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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ FABRICAM “DEFICIENTES CÍVICOS”!




Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam (Platão).
Se fizermos uma enquete sobre a popularidade ou mesmo a confiança depositada nos políticos, os resultados seriam desde uma total revolta, desconfiança ou mesmo desinteresse. Porém, a atuação precária dos nossos políticos independe do nosso grau de conscientização e de cidadania, pois quanto mais informados e atuantes formos, menor as chances de sermos enganados e explorados. A cidadania envolve assim a construção de uma sociedade mais justa com a participação de todos, pois com isso observamos o avanço no combate a males sociais tais como corrupção, pedofilia, violência contra mulheres etc. 
E quando uma religião torna seus adeptos “deficientes cívicos”? Por que as Testemunhas de Jeová fabricam “deficientes cívicos”? O que seria um “deficiente cívico”? Em 1989, o grande pensador e geógrafo Milton Santos, alertava sobre o perigo da nossa sociedade entrar no jogo frio e pragmático do individualismo, aonde os princípios básicos como a solidariedade e a cidadania fossem esmagados pelos interesses pessoais e imediatistas. Dessa situação, surgiria o “deficiente cívico”, que seria uma pessoa alheia aos problemas sociais e que nunca participaria de projetos que pudessem ajudar ou colaborar para uma sociedade mais igualitária e ética. 
Existe porém, uma outra fonte que origina “deficientes cívicos” e que não foi percebido na época por Milton Santos: o fundamentalismo religioso. No caso específico das Testemunhas de Jeová, suas doutrinas tendem a moldar seus adeptos para uma falsa “neutralidade política” (se é que existe realmente), onde a aversão à conscientização e a cidadania são estimuladas desde a infância. Senão vejamos: 

Que finalidade têm, por exemplo, as eleições na classe de encarregados ou líderes da turma? Servem realmente para treinar os jovens a participar na maquinaria da política mundana. Será que é para isto que o jovem cristão deseja ser treinado? Será que Jesus Cristo, que disse: “Não faço parte do mundo”, desejaria que seus verdadeiros seguidores se treinassem para participar na política mundana?” (Revista Despertai 08/03/1973)

Os servos de Jeová são felizes por não fazerem parte do mundo, pois todas as nações estão marchando para seu fim no Armagedom (Fim do mundo)... Muito em breve, porém, isso acabará, pois este mundo ímpio governado por Satanás será destruído para sempre. Por outro lado, os que servem a Jeová viverão para sempre em Seu justo novo mundo, governado pelo Reino de Deus. — 2 Pedro 3:10-13; 1 João 2:15-17. (Livro “Adore a Deus” 2002 p. 166 par. 15 “Não fazem parte do mundo”)

Dessa forma observamos nos seus adeptos a perca da sua identidade individual e de sua autonomia. Isso quer dizer que as Testemunhas de Jeová são imbecis e que não pensam ou que não podem ser cidadãos respeitáveis? Obviamente que não! Muitas se destacam por sua honestidade e competência, mas são podadas, como plantas, para seguirem para um determinado lado, ou seja, o modo de pensar de sua religião. Ao definirem uma dependência para com uma organização terrestre (Torre de Vigia) que passa a orientar seu modo de vida e a esperar uma atuação divina (Armagedom ou Fim do mundo) como única alternativa para as resoluções dos problemas sociais, as Testemunhas de Jeová criam em abundância os “deficientes cívicos”.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

TORRE DE VIGIA EM EVENTO POLÍTICO





As Testemunhas de Jeová afirmam categoricamente que não participam de eventos políticos e que isso é um sinal que são a única religião verdadeira em todo planeta Terra. Bem, já é duvidoso se orgulhar de serem omissos quanto a responsabilidades sociais, pois "o ser humano deve ser entendido como pessoa em comunidade e os critérios evangélicos da construção da comunidade fundada no amor implicam na urgência em despertar os dinamismos inerentes à pessoa, tais como a confiança e a esperança num futuro com sentido de vida, a participação solidária e o empenho responsável pelo bem comum".

Confirmando isso que citamos aTorre de Vigia afirma em sua revista "A Sentinela"01/06/2003 p.14 o seguinte:
As Testemunhas de Jeová são bem conhecidas pela sua neutralidade política...Isso exige que mantenham a neutralidade em assuntos políticos ou sociais.

Agora notem a contradição de suas palavras e "ideais". As fotos do início do texto mostram o Congresso para Implementação da Dimensão Humana realizado em 2006. A ODIHR organiza um congresso anual em Varsóvia (Polônia) para rever a implementação de uma ampla área das comissões de dimensão humana da OSCE, incluindo áreas de direitos humanos e liberdades fundamentais, eleições, a promoção da tolerância, o uso da pena de morte e direitos de minorias nacionais. O Congresso para Implemantação da Dimensão Humana (HDIM, em inglês) tem uma duração de 10 dias de atividades e é assistida por representantes dos Estados participantes da OSCE, ONGs, instituições e organizações internacionais.

Para comprovar fotos de representantes da Torre de Vigia com publicações e a lista final de participantes e das Delegações/Parceiros da OSCE para Cooperação!
Para uma visualização melhor por favor clique nesse link:






sábado, 3 de março de 2007

POLÍTICA ERA PRATICADA POR SERVOS DE DEUS NA BÍBLIA! - Texto Pascoal Naib e Elderspov

Vejamos o conceito de neutralidade política especificado pela Bíblia. É diferente do ensinado pelas Testemunhas de Jeová? Tirem suas conclusões com os exemplos que vão ser colocados aqui:
JOSÉ era adorador do Deus verdadeiro; foi vendido como escravo aos egípcios, e por meios divinos tornou-se um governante político de uma nação que não adorava o Deus verdadeiro, estando em poder abaixo apenas do Faraó. Note o relato a seguir: ”Faraó reconheceu em José, de 30 anos de idade, o homem suficientemente sábio para administrar os assuntos durante o tempo de fartura e o tempo de fome. Portanto, José foi constituído em segundo governante do Egito, dando-lhe Faraó seu próprio anel de sinete, finas roupas de linho e um colar de ouro”. (Gên 41:37-44, 46; compare isso com Sal 105:17, 20-22.)(Estudo Perspicaz Vol.2) A continuação do relato, bem como os acontecimentos subseqüentes da vida de José descritos na Bíblia mostram que mesmo sendo um governante político num país onde se a religião oficial não era a mesma de José, ele não perdeu o favor divino. Na realidade, nem sequer uma palavra de condenação foi proferida por Deus ou por seu pai Jacó, outro resoluto seguidor do Deus verdadeiro. Agora raciocine: se o envolvimento na política fosse realmente contrário aos mandamentos divinos, não teria o próprio Deus alertado a José, talvez através de um sonho, quando tal cargo lhe foi oferecido? Ou mesmo, poderia o pai de José o ter alertado de seu erro quando voltou a encontrá-lo. Mas não ocorreu assim! Antes, toda a família de José veio morar no Egito e desfrutar de suas influências qual governante político. Não é este um exemplo bíblico a ser levado em consideração?
DANIEL, outro adorador do Deus verdadeiro, que foi levado cativo à Babilônia e treinado para servir na corte real. Que ele evitava quaisquer atitudes que pudessem desagradar a Deus fica evidente por seu comportamento com relação aos alimentos que lhe foram oferecidos em Babilônia: rejeitou a todos, para evitar que viesse a ferir o mandamento dos "alimentos impuros", mesmo colocando sua vida em risco. No entanto, algo mudou radicalmente seu destino de cativo: a interpretação de um sonho de Nabucodonosor lhe rendeu o cargo de "governante de todo o distrito jurisdicional de Babilônia e prefeito supremo sobre todos os sábios de Babilônia" (Da 2:48). Ou seja, Daniel recebeu e aceitou um cargo político, sem questionar ou objetar, e tampouco foi condenado por Deus por tê-lo feito. E terminou seus dias na terra como governante político, em desacordo com os ensinos atuais das Testemunhas de Jeová. Não é este um exemplo bíblico a ser levado em consideração?
SADRAQUE,MESAQUE,ABEDNEGO, nomes babilônicos dos judeus exilados elevados a um alto cargo no governo de Babilônia. Sadraque, Mesaque e Abednego, os três companheiros de Daniel, são sempre mencionados juntos. Receberam os nomes babilônicos depois de terem sido levados para Babilônia. Ali receberam treinamento, visto que se observara que eram jovens sem defeito, de boa aparência e inteligentes. Ao fim de três anos de estudo, Sadraque, Mesaque e Abednego foram achados dez vezes melhores do que os sábios de Babilônia. Eles certamente tinham a bênção de Jeová, o que, por sua vez, se devia parcialmente à sua firme recusa de se poluírem com as iguarias babilônicas. (Da 1:3-20) Sua próxima designação registrada foi a administração do distrito jurisdicional de Babilônia. (Da 2:49) Perderam temporariamente o favor do rei quando se negaram a se curvar diante da sua grande imagem, mas, depois de Jeová os ter tirado incólumes da fornalha ardente, foram recolocados no seu cargo anterior. — Da 3:1-30. (Estudo Perspicaz Vol.3)
Mais um exemplo bíblico de que atuar em cargos políticos de uma forma justa e honesta somente enaltece a fé dessa pessoa. Como vemos a questão da neutralidade colocada pela Torre de Vigia é bem diferente da colocada pela Bíblia, e a pergunta é: quem o cristão tem como guia, a Bíblia ou a Associação Torre de Vigia?
MORDECAI e ESTER eram os israelitas mais importantes no reino da Pérsia. Ester era a rainha, e seu primo Mordecai era o segundo em poder. Usado Para Livrar Israel. Em face do edito de destruição de todos os judeus no império, Mordecai expressou fé em que Ester tinha sido elevada à sua dignidade régia, nesta época propícia, para libertar os judeus. Mostrou a Ester a pesada responsabilidade dela e orientou-a para implorar o favor e a ajuda do rei. Embora isso pusesse em perigo a sua própria vida, Ester concordou em fazê-lo. — Est 4:7–5:2.
Ester conseguiu indiciar Hamã por grave difamação e calúnia contra os judeus, e pela trama traiçoeira também contra os próprios interesses do rei. O enfurecido Assuero ordenou a pena de morte para Hamã. — Est 7:1-10. Mordecai substituiu então Hamã como primeiro-ministro e recebeu o anel de sinete do próprio rei para selar documentos do estado. Ester encarregou Mordecai da casa de Hamã, que o rei lhe havia dado. Daí, Mordecai usou a autorização do rei para emitir uma contra-ordem, concedendo aos judeus o direito legal de se defenderem. Para os judeus, isso era uma luz de libertação e de alegria. Muitos no Império Persa aliaram-se aos judeus, e, quando chegou o dia 13 de adar, o dia em que as leis entraram em vigor, os judeus estavam preparados. As autoridades os apoiaram por causa da elevada posição de Mordecai”. (Estudo Perspicaz Vol.3)
Mais uma vez servos de Deus usaram o expediente da política para proteger seu povo, tanto que Mordecai com sua influência conseguiu mudar leis que prejudicavam os judeus (legislar) e ter apoio de outros persas para a realização da vontade divina. Não é outro exemplo a ser seguido por cristãos genuínos?
NICODEMOS era fariseu e instrutor de Israel, governante dos judeus (isto é, membro do Sinédrio), mencionado somente no Evangelho de João. Nicodemos ficou impressionado com os sinais que Jesus realizara em Jerusalém na época da Páscoa de 30 EC. Assim, ele visitou Jesus certa noite e confessou que Jesus vinha da parte de Deus. (Provavelmente por medo dos judeus, preferiu a cobertura da escuridão para esta primeira visita.) Foi a Nicodemos que Jesus falou sobre "nascer de novo", a fim de ver o Reino de Deus, sobre nenhum homem ter ascendido ao céu, sobre o amor de Deus conforme demonstrado por ele enviar o Filho à terra, e sobre a necessidade de se exercer fé. — Jo 2:23; 3:1-21. Depois da morte de Jesus, Nicodemos acompanhou José de Arimatéia, aquele discípulo temeroso, trazendo um pesado rolo de mirra e aloés (c. 100 libras romanas [33 kg]), uma oferta cara, para a preparação do corpo de Jesus para o sepultamento. (Jo 19:38-40) Segundo esta descrição da própria Torre de Vigia, e também a da Bíblia, ao conversar com Nicodemos Jesus não apontou sua posição política como condenável, o que certamente teria feito se isto fosse algo realmente impróprio para os seguidores de Cristo. Nem tampouco existe evidência bíblica de que Nicodemos tenha abandonado sua posição política por causa de suas convicções religiosas. Naturalmente, se a questão tivesse a dimensão titânica colocada pela Torre de Vigia, os escritores bíblicos fariam questão de incluir em seus relatos um esclarecimento da posição adotada por Nicodemos após a morte de Cristo. Mas não o fizeram! Não é este um exemplo bíblico a ser levado em consideração?
CORNÉLIO: Aqui a própria Sociedade Torre de Vigia se contradiz por não haver provas de como o cristão se comportar frente a empregos de cargos políticos, veja o que diz a Revista A Sentinela 01/09/86 P.17-22: “Alguns talvez perguntem: ‘Que dizer de Cornélio, o centurião, e Sérgio Paulo, o procônsul de Chipre, apoiado pelo exército? Não estavam esses homens ligados às forças militares? Estavam, na época em que aceitaram a mensagem cristã. As Escrituras, no entanto, não nos dizem o que Cornélio e outros fizeram após a sua conversão. Sem dúvida, Sérgio Paulo, que era “homem inteligente” e “ficou assombrado com o ensino de Jeová”, logo examinaria a sua situação secular à luz de sua recém-encontrada fé e faria uma decisão correta. Cornélio talvez tivesse feito o mesmo. (Atos 10:1, 2, 44-48; 13:7, 12) Não há registro de que os discípulos lhes dissessem que ação deviam tomar. Eles poderiam ver isso à base de seu próprio estudo da Palavra de Deus. — Isaías 2:2-4; Miquéias 4:3. Similarmente, os hodiernos cristãos não devem dar ordens a outros individualmente quanto a que posição devem adotar em assuntos relacionados com a neutralidade cristã. Cada um precisa fazer a sua própria decisão em harmonia com seu entendimento dos princípios bíblicos”. Gálatas 6:4, 5. Observaram o que as próprias Testemunhas de Jeová declararam? Que confusão é essa afinal? É razoável acreditar em pessoas confusas?

POLÍTICA É TUDO IGUAL, NÃO PRESTA? O QUE É MESMO POLÍTICA? - Texto Pascoal Naib

“As experiências que acompanham o homem como criatura são: nascer, crescer, desenvolver-se, multiplicar-se, envelhecer e morrer. Ele faz estas experiências dentro de uma família, de um ambiente econômico, político, cultural, religioso, isto é, dentro de uma sociedade. O homem é um cidadão porque vive e se realiza dentro de uma nação, cumprindo os próprios deveres e reivindicando os direitos sempre que forem desrespeitados”.
“Ademais, de modo geral, os governos nacionais servem como ministro de Deus preservando a ordem pública até que o Reino de Deus assuma essa responsabilidade. Segundo Paulo, para esse fim a autoridade “leva a espada”, simbolizando seu direito de infligir punição.
O fato de as autoridades superiores serem ministro de Deus explica por que Daniel, os três hebreus, Neemias e Mordecai podiam aceitar cargos de responsabilidade nos governos babilônico e persa. Podiam dessa forma apelar à autoridade do Estado pelo bem do povo de Deus”. (Neemias 1:11; Ester 10:3; Daniel 2:48, 49; 6:1, 2) (Revista A Sentinela 01/11/1990)
Querendo ou não, todos os cristãos, são discípulos de um prisioneiro político. Jesus não morreu nem de hepatite, na cama, nem de desastre de camelo numa esquina de Jerusalém. Começa já por aí. Então, se nós somos discípulos de alguém que foi assassinado por razões políticas sob dois processos, um movido pelos romanos e outro pela elite sacerdotal judaica, não há simplismo, ingenuidade ou má fé maior do que dizer de que alguma maneira o que fazemos não tem haver com política.
“As pessoas que, desgostosas e decepcionadas, não querem ouvir falar em política, recusam-se a participar de atividades sociais que possam ter finalidade ou cunho políticos, afastam-se de tudo quanto lembre atividades políticas, mesmo tais pessoas, com seu isolamento e sua recusa, estão fazendo política, pois estão deixando que as coisas fiquem como estão e, portanto, que a política existente continue tal qual é. A apatia social é, pois, uma forma passiva de fazer política”. (Marilena Chauí)
Lembrando que fazer política não é somente fazer parte de algum partido político e votar em eleições para governantes, existe política em tudo a nossa volta, senão vejamos: a política da escola em que seu filho estuda, com suas diretrizes sobre professores, alunos, funcionários. Existe a política da empresa onde você trabalha, horário de chegada, metas a serem alcançadas, a política do hospital em que se consulta, a política sindical onde seus direitos de trabalhador são defendidos.
“São muitos os caminhos possíveis e muitos exemplos mostram como isso é algo humanitário e digno de preocupação para qualquer cristão ou não. Um referendo sobre desarmamento começou com a mobilização miúda de vítimas da violência e de gente preocupada com a insegurança. A quebra de patentes de remédios para a aids, que contraria interesses econômicos poderosos, só foi possível porque há 20 anos a solidariedade uniu quem via a doença de perto. Isso sem falar nas milhares de ações políticas bem sucedidas que ocorrem todos os dias e não chegam as páginas de jornal: uma creche nova aqui, uma lombada eletrônica ali, uma árvore preservada acolá. Por meio da participação, alguns mudam o mundo. Outros mudam o mundinho, aquele ali do bairro, tão ou mais importante que o mundão de todos. Este é, por sinal, mais um lado bom da participação: cada um pode escolher o tamanho da bandeira a carregar. Como seres sociais, nada mais natural que tentar melhorar nosso ambiente. Tudo é política, se influenciar a maneira como a coletividade funciona”. (Rogério Schlegel)

A GRANDE FARSA DA NEUTRALIDADE POLÍTICA DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!


As Testemunhas de Jeová orgulham-se em dizer que são neutras politicamente e que seguem a orientação da Bíblia e de Jesus com respeito a esse quesito. Acham que somente um governo celestial poderá resolver todos os problemas enfrentados pela humanidade e até sabem da importância de um governo secular para manter uma certa paz e ordem dentro de um convívio social, mas não depositam sua confiança no mesmo. Até simples manifestações como passeatas a favor da paz ou contra a diminuição da violência são encaradas de um modo “politicamente” errado para uma Testemunha de Jeová, mas vamos deixá-las expor o assunto:

“No entanto, é correto que os cristãos participem nessas manifestações? E será que os protestos — na forma de passeatas tumultuosas ou de lúgubres vigílias à luz de velas — podem realmente mudar o mundo para melhor? As manifestações são descritas por certo sociólogo como “método especialmente eficaz de expressão política . . . para incitar autoridades não atuantes a tomar as necessárias ações”. Sim, aqueles que participam em passeatas de protesto ou que fazem manifestações geralmente o fazem na esperança de que seus esforços conjuntos corrijam as injustiças e a corrupção dos atuais sistemas sociais e políticos. (Despertai 08/02/2003)

Prestemos bastante atenção nesse ponto de vista das Testemunhas de Jeová. Para elas, manifestações públicas são uma forma de fazer política porque incita autoridades seculares não atuantes (governos locais) a mudar seu conceito, seu ponto de vista, para poderem corrigir uma injustiça. Então poderíamos algum dia ver testemunhas de Jeová participando em tal tipo de manifestação? Elas respondem: 

“Na verdade, os cristãos são instruídos a ser bastante ativos, não em protestos, mas na obra de pregação e ensino das boas novas do Reino de Deus — o próprio governo do Reino pelo qual Jesus ensinou seus seguidores a orar. (Mateus 6:10; 24:14)(Revista Despertai 08/02/2003)

A instrução é clara, não é correto para uma Testemunha de Jeová, segundo suas próprias diretrizes, ser ativas em manifestações ou protestos públicos, somente a pregação pública é incentivada. Mas, podemos nos indagar: e se uma Testemunha de Jeová é perseguida de forma cruel, podendo envolver até casos de torturas e mortes por parte de algumas pessoas ou até mesmo por perseguição injusta de governos ditatoriais, não poderiam elas usar de manifestações para alertar o mundo sobre tal barbárie? Mais uma vez elas colocam sua opinião:

”Em setembro de 1972, irrompeu uma cruel perseguição contra as Testemunhas de Jeová num país da África central. Milhares foram roubados de todos os seus pertences e sujeitos a outras atrocidades, incluindo espancamento, tortura e assassinato. Cumpriram as autoridades superiores o seu dever de proteger as Testemunhas? Não! Ao contrário, incentivaram a violência, obrigando esses cristãos inofensivos a fugir para países vizinhos em busca de segurança. Não deviam as Testemunhas de Jeová iradamente insurgir-se contra tais atormentadores? Não. (Revista A Sentinela 01/11/1990 )

Com certeza, agir iradamente não seria uma solução correta, principalmente porque as Testemunhas de Jeová não usam de violência física para com as pessoas e porque seria pedir para que seus adeptos fossem ainda mais perseguidos, porém agir de uma forma indignada, mostrando toda a brutalidade que estava acontecendo por meio de manifestações, seria no mínimo prudente e amoroso. Essas manifestações poderiam ocorrer em localidades próximas ou num país vizinho como forma de tentar diminuir o sofrimento daqueles fiéis adeptos da sua denominação religiosa e para chamar atenção para uma situação que com certeza não só as testemunhas de Jeová enfrentavam. As Testemunhas de Jeová dizem o seguinte a esse respeito:

 ”Os cristãos devem pacientemente suportar tais indignidades, agindo humildemente em imitação de Jesus: “Quando sofria, não ameaçava, mas encomendava-se àquele que julga justamente”.(1 Pedro 2:23)(Revista A Sentinela 01/11/1990)

Como diria Voltaire:”Não concordo com uma só palavra do que dizeis, mas defenderei até a morte vosso direito de dizê-las!” Sim, se esse é o ponto de vista das Testemunhas de Jeová qual Organização com relação a manifestações públicas e se mantém uma coerência em sempre agir dessa maneira, na realidade se pecam é pelo fato da omissão, fora isso, enfrentam essas adversidades da melhor maneira segundo a sua coerência. Porém, as Testemunhas de Jeová são marcadas pela incoerência e nesse caso não haveria de ser diferente.

Vejamos um relato ocorrido na França: 

”Em 1996, um relatório parlamentar classificava as Testemunhas de Jeová como ‘seita perigosa’, e em janeiro de 1999 o governo lançou um imposto de 60% sobre todas as contribuições recebidas por elas, embora isso nunca tenha sido exigido de nenhuma outra religião”.(Anuário 2001)

Bem, se formos observar as instruções anteriores dadas a seus “irmãos” de fé em outra localidades onde sofreram injúrias e até mesmo casos de morte, o coerente seria suportar mais uma série de blasfêmias, pois o caso em questão se restringia a difamação e dinheiro, ou seja, cobrar mais impostos da Torre de Vigia e calúnias sobre considerar as Testemunhas de Jeová uma seita perigosa. Mas, observem como reagem agora, numa mudança de posição que vai contra tudo que tinham colocado como convicção para seus fiéis:

 ”As Testemunhas reagiram com uma campanha de três dias, começando em 29 de janeiro de 1999, em que distribuíram 12 milhões de exemplares de um tratado intitulado Povo da França, vocês estão sendo enganados!. No primeiro dia da campanha, realizou-se uma entrevista coletiva com a imprensa para explicar o que estava acontecendo. Ao meio-dia, as estações de TV e de rádio já estavam transmitindo as informações. Mais de 60 jornais e revistas nacionais e regionais noticiaram a atividade, usando manchetes como “A França é tomada como testemunha por Jeová” e “Operação ‘Verdade’ pelas Testemunhas de Jeová”. (Anuário 2001)

Exatamente, para o espanto geral, as Testemunhas de Jeová na França foram reorientadas para fazer política de forma descarada nas ruas através de mobilização através de folhetos, passeatas (aglomeração de Testemunhas de Jeová), mídia etc. 

“Assim, cerca de 6.000 voluntários se postaram em pontos estratégicos para encontrar as pessoas a caminho do trabalho. Ver tantas Testemunhas de Jeová distribuindo panfletos nas ruas certamente foi algo inédito para as pessoas”. (Revista A Sentinela 01/09/2001)

O que mudou? Por que pessoas sendo mortas ou torturadas não merecem divulgação e taxação de impostos sim? Para que tentar mudar algo por meio de manifestações públicas anteriormente colocadas como anticristãs? Por que se envolver com política quando se dizem neutras nessa questão? Relembremos a crítica feita pelas Testemunhas de Jeová frente a manifestações públicas: 

“Sim, aqueles que participam em passeatas de protesto ou que fazem manifestações geralmente o fazem na esperança de que seus esforços conjuntos corrijam as injustiças e a corrupção dos atuais sistemas sociais e políticos”. 

E não foi isso que fizeram? O resultado dessa manifestação política das Testemunhas de Jeová foi o seguinte: 

”E que dizer do imposto lançado pelo governo? Em resposta à ação tomada, altas autoridades têm sido confrontadas com extensiva documentação legal sobre as Testemunhas de Jeová — inegavelmente um grande testemunho! Está sendo impetrado recurso sobre a exigência do imposto e, se necessário, será contestada até na Corte Européia dos Direitos Humanos”.(Anuário 2000)

Como vimos, o resultado segundo a Torre de Vigia é muito favorável. A manifestação pública com passeatas, folhetagem, mídia, foi um instrumento forte para pressionar o governo local a rever sua posição. É triste ver que somente em casos em que a vil moeda entra em jogo a Sociedade Torre de Vigia se manifesta de maneira tão viril e enfática.

É triste constatar que manifestações com respeito a ajudar ao próximo, mutirões contra a violência, passeatas contra o desarmamento ou mesmo para mostrar a vontade de paz sejam consideradas “politicamente” incorretas para as Testemunhas de Jeová. Dois pesos e duas medidas, e assim caminha as eternas incoerências dentro dos muros da Torre de Vigia.

POLÍTICA ANTICRISTÃ DAS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ - Texto Pascoal Naib

O que podemos colocar com questão a neutralidade política é que as Testemunhas de Jeová não se envolvem em conflitos armados para defender esse ou aquele partido político que porventura tenha tomado o poder de forma revolucionária e armada ou mesmo ditatorial. Isso com certeza é aplicado por muitas pessoas, até mesmo de outras religiões, como forma de preservar danos maiores aos seus fiéis. Pegar em armas para colocar sentimentos nacionalistas que porventura estejam desfigurados do seu sentido original, como meio de assassinar pessoas que pensam de forma diferente é antes de tudo um ato que todo ser humano deveria colocar como impraticável.
Sendo assim as Testemunhas de Jeová poderiam sair desse equívoco de achar que qualquer participação social que vise a melhorar a sociedade seja algo politicamente incorreto, pois antes de tudo vivemos num mundo onde a desigualdade é imensa e onde milhares de pessoas não tem onde morar e às vezes nem o que comer. Mesmo tendo uma visão que um governo celestial irá acabar com essas desigualdades num futuro, não seria cristão ou amoroso da parte de qualquer pessoa não tentar fazer com que o agora dessas pessoas seja de alguma forma melhorado, pois até mesmo Jesus vendo as pessoas que o acompanhavam em suas pregações, sentiu a necessidade de providenciar comida para os que tinham fome e justiça para com os excluídos. Pregar a palavra de Deus com certeza incute em muitos a necessidade de ser um indivíduo melhor, mas palavras sem ação ou mesmo conversão apenas para se fechar num grupo restrito que diz deter verdade divina e deprecia qualquer iniciativa governamental de melhorar o mundo é algo bem anticristão por parte das Testemunhas de Jeová. E o pior de tudo é notar suas incoerências, vejam o que dizem nessa publicação:” Similarmente, os hodiernos cristãos não devem dar ordens a outros individualmente quanto a que posição devem adotar em assuntos relacionados com a neutralidade cristã. Cada um precisa fazer a sua própria decisão em harmonia com seu entendimento dos princípios bíblicos”. Gálatas 6:4, 5. (Revista A Sentinela 01/091986) E logo depois destila o que realmente pensa sobre qualquer governo político ou políticas sociais que visam melhorar as condições de uma população:” Que finalidade têm, por exemplo, as eleições na classe de encarregados ou líderes da turma? Servem realmente para treinar os jovens a participar na maquinaria da política mundana. Será que é para isto que o jovem cristão deseja ser treinado? Será que Jesus Cristo, que disse: “Não faço parte do mundo”, desejaria que seus verdadeiros seguidores se treinassem para participar na política mundana?” (Revista Despertai 08/03/1973) Depois complementam:” Assim, por exemplo, quando as Nações Unidas declaram o ano de 1986 como “Ano internacional da Paz”, os cristãos observam o evento com interesse. Mas não podem dizer com antecedência se isto será o cumprimento das palavras de Paulo citadas acima. São gratos, porém, que Jeová possibilitou que discernissem o significado da ‘imagem da fera’ e “a coisa repugnante que causa desolação”. Assim, encaram essa organização como Jeová a encara, e não são desencaminhados pelos esforços dela em implantar a paz”.(Revista A Sentinela 01/10/1985)
Eis a verdadeira face da política adotada pelas testemunhas de Jeová!