia e seu Corpo Governante, sobre o que é realmente um apóstata. Na realidade as Testemunhas de Jeová ou discriminam seus ex-adeptos por ignorá-los através de uma"morte"social ou por considerá-los inimigos dignos de pena e destruição.


Das duas maneiras observamos a tática de controle através do ódio ao inimigo, algo bem relatado no livro 1984 de George Orwell:

Na obra "1984", de George Orwell, há um estranho "ritual" em que as pessoas são obrigadas a participar diariamente. Ele é chamado de "Dois minutos do ódio", e consiste na exibição, em uma teletela, da imagem e da fala de Emanuel Goldstein, que no livro é o líder exilado da oposição ao governo do Big Brother, juntamente com outros opositores do "Partido" (como é chamado o partido do Big Brother, o Ingsoc). Durante os "Dois minutos do ódio", as pessoas são levadas a um estado de exaltação histérica, de muita raiva, de ódio, onde proferem insultos e ameaças contra a imagem sendo exibida na teletela. Algumas vezes os telespectadores partem até mesmo para a agressão física contra o aparelho. Orwell fez com isso uma referência à comum demonização dos inimigos que era utilizada durante a II Guerra Mundial através da mídia.

Referências:

O texto entre aspas explicando os dois minutos de ódio é de autoria de Glauber Ataide.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

DEPOIMENTO: POR QUE UMA FAMÍLIA TODA SAIU DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ?


Depoimento abaixo de Rafael Saint-Clair Braga:

Queridos colegas e amigos, olá!

Esta semana se encerra um longo ciclo em minha vida. Quase todos aqui me conhecem pelo meus trabalhos em pintura, desenho e animação, bem como meus estudos em linguística. Porém, houve um ciclo que ocupou 26 anos de minha vida, desde os meus 6 anos de idade, quando comecei a estudar com as "Testemunhas de Jeová" (em 1990). Uma época em que esta "organização religiosa" tinha uma aparência em nada parecida com a empresa/corporação que se tornou nos últimos 5 anos.

Eu já não era mais feliz, com um sorriso muito tímido e apagado (conforme podem ver na foto). A partir de 2010, percebia uma realidade muito diferente ao meu redor. Comecei a perceber que os irmãos ao meu redor não eram mais os mesmos, com um crescente exercício de "fraternidade" meramente diplomática, insistência em viverem de tal modo que, nitidamente, não os faziam com que tivessem uma vida plena e livre em Cristo Jesus.

Daí, comecei a visitar diversas congregações, tanto na cidade do Rio de Janeiro quanto em outros Estados da Federação: percebia um padrão em que todos eram os mesmos em suas interações com os "irmanados na fé", bem como uma crescente falta de amor genuíno e um exercício muito cínico por parte dos mesmos, chegando a incorrer em uma sociopatia aparente. Não à toa, isso começou a me afetar aos poucos. Percebia que não era mais eu mesmo! Estava apático, desanimado. Daí só foi um pulo, para um organismo humano (e não robótico) começar a apresentar somatizações tanto em nível orgânico quanto mental-emocional.

Em consequência, comecei a ter melancolia, depressão e eventuais crises de pânico. Jamais pude imaginar que a raiz de todo problema estava no elevado processo de inculcamento e doutrinação nociva do que nunca pude imaginar ser uma seita/culto com mecanismos idênticos de extirpação da individualidade e danos à mente. Cada vez que ia às assembleias e congressos percebia que o que era dito ali não fazia sentido! Jeová e Cristo Jesus jamais poderiam ser tão cruéis, tão burocráticos e terem prazer na escravização e sofrimento de seu povo, constituído de muita gente boa, porém ingênua e cega à realidade que as cercavam. Daí, também comecei a perceber que não era apenas eu que estava adoecido.

Os casos de depressão, síndrome do pânico e doenças de natureza nervosa cresciam assustadoramente entre os irmãos em várias congregações. A desculpa sempre previsível e utilizada era a de que eram "reflexos das tensões comum aos últimos dias". Porém, percebia que a maioria dos casos eram consequência de algo a mais que não se reduzia às pressões do mundo exterior e sim de um mecanismo opressivo e de padronização de tudo, inclusive do pensar. Logo, pensei em agir de maneira mais pragmática ao perceber que o problema não estava em mim e sim em uma ideologia nociva e danosa à mente de muitos.

A partir de 2012, decidi ir me afastando deste mecanicismo. Fui me retirando aos poucos das reuniões da congregação, por mais que me dissessem ser um sinal de "fraqueza", e notei que os sintomas e angustia desapareciam. Então, o problema estava dentro das congregações e das assembleias e congressos e, principalmente, no conteúdo do que era discursado e pregado nesses ambientes. Mas, até então, jamais tinha acesso ao que eram etiquetados como "materiais apostatas". Até que em um belo dia, no início do mês de março deste ano (mais precisamente no dia 6 de março), algo me chamou a atenção.

Percebi que na tela do computador havia um thumbnail de um vídeo do site "YouTube" intitulado "A origem das Testemunhas de Jeová". É um documentário de 1986. Foi um pulo para que o assistisse na íntegra e tomasse conhecimento de coisas que jamais poderia imaginar! Daí comecei a investigar a veracidade de tudo o que fui pesquisando, sempre dando margem às duvidas, pois poderiam ser realmente matérias sensacionalistas contra uma minoria. Infelizmente, tudo que pesquisava a respeito se confirmava verdadeiro e assustadoramente chocante. Chorava todas as noites, pois não queria que minha irmã e mãe (também TJs) soubessem de tantas décadas de injustiças, manipulações e sujeiras indescritíveis. A minha preocupação era, principalmente, com minha mãe (já em seus sessenta e com problemas de saúde inerentes a idade).

Foram mais dois meses (abril e maio) “preparando o terreno" para minha irmã caçula e minha mãe para acordarem e revelar os escândalos em doses homeopáticas para facilitar a assimilação de que o que vivemos em tantos anos não se passava de uma mentira, uma grande heresia, uma ilusão. Daí, tudo começou a fazer sentido para mim. Já não tinha episódios depressivos porque já tinha identificado a causa de tudo. Para minha felicidade, me surpreendi com a força e garra de minha mãe! Em uma tarde no início de junho, ela decidiu saber de tudo e pediu para que eu revelasse toda minha pesquisa para ela.

Conclusão, minha mãe disse que nunca poderia viver uma mentira e que não seria conivente com tantas injustiças. Acabou que a minha irmã foi a mais reticente, mas, depois concordou em saber de tudo. Junho, julho e agosto foram meses de muitas pesquisas: horas lendo fontes de vários sites sérios (como JWSurvey, AAWA, JWFacts, dentre outros), bem como vários depoimentos de queridos irmãos dissidentes espalhados pelo mundo. Devoramos o livro “Crises of Concience” de Raymond Franz (minha mãe em 3 dias). Todas as nossas pesquisas apresentam-se reunidas nesta carta. Agradeço imensamente aos queridos "strugglers" (lutadores) Marc Cora Latham (pelo conteúdo de seus canais no YouTube), John Cedars (pelo material disponibilizado no site JWSurvey) e muito, especialmente, ao grande irmão e amigo Osmanito Torres que foi de uma fraternidade, humanidade e amizade que jamais pude experienciar em nenhum "irmão e achegado comigo na 'fé' ". Ele também me ajudou na presente carta (reunião de argumentos e materiais).

Por último, quero agradecer a todos os membros deste grupo que sempre me ajudam ao postarem suas dores, experiências e conselhos. Estamos todos em um mesmo barco. Porém, agora livres em Cristo e, realmente, como filhos de Deus. E também aberto às amizades daqueles que, por ventura, não possuem fé alguma. Imenso apreço a todos. Um grande abraço.

Baixe aqui a carta de Dissociação em PDF:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

ANCIÃO (PASTOR) DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ RELATA SUA DECEPÇÃO SOBRE ESSA ORGANIZAÇÃO!


Há muito tempo venho relatando que conheço várias Testemunhas de Jeová que gostariam que muitas coisas fossem mudadas dentro dessa denominação religiosa, mas que não podem expor suas ideias ou opiniões sob o risco de serem consideradas rebeldes e assim serem expulsas (desassociadas) e perderem contatos com amigos e familiares. Ou seja, são reféns de um fundamentalismo religioso que usa a discriminação e a morte social como forma de aterrorizar qualquer tentativa de humanizar seus dogmas. Já venho explicando que as Testemunhas de Jeová são orientadas a não falar com ex-adeptos mesmo sendo familiares próximos numa tentativa, desumana e desrespeitosa, de que o mesmo volte, não importando que não acredite em mais nada do que é ensinado ali. Voltam para não perder o contato com seus amigos e familiares. No Fórum Ex-Testemunhas de Jeová recebemos um depoimento de um Ancião (Pastor) dessa denominação religiosa que relata:

Olá pessoal! Tenho servido como ancião (pastor) numa congregação das Testemunhas de Jeová pelos últimos 15 anos. Não posso dizer que já vi de tudo, pois a cada ano sou surpreendido por mais elementos procedimentais e doutrinários, criados pelo Corpo Governante, que me deixam cada vez mais desiludido.Minha desilusão com a Organização conduzida por este grupo de homens é resultado de um processo que se estende já por alguns anos. Desde 2010 dedico-me com especial afinco ao estudo da Bíblia. Tive meu primeiro choque com as doutrinas ensinadas pelo Corpo Governante naquele mesmo ano, durante minha pesquisa relacionada com a carta de Paulo aos Romanos. Tentei sem êxito, mas de muitas formas, conciliar aquilo que a Bíblia ensina sobre, por exemplo, justificação e filiação, com a doutrina despachada por Brooklyn, mas não consegui. Com a continuidade dos meus estudos - e devo dizer que jamais busquei neste período informações de fontes consideradas apóstatas pelos dirigentes das Testemunhas de Jeová -, passei a me deparar com uma ampla gama de doutrinas Bíblicas claras e que tem a sua importância minimizada ou mesmo virtualmente apagada pela liderança TJ. Espero, com o tempo, poder abordar algumas destas aqui. Mais recentemente, já após minha desilusão ter amadurecido, decidi ler os livros de Raymond Franz, Crise de Consciência e Em Busca da Liberdade Cristã, bem como o livro do sueco Carl Olof Jonsson, Os Tempos dos Gentios Reconsiderados, e fiquei simplesmente estarrecido, não apenas com aquilo que descobri, mas especialmente pela quase totalidade de harmonia entre aquilo em que realmente creio e as coisas entendidas pelos autores. Elementos que eu considerava gravemente ofensivos à Deus, tais como a obsessiva ênfase da organização sobre sua autoridade e importância para a salvação dos discípulos de Cristo, foram abordados de maneira perfeita por Franz. As relações mecânicas, controladas e insípidas entre os membros da religião, a exigência de absoluta conformidade com padrões excêntricos e extra-bíblicos, a manipulação de informações e, claro, as terríveis injustiças promovidas pelo sistema judicial criado pela liderança TJ, essas e muitas outras coisas, produziram em mim uma desilusão completa. De modo que não posso mais adotar o conceito de que esta organização tem direito à pretensão de ser o canal exclusivo entre Deus e homens, quase que, ou virtualmente substituindo, o próprio Cristo e o espírito de Deus na terra. Creio que serei entendido aqui quando digo que não posso simplesmente deixar as fileiras das TJ's. Não por causa de mim, claro. Faço o sacrifício de ficar por razões sobre as quais não gostaria de comentar agora. Confio que não serei julgado adversamente por isso aqui. Espero, no entanto, poder em breve, sob novas circunstâncias, poder anunciar meu desligamento deste movimento religioso. Enfim, esta breve apresentação é somente para dizer: olá pessoal, é um prazer estar aqui com vocês!

Matéria retirada do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová:

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

BLOGUEIRA SEHZIINHA DIZ QUE PAI NÃO FALA MAIS COM ELA PORQUE AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ PROÍBEM CONTATO COM EX-ADEPTOS!




Assistam o vídeo no link abaixo:
https://www.facebook.com/extestemunhasdejeova/videos/843026255776398/?theater

Achei esse vídeo num grupo do Facebook da qual fazem parte Testemunhas de Jeová e Ex-Testemunhas de Jeová e que foi postado pelo amigo Alexandre Weisshuhn. O que tem de interessante nele?

Bem, uma jovem que foi criada até os 17 anos numa família de Testemunhas de Jeová vê seu mundo virar de ponta cabeça quando seus pais se divorciam e ela e sua mãe resolvem sair dessa denominação religiosa e o pai permanecer.

Já não bastasse o desgaste emocional de uma separação o fato é que as Testemunhas de Jeová incentivam e exigem de seus adeptos um total isolamento de quem resolve sair, ou seja, quem não deseja mais pertencer a essa religião vai ser discriminado e ignorado por amigos e familiares que não vão mais nem sequer dizer um "Oi" na calçada para você.

Exagero? Pois bem, no vídeo a jovem Sehziinha afirma que seu pai (ainda adepto das Testemunhas de Jeová) evita ter contato com ela por estar seguindo as leis de Deus, mas leia-se nas entrelinhas, seguindo as ordens de uma religião americana que com seus fundamentalismos destrói famílias.

Será que estamos exagerando? Que isso não acontece? Vamos ver a orientação sendo dada numa das publicações das Testemunhas de Jeová:

*** Nosso Ministério do Reino 8/02 p. 3 par. 4 Demonstre lealdade cristã quando um parente é desassociado ***E quanto a falar com o desassociado? Embora a Bíblia não trate de cada situação possível, 2 João 10 nos ajuda a entender o conceito de Jeová sobre a questão: “Se alguém se chegar a vós e não trouxer este ensino, nunca o recebais nos vossos lares, nem o cumprimenteis.” Comentando isso, A Sentinela de 15 de dezembro de 1981, na página 21, diz: “Um simples ‘Oi’ dito a alguém pode ser o primeiro passo para uma conversa ou mesmo para amizade. Queremos dar este primeiro passo com alguém desassociado?”

Quanto mais pessoas forem alertadas dessa prática discriminatória mais apoios receberemos para que a nossa Justiça acorde diante de tais barbaridades frutos de um fundamentalismo religioso nocivo.

domingo, 7 de dezembro de 2014

PAI E FILHO SE REENCONTRAM DEPOIS DE 12 ANOS - TESTEMUNHAS DE JEOVÁ PROÍBEM ENCONTROS COM EX-ADEPTOS!


Passados 12 anos, pai e filho se reencontram. O que parece ser mais um caso de programa de auditório em que familiares por algum motivo perderam o contato por décadas e depois resolvem recuperar o tempo perdido indo em busca de suas origens se mostra um assombroso engano nessa história.
Cícero Barbosa Alves (pai) era adepto da denominação religiosa Testemunhas de Jeová e quando saiu dessa religião, seu filho e toda a família que continuariam pertencendo a igreja, seguiram as diretrizes rígidas e desagregadoras de não falar mais com um ex-adepto. Ou seja, as Testemunhas de Jeová decretam uma morte social para quem ousa sair e todos amigos e parentes são orientados a não ter mais nenhum tipo de convívio o  que significa nem mesmo dirigir um simples "Oi". 

O relato de Cícero Barbosa Alves segue abaixo:

Um sábado de muita felicidade pois, depois de 12 anos finalmente tive um dia com meu filho. Fiz um belo churrasco para comemorar este dia, que foi o primeiro de muitos que virão com muita fé em Deus. Como todos aqui já sabem eu perdi o contato com meus filhos quando eu resolvi sair fora da seita Testemunhas de Jeová (Torre de Vigia ). Perder o contato com os meus filhos me trouxe muito sofrimento mas, graças a Deus ele saiu fora da Torre de Vigia e hoje está desassociado (membro "desligado") e estamos nos vendo mais. Hoje ele passou o dia em minha casa e falamos sobre várias coisas. Estou muito feliz por tudo o que esta acontecendo comigo. Como foi importante pra mim ter acreditado e ter tido a esperança.

A desculpa da igreja é estar seguindo orientações bíblicas, mas como bem sabemos todo fundamentalismo religioso tende a desvirtuar qualquer tipo de situação para respaldar suas barbáries teológicas. Sempre comprovamos nossos textos com artigos da própria religião, ou seja, a discriminação a ex-adeptos (até mesmo sendo familiares próximos) é realmente incentivada no dia a dia das Testemunha de Jeová. Vejamos isso na revista A Sentinela 15 de Abril de 2012 págs 11 e 12:

Que dizer se um parente ou um grande amigo nosso for desassociado? Nesse caso, a nossa lealdade será provada, não a lealdade a essa pessoa, mas a Deus. Jeová nos observará para ver se acatamos, ou não, seu mandamento de não ter contato com nenhum desassociado. Vejamos apenas um exemplo do bem que pode resultar de a família apoiar lealmente a ordem de Jeová de não se associar com parentes desassociados.
Certo jovem estava desassociado havia mais de dez anos e, durante esse período, seu pai, mãe e quatro irmãos 'cessaram de ter convivência’ com ele.`As vezes, ele tentava se envolver nas atividades da família,mas, para crédito dela, todos os seus membros evitaram firmemente qualquer contato com ele. Já readmitido, ele disse que sentia muita falta da associação com a família, em especial à noite, quando ficava sozinho. Mas ele admitiu que, se a família tivesse se associado com ele, mesmo só um pouco, essa pequena dose o teria satisfeito. No entanto, ele não recebeu nem mesmo a menor comunicacão de qualquer membro da família. Assim, seu forte desejo de estar com seus familiares contribuiu para a restauração de sua relação com Jeová. Pense nisso se algum dia você for tentado a violar o mandamento divino de nãoo se associar com parentes desassociados.


Cada vez mais devemos denunciar qualquer tipo de fundamentalismo religioso que atente contra a dignidade humana e que destrói famílias. 

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

DEPOIMENTO DE UMA EX-TESTEMUNHA DE JEOVÁ - HOMOFOBIA!



Recebi uma mensagem via Facebook de um antigo colaborador do Fórum Ex-Testemunhas de Jeová me pedindo para publicar a carta de um amigo que resolveu se dissociar (pedir desligamento) das Testemunhas de Jeová e que gostaria que isso fosse feito no meu Blog. Na carta é relatado vários pontos para sua saída, mas fiz questão de salientar no título a questão da homofobia, pois se trata de um tema atual, principalmente aqui no Brasil. 

Segue abaixo a carta:



Meu nome é Welber Mascarenhas Dias, nasci e cresci dentro de um lar de Testemunhas de Jeová. Pai, mãe, avós, tios, primos. Uma grande e exemplar "família cristã". Quando se nasce nessas condições, você não tem muita escolha. Livre-arbítrio acaba virando piada e ilusão. É verdade que é a própria pessoa quem decide se batizar (momento em que você se oficializa como Testemunha de Jeová), porém batizar-se é tudo que se espera de um jovem que "nasceu na verdade". Sim, você acaba sendo coagido. Você tem o direito de escolha, mas todos os "irmãos" esperam que você escolha o batismo, toda a sua família espera que você faça isso. É o que todos os outros jovens de lá de dentro fazem, e se você não é batizado, você é o patinho feio. As pessoas te olham como se houvesse algo errado com você. Rola uma discriminação interna, e que fica pior a medida que você cresce.
Bem, por vários anos eu fui o patinho feio. Até acreditava que tudo que as Testemunha de Jeová ensinavam era verdade absoluta. Mas eu simplesmente não me encaixava. Então adiei o tanto quanto pude o batismo. E as pessoas começaram a reparar. Começaram a falar mal. Meu pai foi ameaçado de ser destituído do cargo de ancião (um equivalente aos pastores das igrejas evangélicas). Eu não queria me batizar pois sabia que Jeová Deus não ia me aceitar. Por que? Porque aprendi que Deus não gosta de homossexuais. E sim, eu sou gay. Adiei esse batismo o tanto quanto pude.
Entretanto, em 2009 eu me senti tocado por Jeová Deus. Acreditei que eu poderia suprimir qualquer "tendência errada", e resolvi finalmente tentar. No dia 21 de novembro de 2009, fui batizado no Salão de Assembleias das Testemunhas de Jeová de Goiânia, Goiás. Houve grande regozijo na congregação de Deus neste dia, afinal eu estava fazendo a única escolha certa. Por dois anos, consegui cumprir bem meu papel como Testemunha de Jeová. Mas aquele não era eu. Aquele era quem eu tinha que ser. Tudo que eu realmente gostaria de fazer era errado e me era proibido.
A medida que o tempo foi passando, eu conseguia esconder meu jeito alegre e espontâneo cada vez menos. Eu atraía muita gente de espírito jovem. Mas os mais fanáticos queriam distância de mim, pois eu representava um perigo para a espiritualidade deles. Eu descobri que eu nunca deixara de ser aquele patinho feio. Com o tempo, acabei me envolvendo em um proceder pecaminoso com outro irmão da congregação. Nós dois fomos punidos, com uma repreensão. Uma repreensão é quando você é impedido de executar seus "privilégios" como Testemunha de Jeová. Para isso, precisei passar por uma Comissão Judicativa, formada por três anciãos, onde eu tive que confessar meus pecados em detalhes. Me senti envergonhado. Enquanto eu esperava do lado de fora do Salão do Reino a decisão, eu chorei muito, me senti indigno perante Deus, humilhado. Quando me chamaram e deram o veredicto, de que não iam me desassociar (expulsar), apenas me repreender, fiquei muito feliz! Afinal eu não queria ser expulso. Ser expulso significaria uma humilhação pública, onde todos os meus amigos e familiares virariam as costas pra mim até que eu voltasse.
Mais uma vez, tentei harmonizar minha vida com a maneira que as Testemunhas de Jeová ensinam a Bíblia. Eu estava disposto a tentar de novo, e a suprimir de uma vez por todas o verdadeiro eu. Mas o que aconteceu a seguir? Aconteceu que o assunto tradado na minha comissão começou a se espalhar dentro da congregação, e bem rápido. Poucos meses depois da minha repreensão as pessoas comentavam sobre o meu caso pelas minhas costas. Amigos começaram a me excluir do Facebook, e eu sofria muito com essa rejeição, que aconteceu bem antes de eu deixar de ser Testemunha de Jeová. Tudo que eu sempre quis enquanto estive lá dentro, foi ser aceito. Então comecei a reparar que os membros dessa instituição religiosa não são assim tão amorosos, que quando você segue a risca o padrão, está tudo bem, e eles te abraçam. Mas se você não consegue se adequar, eles vomitam a Bíblia em você, te rejeitam, fazem circular boatos sobre você, e te excluem. Isso tudo me levou a um quadro de depressão. Três tentativas de suicídio. Várias brigas em casa. E muito, muito tempo perdido. 
Com acompanhamento psicológico, comecei a melhorar. Descobri que fora da Organização de Jeová existem sim pessoas que sabem amar, e pessoas boas. Comecei a pesquisar mais profundamente a Bíblia, e descobri que as Testemunhas de Jeová não são as donas da verdade. Encontrei várias incongruências nos ensinos das mesmas. Além disso, com uma pesquisa mais pormenorizada, percebi que é irracional viver no século XXI baseando toda a sua vida em um livro escrito para uma sociedade que viveu há cerca de 2.000 anos atrás. A partir do momento que a Bíblia passou a ser um livro de histórias (algumas fantasiosas), passei a achar ainda mais ridículo o modo de vida ao qual eu estava tentando tanto me adequar.
Mas afinal, o que é realmente ser uma Testemunha de Jeová. Bem, na verdade trata-se mais de uma lista de proibições absurdas. Vou citar algumas:
- Proibido comemorar aniversários, celebrar o natal, ano novo, carnaval, dia das bruxas, festas juninas, páscoa, ou qualquer outra celebração. Proibido ter amizade com pessoas que não são Testemunhas de Jeová, namorar com pessoas que não são Testemunhas de Jeová, ter relações sexuais antes do casamento. Proibido participar de competições esportivas, ir a festas que tenham muitas horas de duração, ir a shows.
E o que é fortemente desencorajado?
Fazer um curso superior, pois este mundo está perto do fim e não é hora pra isso. Buscar ter uma carreira de sucesso, pois este mundo está perto do fim e não é hora pra isso. Ter filhos, pois este mundo está perto do fim e não é hora pra isso.

E quanto ao que é fortemente INCENTIVADO?
Pregar de casa em casa, avisando as pessoas que a religião delas está errada e que o mundo está acabando. Ler a Bíblia todos os dias. Quando lê-la de capa a capa, começar de novo. Gastar horas estudando as publicações das Testemunhas de Jeová. 

Se você faz tudo isso, parabéns! Você é o que é considerado uma genuína Testemunha de Jeová. Você nem sequer vai pensar em buscar os prazeres do mundo, e Deus estará sorrindo pra você de orelha a orelha. E sabe porque não buscará os prazeres do mundo? Porque não vai sobrar tempo! Eu sei que essa decisão minha me coloca em uma posição bastante desfavorável aos olhos da minha família.


sexta-feira, 7 de março de 2014

DEPOIMENTO: MOTIVOS PARA NÃO ME TORNAR UMA TESTEMUNHA DE JEOVÁ!


É bem interessante, vez por outra, colocar no Blog alguns depoimentos de pessoas que tiveram uma experiência no mundo das Testemunhas de Jeová. Para mim o depoimento, muitas vezes, é mais importante que textos "técnicos" que mostram os absurdos e fundamentalismos dessa denominação religiosa. Nossa página no Facebook nos brindou com mais uma história de uma pessoa que percebeu a tempo os perigos dessa seita norte-americana. Segue o texto de Rosi Pimenta abaixo:

Frequentei durante 1 ano e meio o Salão do Reino (congregação) das Testemunhas de Jeová e participava de todas as atividades, desde a leitura da Bíblia, reuniões, serviços no campo (pregação de casa em casa) e Congressos (reuniões maiores das TJs). Comecei a frequentar por influência de um amigo, e como sou muito curiosa em tudo que desejo conhecer, desde Partidos Políticos, Movimento estudantil universitário, me aguçou a curiosidade para conhecer a "doutrina" das Testemunhas de Jeová... e lá fui eu!!
Sempre muito disciplinada, quando busco conhecer, faço diversas leituras e preciso estar ali naquele meio para fazer as minhas impressões: preciso viver aquilo. Fiz muitas amizades, mas era uma amizade frágil. Uma amizade que se restringia somente ali e no que eu poderia tá contribuindo para aquele espaço. Não era bem vista porque era uma das poucas pessoas que cursava uma faculdade e isso era um dos motivos que podiam afastá-los da religião, o contato com mundanos (todo as pessoas que não são TJs), como eles chamavam! Sem falar que queriam "indiretamente" que eu abrisse mão de meu trabalho pra poder frequentar as reuniões em um dia da semana, coisa que eu não fiz!! Sem falar em diversos outros pontos que eu não conseguia aceitar para mim mesma, quem dirás tentar falar, persuadir, convencer outra pessoa no serviço de pregação (imposto pela religião)! Impossível levar as "boas novas" se o meu coração me condenava!! Decidi sair!! Fui objetiva, decidida e não voltei mais atrás. Eu precisei viver aquilo. Hoje eu sei do que se trata e posso falar como alguém que viveu. Perdi praticamente todas as amizades fragilmente conquistadas naquele espaço. Não condeno as pessoas que ali frequentam e levam as boas novas, cada um sabe o que faz ou pensa que sabe. Tenho o maior respeito por todos, mas a minha consciência e a pessoa que sou hoje e foi se construindo ao longo dos anos, não permite mais fantasiar as coisas.

Fontes: 

domingo, 5 de janeiro de 2014

FUI TESTEMUNHA DE JEOVÁ, TIVE LEUCEMIA E QUASE MORRI POR CAUSA DA DOUTRINA ASSASSINA DO SANGUE!


Estou aqui para expor minha revolta e indignação pela primeira vez, pois com 15 anos eu tive Leucemia e minha família e eu éramos Testemunhas de Jeová. Quando eu adoeci, meus familiares se responsabilizaram de negar aos médicos transfusões que seriam cruciais para meu tratamento, porém eu me encontrava muito debilitada e não fui questionada momento nenhum sobre minha vontade. Hoje estou aqui para contar essa história por que foi requerida uma ordem judicial para que eu realizasse o tratamento e ESTA SALVOU A MINHA VIDA.
Bom quais os princípios que usaram para me convencer a recusar o sangue por conta própria depois que já havia um ordem judicial obrigando a fazer o tratamento?
Fui visitada minutos antes de começar, por dois representantes Testemunhas de Jeová. Apesar de bem debilitada, fui alertada sobre os perigos de se cometer um pecado de sangue. Afirmaram que eu NÃO herdaria o "reino de deus" e NÃO iria ser ressuscitada no futuro paraíso terrestre, mas se eu recusasse o sangue até a morte, eu morreria vitoriosa e seria ressuscitada para uma vida eterna e perfeita, assim como muitos outros jovens cristão haviam feito. Me instruíram a juntar todas minhas forças e fazer o que estivesse ao meu alcance para não receber o sangue, como sair correndo ou gritar, inclusive foi-me dito que em uma transfusão eu deveria reagir como se estivesse sendo ESTUPRADA. 
Bom agora eu me deparo com uma reportagem que conta a história de um um bebê recém-nascido que morreu após a avó recusar que fosse realizada uma transfusão de sangue, visto que sua mãe era menor de idade e não poderia responder pela criança.

Infelizmente notícias como está apesar de pouco divulgadas são bem frequentes, mas o que mais me chamou a atenção foi a afirmação do Representante Legal da religião no Ceará. Como podem ler na foto digitalizada da reportagem ele diz que "ELA LEU A BÍBLIA E TIROU SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES E QUE ELES JAMAIS QUEREM QUE CHEGUEM A UM ÓBITO". 

Bem, é engraçado como a posição da religião muda quando se vê exposta em jornais como uma falha criminosa. Eles mudam a versão e descaradamente. É fácil tirar o corpo fora quando estão sendo expostos, mas eu estou aqui para afirmar que isso é uma grande mentira. Eles realmente preferem que a pessoa morra a tomar uma transfusão de sangue, por que para eles isso é um pecado mortal. Mesmo não havendo alternativas, eles culpam a pessoa, fazendo uma grande pressão psicológica para que a pessoa pense que perderá o apoio de Deus por fazer um tratamento de saúde.
Essa senhora pode não ter sido batizada e ser teoricamente uma Testemunha de jeová, mas quando uma pessoa começa a receber estudos bíblicos deles, ela é fortemente influenciada pela religião e passa a seguir suas doutrinas. Infelizmente ela acabou causando a morte de seu neto e deve responder por isso. Mas, eu afirmo que sim, foi por influencia da religião. Pois existem muitos casos relatados, mais ainda nas suas próprias publicações A SENTINELA e DESPERTAI! pois, me deram vários no hospital para ler e eu fiquei muito chocada, até mesmo minha mãe recolheu para que eu não lesse mais. 
Hoje eu estou bem e apesar de ter que passar por uma situação trágica para ver que religião é apenas costumes impostos por pessoas, fico feliz por me ver livre disso. Eu estou viva, com apoio da minha mãe que nunca me abandonou. Mas muitas pessoas ainda podem passar por isso, inclusive meus parentes que ainda estão nesta religião. Por favor compartilhem e ajudem a abrir os olhos de quem se vê acorrentado a esse tipo de doutrina.
Depoimento de Amanda Vieira no Facebook:

domingo, 15 de julho de 2012

DEPOIMENTOS DE EX-TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

Neste primoroso texto, Elton, um 'pastor' (ou "ancião") das Testemunhas de Jeová, expõe suas reflexões sobre a estrutura de poder exercida pelos líderes de sua religião - estrutura esta carcomida pelo autoritarismo, embriagada pelo poder e desumanizada pelo legalismo secular. Ele fala de um 'rebanho' fatigado e oprimido, e, ao mesmo tempo, expressa sua falta de esperança com relação a mudanças necessárias na organização, às quais Brooklyn resiste obstinadamente. Sinta o impacto de suas palavras: Caros colegas, é triste o cenário que se tem hoje da organização nos vários momentos em que nos associamos com nossos irmãos aqui dentro. Uso a palavra "triste" porque creio que, se a organização tivesse mudado vários aspectos e pedido perdão por tudo o que ela tem feito aos seus membros (agora tão sofridos), ela hoje não teria o negro quadro que está sendo pintado com matizes tão deprimentes nos contextos que citarei abaixo. Estou falando do que venho observando ocorrer nas últimas reuniões, congressos, assembléias de circuito e especiais de um dia, e assim por diante. A repetição dos mesmos esboços de tons impositivos e arrogantes que vêm daqueles homens que moram em Nova Iorque e que se endeusam, (por brincarem de Deus) decidindo o que é bom e o que é mau para nós, a insistente ordem de pregar e de se fazer mais e mais numa obra que pretende uma venda que vai de revistas de capas e ilustrações bonitas a livros desinteressantes (os quais bem poucos dentre nós Testemunhas de Jeová têm tido real prazer de ler), as mensagens que nos alienam e nos distanciam cada vez mais da realidade do mundo atual, enfim, todas as tralhas e velharias acumuladas, herdadas de Russel, Rutherford e CIA, que acompanham a organização, não deixam mais espaço para uma fé saudável pelo menos por parte das Testemunhas de Jeová a quem conheço e as quais ainda amo. 

Parece que nossa fé é algo totalmente dependente apenas a fazer mais e não condicionado a nos amar mais e mais ou doar-nos mais e mais uns aos outros, aprender a querer bem aos nossos irmãos e não viver a vigiá-los, a investigá-los como a bandidos que escondem suas falcatruas...! Tudo isso isso faz com eu me sinta como se eles não não fossem mais meus verdadeiros irmãos e amigos, a quem posso confiar, com quem posso me abrir e conversar com intimidade, naturalidade, espontaneidade, liberdade e despreocupadamente como quem conversa com amigos de verdade...; ao contrário, sinto como se estivesse no meio de pessoas a quem eu tenha sempre de mostrar uma espiritualidade fingida, escondendo o homem que sou no íntimo, driblando os meus pensamentos mais autênticos por medo de revelá-los, minhas idéias de como me sinto em relação a tudo que se prega entre nós, e sufocando minhas inquietações pessoais, minhas emoções sinceras, minhas comprovações de fé genuína e assim por diante.

Essa é minha análise; essa a minha visão e é minha percepção nestas últimas semanas nas quais fiz essas várias investigações inter-pessoais das quais tirei essa dura constatação final. Sinto que as pessoas estão DESILUDIDAS, DESGASTADAS E CANSADAS de ouvir, vez após vez, que o que elas estão fazendo para organização nunca será suficiente nem tampouco satisfatório - nada do que se faz nem a quantidade do que se faz, é suficiente para essa engrenagem invisível que paira como mãe soberana, fria e impassível, indiferente a dor de seus filhos, exercendo imperturbável controle sobre suas frágeis vidas humanas...Essa é a nossa organização - uma senhora de traços duros no rosto, a quem todos reconhecem à distância por sua silhueta empedernida, insensível, inflexível e desapiedada! Essa é a rainha de todos nós, súditos que se ajoelham diante de seu trono em forma de Torre; essa é a senhora autoritária que com mãos firmes, comanda de forma implacável, imperativa, proibitiva e impeditiva, a vida dos que dela dependem para continuar a adorar ao Deus a quem ela afirma servir e representar!

Texto retirado na íntegra do site:

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

SONHO QUE SE SONHA JUNTO É REALIDADE!

Eles me prometeram o paraíso. O sonho de obter as respostas que tanto afligem nosso ser existencial. Eles fizeram do nosso sonho uma inenarrável realidade próxima. E sobre esses sonhos construímos amizades que julgávamos eternas, redes de relacionamento comerciais, namoramos e casamos com outros sonhadores, aceitamos a definição dada por eles do que seria a verdadeira paz mental, do que era lícito e ilícito, do que era moral e imoral, do que era amor e “ódio divino”.

E um dia descobrimos que o “sonho” era menos que um sonho comum, era diferente de uma utopia saudável. “E tudo ficou tão claro, o que era raro ficou comum, como um dia depois do outro, como um dia, um dia comum” (Terra de Gigantes – Humberto Gessinger). Descobrimos que o preço que pagávamos por esse sonho era alto demais, reprimia, machucava, o sapato que tínhamos de usar era muitos números aquém do que precisávamos para ter proteção junto com conforto.

E um belo dia você acorda do sonho e não sabe se continua fingindo estar dormindo ou se acorda e desperta também os outros. Não sabemos se os outros querem ser acordados. Tirar pessoas de seus sonhos pode ser algo muito cruel. Foi por isso que desde certo tempo entendi que não mais me cabe ajudar a quem está dentro de uma religião, a qual eu pertenci por anos a fio, e tem medo de enfrentar as agruras que implica saber a verdade sobre “a verdade”.

Fui testemunha de Jeová e lá dentro conheci pessoas boas, puras de intenções, pessoas muito bonitas interiormente que devem isso à sua natureza e criação ou qualquer outro motivo totalmente alheio à doutrinação desta fria igreja. Todas as pessoas, mesmo as que creio gostarem de mim, que tento explicar o que representa para ex-testemunhas o rompimento com a seita, demonstram alguma empatia e solidariedade ao me ouvirem, mas no final noto que eles jamais conseguirão entender plenamente, a não ser que também tenham vivido semelhante experiência “divina”.

Refiro-me à organização das Testemunhas de Jeová como uma seita. Todos os direitos de representá-la, aprovar, revogar ou criar novos “entendimentos” das passagens bíblicas pertencem à Watchtower of Bibles and Tracts, uma empresa que possui um patrimônio incrivelmente grande. Apesar deles se sentirem ofendidos e “criminalizados” quando são chamados de seita, isso por si só não faz com que deixem de sê-la. Entendo por seita os grupos que misturados às “leis de Deus” possuem doutrinas e dogmas originados explicitamente de algum líder que teve uma “revelação do Espírito Santo” ou qualquer outra entidade invisível. Os Mórmons, TJ´s e outros. Pode até ser (quem sabe) que alguma entidade metafísica tenha entrado em contato com tais “iluminados” mas daí a ter certeza que eram de origem “divina” já são outros 500. Basicamente as Testemunhas de Jeová tem as suas peculiaridades mais distintas advindas de interpretações de passagens da bíblia em conjunto com acontecimentos históricos explicadas por um grupo seleto e limitado de homens que constituem o tal “Escravo Fiel e Discreto”, a saber, o Corpo Governante com endereço na sede em Brooklin, USA.

Vou tentar simplificar como funciona a lógica da seita, que não difere de muita da usada por tantas outras. Ingredientes:Uma profecia bíblica, um evento de importância histórica mundial e um sistema de contagem de datas, que em alguns casos nos obriga a fazer um contorcionismo mental, para “provar” que tal evento cumpriu uma das profecias e que por isso temos que estar atentos aos “sinais” de cumprimento de outras mais determinantes. Se na tal data prevista nada ocorrer, foi porque as pessoas se precipitaram em entender errado, nunca eles assumem que ELES que construíram um profecia errônea. Ninguém pode contradizer a explicação do “Escravo Fiel e Discreto” sob pena de cometer “apostasia” contra os ensinos passados “pelo Espírito Santo”, mas se der errado... aí “TODOS NÓS” nos enganamos. Deu pra sacar como isso é engenhosamente manipulado para tocar a seita com seus dogmas e profecias fajutos?

Quer saber mais sobre essa “religião”? Fiz um site quando saí de lá: http://www.torredevigia.cjb.net . Essa foi minha contribuição para quem realmente quer saber o outro lado das história de pessoas que foram de lá e quando acordaram para os absurdos que ocorrem foram “demonizadas” pelos líderes.
Abraço a todos.
Texto de Caíque Santos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

EX-TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, DÃO SEUS DEPOIMENTOS NO JORNAL "O GOSPEL".

Dois grandes amigos meus, o casal Paulo e Valéria Arroio, foram procurados por uma jornalista do jornal "O Gospel" e deram uma entrevista no final do mês de maio, sobre os motivos que os levaram a sair das Testemunhas de Jeová. O jornal "O Gospel" é um jornal de distribuição gratuita, distribuido em todas as igrejas evangélicas de São Jose do Rio Preto e região.
Gostaria de salientar que são pessoas amáveis, educadas e que se dispõem a ajudar as pessoas, chegando ao ponto de abrir as portas de sua casa, no intuito de oferecer um novo recomeço para alguns. São exemplos de cristãos e de cidadãos. Muito me orgulha compartilhar sua amizade.
Para visualizar em tamanho maior, clique no link abaixo:

terça-feira, 7 de abril de 2009

COISAS QUE VOCÊ DEVERIA SABER SOBRE AS TJS – Por Joker

Agora sobre a Organização das Testemunhas de Jeová, tem muitas coisas ainda que você precisa saber. Essa organização blinda a mente e o coração de seus adeptos com fortes mensagens sobre calamidades e teorias do medo, que fazem com que eles se mantenham focados a apenas olhar as coisas terríveis desse mundo causadas por pessoas em diferentes graus de evolução espiritual.

Fala-se muito de violência, sobre últimos dias, tais como uma grande propaganda de liquidação em alguma loja, e junto com essa propaganda medonha, desde os primeiros contatos com a seita, os adeptos são fortemente instruídos a manter o foco na organização, na amizade com os membros, e nos trabalhos ditos “teocráticos”. Para manter esse foco mais forte ainda, eles fazem junto com a bíblia, analogias dizendo que os que não estão organizados juntos a eles, serão destruídos e esquecidos por Deus. Veja que bela mentira, para início de conversa a pessoa é que se anula e esquece de sua própria vida quando num sentimento de estar fazendo a coisa certa, abandona as próprias vontades, sonhos e perspectivas, para jogar todos eles no idealizado Jeová da Torre de Vigia.
Não conseguem enxergar que estão atirando as coisas mais importantes de sua vida, como recursos emocionais, recursos financeiros e dinheiro para uma organização americana do quilate de uma AMaway da vida. Por isso, para um adepto ter segurança ou confiança em si mesmo é quase impossível, pois passou meses e anos devotando o seu sentimento de segurança nessa organização. O que sobra dentro de uma Testemunha de Jeová é apenas a vontade da Organização, mais nada além disso é de interesse.Isso é bom? É mau? Pra mim não é bom!
Pra mim não serve, pois sem minhas vontades e liberdade para decidir, eu não sou mais eu.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA COM RAYMOND FRANZ (EX CORPO GOVERNANTE) - Por Brother A

A exclusão de Raymond Franz da sociedade religiosa Torre de Vigia, a que pertenceu por quase toda a vida, foi comparada a uma excomunhão do Colégio de Cardeais da Igreja Católica, em artigo de página inteira do semanário internacional Time (22 de fevereiro de 1982). Ele havia ocupado privilegiada posição por nove anos como um dos 17 membros do exclusivo “Corpo Governante” dessa entidade até demitir-se do cargo, sendo mais tarde desligado da religião. Dita organização, com sede em Brooklyn, N.Y., EUA, comanda as atividades mundiais das “testemunhas de Jeová”. Nesta entrevista exclusiva a Azenilto G. Brito, do Correio Cristão, Raymond Franz indica algumas das razões que o levaram a não só retirar-se da liderança daquela sociedade, que alega ser “teocrática”, mas produzir dois livros em que oferece provas irrefutáveis dos erros e equivocada metodologia das “testemunhas de Jeová” ao ensinarem a Bíblia. Entre outras importantes atribuições que Raymond Franz ocupou no seio da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados, destaca-se o seu papel de membro da comissão executiva da organização, ou o seu “Corpo Governante”—na época composto de 17 membros rigorosa e cuidadosamente selecionados.
Ele é sobrinho de Frederick Franz, presidente mundial e principal “teólogo” dentre as “testemunhas de Jeová” até seu falecimento em dezembro de 1992, e foi encarregado de coordenar parte do material para o livro Aid to Bible Understanding [atualmente chamado Insight on the Scriptures em inglês, e Estudo Perspicaz das Escrituras, em português], tipo de encicoplédia bíblica que se tornou a obra mais erudita produzida pelas enormes gráficas daquela sociedade religiosa. Ele foi responsável pela pesquisa do verbete mais longo do livro, que trata sobre “Cronologia”. Na pequena comunidade de Winston, a cerca de 30 milhas a noroeste de Atlanta, estado da Georgia, EUA, ao longo da rodovia que conduz à divisa com o Alabama, foi onde contactamos esse ex-líder entre os jeovaístas numa fria noite de março de 1993. eu fizera arranjos com ele por telefone para uma entrevista. A princípio ele demonstrou hesitação em ter uma entrevista gravada: não quer que as “testemunhas de Jeová” interpretem suas declarações como uma adesão a seus ensinos; após deixar a seita ele decidiu não se ligar formalmente a qualquer igreja em particular, mas participa com freqüência de estudos bíblicos com outros ex-”testemunhas”. Sendo que não fez objeções a tomarmos notas por escrito de suas declarações, chegamos a um consenso para a entrevista.
Raymond Franz fora um dedicado membro da seita das “testemunhas de Jeová” por mais de 40 anos e um dos seus 144.000 “ungidos” (os únicos a irem para o céu para viver para sempre com Jesus, enquanto os demais—da “grande multidão”—ficam sobre a Terra renovada, numa espécie de “salvação de segunda”, conforme os ensinos da Torre de Vigia). Ele inclusive atuou como missionário, enfrentando pobreza, doença e perseguição ao trabalhar na República Dominicana e outros países latino-americanos. Entre vários idiomas que fala fluentemente, o seu espanhol é impecável. Quando na sede internacional da Sociedade Torre de Vigia circularam rumores de que ele discordava de alguns pontos básicos da religião, chegou a ser tratado de modo quase brutal por membros do Corpo Governante, recorda ele, em atitudes desconcertantes de investigações secretas, gravações não autorizadas de conversas telefônicas, insinuações malévolas por publicações da seita e várias outras formas de pressão psicológica, vendo-se forçado a renunciar a sua posição. Mas o ostracismo a que foi lançado permitiu-lhe mais tempo para refletir sobre o sentido de tudo por que havia passado, não só nos últimos tempos, como por toda a sua existência como ativo membro do que o artigo de Time chama de “uma seita apocalíptica”, que reivindica ser o exclusivo canal da verdade de Deus sobre a Terra.
Em sua nova condição de ex-líder religioso e “renegado” da fé, Franz escreveu dois livros, somando mais de 1.000 páginas de material onde detalha o funcionamento um tanto quanto secreto do Corpo Governante e outros setores da sua antiga religião. A primeira obra se intitula Crise de Consciência e foi lançada no Brasil pela Editora Vida. Quem espera encontrar expressões de amargura e denúncias sensacionais em suas obras se desapontará. Franz não trata os que lidaram com ele na mesma medida em que foi tratado. Antes, procura ressaltar os aspectos positivos daqueles homens como pessoas sinceras e dedicadas, e atribui o comportamento descaridoso e nada diplomático deles a seu respeito às exigências do sistema a que dedicam inabalável fidelidade, bem como à insegurança que tal sistema propicia, com suas freqüentes mudanças de interpretação doutrinária, sobretudo as “datas marcadas” (predições “bíblicas”) de acontecimentos que nunca se materializaram: 1914, 1915, 1918, 1920, 1925, 1941, 1975, entre outras. Explica Franz que sua pesquisa para o preparo do livro Aid foi o fator inicial para abrir-lhe a mente para problemas sérios na exegese e cronologia “bíblica” das TTJ. Entre os pontos sensíveis levantados na pesquisa está a falta de fundamentação histórica para a data 607 AC como ano em que Jerusalém foi desolada, a partir de onde teriam começado os 70 anos de cativeiro de Israel sob Babilônia. Essa data é crucial para a cronologia que levaria ao ano de 1914, extremamente importante na interpretação bíblica das “testemunhas de Jeová”. Assim, se a data 607 AC estiver errada, a cronologia a que serve de base estará errada. E se a cronologia estiver errada, a teologia estará errada. Franz conta que levou o problema da falta de fundamento para tal data básica a seus pares durante uma reunião do Corpo Governante. Pesquisa realizada por ele e seu secretário em todas as bibliotecas da área de Nova York, e outras informações que lhe chegaram de um ancião TJ na Suécia (Carl O. Jonsson, que, independentemente de suas próprias investigações preparara um estudo detalhado sobre o assunto) convenceram-no de que tal data realmente era infundada. Posteriormente, Jonsson também abandonou a seita, tendo escrito uma obra erudita discutindo a falsa cronologia bíblica das TJ, intitulada The Gentile Times Reconsidered [Reavaliação dos Tempos dos Gentios]. Ele lembra como o assunto causou grande celeuma entre seus companheiros dirigentes das “testemunhas de Jeová”. Finalmente, puseram em votação as alternativas de reconhecer e corrigir o erro, segundo os dados históricos admitidos pelo consenso de historiadores de gabarito (a data correta seria 586 AC), ou manter a tradição interpretativa. Pelo levantar da mão daqueles chefes religiosos, decidiu-se que Jerusalém teria sido desolada quase 20 anos antes da data real para o acontecimento, ou seja, optaram pela tradição! Perguntei a Franz se o voto majoritário de seus antigos pares tinha sido motivado por estudos profundos empreendidos por eles que contrariavam o consenso de historiadores e arqueólogos a respeito da data correta, ou por alguma nova pesquisa arqueológica em que eles próprios teriam se engajado ou sido informados a respeito. Ele apenas sorriu, como resposta.
Entre os fatos marcantes de sua experiência à frente da organização jeovaísta, Franz lembra a grande perseguição a que as “testemunhas” foram submetidas no Maláui, pequeno país do sudeste africano, devido à recusa por eles em adquirir um cartão do partido único do governo ditatorial daquele país. A literatura das “testemunhas” não se cansava de ressaltar a grande injustiça e o sofrimento desses religiosos, sujeitos a todo tipo de preconceito, estupros e maus tratos. Muitos tiveram que abandonar o país sob condições penosas para nações vizinhas, e os textos bíblicos que falam de perseguição aos fiéis seguidores de Cristo nunca deixavam de ser citados nas revistas A Sentinela e Despertai! ao se referirem ao caso. Qualquer ato de perseguição contra pessoas por convicções políticas ou religiosas é decerto condenável e lamentável. O que o público nunca soube, porém, é que enquanto se requeria estrita adesão às ordens da Sociedade Torre de Vigia das “testemunhas de Jeová” do Maláui para não rebaixarem as normas aceitando a ordem governamental (o que contrariaria sua posição de absoluta neutralidade ante os governos humanos), no México as “testemunhas” eram instruídas a obterem um documento de isenção de serviço militar mediante um ato ilegal: o suborno! O escritório regional das “testemunhas” no México, em busca de orientação sobre como agir no caso, escrevera à Torre de Vigia, em Brooklyn, Nova York, explicando que a prática de obter os documentos de isenção do serviço militar por propinas era comum no país, mas reconhecidamente aética. Explicava que as “testemunhas” de sexo masculino praticavam o mesmo que muitos outros de seus concidadãos mexicanos—pagavam “la mordida” aos chefes militares para não terem problemas, não serem presos, etc. A orientação da sede mundial das “testemunhas” foi simplesmente incrível: sendo que o dinheiro pago a esses militares corruptos não seria encaminhado para beneficiar a máquina de guerra do país, e sendo que o pagamento de propinas já era algo enraizado na cultura local, que os jovens “testemunhas” pagassem a tal taxa para obter o seu documento de isenção do serviço militar, ilegalmente ou não, e se livrassem do problema! Dois pesos, duas medidas! Franz documenta em seu livro tudo isso em detalhes, com fotocópias da correspondência trocada entre o escritório do México e a sede mundial da seita. Franz não foi logo “excomungado” ao desligar-se de seu posto na organização. Mudou-se para Gadsden, Alabama, onde foi morar com um amigo que ainda pertencia à religião. Pouco depois, este também apresentou objeções a aspectos doutrinários da seita e foi excluído como membro em sua congregação local que Franz também freqüentava. Na época ficou decidido pelo Corpo Governante que uma antiga regra de ostracismo aos afastados da religião seria restabelecida: a de proibir qualquer membro ativo a sequer saudar à distância um “apóstata”, ainda que desligado a seu próprio pedido. Ao ser visto por uma pessoa do Salão do Reino em Gadsden comendo num restaurante em companhia de seu amigo excluído da religião, a tecnicalidade legal foi encontrada para também excluí-lo, e à esposa, da comunhão das “testemunhas de Jeová”. No artigo do Time acima referido, uma irônica legenda sob a foto de Franz sintetiza o absurdo de tal medida. Diz a revista: “Losing heaven over one restaurant meal” [perdendo o céu em função de uma refeição num restaurante].

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

FOI BOM TER SIDO UMA TJ? Por Habib Marwan

O fato de eu tirar uma boa lição caso tivesse passado, injustamente, 10 anos na cadeia não me faria agradecer meu tempo lá dentro. O fato de eu ser traído em um relacionamento, e aprendido a escolher melhor um parceiro, não me faria pensar que seria injusto criticar a atitude do traidor, mesmo que tivesse havido bons momentos com ele. Passar por uma experiência com o câncer, muitas vezes, torna a pessoa mais humana e sensível. Mas ninguém em sã consciência diria: "agradeço ao câncer por isso".
O que percebo é que, muitos que saíram, ainda acham que as Testemunhas de Jeová é mais uma religião como as outras. Mas não é! Do mesmo modo como achava essa religião única, de modo positivo, quando estava lá dentro, agora acho de forma negativa. Não conheço nenhuma que se compare a essa e ao mal que ela causa. Ela rouba fatias de vida. Coisas que não se recupera. E nenhum benefício adquirido dentro dela se compara ao prejuízo. Seria como se eu agradecesse ao senhor de engenho por me alimentar como escravo. Tudo o que aprendemos lá dentro foi para ser usado lá dentro. Nada! Absolutamente nada tinha como intenção nos instruir para a vida fora dos seus muros.
Não esqueçamos disso. Se temos uma mente crítica hoje, é devido ao engano que sofremos. Agradeceríamos a um estelionatário por nos ensinar a não cair mais em outro golpe? Nunca esquecerei. Talvez o tempo me mostre outras coisas boas na vida que se sobreponham às marcas deixadas pela torre de vigia e me façam proferir comentários parecidos com os que dão as pessoas que já há muito tempo se desligaram dela. Mas eu nunca esquecerei o que o meu íntimo sofreu nesta organização.Posso agradecer a membros, outras vítimas. Não às Testemunhas de Jeová como Organização.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

UMA HISTÓRIA DE INTOLERÂNCIA

Durante toda minha vida estive associado às Testemunhas de Jeová, batizando-me em 26 de setembro de 1.998, porém, no dia 27 de setembro de 2.007, fui desassociado, ou seja, expulso por pensar diferente em certos aspectos doutrinários e administrativos. Não importa o quanto você possa ter contribuído para a propagação desse grupo, a simples recusa de um entendimento oficial pode torná-lo passível de pena capital. Os líderes das Testemunhas de Jeová são comumente chamados de Corpo Governante, um grupo de homens com sede nos Estados Unidos da América, possuindo representantes locais em cada congregação espalhada pelo mundo, os “anciãos” (o que corresponde aos “pastores” nas igrejas evangélicas). Ainda segundo essa liderança religiosa, eles são os únicos autorizados por Deus para interpretar a bíblia e divulgar o Seu nome.
Muito embora os membros dessa associação religiosa não digam abertamente
as pessoas, o entendimento deles é de que a única forma de alguém ser salvo é se tornando membro desse grupo. Assim, se você não é membro batizado dessa associação religiosa, possui uma grande chance de ser destruído no grande Dia de Deus (o Armagedom). A face da intolerância religiosa torna-se visível quando um determinado membro exige explicações sobre certas doutrinas, um de seus livros diz:
“Embora talvez não entendamos plenamente as razões por trás de certas decisões, sabemos que acatá-las será para nosso bem-estar duradouro” –
Organizados Para Fazer A Vontade de Jeová, 2005, p. 20.
Notamos na citação acima a evidente recusa do raciocínio lógico, você não poderá contestar nada. Geralmente, isso nunca é dito de forma clara aos que estudam com as testemunhas de Jeová, ou é feito de forma manipulada sem que o impacto dessa declaração seja significativo, na verdade, aplica-se uma espécie de anestesia na consciência dos estudantes. Em conseqüência, uma vez que a pessoa se batiza, tornando-se membro, jamais poderá sair sem perder sua dignidade diante dos demais. Após pedir desligamento ou ser expulso, todos os outros estarão terminantemente proibidos de manter contato com você, pois quem o fizer, persistindo, estará sujeito a ser expulso também.
Assim é que as Testemunhas de Jeová imaginam que praticam o verdadeiro cristianismo. Será esse o modelo correto? Esse texto foi composto com o objetivo de esclarecer ao leitor o lado obscuro e incerto, que, sem dúvida, está envolvido em associar-se com certos grupos religiosos sem conhecê-los profundamente. Nesse sentido, que o leitor use de discernimento.
Hugo Martins